-Esqueça a mãe um pouco e pense. Foi o que minha irmã disse antes que eu pegasse a bicicleta e saísse para ir trabalhar, mas como eu poderia, minha pobre mãe foi atropelada por um carro a uma velocidade não tão alto, porra mas minha mãe tem mas de setenta anos ela poderia ter morrido. Minha irmã diz isso não porque ela não tenha coração mas para que eu vá trabalhar. Dês do acidente no segunda que eu não piso no trabalho, e meu perfil como o chefe diz não e um dos melhores. -Pegue sua bicicleta e vá trabalhar. Em parte porque eu em casa ficava meio que sem sossego, em parte por que meu emprego era o único na casa onde viva eu minha mãe e minha irmã meu pai vive com outra mulher e nem ao menos aparece no natal.
-Nossa mãe no hospital vai precisar de você trabalhando. Aquilo me deixou preocupado.
-O que você acha que ela não vai acordar? Perguntei por que já vazia trés dias e nossa mãe ainda dormia.
-Não André, mas ela vai tomar alguns remédios quando voltar não e? Minha irmã estava mentindo para mim tinha tando medo quanto eu que nossa mãe ficasse no coma para sempre. -Agora vá; vou tomar banho e vou para o hospital, aposto que quando você chegar terei boas noticias.
E aqui estou eu, pedalando pela ciclovia que corta o bairro bosque, satélite e Dom pedro. Começando pelo Dom pedro. Eu pedalava por toda a reta da ciclovia, meia hora de pedala para depois virar em um rua a direita antes do fim da ciclovia, que acabava em frente a um Shopping vale sul, para ir a uma loja de moveis usados onde eu era o montador.
Entrei na ciclovia sentindo o vento no rosto, um vento da manha que normalmente me agradava mas hoje não eu via minha mãe em toda parte. Do lado esquerdo um colégio o CAIC do Dom pedro. Uma escola padronizada com inúmeras iguais pelo pais a fora, meu tio que e baiano diz haver um la. Sera que meu tio já foi no hospital ver minha mãe? Desci a grande ladeira e um ônibus passou do meu lado e outros vários iriam passar ate que eu chegasse ao meu destino.
Acelerei como sempre fazia, mas estava distraído, já teve algum parente querido em uma cama de hospital? Se teve sabe do que eu estou falando, minha mãe já senhora que tanto se orgulhava de nunca ter quebrado nem um osso por não ser traquinas, tinha voado alguns metros e batido com a cabeça no chão. Estava em um leito de hospital com tubos enfiados no nariz, roupa branca e um balão de oxigênio subindo e descendo, enchendo e esvaziando levando vida para ela, o motorista foi homem de ajuda-la mas tenho certeza que se alguma coisa acontecer com minha mãe eu vou... respirei fundo e esvazei minha mente de pensamentos agressivos, minha mãe e contra a violência. O pobre homem ficou tão assustado quanto nos com a mãe no hospital ele mesmo esta pagando a conta e vai visita-la. Um bom homem pai de dois filhos casado pela segunda vez.
Distraído, pedalando quase não vejo os sinais fechados e as vezes paro tão perto que poderia ser pego por um carro. Alguns motoristas me tão raiva, sabe como e difícil ser respeitado quando se esta em uma bicicleta? Os motoristas que vão e vem só pensam neles mesmo. Saindo do bairro e entrando num setor mas comercial, oficinas, alguns pouco escritórios, e a periferia virando centro aos poucos centímetro a centímetro, a esquerda o posto policial. A direita pessoas esperando pelos ônibus das fabricas. Minha mãe sempre dizia que eu seria um doutor e aqui estava eu pedalando para uma pequena fábrica de moveis fazer as cadeiras mesas dos outros, mesas e cadeiras dos doutores, bem pelo menos e honesto.
A ciclovia e ressente mas já tem alguns buracos eu na velocidade que estava desviava em cima da hora, as crianças entravam na frente e eu gritava para ele saírem. E eu pedalava como se isso fosse trazer minha mãe a tona. A vento no rosto o som do pneu. O metal contra o vento. A mochila nas costas se jogava de um lado para o outro. O boné abaixado. E as pessoas passando como vultos de todos os lados, uma senhora saltou para não virar algo que eu derrubaria. Normalmente eu não sou tão imprudente assim mas hoje eu estava quase chorando por minha mãe, e tenho certeza que minha irmã tinha chorado também enquanto tomava banho para ir ver-la.
Estava passando em frente ao SESI de São José dos campos eu nunca entrei nele mas posso ver aqui de fora uma quadra de tênis, futebol esta areá do bairro começava a ficar mas arborizada. Do lado contrario do bosque eu passava agora por um pracinha e um chafariz desligado, distraído o farol fecho para os que vinha do meu lado então um carro avançou por que era vez dele de passara então. Uma buzina alta e eu instintivamente apertei i freio. Bem próximo da minha perna um para-choques de um carro.
-Ou seu louco você que morrer. A mulher mas velha do que eu gritou da janela, seria trágico e seu morresse com a lembrança de minha mãe no hospital, quis contar tudo a ela que estava desligado por causa de minha mãe que tinha medo que ela estivesse em coma mas disse apenas.
-Desculpe. E voltei para a ciclovia de ré. A mulher se foi e os outros carros passaram, por um momento eu achei que iria chorar e ninguém iria entender. Onde eu estava era uma rotatória, a frente uma pracinha muito bonita onde minha mãe tirou uma foto certa vez. Tive certeza que eu poderia passar então sentei no banco a minha bicicleta azul e pedalei as marchas tinha quebrado e eu as tirei, e nem por isso eu deixei de correr. Pedalei mas e mas. Entrando na ciclovia do outro lado pista. A ciclovia cortava a pracinha e fazia uma curva para a esquerda. Olhei para o banco onde eu tinha batido a foto e quase vi minha mãe lá, droga foi um péssima idéia ter vindo trabalhar hoje. Com certeza eu iria chegar la e voltar para casa depois que o chefe fise meu estado. Atravessei mas uma sinal fechado para mim. E vi pelo canto de olho o grande supermercado por nome de máximo. Pedalei mas pegando outra reta.
Um carro branco estava a minha direita eu vi só não vi que ele estava dando seta, pedalei mas e mas o motoristas talvez não tenha me visto acho ate que estava cantando algo. Mas um cruzamento. O chão agora de asfalto passou para paralelepípedo, meu arcaico para uma cidade do porte da minha mas em fim era ate charmoso. Achei que o carro fosse seguir em frente como eu, pedalei mas o carro virou, se não fui pego da primeiro fez seria desta. Ouvi a som da freada. E apertei os olhos quase que sentindo a dor da pancada. Silêncio. Ouvi o motorista gritar mil palavrões e depois percebi que estava bem. Abri os olhos e estava os outros lado já na ciclovia outra vez. O carro estava parado na outra mão o motorista estava entrando de novo no carro e saindo acelerado.
-Droga. falei. -E melhor eu tomar mas cuidado. Quase tinha sido atropelado duas vezes não queria fazer companhia a minha mãe, não no hospital. Voltei a pedala me sentindo menos preocupado mas ainda pensando muito em minha mãe.
Engraçado, eu não me lembro do ritual do dia a dia que eu faço, quero dizer não lembro de ter feito ele hoje. Eu sempre tomo café feito por minha mãe, nos últimos dias feito pela mana isso logo após tomar banho ouvindo musica me visto e vou ate o quintal dos fundos onde tem um edicula que usamos para guarda coisas velhas, já pensamos e alugar ela mas minha mãe foi contra depois de pegar meu veiculo eu vou até o portão e me disperso com um sorriso. Hoje não me lembro de ter feito nada disso só mesmo de estar saindo de casa e ver minha irmã chorando sentada no sofá, eu não parei para perguntar o que tinha acontecido. Mas já sabia com certeza minha mãe ainda estava em coma.
Eu agora pedalava pelo mesmo caminho de sempre, e não notei as sutis diferenças que se apresentavam. Só o que me chamou a atenção foi não ver o posto policial apenas um terreno sem nem uma construção, fiquei atento para ver si via o posto a frente mas não era ali mesmo que ele ficava. Eu pedalava e pensava em minha mãe sem prestar atenção na viagem. Sem notar que não tinha ninguém na rua, que não passou nem um ônibus por mim, que o sol estava forte mas não ardia na minha pele.
Em algum lugar da minha cabeça eu tinha notado tais mudanças mas isso foi apenas de um modo profundo. Pedalei no silêncio, pensando em minha irmã que chorava, sera que mamãe piorou e ela não me contou, talvez não quisesse me deixar mas preocupado, de tão nervoso que eu ando que nem me lembro do que fiz no trabalho ontem. E o ontem parece assim tão distante.
Passando em frente ao SESI que agora parecia uma grande construção abandonada.
-Que e isso? O mato tomava toda a parte então ouvi outra bicicleta chegando perto e quando olhei quase sorri, e uma bicicleta quase igual a minha estava um palhaço, ai como eu odiava palhaços mas este me fez sentir bem. Tinha uma maquiagem muito alegre, e um rosto que me lembrava alguém que eu não recordava.
-Bom dia. Falou em uma voz fina e forçada. -Bonito né? Falou ele em sua roupa colorida comentando sobre o SESI eu me perguntei como ele conseguia pedalar com aquelas sapatos enormes.
-E mas ontem mesmo ele estava limpo. A pintura estava desbotada. -Estava novo.
-E a tempo faz isso com as coisas. Disse ele e percebei então que era a única pessoa que tinha visto dês que... o que mesmo? A sim que começara a pedalar.
-Como assim passei aqui ontem e ele estava e perfeitas condições.
-E e sua mãe também saiu de casa em perfeitas condições a acabou no hospital correndo o risco de nunca mas acordar.
Era verdade, estava-mos chegando perto da rotatória da pracinha a frente onde a ciclovia virava para a esquerda e depois virava reta outra vez; o farol estava aberto para mim. Todos estavam hoje.
-Ei. Ia perguntar como ele sabia que minha mãe mas ele já ia muito a frente pedalando com velocidade.
-Venha. Gritou ele. Mas logo se tornou pequeno na minha frente apenas um ponto e mas nada. Cheguei ao ponto onde tinha me assustado com o carro branco , e desta vez não tinha carro algum; nem uma mesmo as lojas e ate mesmo a igreja universal estavam fechada. No cruzamento onde eu tinha fechado os olhos pesando ser pego pelo carro avia uma enorme mancha de sangue no chão. Estava seca não muito seca.
-Alguém se machucou aqui. Eu disse e continuei pedalando, cada vez mas rápido não para chegar logo ao trabalho mas para ver se alcançava o palhaço.
Continuei pedalando para achar o homem e perguntar como ele sabia de minha mãe, seu rosto não me era estranho bem podia ser um amigo. E mamãe como estava? Quando chegasse em casa hoje eu iria ligar para o hospital caso minha irmã não me contasse nada satisfatório.
Palhaço, não lembro porque os odeio tanto mas tem mesmo um motivo, pedalando entre as arvores eu fui forçando a mente ate lembrar, lindas arvores, alias elas nunca estiveram mas lindas do que hoje, o dia bem parecia sábado de tão calmo que estava.
-Onde foi todo mundo? Perguntei mas não obtive nem uma resposta ao invés disso lembrei como em um freche o por que que tinha raiva dos bons palhaços era raiva ligado ao medo. Eu já tentara superar uma vez indo ao circo na adolescência mas na hora dos palhaços eu ia embora não via menor graça neles e tudo por que um vez quando eu era criança....
Eu e alguns amigos estava-mos andando pelo circo horas antes das apresentações, de um lado para o outro vendo os animais e conhecendo os artistas, ate que me afastei muito dos outros e fui parar perto dos camarins dos palhaços que eram fabulosos. e onde estariam eles? Subiu a escada de um trailer, depois de muito procurar e não achar nem um palhaço e olhei para dentro pela vidro da porta entre a cortina que estava meio fechada e vi, um homem gordo vestido e pintado como palhaço, estava sentado na cadeira de frente ao espelho, em seu colo.
Tampei a boca para na gritar e ser visto. Em seu colo estava um menina, não uma mulher ou jovem uma menina de cabelos pretos. Soube com a experiencia dos anos que deveria ter menos que 14 anos, ela parecia sofre no colo do homem que sorria medonhamente. Ela subia e descia. Percebi que estava com a saia levantada e com a calcinha nos pés. Ele segurava ela pela cintura forçando ela a subir e descer. Só muito depois quando eu descobri o que era sexo que eu soube o que ele estava fazendo com ela.
Naquela mesma noite eu vi os dois, a menina que reconheci do rosto nos espelho uma bailarina, e ele um dos palhaços que pegou na mão de muitas crianças, minha mãe perguntou inúmeras vezes o que eu tinha mas eu nada disse, eu não sabia mesmo o que era sexo mas alguma coisa se quebrou em minha cabeça e eu passei a odiar e a temer os palhaços. Mas este a quem eu perseguia, este eu queria encontrar eu queria conversar com ele, tanto a ponto de não lembrar par aonde estava indo, o sim para o trabalho. Minha mãe saia logo do hospital. Pensei e falei ao mesmo tempo ainda não estou pronto para ficar sozinho, e eu já tenho 25 anos.
Desta vez foi pior, além de não lembrar de ter acordado pela manha também não lembro de ter dormido e muito menos da volta para casa ontem. Estou pedalando mas devagar porque meus músculos estão cansados, isso sempre acontece quando o fim de semana esta chegando, mas não como estava agora. Lembro apenas de minha irmã arrumando meu quarto. E depois saindo com roupas limpas, acho eu que para visitar minha mãe.
-Estou com fome. O dia parece estranho, esta mesmo estranho, era para ser agora não mas que sete da manha mas já parecia que iria anoitecer, não tinha pessoas nas ruas e os prédios, parecem tão distante como se tudo fosse um sonho. Deixei a escola no começo da viajem para trás. E fui descendo a ladeira vendo um vasto campo verde a minha direita, então de uma esquina a frente saiu o palhaço pedalando sua bicicleta. Pedalou ate um cruzamento onde entrou na ciclovia junto comigo.
-Ola mocinho. Disse ele. -Esta tudo bem?
-Não. Eu falei carrancudo e não estava nada bem, me sentia muito só talvez porque não estivesse vendo ninguém nas ruas nem uma carro nem ave ou avião no céu só aquele palhaço maldito.
-E sua mãe... quase gritei com ele quando ele falou.
-Isso não e da sua conta, olha aqui como você sabe da minha mãe. Estávamos andando lado a lado e vendo que sacudia as roupas dele não me tocavam.
-Eu sei porque você sabe. Você me contou.
-Hora que estoria e esta? Exclamei.
-Não se lembra de mais nada? Quero dizer parece que nos últimos dias só tem pedalado e mas nada. Ele falou sorrindo um dentes amarelos.
-E o que eu faço eu vou trabalhar de bicicleta.
-E verdade. Falou ficando um pouco triste mas logo recobrando o sorriso. -Mas se lembra de estar trabalhando? Se lembrar de chegar em casa? Deus. Meu coração quase saltou do peito a resposta era não mas eu me calei e olhei para frente o mesmo caminho de sempre. Agora subindo um ladeira.
-Como você sabe da minha mãe.
-Sei que ela vai ficar bem, o como não importa. O que era aquilo, após a ladeira ingrime onde era para haver muitos pontos de comercio se estendia um campo verde de fim.
-Estou em São José dos campos?
-Esta. Ele disse sorrindo mas ainda. -Sei também que não gosta de mim mas isso não impedi que eu te ajude ne? Neste momento ele começou a pedalar mas rápido.
-Espere. Gritei ele era a única companhia eu tinha não podia ir embora assim, pedalei mas rápido para alcança-lo passamos em frente a onde era para ser o SESI e continuamos, eu estava quase pegando ele. Então o mundo voltou. Seus sons... seus carros e pessoas indo e vindo. Eu agora passava pela pracinha onde minha mãe tinha tirado a foto. O vento tocou meu rosto. Eu ainda via o palhaço. Mas para que seguir ele agora se estava tudo bem.
-Deixa isso para la. Continuei na mesma velocidade mas sem forçar mas. Entrei na reta vendo o palhaço já pequeno na minha frente. O carro branco surgiu na avenida e eu não notei ele, continuei olhando para frente. E pensando e minha mãe. Hoje eu iria visitar ela mesmo que minha irmã dissesse que não era uma boa idéia eu queria ver ela. O carro e eu entramos juntos no acostamento. Então a buzina. Eu gritei.
Uma mão forte me puxou olhei para meu braço e vi que era um mão com luva branca como as do palhaço, o carro passou sem me tocar e quando passou sumiu no ar e todo o mundo perdeu a cor outra vez, sem carros sem pessoas sem vento. Olhei do lado e do outra e não tinha ninguém, o dono da mão enluvada tinha sumido eu estava sozinho outra vez. Sentei na bicicleta e voltei a pedalar, como se no mundo inteiro só existisse isso para fazer, e não era mesmo?
No começo a direita a CAIC a esquerda algumas casas mas a frente a rua onde o ônibus saia virava para a direita ao lado da ciclovia e vazia retorno atrás de mim e pegava a avenida reta na direção de onde eu estava indo. Tudo estava normal e eu sentia um tristeza muito grande.
Lembro de minha irmã meu quarto falando que tudo Iria ficar bem que logo logo toda a família estaria em casa outra vez (menos o pai e claro) então o telefone tocou. Comecei a pedalar de novo sentindo fortes dores no corpo. Minha irmã atendeu o telefone e veio ate a porta do quarto olhado para dentro, olhando para mim? Ela falava ao telefone e logo seu sorriso foi sumindo.
-Coma? Disse ela. Meu deus minha mãe tinha piorada era isso? Eu pedalei mas rápido vendo as pessoas pela rua. Desligou o telefone e olhou para o quarto.
-Esta em como. O que? Devo ter perguntado algo. -Os medico disse que pode ser rápido ou pode durar meses ou anos. Fiquei imaginando que tipo de médico dava um noticias destas por telefone. Pedalei mas rápido. Em fim o que eu temia era verdade minha mãe não resistira ao acidente e estava dormindo o sono da morte. E eu só podia ir trabalhar para pagar o que fosse preciso pagar. Cheguei ao ponto onde o palhaço tinha me puxado da frente do carro e não havia carro desta vez.
-Foi só um sonho. Disse para mim mesmo querendo muito chorar por minha mãe mas se conseguir era como se minhas lagrimas a muito tivesse secado. Mas a frente na descida que nem era tão ingrime assim eu me assustei ao ver um palhaço na rua com uma placa de pare nas mãos. Esperei que o mundo todo parasse de novo mas nada disso aconteceu, eram na verdade cinco palhaços trés homens e duas mulheres que juntas fazia uma festa na rua. Divulgando grandes ofertas em um concrecionaria de carros.
Um deles acenou para mim e eu sorri de volta, não gostava deles mas não lembrava o porque, pedalei mas até começar a ouvir um som, bipi bipi... o que era? me aproximei do hospital de olhos Provisão e percebi que o BIPI BIPI muito alto vinha do farol sonoro. O cegos usavam este farol para saber quando podia atravessar e quanto tempo ainda tinham pois ele acelerava quando estava ficando verde para os carros. Mas este parecia quebrado pois bipava sem parar mesmo sem ninguém para atravessa-lo, olhei e não tinha mesmo ninguém querendo passar. Ônibus passaram por mim, e eu passei por muitas construções. A área verde no fim dos bosque e começo do satélite. Me aproximei da igreja a direita e no cruzamento grande eu pedalei mesmo sem o sinal esta a meu favor. Não tinha carros. Continuei vendo lojas de sapados de conveniência, e flores bancos e mas bancos. O cenário mudava quarteirão em quarteirão, postos de gasolina e escolas e inglês. Logo os flanelinhas com quem eu tinha tantos problemas, eles cuidavam dos carros usando a ciclovia correndo para cima e para baixo e muitas vezes entrando na frente das bicicletas. Eu mesmo já discuti com fários deles.
Cruzei mas um avenida e agora já podia ver ao fim da avenida o grande shopping Vale sul e um pouco antes um grande concrecionaria antes de chegar ao shopping eu sai da ciclovia entrando a esquerda e uma rua estreita, com poucas casa e muitas mecânicas e rua era de pedra pedalei mas um pouco ate chegar a mini-fábrica de moveis onde eu trabalhava os moveis eram vendidos no Shopping.
A porta estava aberta e eu entrei. Assim que passei pela porta de metal sentiu um frio muito grande, parecia tão silencioso onde andariam todos?
-Oi. Gritei sem saber a quanto tempo eu não entrava ali, em minha cabeça tinha sido ontem mas não foi. O lugar todos estava muito escuro. Alguma coisa estava presa no guido da bicicleta peguei e vi que era vermelho, era um pompom de palhaço, joguei ele fora logo de percebi o que era. E continuei pedalando por um escuridão sem tamanho. Ate ver o no fim túnel um luz, fui ate ele e saiu do lugar e quando abri os olhos lá estava eu no começo a Direita o CAIC a esquerda algumas casas e logo tudo se desfez em areis virando grande decerto de areia vermelha onde só existia a ciclovia sem puder fazer nada eu gritei com toda a força de meu pulmão.
Ouvi passos se aproximando e quando olhei, era o palhaço e parecia tão cansado quanto eu.
-Você sabe não e? Sabe como sair daqui me ajude. Eu quase gritei outra vez e ele disse.
-E o que eu venho tentando fazer a dias, a meses. Aquilo me causou um calafrio, meses era por isso o cansaço? Pensei e ele respondeu a minha mente.
-Não, não e por e quando sair daqui poderá ver por que esta tão cansado. Fiquei olhando para ele e ele para mim lembrando do meu problemas com palhaços e então algo veio a minha mende e eu fiquei esperando que ele respondesse sem eu mover o lábios mas não vez.
-Por que um palhaço? ele olhou para o alto como se eu o irritasse profundamente.
-Digamos que eu sou um trauma te ajudando a superar um trauma. Não se esforce você não vai entender nada agora. Ele andou na minha direção passando atrás de mim e quando surgiu do outro lado estava montado em um bicicleta igual a minha.
-Quantos vezes você me ajudou? Perguntei
-Várias; dês que você entrou aqui eu venho tentando de acordar mas você sempre recria o mundo como se isso aqui fosse melhor que a verdade.
-Você poderia ter me deixado como minha ilusão porque... ele me interrompeu.
-Não eu não poderia agora uma questão. Olhou no fundo dos meus olhos com olhos que eu conhecia muito bem. -Você quer mesmo sair daqui? E ver sua mãe ?
-Minha mãe esta e coma.
-Quer ou não? Juntei forças.
-Sim eu quero. E logo que eu falei ele começou a pedalar e eu sabia o que tinha que fazer seguir o palhaço. Pedalamos por horas sem fim e cada vez ele acelerava mas me deixando para trás, eu queria parar a vezes só para descansar mas ele gritava.
-No fim você descansa. Quem era ele, um anjo tentando me tirar do inferno e porque tinha a forma que eu mas odiava, um trauma tentando me livrar de um trauma.
Eu quis desistir quando vi que a areias não teriam fim. Estava soando e ofegante.
-Não aguento mas eu falei e comecei a ver casas se formando de novo.
-Não desista agora estamos quase. Mas eu o ouvia fracamente agora, minha cabeça estava recriando o mundo de ilusões, então ele gritou.
-O que e um palhaço? Eu não entendi e ele repediu a pergunta.
-Um homem. Gritei mas nos rosto dele por cima do ombro vi que não era verdade, pensei. -Na verdade e um personagem. Uma força chegou a mim e eu consegui pedalar ao lado dele muito cansado.
-Um homem. Ele disse e eu confirmei com a cabeça. -O palhaço onde ele vive?
Outra pegunta eu tinha que responder certo acho que minha vida de pendia disso. Poeticamente eu disse.
-Nos crianças, nos palcos o palhaço em si vive no picadeiro. Então os sapatos dele viraram pó e em baixo deles sapatos normais surgiram, tênis.
-Quem da vida ao palhaço.
-O publico. Pela cara dele queria mas. -O ator. Agora foi as calças dele que viram pó mostrando calças jeans iguais as minhas.
-Um palhaço viver sem ator ou publico?
-Pode viver sem ator mas nunca sem publico, a lembrança mantem ele vivo. Vive que sua maquiagem se desfazia.
-Então quem estava molestando a garota o palhaço ou o ator? Então com fora eu gritei, e mesmo que o homem estivesse pitando pronto par ao show naquele momento ele não era o amável palhaço era apenas um sujo homens gordo.
-O ator. Tudo de palhaço dele sumiu e deu lugar a um jovem cujo os rosto eu não podia ver, no deserto comecei a ouvir o BIPI BIPI outra vez mas ali não tinha faróis, estava-mos pedalando, estava-mos muito rápido e ele começou a se aproximar de mim eu senti que deveria fazer o mesmo. O bipi foi ficando mas forte. E momentos antes do toque eu vi seu rosto. Ele era eu mais serio mas era eu, nos corpos se tornaram um. E eu fiz um luz forte no auge do bipi.
Senti um dor que não poderia explicar, senti mãos fortes em meu corpo , senti que poderia abrir os olhos mas eu não fiz. Em vez disso dormi.
Mãos me tocando, acariciando minha cabeça. Abri os olhos e vi minha mãe eu estava deitado em uma cama, e sentia dores pelo corpo quanto tentei me mexer minhas pernas doeram.
-Calma filho. Disse ela. -faz tempo que não usa o músculos eles podem doer assim o medico disse.
-Mãe eu tive medo que você ficasse em coma. Eu falei com uma voz que pareceu não ser minha. E ela chorou me abraçando.
-Eu tinha medo que vocês não mas saísse do seu. Eu estava em coma, foi quando na primeira vez eu fechei os olhos quando o carro branco virou na minha direção com o motorista cantando ele me acertou em cheio e eu cai de cabeça no chão o homem gritou palavrões e depois entrou no carro fugindo. Alguém e meio a muitas pessoas que eu vi e minha volta chamaram a ambulância mas quando os bombeiros chegaram eu já tinha caído no sono profundo.
Fiquei em um quarto ao lado de minha mãe que se recuperou dois dias depois que eu cai doente.
-Desculpe mãe eu estava distraído.
-Eu sei filho e como eu te recomendei para ter cuidado naquela bicicleta, mas agora não tem problema uma bike como você diz foi destruída pelo carro. Assim como minha perna que ainda tinha pinos. -E você não vai comprar outra.
-E tudo tão estranho mãe. Eu disse erguendo a mão para tocar a mãe dela, mamãe segurou com força.
-Eu sei filho, eu estava em seu quarto arrumando roupas para trazer para hospital quando o médico ligou e contou para sua irmã. Eu tenho chorado todos dos dias.
Ela me abraçou de novo e assim ficamos por um bom tempo, eu fiquei em como por nove meses e nasci de novo, sempre gosto de dizer isso mas não tive medo de subir de outra bicicleta dois anos depois eu compraria uma nova mesmo coma reprovação dela. Amigos foram me visitar e eu fui me recuperando pouco a pouco, tirando os pinos e depois o gesso. Acredita que o homem, seu Emanuel que atropelou minha mãe virou amigo da família e era mesmo um bom homem, diferente do que me atropelou.
Logo eu pudi andar de novo com bengala, e mas tarde sem ele mas quando comecei a levantar da cadeiras de rodas teve uma coisa que eu quis fazer. Eu não me lembrei nunca do que houve em meu estado de coma, nem de mim mesmo vestido de palhaço mas quando pudi quando chegou na cidade um eu fui ao circo com mãe e minha irmã. E uma garota Luiza que mas tarde seria minha namorada.
Naquele dia e ri dos palhaços, eu me diverti como só as crianças sabem fazer e ninguém me censurou, e sorri eu brinquei como nunca, e não tinha mas raiva deles para mim eram apenas, bons e ingênuos Palhaços.
O ciclista o palhaço e o coma
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