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Nesta coletânea de 22 contos somos apresentados ao universo que tornou Stephen King conhecido como um dos mais aclamados escritores de terror. Publicado originalmente em 1986, o livro revela o talento de King como criador de enredos aterrorizantes e envolventes. Os contos transitam com desenvoltura pelo mais puro horror na forma de criaturas abomináveis, passando por um terror psicológico de gelar o sangue. Tanto os fãs de longa data do escritor quanto os novos leitores irão deliciar-se com as histórias de suspense e terror desta coletânea.

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O CHAMADO CTHULHU

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DAGON. LOVECRAFT

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A TUMBA- LOVECRAFT

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os ossos

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1

Pelo caminho de terra batida o homem conduzia sua carroça cheia de terra, terra que ele pagara um braço bom e que agora terminava de carregava para o sitio de Velho Anísio, o velho que tinha perdido a esposa a uns dois anos agora inventara que queria plantar milho, no entanto viu logo um problema, o local escolhido era muito pedregoso por isso o menino Eliberto foi contratado para aterrar a área, foram dez viagens com a carroça cheia de terra, sempre com seu chapéu na cabeça e sempre fumando um cigarro de palha.
Ao longe viu embaixo do sol um outro velho, em pé na cerca de seu próprio sitio o homem parecia esperar pelo carroceiro posto que no momento que ele estava passando o velho acenou, Eliberto puxou as rédeas e a carroça parou deixando cair um pouco da terra na estrada, levantou a cabeça olhando por baixo do chapéu. Após dar uma ultima tragada em seu cigarra de palha falou.
- Pois não senhor?
- Pode me chamar de Geraldo e você e Eliberto o carroceiro? Sem que o rapaz respondesse ele continuou. - Esta trabalhando para o velho Anísio? O homem a sua frente tinha a pele negra, era grande mais já se curvava um pouco, estava descalço, usava camisa aberta ate o peito e calças da cor de chumbo, estava apoiado em uma enxada, na cabeça careca nem um chapéu, mais era fácil notar alguns cabelos brancos.
- Sim estou carregando terra para ele, porque ?
- Nada, só que deve tomar cuidado o velho e meio louco sabe. - disse o velho sorrindo um pouco. - Pode ser que no momento de lhe pagar ele diga que já lhe deu o dinheiro ou que não vai pagar coisa nem uma, daí ele pega a espingarda dele e te põe para correr de lá.
Era verdade que já tinha ouvido falar de velho Anísio colocar pessoas para correr de seu sitio com a Dona Cota sua Espingarda no entanto nem um deste casos era de pessoas que trabalharam para ele.
- Eu vou arriscar senhor, agora se me permite tenho que levar esta ultima carrada e depois ir embora para casa.
- Claro a vontade. Disse Geraldo voltando a capinar o mato que nascia em sua cerca, o jovem atiçou o cavalo e fazendo ele andar, mais cinco minutos de cavalgada estava na cerca de Anísio e logo no portão, do lado contrario ao dos sítios dos dois homens não havia nada, só uma extensão grande de mato ralo e no fundo como que parecendo uma pintura, algumas montanhas verdes e o céu azul e nesta paisagem a única coisa que mudava era a cor do céu.
Após abrir a cerca que lhe fora ordenado Eliberto voltou a carroça e conduziu ela para dentro da propriedade de Anísio, conduziu ate ver uma figura pequena ao longe trabalhando sem parar espalhando a terra que ele já tinha trazido, a sua esquerda agora ele passava pela casa de Anísio mais não se deu ao trabalho de olhar para ela, já sabia que ela era grandes e velha, que tina desgastada e telhado precisando de uma reforma que a porta de madeira que antes era branca agora estava desbotada assim como a janela a direita da porta, e que ao lado de casa tinha um chiqueiro de porcos e que mais alguns metros tinha o viveiro das galinhas.
- Cheguei senhor. Disse Eliberto encostando a carroça e olhando para o trabalho do homem, depois olhou um pouco para todo o sítio do homem, tinha bastante terra na plantada ainda, tinha pés de amendoim, melancia, algumas arvores de manga e goiaba e um bocado de terra, o homem poderia plantar em qualquer lugar mais decidira plantar ali, e resolvera pagar para aterrar ao invés de escolher um outro pedaço de terra porque?
- Ola filho pode descarregar aqui mesmo. Disse o homem baixo loiro, se camisa e de calças da mesma cor chumbo, um grande chapéu de palha na cabeça e reluzentes olhos azuis. Descalço ele afastou um pouco de terra com os pés apontando o lugar.
Eliberto desceu da carroça e com um pá que vinha sobre a terra começa a descarregar , o trabalho levou uns dez minutos mais no sol de perto do meio dia pareceu ser mais tempo, enquanto ele descarregava o velho já ia espalhando areia e por fim descansou a pá dentro da carroça, tinha terminado.
- Muito bom. Disse o velho Anísio olhando o trabalho se virou para o jovem levou a mão ao bolço e retirou um maço de dinheiro.
-Aqui filho, como o combinado. - O menino pegou cem reais os quais vinte era para pagar ao pessoa que lhe cedeu a terra ainda ficaria com oitenta e isso estava bom para um único dia de trabalho, ao contar o dinheiro o menino sorriu. - O que foi filho?
- Nada só que seu vizinho disse que o senhor e louco e que não me pagaria.
Eliberto notou um raiva crescente no olhos do velho que tinha sido tão gentil ate então, viu o homem olhando para o terreno ao lado e depois para os próprios pés, por um minuto Eliberto achou mesmo que o velho iria apanhar a Dona Cota meter bala nele mais por fim, se aclamou.
- E um linguarudo este homem, bem e isso muito obrigado Eliberto se precisar chamo você outra vez sim?
- Claro seu Anísio, disse o menino já subindo na carroça e manobrando para ir embora, o cavalos reclamou um pouco, bateu os casco mais em fim obedeceu e os dois se foram do sítio; Anísio deixou a ferramenta onde estava e caminhou apresadamente para sua casa, ao chegar na varanda a madeira velha rangeu com o peso de seu corpo.
Entrou pela porta deixando ela escancarada, passou pela sala de moveis velhos e sem brilho, uma poltrona uma mesinha de centro uma estante de madeira com louças dentro e na parede ao lado da porta para a cozinha pendura e dois pregos grandes a Dona Cota a Espingarda que ele comprara para proteger o Sítio e que tinha o nome de sua avó, olhou a arma que tinha as partes de madeira desbotadas e as de metal enferrujando e pensou um pouco.
- Há não ele não merece. - Disse o homem entrando na cozinha e indo ate a gaveta de uma das estantes e la encontrou o que procurava uma baladeira ou estilingue, saiu pela porta da cozinha espantando algumas galinhas que passeavam ali por perto e andou a passos largos na direção da cerca, ouviu os porcos outra vez e outra vez os ignorou andou e andou desviando um pouco o caminho indo na direção de uma parte coberta de mato que ia de seu terreno ao terro do vizinho, entrou no mato de medo de bicho algum chegou bem perto da cerca e olhou para a casa do vizinho .
- Vai aprender a falar mal dos outros seu filho da mãe.- falou olhando no mato e encontrando o que procurava, algumas pedras.
Muita gente falava na cidade que Anísio e Geraldo ainda iam se matar de tanta raiva que uma tinha do outro, e o poco alimentava muitas estorias sobre este conflitos a rações e os porquês no entanto ninguém chegou nem perto da verdade os dois se odiavam porque a mulher de Geraldo antes de casar com ele foi namorada de Anísio, o resto são encontros e ofensas ditas a qualquer momento, a mulher de Anísio que viveu mais que a mulher de Geraldo nunca soube do caso e tentava não se meter na brica dos dois.
Anísio armou a baladeira esticou ao máximo de pode e mirou a casa de Geraldo.
- Velho linguarudo.
Geraldo andava despreocupado em sua casa indo da cozinha para a sala com um bacia com arroz nas mãos, estava preparando seu almoço, quando passou pela janela e levou um susto dos infernos, o vidros da janela se estilhaçou, explodiu e vários pedaços, o susto fez ele largar a bacia e o arroaz caiu no chão se misturando a vidro. Depois do susto passado Geraldo sentiu vento fresco entrando pela janela, mais só quando fosse limpar o chão encontraria a pedra que vitimou sua janela, e que mais um pouco não teria acertado seu corpo, seu rosto.
Durante a noite Anísio tentava dormir quando a galinhas começaram a gritar sem parar o que fazia o velho rolar na cama de um lado para o outro e já vazia tempo que não perdia o sono, dês que sua mulher morreu e ele ficou uma mês com insônia não perdia uma noite de sono e quando o sol nasceu o homem foi direto ao galinheiro ver o que poderia ter assutado os bichos e quando contou todas a galinhas percebeu que faltava uma. Seus olhos foram direto para a propriedade do vizinho.
Do outro lado da cerca o homem chamado Geraldo estava em sua cozinha, com uma bacia de agua quente e uma galinha morta sendo depenada, algumas penas tinham caído para fora da bacia, e mais alem tinha manchas de sangue, o homem tinha feito um corte no pescoço da galinha e antes de colocar seu sangue e uma vacilha que estava sobre a mesa o sangue tinha pingado no chão.
- Hoje vou comer galinha caipira do vizinho, isso porque você ter quebrado minha vidraça seu velho babão.
O Negro que já passara dos setenta anos estava agora pensando em como preparar a galinha roubada na madrugada, a malditas terão muito trabalho para ele e quando estava voltando para sua casa com o premio nas mãos pensou ter visto alguém no terreno preparado do velho, achou mesmo que era o próprios Anísio e a dona Cota e assim o velho teria uma boa chance de meter uma bala nele, no entanto ao olhar sentiu um arrepio profundo que só sentira antes a anos quando tinha frequentado um salão de macumba, a imagem a sua direita se desfez na noite, se benzei e continuou andando para sua casa, e antes de pular a cerca de volta viu pelo canto do olho o vulto se formar novamente.

2

Enquanto Geraldo se deliciava com o assado de frango Anísio foi a cidade e comprou com um outro tão velho na cidade quanto ele um cachorro grande e agora voltava pelo caminho de estrada batida, olhou para o chão e notou as marcas da carroça de Eliberto no chão.
- E isso a e meu amiguinho, se aquele velho tentar roubar outra galinha você defende minhas crias certo? A cachorro não respondeu, não olhou para ele nem ao menos latiu continuou andando e olhando para frente arfando e respirando pela boca. Quando passava pela frente do sítio de seu “amigo” Geraldo viu o homem sentando na varanda com um prato nas mãos saboreando uma cocha de galinha, Geraldo não percebeu seu vizinho passando mais foi percebido.
Entrou em seu terreno e caminhou ate perto do galinheiro, escolheu um melhor lugar para colocar seu novo amigo e percebeu que ainda não tinha dado um nome ao cão, ficou parado um pouco olhando para o animal que desta fez começava a latir, depois pensaria nisso foi para sua casa para comer alguma coisa e depois plantaria o milho que tinha pensando em plantar no terreno preparado. E depois a noite dormiria com o cão protegendo sua galinhas.
Tinha pegado no sono, quando ouviu um som estranho que o fez acordar, era um som metálico, sinistro, um som que começou devagar no meio da noite e foi aumentando devagar e junto com o som metálico o granido o cachorro.
Abriu os olhos e olhou para o escuro ouvindo aquele som metálico subindo e o cachorro começou a latir e depois do latido um chorro constante e medonho.
- Deus. E a melhor coisa que sua mente pode pensar foi na solução mais pratica e aceitável. - O que este velho ta fazendo agora.
Mais no fundo de seu coração ele sabia que o som que ouvia não era humanos pois sentia um arrepio profundo, uma dor de cabeça começou devagar, ele levantou da cama tremendo um pouco mais ainda aceitando a ideia de ser seu vizinho o autor daqueles sons. Foi ate a porta e antes de abri-la se virou e olhou para Dona Cota pendurada na parede.
O som do lado de fora parecia correntes, ou arames dançando no vento, o cachorro deu um grito medonho de cortar a alma, neste momento Anísio correu ate a parede e apanhou a arma que vivia carregada, olhou firme para ele e seu animal gritou uma ultima vez correu para a porta, e com em poucas vez na sua vida longa de oitenta anos o velho homem se arrependeu de alguma coisa. Se arrependeu profundamente de ter abrido e olhado para fora pelo que viu, o vento frio não lhe deu tanto medo, a noite escura não lhe deu tanta medo, viu seu cão sendo morto pela coisa mais arrenda e apavorante que já tinha visto na vida.
O medo não lhe deixou apontar a arma para a coisa ele apenas fechou a porta e sentou-se de costa para a porta com a mão enrugada na boca para não gritar mais um grunhido e medo escapava pelos dedos, pensava em deus e nos anjos, seu ultimo pensamento foi no Demônio e foi isso que ele pensou ter visto la fora.
Ouviu o som do metal raspando em sua porta tentando entrar pedindo entrando como os vampiros fazem para tomar o sangue de suas vitimas, na aguentando mais aquele martírio Anísio deixou Dona cota largada no chão e correu para sua cama, rezou e não dormiu, teve medo, um medo irracional que lhe fazia cobrir o corpo inteiro como só as crianças fazem com medo dos bichos papãoes.
Quando o dia chegou Anísio custou a se levantar, mais o sol ajudou a acalmar seus nervos , pé ante pé ele andou para a sala primeiro viu Dona Cota no chão denunciando que a noite passada talvez não tenha sido um sonho, tocou a porta sentiu o corpo tremer.
- O deus o que estou fazendo. - levou a mão a rosto. - Foi só um sonho ruim.
Abriu a porta e fechou os olhos para a luz do dia, abriu e não viu nada de estranho do lado de fora, sua galinhas cacarejavam e os porcos gritavam por comida como sempre, deu uma passo para fora de sua casa e olhou tudo em volta, a direita o lugar onde tinha amarrado seu cachorro estava vazio.
Continuou andando olhando para a corta arrebentada, olhou para frente indo em direção a plantação de milho, parou um puco quando viu o cachorro deitado no chão, foi mais devagar e quando chegou perto teve medo outra vez, o pesadelo da noite passada tinha sido real, e oitenta anos nuca tinha visto uma coisa como aquelas e esperava que tivesse sido só um pesadelo.
O cachorro estava morto com marca de cortes com certeza feitas pelos tentáculos que tinha visto na noite passada, se abaixou com a mão na boca, tinha começado a chorar, se benzeu outra vez mais não tocou o cachorro, sangue, vísceras, os olhos do cachorro esbugalhados e a língua pendendo fora da boca.

3

Soutou o animal dentro da cova e ouviu o som abafado que fez depois começou jogar terra com a mesma pá que tinha cavado o buraco, sua mente estava acelerada e seu coração um tumulto , seu corpo ainda tremia quando lembrava dos tentáculos que nada mais eram que grandes tiras de arame farpado que iam e vinha, estrangulando o cachorro e produzindo aquele som arrepiante.
Arrastando a pá Anísio andava de volta pelo caminho que tinha vindo e notou Geraldo do outro lado da cerca capinando o mesmo mato insistente que ele matava a anos, sentindo-se fraco o velho Anísio se aproximou da cerca e olhou para o vizinho que logo percebeu a presença .
- Que foi velho? Parou de capinar.
- Posso fazer uma pergunta? Geraldo notou logo que o tom de voz do vizinho estava diferente, e antes que ele disse que podia ou não Anísio perguntou. - Ontem a noite você notou algo de estranho por qui?
- Do que você esta falando? Estava sendo ríspido como sempre. A briga se deu quando Geraldo ficou sabendo que Anísio ainda tentava sair com a ex-namorada mesmo ele já namorando Geraldo e nunca parara.
- Qualquer coisa de estranha ontem a noite, algum barulho alguma coisa diferente.
Geraldo parou um pouco para pensar, olhou para o sol e depois para o velho a sua frente.
- Acho que você bateu com a cabeça seu velho retardado. - Dizendo isso voltou ao seu trabalho.
A raiva cresceu dentro de Anísio fazendo ele se lembrar que era seu vizinho, o homem que puxou uma faca para ele dentro de um bar gritando que ele estava tentando comer sua namorada e foi ai que Anísio revelou que antes de Geraldo ele era namorado da bela moça e que a deixou porque tinha perdido a graça não tinha porque tentar nada com ela, começou-se um briga violenta que acabou com Anísio no hospital e Geraldo na policia. Voltou todo o caminho para casa olhando mais um vez para o plantação de milho, tinha escolhido quele lugar como escolhera todos os outros para plantação, o melhor ponto de vista de Geraldo; para que ele pudesse ver tudo que Anísio podia fazer e ter. Um briga constante em tudo.
Entrou dentro de casa e foi direto para seu quarto ainda lembrando e não esqueceria nunca daquela noite, seu pai sempre lhe contava estorias de fantasmas, no entanto sempre afirmando que eram falsas, bom o coisa da noite passada parecia bem verdadeira e matou seu cachorro sem nome.
Deitou na cama não pensando em dormir, tremia só de pensar em ter outra noite como aquelas, mais estava exausto e pegou no sono, dormiu profundamente o que não tinha dormia na madrugada anterior, dormiu sem sonhos simplesmente se desligando, dormiu demais... e Por deus quando acordou foi com o som metálico outra vez.
- Hó não! Exclamou ele levantando a cabeça de súbito, ouvia o som dos tentáculos de arame raspando sua porta, e agora ouvia também um murmurio, um som de alguém que sofria. - Deus que isso seja um pesadelo. - benzeu-se varias vezes mais o som não foi embora, levantou sentindo as pernas tremerem, tudo em que ele acreditava tinha mudado e dois dias, o céu e o inferno ganharam tanta força e tudo por causa do medo crescente.
Um pancada na porta o vez parar, Dona cota ainda estava no chão perto da porta e carregada, o metal tentava abrir a porta, andou se abaixando ate a porta e apanhou arma, respirava com força seu coração parecia bombear sangue para mil soldados em guerra, o parecia ser o tambor de uma violenta guerra.
- Calma Amigo. Falou baixinho colocando a mão no peito, se arrastou para a janela e exitou muito antes de olhar pelos buracos na madeira, mais em fim olhou, a ver que era a mesma criatura da noite passada se apavorou deixando a arma cair ao seus pés, levou a mão a rosto e balançou para frente e para trás como um pés, a lua la fora estava cheia e ele pode ver tudo tão nitidamente como na noite passada. -Deus, Deus, Deus. Falava tentando se acalmar, e como seria doce acordar agora em uma casa para velhos loucos, queria descobrir que estava louco, pois a loucura seria mais aceitável que a realidade.
Buscando forças novamente apanhou a arma e se levantou devagar, não ia ficar ali a noite todo sobre aquele martírio, abriu a porta e tentou não gravar muitas memorias da coisa .
No meio da plantação de milho ainda apenas com a cemente, tinha duas colunas de madeira redonda que não estavam lá antes, destas colunas em toda sua extensão havia arame farpado amarrados, estes arames seguravam um corpo de um homem no ar, de calças pretas, pés descalços sem camisa, a arame penetrava em seu ombro, cochas, pescoço, do ombro estava enrolado nos braços e depois na madeira, uma volta bem apertada segurava seu pescoço, uma linha de arame cruzava de um madeira a outro passando pela cerna de seus pés, seus olhos estava brancas, embora que desse para distinguir as duas partes do olho a menor também estava branca, sangue pingando na plantação vindo do homem, saindo por todos os buracos por onde entrava uma peça de arame, seu seus estomago, era de seu estomago que saia os tentáculos, que mataram o cão e que agora buscavam Anísio, o homem gemia e o metal no ar produzia aquele som horrível.
- Morra peste. Gritou o velho atirando no monstro, fantasma ou seja lá o que fosse a coisa, teve que se jogar para frente quando uma tira de arame tentou pega-lo, começou a correr pelo terreno e correr e correr, e os arames buscando seu corpo, do lugar de onde o arame sai do estomago do ser, saia sangue e partes do intestino da coisa, e tudo isso ficaria gravado na mente de Anísio, levou o golpe nas costa e caiu pensando ser este o seu fim.
Porem não quis olhar para trás para mais uma olhada, apanhou a arma e tentou se arrastar para longe, o som metálico o lamurio do condenado, e agora a dor nas costa tudo isso deu ao homem coragem, ou medo o suficiente para correr sem olhar para trás, para fora de seu sítio, para a cidade.

4

Sentiu a mão no ombro e se assustou, Anísio que ainda segurava Dona Cota olhou para trás e viu antes a igreja por causa do sol e seu rosto, e depois o padre a cidadezinha.
- Meu filho. - Disse o padre embora fosse uma vinte e cinco anos mais novo que Anísio. - O que houve?
Sem responder a perguntar do homem o velho chorou, chorou bem no memento em que a pessoas começavam a acordar e sair para seus trabalhos.
- Quer conversar comigo filho . - o Padre se abaixou e Anísio estava mesmo disposto a falar, quem sabe o padre não fosse ao sítio e expulsasse o demônio, quem sabe o padre não chamasse um medico provando a loucura do homem, no entanto alguma coisa vez o homem fechar a boca e também parar de chorar.
Viu a sua frente o jovem Eliberto com sua carroça ao lado de um caminhão da prefeitura , o caminhão estava cheio de terra, depois o jovem com seu chapéu de palha subiu no caminhão e começou a jogar terra na carroça, Anísio olhou a frase grande no caminhão mais não sabia ler pediu ao padre que lesse o que estava escrito.

Com muita força de vontade o homem voltou ao sítio, apanhou a pá que tinha deixado no meio do terreno no dia anterior e foi a plantação de Milho, achava que a coisa não apareceria durante o dia e se parecesse não seria tão ruim quanto a noite, suas costa ainda doíam do golpe com a pá o homem começou a escavacar, cavar, revirar a terra toda,a achou várias da cementes plantadas mais isso não fazia diferença, o terror fazia ele trabalhar sem pensar, o suor descia pelo corpo e o cansaço atacava-lhe a pernas, arrepios pelo corpo todo então achou o que procurava depois de remexer todo o terreno, mais cavou mais para não ter duvidas e já passava das trés da tarde quando terminou sua coleção tendo certeza de que tinha acabado, olhou para o monte a sua frente e relembrou a palavras do padre ao ler para ele o escrito no caminhão.
“Cemitério Municipal”
Anísio e toda a cidade sabiam que o cemitério estava em reforma, estavam aumentando e trocando alguns corpos de lugar, a terra estavam jogando fora e era lá que o menino Eliberto pegava a terra para aterrar os terrenos alheios. incluindo o seu, o menino lhe trouxe um monte de ossos, ossos que agora descansavam na frente do velho exausto .
QUEM?, seria aquela criatura e que sofrimento teve antes de morrer, morrer amarrado daquela forma, deveria ser um bandido ou um grande pecador, Anísio sabia também que no passado sua pacata cidadezinha foi palco de muitas queimas a suposta bruxas, e de sofrimento a amantes do demônio, mais se era a verdade sobre o dono do Ossos a sua frente ele não sabia só que com certeza era um cova tão velha que o homem com um trator nem ao menos sabia que estava cavando uma, nem deveria ter placa o cruz e seus ossos ficaram na terra.
- E Agora José? Perguntou para si mesmo pensando em um fim para os ossos, ainda tinha muito medo do monstro voltar posto que logo, logo anoiteceria pensou e repensou e logo um sorriso nasceu em seus lábios e um brilho nos seus olhos.

A noite chegou e Anísio esperava ouvira fantasma, mais não ouviu nada estava livre, no outro dia replantaria o milho, mais hoje teria uma noite sossegada com lindos sonhos e sem remorso alguma. - Boa Noite Dona cota.
Geraldo tentava dormir a horas, mais um estranho som metálico lhe tirava o sono, com certeza deveria ser o velho Anísio aprontando alguma coisa, não levantaria para ver, só se o som ficasse pior e ficaria, ficaria bem pior.

[...]

AMOR

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Meu nome? É Sara, tenho uma doença que talvez eu tenha herdado de minha mãe, digo isso por ter ouvido alguma conversas dela com amigas, ela sempre parava de falar quando eu ou minha irmã Lúcia entravam na sala, o que ela não sabia e que eu já tinha ouvido o suficiente atrás d aporta da cozinha antes de entrar na sala, e se agente demorava muito na sala quando ela estava falando deste assunto pedia que agente fosse brincar. Um dia após fingir que tinha ido brincar eu fiquei ouvindo. Sentada em silêncio.
- Era terrível. - Dizia ela. - Eu tinha ciumes de todas a mulheres que chegavam perto do meu pai, nesta época eu já tinha 17 anos. Eu Sara só tenho doze.
- Eu achava que era só admiração, mas percebi que era uma doença quando, comecei a desejar meu pai, quando tivesse ciumes ate da minha mãe. Então foi minha mãe mesmo que eu procurei e contei para ela, ela me ajudou me levando em um dos melhores médicos, e hoje eu posso disser que estou curada.
Sai de perto da porta sem saber o porque minha mãe contava sempre a mesma estoria para aquelas pessoas em especial, coisas que ela não contava nem para o familiares, mas uma coisa me preocupava, se ela sentia amor pelo seu pai porque quis se curar, Se ela mesmo disse que o Amor e a melhor forma de ter Deus no coração. Resolvi não contar para a mamãe meus sentimentos pois ela poderia querer arranca-los de mim.
No fim da tarde junto com minha irmã Lúcia de Sete anos de idade eu esperava meu pai Rogério chegar da trabalho, ele era professor mas nem um professor era como ele, e quando o carro dobrava a esquina eu me enchia de alegria o carro parava e ele descia sobre a luz do dia que ia embora, lindo, alto, vestido em roupas sociais, a barba negra e os olhos verdes que eu herdara meu pai era lindo e quando ele falava eu sentia vontade de abraçar ele.
- Oi meninas. - As vezes quando ele abraçava Lúcia primeiro eu sentia uma pontinha de raiva mas passava logo quando segurando minha mãe ele me levava para dentro de casa.
O resto da tarde eu tentava ao máximo ficar perto do meu pai, abraçado a ele sentindo seu cheiro e seu calor, alguns meninos da escola me mandava bilhetes, minha mãe me disse que era porque eu estava me tornando uma mulher muito bonita, lhe perguntei se por um acaso seria mas bonita que ela, ela me disse sorrindo que sim, assim talvez meu pai me notasse quando eu crescesse.
Sim eu sonhava em me casar com meu pai, sem nem ao menos entender o que era realmente um casamento, só sabia que um era do outro no casamento, o meninos da escola não eram bons o suficiente, e olha que eu procurava e neles alguma coisas que me motivasse mas nem um deles era igual ao meu pai.
Quando estava para fazer treze anos eu descobri o sexo de duas formas, acordei a noite para ir no banheiro, estava uma noite muito quente naquele mesmo dia mas sedo eu tinha tido aula de sexologia e aprendido algumas coisas que meus pais não queriam me contar. Após da a descarga e sair do banheiro ouviu um barulho estranho. Gemidos e gritos abafados.
Andei para a cozinha e depois na direção do quarto deles o sons aumentavam, a porta estava destrancada e um pouco aberta por alguma urgência que começara na cozinha, tinha chocolates e uma garrafa de vinho aberta. Olhei pela fresta da porta e vi, meu pai sobre minha mãe, ele aprecia se sentir bem, ele gostava do que estava fazendo, e toda a aula do dia fez sentindo, era Sexo que o casais faziam, naquele momento e quis esta no lugar de minha mãe, e não me importava se a minha primeira vez doesse , eu acho que se fosse com meu pai ele seria gentil.
Acho que minha mãe já tinha tudo de meu pai, talvez fosse hora de eu ter um pouco mas, voltei para o quarto onde Lúcia se remexia por causa do calor, eu ainda não sabia me tocar direito, mas arrisquei alguns movimentos enquanto pensava em meu pai.
Arrisquei algo alguns dias depois quando meu pai estava saindo para o trabalho e a trés mulheres da casa foram deixa-lo no carro, quando ele se abaixou para me beijar o rosto, eu virei e beijei sua boca.
- Desculpe filha. - Disse meu pai achando que tinha sido um acidente , ele olhou para a mãe que sorria achando ter sido um acidente mesmo, eu queria que ele sentisse minha boca e não medo por ter me tocado. Ele se foi naquele dia me deixando uma certeza, nunca trocaria mamãe por mim, mas talvez se ela não existisse eu poderia ter ele só para mim, comecei aquela noite a ter sonhos onde o pai era meu namorado, Rogério eu chamava ele e agente se beijava na boca, no sonho para eu ter o homem de minha vida eu sempre, matava minha mãe.
Eu sempre levava Lúcia para a escola e no caminho pelas ruas da vila Maria nos ia-mós conversando, ele me fazia perguntas tolas enquanto eu pensava e como dar cabo de minha mãe.
- O Pai disse que vai levar a gente para o parque. Eu queria que ele levasse eu apenas.
- Eu sei Lu e vai ser muito bom, a mãe vai?
- Não o pai vai ser só nosso. - Rimos daquilo a doce e inocente Lúcia não sabia o quanto aquilo me agradava porque na quela época minha irmã não me era nem um empecilho, talvez depois que eu fosse esposa do |Rogério eu tivesse que ser a mãe dela. E minha cabeça ainda residia o desejo de matar minha mãe como toda a vez nos sonho, e eu estava canda vez mas apaixonada pelo Rogério eu queria sua boca e seu corpo, eu faria.
- Irmã eu vou naquele mercadinho comprar balas você quer?
- Não obrigado docinho. - Disse eu vendo minha irmã atravessar a rua para entrar em um mercadinho fuleiro da cidade, e minha única pergunta era se Lúcia se acostumaria se ter mãe por perto.
Eu estava decidida naquela tarde eu mataria mãe, estava com medo também, mas a noite quando eu sabia e ouvia meu pai dentro dela, queria que ele tivesse dentro de mim, eu logo varia treze anos, já tinha um corpo bonito, recebi cantadas ate de garotos maiores na rua meu pai longo me veria como mulher. Naquela tarde Lúcia quis ajudar nossa mãe na comida e na hora do almoço eu sabia que minha irmão sairia primeiro da mesa então, eu sentei primeiro com uma cafa enorme no colo com o guardanapos por cima. Minha mãe procurou a faca em vão, sentamos a mesa nos trés.
- A frango sua irmã fez quase tudo sozinho. - Olhei o prato e estava mesmo bonito mas eu estava sem fome, estava com medo de errar o golpe e ser pega e castigada, internada ou algo assim, este pensamento me fez perguntar o que eu faria com a faca, que estoria eu contaria, e logo eu inventei um ladrão que entrou pela porta da cozinha e atacou a mãe com faca que estava sobre a pia.
Comer foi difícil eu levei poucas colheres a boca vendo minha mãe comer tudo com vontade, era bom ela comer assim esta era sua ultima refeição, e como eu previra minha irmãzinha terminou primeiro e depois de nossa mãe disser que ela podia sair eu fiquei sozinha com ela, era a hora.
- Não quer mas filha? Eu apenas balancei a cabeça dizendo que não então foi como se uma pedra de gelo tivesse caído no meu estomago, ela se levantou indo para a pia levando seu prato e o de Lúcia, eu estava com medo e quase ia desistir, mas pesando no meu pai eu levantei tirando a faca das pernas, ainda devagar para ele...
- Acho que não estou bem. - Disse ele levando a mão ao peito. Parei um pouco percebendo que ele tinha espasmos estranhos, se virou e me viu com a enorme faca nas mãos.
- O que faz com esta? Não sei se ela soube o que eu ia fazer só sei que caiu sem ar no chão, com a mão na garganta, se contorcia e gemia olhando para mim pedindo socorro, tocou meu pé implorando que eu fosse chamar alguém, pensei e atacar ela com a faca mas não foi preciso deixei a faca sobre a mesa e deixei ela morrer. Então. Comecei a respirar forte forçando o choro, meu pai seria meu, chorei de alegria, só meu...
- Rogério socorro.
O restante e fácil de imaginar, correria ambulância, choros. Minha irmã gritava no colo do meu pai que tentava não chorar mas a noite eu sei que ele chorou, no obituário parada cardíaca, tentei ao máximo parecer sentida com a morte, mas estava feliz e sozinha eu sorria, o homem de minha vida sera só meu. Acho que eu poderia ter salvado minha mãe se tivesse chamado aos médicos logo, mas eu ia mata-la mesmo, foi melhor ninguém me perguntar nada sobre a faca.
No entanto algo me preocupou, quando no velório eu tive que ficar com um tio enquanto Lúcia ficava com papai, quando em casa mesmo todos na mesma cama era Lúcia que papai abraçava, era por ele que ele perguntava no telefone quando ligava do trabalho, era com ela que ele mas se preocupava, era ela minha nova rival, o dia meses depois da morte passei pela sala nua, na esperança dele me notar, me notou mesmo mas não pareceu ter qualquer reação de homem.
Era normal eu acordar a noite e Lúcia não estar na cama, eu sabia que ela tinha corrido para o quarto do meu homem e estava dormindo com ele, embora eu não acreditasse mesmo nisso, as vezes ouvia os mesmos gemidos e antes mas desta vez com Lúcia no lugar de minha mãe, voltei a ter os mesmo sonhos, queria muito um beijo longo daquele homem e quando eu estava com quinze anos e ela com nove decidi que como os sonhos me mostrava daria cabo de Lúcia para finalmente viver com meu pai. Sentia sua falta, escrevia cartas para ele que nunca entregava, as canções de amor que eu cantava era para ele.
- Filha, você estava amando alguém? anda tão melancólica. Ele disse depois de ter tirado a barba e estava tão lindo.
- Sim eu estou e faz tempo. - Queria dizer que era por ele mas achei que ainda não era hora pois Lúcia ainda era um problema, sabia que talvez nos teríamos que nos amar escondido, mantendo o papel de pai e filha, porem se testemunhas, por isso era melhor Lúcia ir embora, eu esperar ele parar de chorar por ela então ser meu.
Preparei tudo da mesma forma, desta vez Lúcia prepararia toda a comida e eu sem que ela percebesse peguei a mesma faca, sentei na cadeira e desta vez eu estava bem mas calma. Percebi naquele momento que tinha que ser logo, minha irmã estava criando corpo e logo meu pai poderia notar.
- Especialmente para você minha queria irmã. - Disse ela e eu tive pena daquele sorriso, comi com vontade de tudo só para agradar alguém que estava para morrer.
Então ela levantou levando o prato para a pia, não sentia nem um frio na barriga não tinha medo, o sol la fora era forte, eu me levantei e fui na direção dela, quando ela me perguntou.
- Sente falta a mamãe Sara. Parecia esta chorando.
Eu ia responder que não e lhe da o golpe nas costa quando sentia algo apertar meu peito. Sentia enjoo, estava tonta, cai de joelhos sem conseguir respirar, a fava vez barulho ao bater no chão. Ela se virou se susto algum e olhou para mim.
- A Muito tempo venho de observando Sara eu acho que quero papai só para você.
Naquele momento vi nos olhos dela enquanto ela lembrava o que vez, ono passado quando atravesso a rua para comprar balas no mercado disse ao homem que sua mãe tinha lhe mandado comprar veneno de ratos, quando no mesmo dia pediu a mãe para ensina-la a preparar o frango e colocara no prato de nossa mãe seu ingrediente; sim os médicos aviam errado no diagnostico de nossa mãe.
Frio eu sentia, e como minha mãe deve ter me visto olhar para ele Sara olhou para mim, enquanto eu tremia sem poder respirar, tudo ficando escuro, e ela lá olhando para mim sem medo e sem culpa. Tudo foi ficando escuro. Mesmo tão pequeno meu pai gostava quele cozinhasse , e ate queria que eu aprendesse mas eu nunca quis, talvez pudesse ter evitado isso.
- Comprei um tempero especial para você hoje, o mesmo que coloquei na comida de minha mãe.
Escuro e silêncio, morta pelo meu Amor por meu pai.
Meu nome e Lúcia, eu acho que sou doente, tenho algo herdado de minha mãe, as vezes quando ele me deixava ficar na sala jugando eu ser nova demais para eu entender a conversa, e na verdade não entendia muita coisa, ela dizia para aquele grupo que eu descobri mas tarde ser um grupo de tratamento gostar do pai dela, e isso eu entendia. Minha mãe nunca largaria meu pai por isso matei ela com veneno. Minha irmã logo se mostrou muito chata querendo atenção só para ela, bem as duas estão juntas agora vitimas do mesmo ataque cardíaco. Depois de meu pai muito chorar hoje e o dia que eu vou me entregar a ele, e torcer para ele me querer, se não me quiser amanha eu preparo um bom prato para ele, porque eu o amo e não quero vê-lo com mulher alguma que não seja eu.

[...]

O Silêncio de guerra

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Já perdi a conta de quantos mandei para o silêncio
E agora estou cara o rosto com o inimigo
Há um frio de bombas a um frio silêncio de rajadas de metralhadora
Senti uma mistura de amor, ódios, raiva e medo.
Há o arco-íres e vermelho
O mundo às vezes se cala dai não escuto nada nem o som da granada
Que eu próprio lancei.
Em uma esquina um encontro inesperado o inimigo dispara...
Minha visão se cala meu sorriso se embala minhas mãos estão duras como
Os corações dos generais mais ainda conseguem calar quem me calou.
Minha pele e tábua, meu corpo e o chão que junto com outros formam
O tapete da guerra.
A guerra? Esta para mim acabou, meu ouvido alago em mar de sangue...
Meus olhos inversos em lagrimas de dor.
Meu inimigo dormindo um sono dos injustos...
OH! Deus o general chegou.
Tudo bem soldado?
Positivo senhor!!!
E o mundo se calou

[...]

Morta, Viva

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MORTA, VIVA

Margarida e uma senhora de mais de 100 anos, 120 para ser preciso... estava mais baixa em relação a quando tinha vinte anos, vestia um vestido branco e prendia os cabelos da mesma cor com grampos de metal, no pequenos pés chinelos de dedo, não se sentia cansada, não tinha problemas de memória e quando alguém perguntava tinha apernas 60 anos, não queria nem um repórter perguntando para ela o segredo da longa vida, não estava disposta a dizer que a anos enganava a morte...
Margaria apanhou a lata de café dentro do armário de sua casa e depois aonde a passos lentos para o fogão de sua casa, não porque precisasse andar devagar mais porque aprendera a não ter pressa.... quando digo que ela enganou a morte não estou falando de escapar de acidentes ou doenças digo que ela....
A senhor sentiu uma presença na cozinha, um vento frio tocou sua nua; mais não se virou logo, esperou despejar toda a agua no coador com o pó de café e depois colocou a chaleira na pia e se virou devagar olhando com aqueles doces olho azuis.
- Ola Margarida. - Sentado há mesa estava um menino, aparentando ter pouco mais de sete anos, calças sociais brancas, assim como o terno e a gravata, sapatos sociais na mesma cor e um penteado com um topete alto que lembrava os anos 60 eles se olharam nos olhos com o olhar de quem já se conhece a muitos anos, o menino era a personificação da morte de Margarida, sempre apareceu assim mesmo quando ela pediu que ele tomasse outra forma, o sol entrava quente pela porta aberta da cozinha o menino sentiu o cheiro de café e falou. - Quanto tempo Margarida, sabe você tem sido minha única cliente em anos. O tom era de acusação.
- Aceita café Didi? O menino olhou para o chão e sorriu, depois se levantou e foi na direção da mulher que já servia em uma chicara vermelho.
- Ainda lembra do nome que escolheu para mim não e? O que e estranho. - O menino bebeu antes de continuar. - Alguns senhores de sua idade não lembrariam nem o próprio nome mais você lembra muita coisa não e? A mulher sentiu medo quando o menino olhou com raiva para ela. - Sabe porque? Por que era para você ter vivido até os vinte anos apenas e cá esta você com quase 120 anos e ainda viva.
A mulher se serviu e andou ate a mesa para se sentar, tomou um bom gole de café e olhando para a pequena figura encostada na pia falou devagar.
- Esta cansado de mim Didi?
- Sabe Margarida, nos as mortes pegamos um caso, aparecemos para as pessoas da forma que mais agradar a pessoa, embora eu quisesse aparecer para foce hoje com a velha forma de foice e caveira. Os olhos de Didi ficaram vermelho quando ele falou da tradicional aparição da morte. - Mais em fim tenho que seguir a regras, depois que levamos a pessoa para o mundo dos mortos descansamos por alguns anos, sabe desamarrar vocês dos seus corpos não e uma tarefa fácil, e depois do descanso pegamos outro cliente para levar ao mundo dos mortos, mais você enciste em não querer ir comigo.
O menino bebeu de novo da xícara que agora era branca como sua roupa, terminou o café e deixou a xícara sobre a pia quando Margarida a viu outra vez ela era vermelha de novo.
- Talvez não tenha chegado minha hora ainda. - Disse a mulher tentando parecer natural.
- Não brinque comigo amiga, bem. - Didi parecia muito cansado queria terminar com tudo logo. - Não tem outro jeito de fazer isso para mima seria bem melhor chegar aqui e te levar mais eu tenho regras a seguir, você tem vinte e quatro horas de vida e um ultimo desejo peça e não tente me enganar desa vez. A ultima frase foi dita em tom de raiva.
- Não tenho desejo algum. - A mulher disse baixando os olhos, ouviu a bancada na mesa quando as mãos pequenas de Didi bateram nela.
- Não brinque comigo. Gritou a morte e desta fez parecia mais perigoso todo das outras vezes. - Faça seu pedido antes que eu vá para o inferno e leve você junto.
Margarida sabia que a morte tinha o poder de matar ele quando quisesse mas isso implicaria em um castigo para ela, perder seu posto como anjo e se tornar um ser das sombras, algumas faziam isso mais Didi vinha tentando levar Margarida do jeito certo a anos; e não iria desistir agora.
- Esta bem, meu pedido e que nem um desejo meu seja atendido.
A raiva no olhar do menino se aplacou, parecia não ter truque algum naquele desejo.
- E só isso?
- E sim.- A mulher não queria olhar para o menino com medo dele não ser mais um menino. Com medo da morte agora ser uma figura que lhe desse pesadelos a noite.
- E sta bem, concedido seu desejo, sabe Margarida tive clientes antes de você, mais nem um se agarrou tanto a vida quanto você.
Sentiu o vento no corpo outra vez e quando ergueu a cabeça estava sozinha em casa, era sempre assim, depois de alguns anos de descanso a morte voltava para tentar levar Margarida e talvez levasse mesmo desta vez, a velha senhor cujo os filhos já tinham morrido e os netos já eram quase avós tentou ter um dia normal no entanto quando ela entrou na sala com um pano para tirar poeira do moveis lembrou da primeira vez que encontrou a morte...

* * *

Era quando Margarida tinha apenas vinte anos de idade, e ela lembra como se todo dia fosse hoje estava limpando da mesa da lanchonete onde trabalhava, o uniforme um vestidinho azul com um avental branco, os cabelos loiros presos formando o tipico penteado dos anos 60.limpava sem pensar em muita coisa, a pele branca e os seios fartos fizeram com que muitos rapazes chamassem ela para o baile e logo mais a noite, porem ela não queria ir com nem um deles, queria e iria sozinha.
A lanchonete estava quase fazia, era o fim da tarde e logo os jovens vindo da escola passariam ali para tomar um sorvete conversa sobre nada e ir embora, Margarida esperaria ate as seis na hora de fechar iria para casa se aprontar e iria par ao baile, talvez não fosse muito elegante ir sozinha ao baile, talvez estivesse agindo como um moça sem princípios moraes, não se importava iria assim mesmo.
Olhou o lugar em não tinha cliente algum, quando se virou para ir a cozinha sentiu um arrepio na nuca, o sol que entrava pela porta era forte, mesmo assim a jovem sentiu a pele gelar, a musica que tocava na velha vitrola parou por um momento e voltou a tocar, era uma musica nova de uma banda sem futuro Margarida pensava, era Beatles.
Sabe quando você simplesmente sabe das coisas, foi assim Margarida se virou viu o menino pela primeira vez e soube logo sem falar com ele que ele não era humano, pensou que talvez fosse um truque da morte para evitar aquelas conversas longas cheias de explicações.
- O que você e? Margarida perguntou se aproximando devagar do menino que lhe olhava com um sorriso doce.
- Sou a morte Margarida sou a sua morte. - A mulher olhou para a rua e as pessoas iam e vinha, as maquinas carros quadradas demais, barulhentas demais iam e vinha na rua, homens e seus chapéus, mulheres e seus vestidos e guarda-chuvas.
- Mas você pode me chamar como melhor agradar você.
A mulher pensou, e repensou e logo sentou-se na cadeira de frente com o menino.
- Didi -. Disse ele a morte não quis explicações pois sabia que Didi era o apelido de um primo querido de Margarida que tinha falecida a anos.
- Tudo bem, só vou ficar nesta forma enquanto estiver atendendo você, chegou sua hora minha querida.
Margarida apertou a bandeja contra o peito e mordeu os lábios.
- Mais ainda sou tão nova, nem ao menos me casei.
- Minha doce querida. - Disse o menino apoiando os braços sobre a mesa. -Não precisa chorar nem uma perda, no outro mundo você sera livre, você poderia ser muito melhor do que você é aqui e mais útil também. -No entanto vou te dar um tempo, sempre damos um dia para você se despedirem, não adiante tentar contar nada sobre mim a ninguém simplesmente não vão lhe ouvir.
Margarida estava muito triste, tinha apenas vinte anos de idade e a morte já tinha vindo lhe buscar, a todo o momento uma força estranha vinha do menino como que tentando conforta-la.
- Você tem um ultimo desejo ?
- Ainda vai dar tempo de ir ao baile? O menino balançou a cabeça dizendo que sim.
- Como você me vê agora.
- Como você realmente e, energia divina.
- Quero que na hora de morrer eu morra vista como humana, gosto muito de estar viva, quero morrer no baile hoje.
- Mais eu te dou um dia.
- Este e meu desejo.
- Esta bem querida. - Margarida picou e o menino não estava mais lá... morrer que conceito ...
Quando chegou em casa Margarida tentou falar para sua mãe sobre Didi e era verdade sua mãe não ouviu nem uma das trés vezes que ele falou, foi para o quarto para organizar a roupa de ir para o baile, estendeu o vestido sobre a cama o arranjos e chorou sozinha muito triste.
Sentiu aquela presença outra vez, mais não viu o menino e lugar nem um, olhou par ao espelho de sua casa e viu um vulto atrás de si e quando olhou só a cadeira de madeira com vários ursinhos sentados nela.
Alguém bateu a porta e ele disse que podiam entrar.
Didi parou na frente da porta do baile, estava pronto para levar Margarida, sabia que arrancar as almas das pessoas desgastava muito ele, mais era seu trabalho, dar descanso as pessoas, leva-las de volta ao pai, empurrou a porta dupla da quadra da escola, saiu bem no meio da arquibancada da quada e la embaixo a meninas dançando, via todos como luz e energia que eram, lembrou do desejo de Margarida e viu todos os humanos como pessoas normais.
Procurou com olhos atentos mesmo para alguém que nunca usava olhos humanos então encontrou Margarida dançando alegre a meia luz, a musica ecoando no ar. Lembrar você que um sonho a mais não... o som era contagiante e se não tivesse trabalho a fazer ate se divertiria um pouco, mais era bom terminar quanto mais rápido, mais rápido sairia da forma de menino.
Ergueu as mãos apontando elas para Margarida, se concentrou e seus olhos ficaram brancos por completo, sentiu que estava extraindo a alma dela... no meio do salão a musica parou quando um jovem caiu parecendo ter uma parada cardíaca.... a quele beijo que você sonhou...
Didi caiu de joelhos muito cansado, tinha força apenas para volta para casa, e já tinha iniciado o processo olhou para Margarida e viu um jovem triste e afrita.
- Deus. - Exclamou não era Margarida. A morte e a alma arrancada prematuramente de seu corpo sumiram sem ser vistos.
-Margarida. Alguém gritou no meio do panico.
A mulher vestida de vermelho, vestido que tinha sido de sua mãe se levantou do bar onde tinha estado o tempo todo de costa e imóvel e correu para ver o que era.
- Sua irmã. um jovem falou, Margarida caiu de joelhos triste por fora e por dentro agradecida pela irmã ter aceito seu presente, estava com seu vestido seus arranjos, tais como a morte deveria ter visto sobre sua cama, Margarida ainda estava viva...

* * *

Não pense que mesmo agora muito anos depois Margarida não chore a morte da irmã, de alguma forma sentia que a vida de sua querida tinha passado para ele, Didi levou alguns anos para aparecer outra vez, Agora a velha senhora regava as plantas no jardim lentamente pensando que talvez não tivesse como escapar desta vez, qualquer truque Didi descobriria, a mulher se casou e era para ter quatro filhos porem um ele abortou.
Parou um pouco de regar e olhou para o céu azul, tinha medo de ir embora deste mundo, gostava tanto de viver, pensava assim na segunda vez que o menino apareceu para ele, tinha mais de 35 anos de viva e estava cuidando de seu novo lar, que ainda não era a casa em que ela mora agora, era um apartamento em são paulo, e mesmo com a ditadura impondo regras e mais regras, leis e mais leis sendo empurradas guela a baixo ela era feliz.

* * *

Estava limpando a casa já era o fim da tarde,no dia anterior Didi já tinha aparecido para ela, conversado um pouco sobre tudo que tinha passado por ter levado a pessoa errada para o mundo dos mortos, tinha lhe dito quanto tempo ela tinha de vida e depois sumido deixando ela sozinha em casa. Estava varrendo e ouvindo musica.
“pai afaste de mim este cálice “ ouvia a nova musica sem entender muito bem o que ela queria dizer, deixando a vassoura de lado sentou-se no sofá e levou a mãos ao rosto e pensou em chorar mais não podia, seu plano de enganar Didi desta vez tinha que dar certo, já tinha engando a morte uma vez e queria engana-lo mais uma, só não sabia se ia dar certo, sua filha estava dormindo no quarto e seria sua filha que iria lhe salvar.
- Ola Margarida. - Didi chamou no sofá da frente ele ergueu a cabeça e viu o menino sentando sorrindo para ela. - Ainda estava pensando em como você conseguiu me enganar da primeira vez, mais isso não e tão importante assim só queria saber por que?
- Eu não queria, eu apenas fiquei com medo.
- Você não tem que ter medo da morte minha querida, viveu de mais sabia, sua filha que esta no quarto e seu filho que esta na escola não poderiam ter nascido, seu marido tinha que ter casado com outra mulher, tivemos que fazer muitas modificações por causa de sua vida mais longa.
- Me desculpe. - Disse Margarida e parecia mesmo arrependida.- Minha irmã esta bem?
- Sim Margarida, ela esta ótima e que ver você, já te perdoou por ter feita ela morrer em seu lugar.
Uma lagrima desceu no rosto da mulher, ela desejou muito que Didi não pudesse ouvir seus pensamentos. “De vinho tinto de sangue” desejou que aquilo terminasse que seu novo plano desce certo. “te tanto usada a porca..” ouvia a musica e já sentia a dor pela filha que ia perder.
- Esta na hora Margarida, seu tempo aqui acabou a muito tempo, você precisa morrer, ontem você disse que ia fazer seu desejo a noite qual e?
A mulher respirou fundo, tinha chegado o momento que ia dar sua filha para viver mais, pensou na menina que dormia no quarto e se perguntou o que a Morte faria se soubesse que ela estava tentando passar ele para trás mais uma vez.
- Eu quero que você leve, arranque esta vida de dentro de mim e me deixe em paz. Ela pensava na filha enquanto falava.
- E só isso, sabe já te perdoei também por ter me enganado e ter feito e ficar nesta forma de menino por mais de 30 anos mais agora e hora de ir embora.
O menino que ainda mantinha a imagem dos anos 60 ficou em pé e ergueu a mão na direção da mulher, pensou que atitude, que sentimentos seu marido teria quando encontrasse ela morta no sofá da sala, sugou a alma obedecendo seus desejos.
Tudo escuro então.
- O que!!! exclamou Didi olhando para Margarida que ainda estava viva, sentiu algo em seu colo, olhou e notou que tinha um bebé muito pequeno em seu colo. -Você. Disse ele olhando para a mulher, era difícil saber o que ela pensava pois estava fora do contesto do vivos. -Você me enganou e matou sua filha.
Didi se sentiu muito cansado, sentiu a força puxando ele de volta par ao mundo dos mortos, tinha raiva nos olhos e Margarida notou tamanha raiva, Didi a morte gritou, gritou com fúria estava com raiva, ela tinha que ser morta, por quanto tempo mais ficaria presso na forma de um menino, só porque ela gostava de crianças?
Margarida viu Didi sumir mais uma vez, e logo que o menino se foi sentiu uma dor muito grande na barriga, estava sangrando também, correu para o telefone e discou o serviço do marido.
- Alo, amor eu acho... engasgou com as palavras sentindo o remorso chegando no peito.-Acho que estou perdendo nossa filha.
Seria sua terceira gravidez, uma gravidez que não deveria existir pois Margarida já não podia mais existir, talvez por isso a morte não percebeu seu desejo, arrancar de dentro dela a vida que existia e deixar ela em paz.

* * *

Margarida encostou a cabeça no travesseiro a noite, durante o dia tinha tido tempo de fazer muita coisa e repassar a sena de sua irmã sendo levado pela emergência já sem vida para o hospital, o modo como sua mãe chorou quando Margarida contou que a filha mais nova tinha morrido de uma ataque cardíaco durante o baile, lembrou em como seu marido chorou quando soube que o medico tinha retirado seu filho morto de dentro de sua esposa, todas estas coisas atormentaram ela o dia inteiro, ate pensou em chamar por Didi e pedir que ele lhe levasse 1ogo, afinal já tinha vivido mais de um seculo.
Lembrou principalmente de seu marido o qual também morreu para que ela pudesse viver mais, sentiu que Didi estava por perto, engraçado gostava tanto deste nome na infância, gostava tando de crianças e por isso a morte vinha como um criança chamada de Didi, mais por tudo que houve aprendeu a odiar o nome e a forma. Bem lembrou que sentia que a morte estava por perto e que provavelmente estava com muita raiva para lhe dar os desejos a que tinha direito, e muito menos lhe dar as vinte e quatro horas de vida, soube que ele viria em uma hora que talvez ela nem o visse.
Estava certa, a noite Didi abriu a porta do quarto em sua antiga forma de menino. Estava com raiva, sabia que iria ser punido por quebrar regras, mas em fim Margarida não tinha quebrado algumas? Não tinha engando ele a Morte?... a não isso tinha que acabar e era hoje, o mesmo marido que chorou a morte da filha estava na sala sentando, dormindo na poltrona, olhou para a mulher que estava deitada na cama vestida em um vestido florido, sentindo o peso da raiva esticou os braços para ela e usando o poder que tinha arrancou o espirito de dentro do corpo.
- Pronto poso descansar finalmente. - Didi olhou para o espirito parado ao seu lado e teve um assombro, correu para a cama e puxou o cobertor, deitado na cama e morto estava o marido de Margarida vestido em seu vestido.
Sentindo-se fraco Didi andou ate a sala sendo seguido pela alma que tinha acabado de sugar, chegou ao pé da escada e notou Margarida vestida com as roupas do marido olhando para ele, Didi abandonou sua forma de menino e se configurou em uma sombra de horrores indescritíveis, Margarida cobriu os olhos para não ver mais no entanto o pouco que viu a fera lhe causou pesadelos por muito tempo em sua roubada vida.
Didi não teve forças para terminar o que queria pois retirar a vida do homem acabou com seu poder, a mulher sentiu o vento no rosto e quando retirou a mão da frente não viu mais ninguém, o que restava? Chorar a morte do marido e avisar os filhos.

* * *

Acordou depois de uma noite inteira de pesadelos, entre eles a forma que a morte tomou quando tentou lhe atacar, a sombra de pesadelos, medonhos, pesadelos de medos incontáveis, levantou e foi para o banheiro, tomou banho e chorou a morte de pessoas que amava, era estranho porque em um momento ela realmente queria poder mudar as coisas dar vida outra vez a quem morreu por ela, e logo depois ela agradeceu pelo sacrifico e pela vida longa.
Vestiu a melhor roupa, o sapato de domingo arrumou os cabelos de frente ao espelho, a muito tempo vinha esperando Didi voltar e agora tinha medo do depois, desceu a cozinha e preparou o delicioso bolo, café e pão com manteiga; sentou-se a mesa e esperou o amigo, já sentia sua presença, com os cotovelos sobre a mesa juntou as mãos como se estivesse fazendo uma oração de olhos fechados pediu perdão.
- No que esta pesando Margarida? Assustou-se abriu os olhos e lá estava seu velho amigo Didi sentando a sua frente e servindo-se de café.
- Eu pensava no meu marido.
- A sim. - Didi bebeu o café que ao entrar em contato sua boca ficava branco. -Bom homem ele, sabia que eu quase fui arrastado para o inferno por causa dele, por sorte o pecado caiu em suas costas e não na minha.
Margarida também se serviu.
- Eu vou para o inverno? Perguntou e estava mesmo preocupada.
- Não sei, você enganou a morte trés vezes, mandou em seu lugar , marido, irmã, e filha. Alias esta ultima já teve a chance de nascer outra vez e viver em outra família.
- Eu vou sentir dor ao morrer?
- Você. - Falou Didi mordendo um pão. - Perguntou isso da segundo vez e eu disse que não embora agora eu ate quisesse que você sentisse dor, como estava disposto a de dar da ultima vez no entanto você acabou me salvando.
- Eu adoro viver sabe e tenho medo do outro lado, mais desta vez eu quero morrer, fiquei pesando nisso a noite toda.
- Eu vi você dormir a noite toda mais se disse que pensou eu acredito, só quero terminar isso e deixar esta forma de menino e este nome idiota que você me deu.
Pesando sobre o nome Margarida ainda gostava muito dele, o primo dono deste apelido era muito querido para ela, no entanto agora simbolizava a morte e uma batalha de gato e rato que ela vem travando a anos, aquela velha brincadeira de vivo, morto, vivo, morto que as crianças fazem só que no caso dela Didi grita. Morta e Margarida responde Viva.
- Bem obrigado pelo café Margarida estava ótimo, vamos ver. O menino que nunca pareceu tão menino quanto agora parecia pensar em algo. - Pedido você já vez. Quando Didi falou do pedido ela estremeceu. -Já te deu as 24 horas, bem e hora de irmos esta pronta.
- Sim eu quero muito deixar de viver.
Era tão bom para Didi ouvir aquela frase ele esticou a mão direita para ela para arranca-lhe a alma e ouviu ela dizer outra vez que desejava morrer, usou seu poder e tentou arrancar sua alma porem nada aconteceu da primeira vez.
Margarida abaixou a cabeça e esperou algo acontecer, o menino se levantou e apontou os dois braços para ele e usou seu poder, um vento forte soprou derrubando dois copos que estavam sobre a mesa, e nada aconteceu Margarida ainda vivia... Didi pensou, franziu a testa olhando para a mulher e tentou uma ultima vez. NADA...
- HA nãoooooooooooo. Gritou o menino e Margarida viu que ele estava perdendo a forma outra vez, se levantou a mesa bem na hora que o menino segurou ela de um lado de jogou ela contra a parede, o menino sumiu mas ela sabia que ele ainda estava ali.
A porta dos fundos bateu várias vezes ate os vidros dela se quebrarem, depois todas as portas dos armário começaram a abrir e fechar com força e duas delas foram arrancadas do lugar, copos foram caindo um a um de dentro do armário.
- Deus me proteja. - Falou para si mesma andando de costa tentando sair da cozinha, a porta atrás dela que era de correr começou a abrir e fechar com violência, bem poderia cortar ela ao meio; gavetas abrindo e talheres voando par ao ar, a luz acendeu-se várias vezes e depois estourou, o fogão caiu de lado e o bojão de gaz subiu ate tocar o teto e depois cair pesadamente no chão.
O som metálico o bojão parecia o fim de tudo, tudo que estava acontecendo parou de súbito, Margarida viu a sombra surgir na sua frente a velha e medonha imagem da morte, pensou mesmo que desta vez ela não conseguiria escapar, tinha armado um belo plano mais não contava com a fúria da morta.
Teve muito medo do que via a sua frente, olhos de terror intensos, o corpo em sombre era como se fosse um buraco sem vida, e cheio de vida ao mesmo tempo, um poço maligno de onde não se pode sair, se olhou direito pode ver mãos lhe chamando de dentro do corpo da criatura, se ouviu direito as pessoas lhe chamava. -Margarida.
Fechou os olhos por um instante e quando abriu viu Didi na sua frente sorrindo e arrumando o terno, olhou para ver se estava tudo certo com seu sapato e depois deu uma arrumado no topete.
- Você e muito astuta velha.- Disse o menino parecendo contente. -Achei mesmo que desta vez levaria você, e ate posso levar do jeito mais fácil, e confesso. Disse ele pisando com o olho esquerdo. -Estou muito tentando a levar você pela perna mais em fim, acho que você venceria desta forma, não vou levar você do jeito certo e em fim vou poder descansar, se agarre a vida o quanto quiser desta vez eu estou inteiro pois não tirei vida nem uma.
- Eu quero viver Didi. - Falou e não tinha nem uma vontade no que dizia.
- Eu sei. Disse ele olhando tudo em volta. - Que bagunça em, bem você tem uma semana, e se conseguir me enganar outra vez terá mais uma semana a não ser que me faça outra vez arrancar outra alma no lugar da sua o que eu duvido que aconteça, Ate logo Margarida viva bem esta semana.
Dizendo isso o menino sumiu, primeiro virando poeira e depois sendo levado pelo vento.
Margarida se sentou no chão, os osso não doíam mesmo com a idade que ela tinha, não tinha ligado para os filhos no dia anterior mais ligaria hoje queria ficar com eles, tinha passado muito tempo depois que seu marido se foi pesando em como enganar a morte, e teve que desejar morrer para seu plano dar certo, teve que se enganar dizendo que queria morrer para seu plano dar certo pois o pedido que vez a morte foi “Esta bem, meu pedido e que nem um desejo meu seja atendido” e como ela desejou de coração morrer foi salva.
Mais não foi um exercício fácil pois ela adora a vida, adora o mundo em que vive, e tem muito medo de morrer, agora só tinha uma semana e não sabia se usava para ser feliz ou pensar em outro modo de viver mais uma semana.
Chorou um pouco por todos que morreram por ela então se levantou e começou a arrumar a cozinha. Enquanto fazia isso sorria um risso que só as pessoas vitoriosas tem, e se esta vitorio foi sobre a morte, há então você gargalha sozinha na cozinha e sorrir para o mundo que tanto ama.

[...]

Queimando no inferno

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QUEIMANDO NO INFERNO

ATO 1 DE 3
Daniele acordou com vida mas uma vez olhou para o teto de seu quarto e ele lhe parecia normal, os pesadelos tinham diminuído um pouco mas não era bom ter esperanças de que “ele” tivesse ido embora pois já tinha feito isso sumido por uns tempos e depois voltado causando a Daniele trés dias no hospital. Se levantou olhando para o chão antes de pisar, tudo normal ficou em pé.
A jovem Daniele vestida na camisola branca passou em frente ao guarda roupas e esperou ver algum vulto atrás de sua imagem ou a imagem terrificante de algum buraco infernal, nada. O que “ele” estaria aprontando desta vez. Tomou seu banho sem ser incomodada pelos irmãos que já tinham ido para a escola, o pai ainda dormia pois trabalhava a noite e a mãe devia já ter saído também. Depois de se vestir sem nem um incidente a jovem foi para a cozinha, como sempre se vestia com roupas pretas no melhor estilo roqueira gótica, as vezes se olhava no espelho e não gostava do que via mas algo lá no fundo fazia ela se vestir assim.
Como sempre a messa já estava posta para ela, sua mãe servia café para seus irmãos e depois que eles terminavam ela colocava a messa outra vez para Daniele quando acordasse, olhava tudo antes de por na boca com medo de surgir algum verme em sua comida como muitas vezes já tinha acontecido.
Tomou todo o café e depois apanhou a mochila com o mesmo motivos góticos, chaveiros do Jack cabeça de lanterna, esqueletinhos, bonecas voodos e outras coisas do gênero andou para a porta de entrada pensando que talvez aquele fosse ser um dia normal, em fim tinha se enganado.
Abriu a porta... e o mundo tinha desabado do lado de fora, uma corrente de ar quente tocou seu rosto quando ela viu o mundo avermelhado do lado de fora, bem na porta da casa o chão era de grades de metal que se estendiam para muito lados a uma distancia incontável, muito abaixo das grades de metal via-se um chão de carvões e braça de onde vinha o ar quente, a sua frente o portão enferrujado, sem muro algum apenas um velho portão. Olhou outra vez para dentro de casa e ali estava tudo normal como tinha que ser, olhou outra vez para fora de teve medo. Suou frio... tocou a porta pensando e voltar para a casa e parou.
-Não vou fazer isso. E avançou um passo, era isso que “ele” queria que ela ficasse em casa trancada com medo, o medo alimenta “ELE” e sabendo disso ela pisou na grande de metal sentindo o ar quente que vinha por baixo, sentiu a sola do seus pés queimarem. Andou mas um passo e notou que todo o céu era vermelho, e havia também um névoa da mesma cor de onde agora se notava vultos indo e voltando, vultos tão pequenos quanto Daniele e outros tão grandes que lhe faziam tremer as pernas. Aquilo não era só uma ilusão aquelas coisas poderiam machucar ela como já tinham machucado. Conseguiu chegar perto do portão e sem querer olhou para baixo, o fogo saindo dos carvões e mas alem do portão via-se que em alguns pontos as grandes tinham caído no “forno” e abaixo deste buracos corpos queimando, um dos corpos carbonizados virou a cabeças negra sem feições para ela e estendeu a mão com oque pedindo ajuda. Desviou o olhar e voltou-se para a portão, a maçaneta estava brilhando, estava quente, o vermelho pulsava nela.
“mesmo que você abra o portão e se você cair?” a voz chegou a sua cabeça então ela parou e olhou de volta para sua casa tudo normal tudo seguro, voltou-se para a portão e rapidamente levou a mão a maçaneta, os vultos se agitaram nas sombras, fechou os olhos e disse.
-Não vou cair. Abriu o portão e escutou o som do ranger metálico.
Abriu os olhos devagar, sentia sua mão doer com a queimadura, ainda estava suando devido ao calor mas o mundo tinha voltado ao normal, seu quinta azulejado com plantas que a mãe tanto gostava de cuidar, voltou rapidamente e fechou a porta de sua casa, caiu para a rua, asfalto a frente o muro do cemitério da região, nuvens e um vento fresco do começo da manha. Tudo normal como deveria estar. Sorrindo de sua vitória Daniele andou para a escola que ficava a poucos metros de sua casa o CAIC.
Achava ela que hoje seria o ultimo dia que teria “ELE” como companhia vinha observando um brincadeira que acontecia quando os professores davam um folga principalmente o de matemática, e achava que podia usar esta brincadeira para se livrar de seu amigo; e de sua legião.

entrou na sala de aula e logo notou seus possíveis alvos, já estavam naquela brincadeira logo sedo, antes mesmo do professor entrar na sala de aula e Daniele achou que poderia se livrar de seu companheiro usando aquela brincadeira, consistia no seguinte.
Tinha uma folha de papel, de caderno mesmo onde eles desenhavam um circulo com um compasso, no alto do circulo escreviam a letra A e para a direita a B depois a C e assim dando a volta dentro do circulo ate a letra Z esta do lado esquerdo da letra A fechando o circulo: depois como são nos relógios escreviam fora da linha o numero um, em espaço maiores do que as letras ate o numero 12, no numero 3 escreviam a palavra SIM , no numero 9 a palavra NÃO.
Este era o desenho do circulo, o tabuleiro ouija de brincadeira que Daniele usaria para fins bem sérios, começavam a brincar quase que a sala inteira alguém sentava segurando muitas vezes o mesmo compasso que foi usado para o circulo enquanto outro perguntava, tem algum espirito presente.
A compasso logo caminhava para a palavra sim, si não não tinha brincadeira; todos davam risadas enquanto Daniele observava do fundo da sala, você vai possuir alguém? Outro entre várias peguntas que faziam e novamente o compasso caminhava para o sim, as vezes para o não mas ai não tinha graça, E quem você vai possuir? Daí i compasso escrevia o nome de alguém, sempre seguinte um comando suave das mãos de quem estava sentada, se surgia o nome Mateus, daí a galera toda saia correndo do Mateus, Maria, e todos corriam da maria cada um para um canto da sala e muitas vezes as próprias pessoas corriam do tabuleiro.
-Classe. Chamou uma voz firme na porta, uma mulher baixa gordinha avisou. -O professor esta em reunião mas já esta vindo. A primeira aula era a de matemática. A mulher não se importou com a monte de crianças em volta de uma só messa afinal sua finalidade era apenas avisar do atraso e assim ele se foi dar o recado em outras sala. Era sua chance, talvez sua única chance.
Daniele se levantou e andou para perto dos colegas, meninos e meninas e teve pena de uma deles mas ainda não sabia qual. Ficou olhando um pouco a menina que estava sentada na cadeira mexer o compasso para o SIM sem sucesso.
-Eu posso brincar também. E quando Daniele falou todos pararam de falar e olharam para ele, a menina que nunca conversava com ninguém, a menina que tinha medo do sol a esquisita da sala que ouvia bandas estranhas. -Eu posso ficar no compasso? Silêncio e seria melhor para alguém ali que ele tivesse dado meia volta como desejou fazer e voltar para seu lugar mas no fim a menina sentada levantou e entregou o compasso para ele.
-Senta, vamos ver se você atrai algum fantasma.
Daniele sorriu andando por entre o garotos e sentando na mesa com o compasso nas mãos, olhou brevemente para todos e depois colocou a ponta do compasso bem no centro do papel. Sorriu um pouco. Os garotos e garotas se animaram e ouvi-se uma voz feminina.
-Tem algum espirito presente.
Daniele não tentou mover como os outros faziam, esperou que seu espirito presente movesse o compasso, falou mentalmente: “Vamos você disse que eu perdi a graça” perguntaram outras vez e alguns chegaram a pensar de a menina estragaria a brincadeira então ela sentiu um arrepio no braço, sentiu que o compasso se movia e foi parar no SIM, risos novamente.
-O que você quer aqui?
O compasso andou o numero 1 e depois escreveu a palavra Alma, os meninos iam acompanhando com os olhos e lendo. Todos riram.
-De quem e a alma que você quer? Outro menino perguntou pensando ser Daniele quem comandava o compasso.
O compasso foi andando ate escrever a frase.
“Eu não vou escolher, quem de vocês quer seu meu escravo?” um vento frio entrou na sala mas só assustou Daniele.
Ninguém quis responder a pergunta, e Daniele achou que logo o professor entraria na sala acabando com a brincadeira, Anda, seus pensamentos gritavam, “Alguém” então no meio das crianças uma pobre almas, um menino gritou assustando a todos.
-Eu quero.
Todos correram como sempre para várias direções, o menino que gritou correu para o fundo da sala, Daniele olhou para todos correndo e depois para o menino era aquele que era alérgico a abelhas; sentiu seu companheiro lhe abandonar, viu um vulto enorme sair de seu corpo, como uma fumaça negra e ir na direção do menino, depois o vulto de tornou algo confuso, meio borrão meio pessoa, tudo isso muito rápido mas que pode ser descrito em câmera lenta, o borrão chegou ao menino que tinha gritado “Eu quero” o pobre condenado. O vulto se jogou nas costa do menino com dezenas de braços. E bem no momento que o menino ia salta uma cadeira a coisa tocou suas costas com violência, lançando ele a mas de trés metros a frente, o menino bateu com a cabeça na parede e desmaiou, Daniele estava livre.

ATO 2 DE 3

Marco acordou sentindo os tapinhas no rosto, abriu os olhos e viu que era seu professor de matemática, levou alguns segundos para lembrar onde estava, tinha batido forte com a cabeça, mas um pouco e lembrou o que tinha acontecido.
-Eu disse para vocês não brincarem com esta coisas. Disse o homem muito magro e muito alto ajudando o menino a se levantar, e disse mesmo; sempre que entrava na sala e via a molecada brincando de evocar espíritos o professor alegava. -Gente com isso não se brinca.
-Vá tomar agua. O restante da sala olhava atenta para Marco que se levantava, era um garoto baixo de cabelos curtos, ainda estava meio tonto com a batida, estava mas ainda com o que pensou ter visto ao olhar para trás enquanto estava correndo.
Tinha olhado para trás com risso no rosto, e viu os amigos correndo para lados diferentes então por um breve momento olhou para Daniele e viu um sombra negra sair dela e vir em sua direção, depois foi como se toda a classe tivesse jogado ele contra a parede. Um clarão e agora uma dor de cabeça.
Saiu da sala dando uma ultima olhada em Daniele que ainda estava no mesmo lugar; enquanto todos comentavam a queda de Marco ela estava no mesmo lugar e parecia sorrir ou chorar.
Saiu da sala andando pelo corredor da escola, passou pela a escada que descia para o segundo andar e pensou ter visto alguém parado nela nos últimos degraus, alguém muito branco que Marco não parou para saber se era real ou não. Continuou andando para o banheiro e todas as salas estavam fechadas, mas podia ouvir o risso das crianças dentro das sala, os risos faziam ele se sentir mal, estava com ânsia que só piorava quando ouvia os rissos.
Entrou no banheiro com espelhos do lado direito e os pequenos banheiros do lado esquerdo, uma janela ao fundo, Marco lembra de alguns anos atrás dois meninos foram encontrados mortos neste banheiro, após brincarem de encovar a mulher de branco e hoje ele esta no mesmo banheiro após brincar de evocar sabes lá o que.
Parou de frente para o espelho e se abaixou para lavar o rosto, ao abrir a torneira pensou ter visto algo vermelho vivo como sangue sair dela, olhou bem e era só agua. Molhou o rosto e sentiu a dor piorar, ficou ali olhando para o pés se apoiando na pia por alguns segundos. A cabeça pesava muito, o pior de tudo sentia como se alguém tivesse observando ele.
Começou a levantar a cabeça e a primeira imagem que ele viu de si mesmo foi perturbadora, seu rosto desfigurado de uma forma que não se pode explicar, a falta dos olhos a boca muito grande e sorrindo para ele, e alguns detalhes medonhos que causaram arrepios profundos na alma do garoto, no lugar onde tinha batido com a cabeça estava uma buraco aberto de onde fervilhavam germes e mas germes.
Olhou de novo e era só ele no espelho, nem uma forma de vida bisara que não fosse ele mesmo, saiu do banheiro se sentindo tonto, quando entrou na sala o professor já tinha começado a dar a aula todos olharam para ele menos Daniele.
-Professor minha cabeça doí muito... disse ele ouvindo o professor como se ele estivesse falando de dentro de uma caixa.


* * * *

-Mas na sala de aula não e lugar de correr. Indagou a mãe do menino de 13 anos de idade enquanto passava gelo no galo enorme em sua cabeça, sua mãe era jovem mas parecia bem mas velha por ter que cuidar dele o irmão e do pai doente.
-Agente tava brincando e eu tropecei na cadeira mãe.
“Ele voou por cima de seis cadeiras. Disse um colega seu a um primo quando chegou em casa”
-Já disse, a sala e para estudar se o professor na tava na sala você poderia esta lendo. Não quis mas discutir com a mãe resolveu tomar banho e depois almoçar, lembrou de quando levantou para ir no banheiro e olhou para trás viu muitas cadeiras caída pelo chão, ele tinha tropeçado em uma e saltado mas quantas?
“teve uma fumaça preta que saiu da parede e formou o rosto de uma homem mau. Disse um aluno indo estudar a tarde para sua turma depois de ouvir isso da irmã mas velha”
a tarde foi tranqüila apesar da dor de cabeça Marco comeu bem, sorriu com irmão mas novo enquanto este brincava com seus carrinhos, e sentiu vontade de vomitar quando o menino deu uma risada que várias o homens mas serio rirem juntos, Marco vomitou enjoado com a alegria, pelo menos sua mãe não estava em casa para ver esta cena, mas quando seu irmãozinho contou ela quis saber se estava tudo bem com seu filho; Quando seu pai homem alto forte e careca chegou do trabalho fez as mesmas perguntas que a mãe fez durante o dia, porem com menos interesse que ela.
Resolveu sair um pouco para ver a rua, já era noite, bem no momento de sair lembrou que morava a poucas ruas de Daniele, sempre via ela andar por ali por perto. Ela morava na esquina de cima da parte de cima da rua 15 ele morava na parte de baixo da rua 18. viu logo seu circulo de amigos.
Geórgia a jovem menina com quem ele desejava ficar, e nesta época ainda nem tinham inventado o termo ficar, Lucas o menino considerado o terror da rua e agora resolvera aprender a tocar violão e Mario o tipo nerd sem futuro.
-Oi pessoal. Disse Marco sentando na calçada ao lado de Geórgia. Sempre achou o nome dele muito estranho mas adorava ela, morena baixa de olhos claros.
-Oi Marco. Disseram todos enquanto o pequeno Lucas, tentava reproduzir o que o professor seu tio tinha lhe ensinado durante a tarde e estava sendo um desastre, Marco olhava para a menina e disfarçava, ele nunca chegou mesmo a beijar ela, nem ao menos a dizer para ele que gostava ela e no seu futuro isso foi melhor para o dois.
Conversaram muito sobre muita coisa os quatro, enquanto a crianças menores brincavam pela rua, estava quase na hora do jantar quando Lucas falou espantando como se tivesse lembrando algo muito importante.
-Você ficaram sabendo do menino que foi possuído pelo demônio na escola hoje. Marco assustou com a pergunta.
-Não. Foi Mario espantado quem primeiro respondeu.
-Eu sim, ele foi jogado na parede e depois da parede surgiu um fumaça preta que virou um cabeça de pode, sei la o que.
Marco lembrou de olhar para trás antes de tropeçar e ver a sombra negra sair de Daniele vir ao seu encontro.
-Marco. Chamou Geórgia pela terceira vez. -Você não ouviu falar em qual sala foi?
-Foi eu, mas eu só cai, tropecei e cai por cima da cadeiras, aqui esta o galo para confirmar.
Todos olharam espantados para ele e logo começara a fazer piadas porem a ultima perturbou Marco, quando já tinha se levantado para ir para casa, Mario peguntou sorrindo.
-Mas quantas cadeiras você pulou?

* * *

Estava em sua cama tentando dormir, a imagem que vira ao olhar para Daniele sempre voltava a sua mente, a coisa negra que envolvia seu corpo sair dela como um ultimo suspiro e seguir em sua direção arremessando ele contra a parede. ...Não... gritava sua mente tinha que te sido uma queda normal, como muitas quedas que já tinha levado na escola, não era uma noite quente mas Marco suava muito, teve vontade varias vezes de chamar sua mãe e dizer que não conseguia dormir, mas já era um menino bem crescido para isso.
Pensou um ou duas vezes ter visto alguém correr dentro do quarto; na primeira vez viu apenas um vulto na escuridão, na segunda vez ouviu mesmo passos, vindo da porta e parando ao lado de sua cama.
-O De... quis chamar pelo criador as a palavra engasgou em sua garganta fazendo ele ter uma crise de tosse terrível, sentiu vontade de rezar mas não conseguia se concentrar estava com falta de ar, era melhor se levantar e acender a luz, quando foi se sentar na cama sentiu a madeira que sustentava o colchão ceder debaixo dele; ouviu o som da tela da cama de quebrar.
-Mas que droga. Disse ouvindo a madeira quebrar mais como se seu peso tivesse causando os danos, quebrando e criando um buraco para o qual ele era arrastado, a madeira quebrou de vez levando ele para baixo, tentou se segurar na cama mas escorregou junto com os lençóis para o buraco.
Caindo... gritava mas não emitia som algum, olhou rapidamente em volta e notou paredes feitas de tijolos antigos, olhou para cima e notou a luz fraca que vinha de seu quarto ficando distante luz branca muito clara, enquanto o poço em que caia era preto, sua visão de tudo era assim preta e branco e uma tom das cores que não conhecia e não conseguiria descrever depois se tenta-se contar aquela experiência macabra. Cores vibrantes, calor intenso e uma queda sem fim. Sentiu medo do que poderia encontrar la embaixo e foi quando sentiu medo que ouviu a gargalhado medonha de um ser que não conhecia. Não vinha de dentro do buraco a risada, vinha de dentro de sua cabeça.
Se virou durante a queda e pode ver que o fundo era negro muito escuro, a risada continuava enquanto ele descia... medo... angustia... um aperto no peito, querendo acreditar que era apenas uma sonho mas tudo era tão real. Viu algo no fundo, pareciam ser pessoas olhando para cima, mas logo percebeu que estava enganados, eram monstros que nem ao menos tinham olhos para olhar para ele, nem tinham ouvidos para ouvir se ele gritasse de dor espetados nas muitas lanças de mas de dois metros que saiam do chão, em algumas destas lanças corpos animados, mortos transpassados que faziam o mesmo movimento dos monstro em pé no fundo do poço.
Os monstros sem olhos e sem orelhas, com bocas enormes cheias de dentes que se acotovelavam com os braços para o ar esperando a queda do menino, Marco teve muito mais medo dos monstros do que de cair sobre alguma da lanças, achou mesmo melhor cair e ser espetado do que ser devoradas pelas bocas malditas.
E bem quando estava para tocar e ser tocado foi seguro pelo pé, por mãos geladas e liças mas que não lhe deixaram cair. Seu lençol caiu nas mãos do seres que rasgaram ele devorando tudo, farejavam sem ter narizes, olharam para cima sem olhos e começara a saltar tentando pegar o menino.
-Este não. Disse uma voz que causou arrepios ate mesmo quando Marco lembrava dela, tentou olhar para cima mas só viu uma mancha negra como a que vira saindo de Daniele. -Este e meu. A voz disse e com um força descomunal lançou ele para cima.
Foi tudo tão rápido, viu a luz voltando pela entrando do poço, chegando muito rápido então foi quando conseguiu...
-Haaaaaaaaa. Gritou com força, chegou a luz mas quando entrou nela na verdade estava na escuridão outra vez, sentiu o ar tocando seu corpo suado, sentiu que estava caindo, seu corpo doeu quando se encontrou com uma parede solida, ouviu o som de vidro se quebrar, e depois outra queda mas macia, e desta vez foi só madeira que se quebrou.
Ficou deitado esperando algo mas acontecer, estava respirando com dificuldade, a porta se abriu e graças a Deus ele não tinha trancado ela. Na porta sua mão de pijama, tentou acender a luz mas esta não acendeu pelo luz que vinha da sala viu filho com medo sentado na cama.
-O que foi filho ouviu você gritar.
-Eu... engoliu o gosto de sangue na boca. -Tive um pesadelo.
Porque seu pai também não estava ali, só sua mãe ouvira ele gritar? Não importava sua mãe abraçou ele como só as mães fazem, Marco olhou para o teto e notou na pouca iluminação que a lampada estava quebrada, sentiu uma pontada de dor na mão, olhou e ela estava sangrando.
-Filho? Chamou sua mãe.
-O que?
-Você esta dormindo sem lençol?

* * *

Nunca mas vira seu lençol, mas também não queria pensar sobre o assunto, sua mãe infachou sua mão pensado ter sido um corte causado na cama por causa do pesadelo, Marco esperou boa parte doa dia, (e na quele dia não foi para a escola) para trocar a lampada que de alguma forma ele quebrou, estava com medo, assustado, não conseguia se sentir só mesmo quando a casa ficou fazia.
Se sentiu diferente todo aquele dia, quando ligou o radio para tentar distrair a cabeça nada lhe agradava, mudou de estação várias vezes ate encontrar um que lhe agradava aos ouvidos, era uma Radio heave metal. Com musicas que seus pais desaprovariam. Não teve ilusões nem pesadelos naquele dia, se e que poderia chamar de ilusões, porem sempre sentia como se alguém estivesse lhe observando.
Quando acordou para ir a escola no outro dia e tomou seu banho parou em frente ao guarda roupa não gostando de nem uma roupa que via, procurou e procurou novamente ate achar algo que parecia melhor ao seus olho, e só quando foi escovar os dentes foi que percebeu, tinha vestido uma calça preta, e camisa da mesma cor. Seu olhar estava triste no espelho, não viu mas quando se virou de costa para sair do banheiro, um figura deformada sem olhos caminhou do fundo do espelho ate chegar na borda e ficou olhando para ele.
Não viu mas sentiu alguma coisa, olhou para trás e viu apenas sua imagem decadente nos espelho, a figura agora estava a sua frente, sorrindo com dentes em uma coba que mas aprecia de uma tubarão, nem um olho, nariz ou orelha. Marco se virou para frente e andou sem encontrar ninguém.
Caminhou para a escola lembrando do seu lençol que sumira, lembrando da lampada que ele tinha quebrado e não sabia como. E aquela sensação, a vezes olhava para trás pensando esta sendo seguido, nunca tinha ninguém lá, o pior de tudo e que naquela hora todos deveriam esta indo para a escola, no entanto Marco não ouvia os rissos, não sentia a alegria da manha, ergueu a cabeça e notou todos que iam para a escola, roupas coloridas em crianças felizes e ele de luto por morte nem uma, triste sem saber o porque.
O primeiro arrepio daquele dia foi quando entrou na sala e seu olhar foi direto em Amando, algumas mudanças tinham se alterado na menina, a maquiagem pesada tinha sumido, usava uma blusa rosa que nem ao menos imaginou que ele poderia ter e sorria conversando com outra menina, ela olhou dentro dos olhos dele e ficou quieta por alguns segundos, era como se os Hábitos de Amanda estivessem se estalando de Marco; ela desviou o olhar e o menino se sentou sobre os olhares dos amigos.
Não conversou com ninguém, os risos lhe irritavam, a alegria lhe causava dor, no intervalo ficou sozinho, um ou dois chamaram ele para brincar e ele recusou gentilmente, sentia frio as vezes mas não queria ir para o sol, era como se todas as coisas boas do mundo lhe ferissem a pele. Desejou amargamente voltar para casa, e demorou que se cem anos tivessem passado, e quando entrou em casa não quis almoçar nem conversar.
-Filho você esta bem? Perguntou sua mãe tendo o irmão de Marco segurando sua camisa.
-Sim, só estou cansado vou dormir um pouco.
-Ele ta doente mamãe.
-Não filho... espero que não.
Tentou dormir a tarde mas não conseguiu, fazia um calor infernal dentro do quarto, mesmo assim ele permaneceu dentro dele, arrancou toda a roupa, sabia que a casa estava vazia poderia abrir a porta mas preferiu ficar na escuridão, suando, gemendo... o calor aumentava, sentia arrepios de frio vez ou outra. O lençol que usava estava encharcada como se dois baldes de agua tivessem caído sobre ele, juntou muita força de vontade para se levantar um pouco. Andou na direção da porta e abriu deixando a luz entrar um pouco.
Ouviu batidas dentro do quarto; se virou e não viu ninguém, ainda olhando para o quarto abriu a porta toda deixando a luz entrar de vez, ferindo os seus olhos. Batidas na madeira, sons abafados, andou um pouco para dentro do quarto sem sentir nada. E depois o medo quando viu.
Na porta do guarda-roupas, a cada batida a porta se movia como se algo do lado de dentro tentasse sair. Algumas batidas eram mas fortes, Marco quis correr mas preferiu andar na direção da porta e quem sabe libertar o que dentro dele estava preço. E quando chegou mas perto ao lado da porta sentiu o segundo arrepio do dia, notou que não era de dentro do móvel que vinham os golpes, viu duas mãos brancas, magras e marcadas por corte batendo no espelho por dentro.
Correr... gritar... chamar por alguém... Porem não fez nada disso apenas andou ate ficar de frente com os espelho, viu uma imagem sua de cabeça baixa, pele muito branca e batendo no espelho alguns golpes mas fortes, Marco ficou ali parado olhando sem saber o que fazer, sentindo medo da figura que era ele mesmo, marcas de corte pelo corpo. As batidas aumentaram a força , olhou para a mão que tinha cortado na lampada. Seria real? Então a coisa levou a mãos o mãos alto que pode... se ouviu passos... e quando a mão desceu ouviu o som de vidro se quebrando....
-Marco o que esta fazendo.
Parado de cueca, Marco estava com as duas mãos fechadas sobre o espelho quebrado, o primeiro machucada se juntou a outras que agora sangrava. Olhou para a mãe e o máximo de conseguiu vestido em sua cueca foi chorar e as lagrimas e juntaram ao suor e ao sangue.

* * *

-O que pensa que estava fazendo? A mãe de Marco perguntou olhando sua mão enfaixada ao saírem do posto de saúde e o menino pensou e milhões de desculpa, olhava para a mão e seu rosto iluminado pelo sol e tinha vontade de dizer a verdade, quem a sabe a mulher teria alguma respostas em sua experiência de vida para resolver aquele problema; poderia acorrer também de pensar que ele estava louco e isso seria pior do que tudo...
voltaram para casa e o menino entrou no banheiro, olhou seu rosto no espelho enquanto sua mãe preparava algo para comer, notou algumas diferenças e sua feição que antes era sempre feliz hoje estava triste e com medo.
-Vou buscar seu irmão na vizinha tem um pedaço de bolo e suco na mesa para você come que eu já volto.
A mãe sorriu para o filho tentando dizer que estava tudo bem, saiu da casa deixando Marco sozinho mas não com sentimento de solidão, andou para a cozinha e olhou o pedaço de bolo, sentiu ânsia ao ver aquilo e quase vomitou ali mesmo onde estava. Segurando o estomago andou para seu quarto, tentou evitar olhar para o espelho quebrado, suas mãos doíam. Deitou na cama não se importando com nada a janela um pouco aberta por onde entrava um ar refrescante, que era agradável, mas se sentir bem causava em Marco um estranho mal.
Dormiu profundamente sem sonhos sem pesadelos apenas o nada, quando sua mãe chegou com o irmão dele e viu Marco dormindo ficou muito feliz por velo tranqüilo, estava com medo de as dificuldades em casa estivessem causando problemas mentais no menino que muitas vezes viu o pai vomitar ate as tripas, viu a mãe correr com o pai para o pronto socorro para salva-lo, sentiu falta do pai por dias por esta em internado. Ver-lo dormindo afastou tais preocupações. Por fim ela mesma comeu o bolo e bebeu o suco.
A porta estava fechada, o menino dormia e sorria no sono como o bebes fazem, o vento continuava entrando no quarto, suava muito estava com calor, e só agora entre o sono e o mundo acordado que este calor vinha de dentro dele, o tempo estava agradável mas ele continuava suando, tentava dormir profundamente, tentando não ouvir sons nem sentir calores no entanto algo estava incomodando ainda mas. Um eleve arrepiar como se alguma coisa estivesse passando voando sobre ele, um zumbido, apertou os olhos tentando dormir, a sensação aumentava e aumentava, rolou na cama, varias sombras minúsculos passeavam pelo quarto, Marco sentia agora toques no lençol, como minimas pontas de dedos algumas saiam outras ficavam passeando pelo lençol resolveu ver o que era.
Arregalou os olhos ao ver seus visitantes, levantou temendo por sua vida jogou o lençol infestado deles e correu protegendo o rosto.
-Mãe. Abriu a porta saindo do quarto correndo sem olhar para trás depois para a sala e depois para a rua...
A pior coisa nisso tudo e que quando sua mãe foi olhar o que tinha assustado o menino não surgiu no portão com “filho mais não tem nada no quarto” e sim com um grito.
-Abelhas...
Abelhas estas que o pai tinha queimado e agora retirava aos milhões os cadáveres do quarto de Marco. Marco olhava para as abelhas sem saber o que pensar, tinha certeza que aquilo fazia parte das coisas que vinham acontecendo com ele, porque ninguém tinha explicação para uma colméia de abelha de quase 1 kg se formar tão rápido. Ele tinha e sabia onde o problema tinha começado, esperou mas um dia para ter certeza, dormiu na sala por ordem da mãe e quando foi para a escola viu Daniele de camisa branca cabelos mas curtos, bonita, sorridentes... feliz... enquanto ele estava sendo tragado por algum mau vindo dela, sim Marco sabia que algo tinha chegado para ele através dela e iria descobrir o que foi...

ATO 3 DE 3




Daniele estava sentada ao sol na hora do intervalo, coisa que ela não se lembrava o quando era bom, pois o sol sempre causava nele desgosto, tristeza; mas isso foi no tempo que vivia com ele, os últimos dias tem sido os mais alegres de sua vida, pode sorrir novamente, brincar, ficar sozinha já não lhe metia medo, sua família disse ela estava diferente que estava radiante, ainda ouvia um bom rock, mas passou do estilo anticristo par ao rock puro e sem maldades.
Com certeza nunca ira esquecer do drama que viveu quando estava com “ELE” porem esta experiência serviu para ele dar mais valor a vida, e hoje e isso que ela faz vive e vive, de olhos fechados sentindo o sol, ate que um sombra encobre ele, seria uma nuvem?
Abriu os olhos e notou que era uma pessoa só não soube de inicio quem era, o menino sentou ao seu lado e ela sentiu um arrepio, não como os arrepios que sentia antes.
-Ola Daniele. Marco falou vestido em sua roupa preta e com o ar cansado no rosto.
-Ola Marco. Ela arriscou em perguntar. -Algum problema.
Quando o menino falou ela desejou que quem tivesse gritado na sala de aula atraindo “ELE tivesse sido um da queles idiotas que só pensam e bundas e surrar os outros, Marco era um menino legal e deveria esta sofrendo muito.
-O que você me passou na brincadeira do compasso. Ela abriu a boca para falar e ele continuou. -E não adianta dizer que não sabe do que eu estou falando ou que estou louco por favor. A menino falou e olhou para os próprios pés. Daniele teve pena dele, esvaziou todo o ar do pulmão e falou.
-E uma Anjo mau, um tipo de...
-Demônio? Se olharam nos olhos a luz do sol ardia na pele de Daniele e doía na pele de Marco.
-Sim.
-Porque me passou este mal?
-Olha Marco eu não achei que fosse você eu queria me livrar dele estava ficando desesperada, só queria me livrar dele. As ultimas palavras foram morrendo aos poucos.
-Passando para os outros?
Daniele que era mas velha que Marco se sentiu menor e quando falou novamente foi com um esforço anormal.
-você deve saber agora o desespero que ele causa.
-Não tinha outro jeito? Deixe esta pergunta para lá, tenho uma melhor. Daniele ficou esperando que o menino falasse.
-O que ele quer?
Desta fez ele demorou a falar, sentia que o menino estava sentindo raiva por ela, não queria isso agora que estava conseguindo ser feliz não queria ninguém com sentimentos ruins por ela.
-Ele se alimenta de pecados, de almas fracas ele quer que você se mate. Marco continuou de cabeça baixa, estudei sobre ele e um Demônio sem nome que aumenta seu rebanho atormentando as vitimas ate a morte, ele fica com todas as almas, almas esta que ajudam ele no serviço de atormentar o outro, eu posso dizer que venci ele.
-Quanto tempo você ficou com este problema.
-Foram Dois anos. O sinal tocou e Daniele ficou em pé estava se sentindo culpada e não queria mas ver aquele menino. -Olha vou rezar por você mas isso não e meu problema mais.
Saiu andando e o menino ficou ali sentando pensando no egoismo das pessoas, na falta de caráter, os espirito queria uma única coisa dele, ele mesmo.
-Ola. Disse outro menino se sentando ao lado de Marco. O Sinal já tocou companheiro.
-Eu sei mas não tenho vontade de ir para a aula, quero ir para minha casa. Marco estava quase chorando.
-Olha só. Disse o outro menino. -Não sei qual e o seu problema, mas sei que tem um e por mas cruel que pareça, por mas assombroso sempre a uma solução, mesmo que isso leve outra pessoa ao abismo.
Aquelas palavras deveriam fazer muito sentindo para Daniele, o menino se levantou e foi andando, Marco ergueu a cabeça a tempo de ver quem era, tipico... era o menino que todos diziam ser louco, o menino o qual o irmã morreu no banheiro a anos atrás, seu nome era Deusdete, mas ele assinava Death, assim como morte em inglês.

* * *

Marco parou na frente da igreja não sabia como mais sabia que deveria lutar, pela manha pulou o muro da escola e foi para a casa, não queria ver a cara de ninguém muito menos de Daniele a injusta Daniele, mais em fim devolver o espirito para ele parecia esta fora de alcance por isso pensou em casa enquanto sua mãe não chegava, e quando ela chegou e pergunto use estava tudo bem ele respondeu que -Sim. Mais nem ao menos tentou sorrir, pensou e pensou então a idéia feio em sua cabeça como uma bala, Demônio, exorcismo, igreja. Disse a mãe que iria conversar com Geórgia mas na verdade, desceu a rua de sua casa subiu por várias ruas ate chegar a igreja do bairro vizinho.
Olhou para o pés e notou a sujeira nos chinelos, entrou no terreno da igreja buscando libertação, estava agora de frente a porta principal da igreja, cores fracas na paredes, azulejos se quebrando, uma grande cruz de ferro no alto da torre a esquerda. no interior todos aqueles quadros que já conhecemos nas paredes, ao fundo a imagem do senhor crustificado o altar, e um homem de joelhos rezando.
-Bem vamos ver o que acontece agora.
Deu um passo para entrar na igreja e sentiu-se mais pesado, olhou para o pés e estes estavam inchados, vermelhos, o segundo passo para dentro da igreja foi penoso, sentiu sua perna doer muito, começou a suar frio, mordeu os lábios afim de se controlar.
O terceiro passo não veio, seu corpo estava pesado, suava muito agora, tudo rodava a sua frente os quadros pareciam olhar para ele, um calor sem precedentes tomou conta do menino, a pernas doía, arrastou a perna de trás porem era como se ela agora pesasse duzentos quilos.
-Por favor vamos. Disse a sua voz foi ouvida pelo homem rezando que se virou e se levantou devagar. Era o padre, Marco conhecia dos dias que vinha na misa. O padre levantou e andou ate o menino.
-Ola filho algum problema?
-Sim... falar lhe doía a garganta, respirar lhe doía o peito, estava sufocado cansado, esta ali requeria um esforço, pedia uma força que o menino não tinha, sentia como se mil pessoas dentro dele estivessem sentindo dor por estarem ali, mandando ele correr, mãos tocando-lhe o corpo pedindo para irem embora.
-O que foi filho entre aqui. O padre andou ate o garoto com um sorriso que quase fez Marco vomitar.
-O filho que foi. O homem andou mas rápido para ajudar o menino que quase caia e quando o padre tocou o ombros de Marco ouve-se um grito de terror incomparável que ecoou pela igreja toda do altar a torre.
O menino se liberto do padre que nada entendeu e depois saiu correndo para fora da igreja e quando já estava longe pode respirar normalmente novamente, não mais sentia dores pelo corpo ao não ser as dores nos ombros onde o homem tocou, olhou para um deles e notou as marcas da mão do padre.
Passou por um terreno abandoando de cabeça baixa quando ouviu alguém sorrindo, olhou com o canto de olho e notou que era um figura negra sem forma, não ousou olhar direto para ela, acelerou para fugir mesmo sabendo que “ELE” era sua eterna companhia.

* * *

Outra vez mentiu para sua mãe para sair de casa, e foi a outra igreja, matinha viva em seu coração a esperança de se libertar do espirito que lhe atormentava, olhou para entrada da outra igreja, era grande, mas parecia um salão de festa, a arquitetura era diferente, a cadeiras eram de plastico, era uma igreja evangélica, sem o quadros e sem o cristo crucificado ao fundo; entrou pelo portão de ferro e não teve que andar mas que dez passo par achegar a porta. Parou e lembrou das dores que sentiu quando estava na igreja católica. Quis ir embora mas no fim entrou na igreja.
Sorrindo, sentou-se na cadeira de plastico nada de mal tinha acontecido, nem ao menos sentia as presença maligna. Abaixou a cabeça pensando no que diria para o pastor quando ele aparecesse. Notou um sombra a sua frente e quando ergueu a cabeça.
-Haaaaa. Gritou de susto com a imagem tenebrosa que viu.
-O que foi garoto. Olhou de novo e era apenas um homem alto de terno e gravata.
-Me... gaguejou para o homem a sua frente. -Me desculpe você e o pastor.
-Sou sim garoto o que há com você. O que dizer ao pastor agora?
-Estou sendo atormentado por um demônio, por favor tire ele de mim. Não acreditou em sua próprias palavras.
-Tem certeza? O homem tocou-lhe o ombro e o toque foi reconfortante, as marcas do padre já tinham ido embora e ele não queria outras.
-Sim. Começou a chorar levando o rosto as mãos. -Eu não agüento mais Pastor faz uma semana que estou sofrendo.
-Filho, se eu te curar você vem para nosso igreja para nossa família, Deus quer você com agente.
-Sim pastor. Enjugou as lagrimas então seguiu o homem ate perto do altar.
-Ajoelhe-se aqui. O menino obedeceu e logo o homem começou a horar sobre a cabeça do menino a dizer palavras que o menino não entendia, o menino sentiu um arrepio e percebeu que o homem também pois parou de orar por alguns segundos, voltou a falar e agora com mais fervor, com mais palavras faladas por segundo, com força.
Algo ia acontecer, um vento ruim entrou na igreja, Marco sentiu dores pelo corpo, fechou os olhos abaixando a cabeça abraçando o próprio corpo, um gota de sangue saiu de seu nariz indo cair no chão branco da igreja.
-Nãaaaaoooooooooo. Gritou Marco como uma voz que não era sua, os olhos revirados brancos como os olhos dos mortos. As cadeiras de plastico foram lançadas de perto dele indo bater nas paredes e algumas para fora da igreja, o próprio pastor foi lançada por cima de seu altar indo cair atrás dele na parede do fundo.
-O Deus. Disse o menino voltando a consciência, se levantou e olhou em volta o estrago de sua tentativa, viu no chão uma grande poça de sangue, viu o pastor caído e foi andar ate ele.
-Pare. Disse o pastor. - vá embora.
-Mas eu... ia dizer que não tinha culpa.
-Vá emboraaaa. Gritou o pastor e a única coisa que o derrotado Marco fez foi se virar e sair da igreja chorando, teria que conviver com aqueles pesadelos, teria que se entregar ao espirito, chorando foi embora e quando dormiu a noite teve mais pesadelo, acordou toda a família.

* * *

seu modo de vida tinha mudado, se vestia de preto, e queria mas roupas pretas, na abria a janela do quarto e ia cada vez menos a escola, se assustava a toa e já tinha sido atacado por gatos e pássaros, via buracos negros, e vultos pela casa toda tinha medo, estava pensando e acabar com tudo aquilo da pior maneira possível. Vinha pensando no qui fazer mas achava que iria magoar alguém e que com certeza queimaria no inferno por seu alto, nunca seria perdoado por fazer pois ja estava arrependido antes de decidir que sim ou que não.
Estava tomando banho, um bom banho quente que lhe causava mau estar, a agua quente caindo em seu corpo, sua mãe tinha marcado duas vezes medico para ele, estavam pensando se o menino não estava ficando louco. Banho, doce banho...
olhou para a mãos cheias de sabão e pensou em Daniele, passou a mão no rosto e olhou para a mão outra vez. Segurou o grito... segurou a respiração ao sentir o cheiro, sangue... vermelho e negro sangue em sua mãos. Saiu do chuveiro e notou que todo o banheiro estava salpicado de sangue... uma lagrima rolou de seu rosto encharcado de sangue... o cano na parede estava servindo de suporte para um corpo de um homem que ele não conhecia, o homem olhou para ele a cabeça vermelha sem pele, sem olho a boca costurada, o homem ergueu a mão para ele e chamou, o chão estava encharcado de sangue, medo, terror. A luz foi encoberta pelo liquido, a janela também. Não queria gritar... não queria correr... estava sozinho e com medo. O sangue saia em grandes golpes grossos. liquido dos mortos.
-Pare por favor. Fechou os olhos tentando se concentrar, estava cada vez mais difícil manter -se calmo chorava fácil, também não era para menos. Abriu os olhos e estava tudo normal, tranqüilo do lado de fora pode ouvir a canto dos pássaros.
-O que você quer? Se perguntou e já sabia a resposta, alguns vulto passaram correndo dentro do espelho e quando ele olhou estava escrito como se alguém, tivesse passado o dedo no espelho .
“Você queimando no inferno e isso que eu quero” Marco se lembrou de uma musica nova que estava ouvindo se chamava Burn In Hell , Judas Priste, sentiu-se sozinho e ao mesmo tempo sendo observado, olhou para a chiletes no banheiro, lembrou de um bom pedaço de corda que seu pai tinha guardado.. havia também veneno de rato na dispensa, Marco tomou um decisão naquele momento e não se orgulhou dela... não seria perdoado nunca mas tinha que ser feito ou enlouqueceria a si mesmo e a sua família.

* * *

Entrou na sala sala de aula para dar Adeus, viu Daniele que desviou o olhar dele e engraçado como as coisas acontecem com agente. “ vocês viram o menino que foi possuído pelo demônio?” de brincadeira nos acabamos com nossa vida. “Outra vez, esta escola esta infernal” Marco chegou perto do gripo de amigos, tinha levado dentro da mochila uma boa quantidade de remédios, nem uma caderno ou lápis na mochila, só uma quantidade de remédios que acabaria com dez homem sadios. Pediu perdão a Deus.
-Eu posso brincar também. Todos olharam para Marco a nova figura estranha vestida de preto no calor.
-Pode. Disse a menina que segurava o compasso. -Senta no meu lugar que já estou cansada. Marco sentou-se na cadeira e olhou para todos os amigos em sua volta, vinte deles meninos e meninas mas velhos e mais novos , olhou para Daniele sentada no fundo da sala ao lado de sua nova amiga e pensou em como era um menino mau. Sorriram uma para o outro.
Colocou o compasso no meio do tabuleiro feito de caneta Bic e suando frio esperou a brincadeira começar....

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