
No dia 31/07/2009 eu marcos antonio juntamente com outros escritores fomos publicados pela Editora multifoco Do Estado do Rio de janeiro, na antoloia sinistro, o livro esta realmente muito bom, eu não sei se na sua cidade vai ter o livro mas procure e prestigie a mim e a outros escritores que tiveram pelo amigo Frodo (EDitor) a Oportunidade que muito sonhos pelos longos anos de sua vida e nunca tem..
Autores: Alexandre Coslei, Alex Lopes, André Garzia, Antonio Fabiano Hermmida Filho, Bia Machado, Cássio Michelon Bento, Danny Marks, Frank Bacurau, Frodo Oliveira, Guilherme Borges, Jocson de Souza, Jorge Eduardo Magalhães, José Geraldo Gouvêa, Lara Kolk, Lino França Jr., Luiz de Souza, Marcos Antonio Silva, Marcus Vinícius da Silva, R.Moreno.
Antologia Sinistro
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Livro: A espera de um milagre
Paul Edgecomb é um antigo chefe da guarda de uma prisão da Louisiana, nos Estados Unidos, e vive agora, durante a velhice,
num asilo. Edgecomb relembra, com frequência, episódios de guardas e condenados que ocorreram durante a sua vida activa. Recorda-se, sobretudo, da sua relação com John Coffey que, em 1935, se encontrava no corredor da morte à espera que fosse executada a sentença a que fora condenado. Coffey era um homem negro, de forte compleição física, que tinha sido acusado, embora injustamente, da morte brutal de duas raparigas brancas. Edgecomb descobre que Coffey possui um dom mágico que é, ao mesmo tempo, misterioso e milagroso e desenvolve-se entre os dois uma relação invulgar. Toda a situação leva o guarda a enfrentar um conflito moral entre o cumprimento do dever e a consciência de que o homem que ele deverá matar não pode ter sido o autor de um crime tão terrível.
Publicado em: junho 30, 2007
MInha filha e eu 3 (FIM)
0 comentáriosUma noite antes de dormir Alice sentiu aquele arrepio novamente e sabia que a menina estava no quarto ergueu a cabeça e pode ver seus cachos loiros dançando nas sombras. Estava muito frio estava com cara de chuva...
-Por quê? Perguntou a mulher. –Por que você não vai embora?
-Não posso mamãe. Disse a menina. –Não sem você. A voz dela foi aumentando ate parecer um grito dentro da cabeça de Alice.
Levantou e foi ate o guarda roupas abriu, para enxergar usava apenas a luz que entrava pela janela e apanhou no fundo do guarda roupas ao lado do chapéu de boiadeiro uma caixa, levou ela ate a cama e abriu dentro dela estava seu velho revolver.
-Isso mamãe aqui onde eu estou e tão solitário vem morar comigo vem brincar para sempre de mãos dadas comigo.
Uma lagrima rolou dos olhos de Alice quando ela viu a arma lembrou-se dos tiros que deu, das duas vezes que atirou e feriu pessoas. Lembrou de ver sua própria arma apontada para sua cabeça em uma cena de prisão lembrou-se do sangue que fez jorrar com aquela arma.
-venha mamãe eu te espero a anos.
Ao lado da arma estava o celular o venho aparelho que estava com ela na agonia era o celular quem sentia primeiro os mal chegando e só agora ela percebeu isso. Olhou de novo para a arma então sentindo uma dor imensa, ela levou a mão para dentro da caixa e se preparou para seu destino aquele do qual não podia fugir.
-Adeus. Disse ela retirando da caixa o objeto negro notou seu brilho na luz e percebeu a agitação da menina morta que vagueava pelo quarto era o fim...
-Adeus filha. Disse era o fim para a menina Alice apanhou o celular e o ligou por sorte ainda tinha bateria.
-Mãe. Ouviu a menina chamar então se lembrando dos números discou a cobrar já que não possuía mais a conta. Olhou no relógio e era 03h00min da madrugada não importava.
-Mãe você não vem comigo? Sentiu a menina mais perto dela sentiu também uma raiva crescente.
-Eu vou filha. O telefone tocou. –Eu vou. A menina morta parecia chorar então alguém atendeu. –Eu vou mais não hoje.
-Alo. Disse a voz masculina do outro lado à linda voz que Alice reconheceu imediatamente.
-Oi. Disse sem pestanejar. –Miguel sou eu Alice.
-Oi tudo bem? Ela pode notar uma alegria na voz do amor de sua vida.
-Podemos conversa? Perguntou ela. –Podemos no ver?
-Agora? Indagou ele perdendo a sonolência na voz.
-E. Ela falou encabulada como quem apronta algo.
-Claro onde posso de encontrar? E antes que ela respondesse para Miguel ouviu a voz da filha morta dizendo.
-Estou indo mamãe, mas eu venho de buscar, mais tarde beijo tchau. A voz da menina foi sumindo junto com o som da chuva, Alice sorriu foi quando a voz da menina sumiu e junto com os outros fantasmas ficou em silêncio por um longo tempo.
-Alice esta chovendo. Disse Miguel que agora parecia mas acordado. Alice imaginou ele apanhando os óculos na cabeceira e colocando no rosto. Aquele lindo rosto.
-Sim eu sei Miguel. Estava sorrindo. -Mas não tem hora melhor, mas romântica para um encontro do que a Hora da chuva.
FIM
MInha filha e eu 2
0 comentáriosEm menos de uma semana Alice estava de volta para casa no Estado de São Paulo a camionete reformada os ânimos renovados e longas noites de sono, esperou um mês então em um dia que a casa estava fazia ate mesmo da empregada Alice apanhou o telefone e ligou o antigo numero de Miguel sem ter esperança dele ainda ser o dono do numero.
Tocou uma vez duas então ela ouviu alguém tirar o telefone do gancho foi quando ela devolveu o telefone para o gancho, não soube se era ou não e ex-marido do outro lado só teve o consciência de que não podia sair da vida dele e querer voltar assim de uma hora para outra, mas o amava muito.
-Me perdoe? Disse ela tocou o aparelho telefônico.
Mais quatro meses mesmo a contra gosto dos pais Alice estava morando sozinha em uma casa alugada não tão sozinha na verdade dividia o aluguel com uma mulher por nome de Aline que também sofrera um trauma mais nada sobrenatural ela foi apenas seqüestrada e mantida em cativeiro em um armário junto com ratos e coisas velhas.
Morou com ela por alguns meses e depois resolveu morar sozinha, sozinha mesmo com o dinheiro que ganhava, agora ela conseguia facilmente fazer isso tudo havia acabado; as coisas do passado eram passadas somente. A filha que Alice não pode criar ainda vinha às vezes à noite tocar-lá antes dela dormir.
MInha filha e eu 1
0 comentáriosJoaquim estava na porta da fazenda, era quase noite seu desespero estava quase lhe levando a procurar Alice na noite não tinha procurado policia ainda e talvez não o fosse mesmo onde ela estava ninguém a acharia.
Então viu faróis a distância e foi os faróis que fizeram o velho perceber que já era noite, mais um pouco e notou a camionete comprada pelo seu filho o carro parou na frente da porta e ele desceu em passos largos, Alice saiu do carro estava exausta e foi amparada pelo avô.
-O que houve filha? O homem perguntou limpando o rosto sujo da neta.
-Nada vovó só um pouco de chuva. Disse ela sendo levada para dentro de casa Joaquim reparou na condição do carro mais também não comentou nada depois ele mandaria arrumar a camionete e nada diria a respeito.
Quando estavam passando pela sala Alice viu pela TV ligada uma imagem do hospital onde ela avia deixado João Batista e repórter dizia.
-Hoje a tarde deu entrada aqui no hospital municipal um senhor por nome De João Batista que foi deixado aqui por um jovem que sumiu, o homem faleceu agora as 05h30min da tarde, o que os médicos estranharam e que ele chegou aqui com uma aparência e depois de algumas horas parecia ter envelhecido. E como se não bastasse o estranho acontecido o homem afirmava ter mais de 150 anos quando morreu.
-Vamos Alice. Disse Joaquim puxando a neta que não fez esforço para ficar.
-Acabou vovô a cidade, esta tudo terminada. Mais o homem fingiu que não sabia do que ela falava.
Naquela noite e nas noites que se seguirem ninguém com parentesco com as pessoas daquela cidade tiveram pesadelos não os pesadelos sobre mortos a tiro e cinzas no milharal. Algumas pessoas tiveram a primeira noite completa de sono que muito tempo precisava.
Todos mortos capitulo 6
0 comentáriosChovia forte quando ela chegou ao posto de gasolina de João Batista, o lugar parecia ainda mais decadente quando chovia; a água que escorria do telhado vinha misturada a ferrugem e a sujeira acumulado no alto da construção. Alice desceu da camionete desta fez não escondeu a arma levou a na mão deixando bem amostra.
Foi recebida a tiros se abaixou e ouviu o tiro zunir em seus ouvidos, olhou para dentro e pode notar o homem se abaixar atrás do balcão, não foi de frente com a porta e sim pelos lados sempre abaixada.
-João eu voltei por que não me contou sobre a cidade? Perguntou encostando do lado a porta de entrada.
-Você não iria acreditar. Gritou o homem do interior da loja. –Muitos riram de mim por isso resolvi não falar mais nada sobre aquele inverno.
Alice olhou para dentro e não viu o homem estava pronta para dar um passo para dentro quando ele surgiu atrás do balcão mirou e disparou ela se esquivou voltando as costas na parede.
-Agora você esta aqui para me cobrar? O que você quer e um fantasma como ele são?
-Não João eu não sou fantasma estou bem viva venha me tocar. Desta fez foi ela que mirou e atirou só conseguiu acerta as garrafas de bebidas atrás do balcão. Alice iria argumentar que fantasmas não usam armas porem mais sedo o Coveiro lhe mostrou que usam sim.
-Se esta viva e fora daquele lugar então por que esta perdendo tempo comigo vá embora e viva. Ela ouviu passo João esta correndo para o quartos atrás da loja. Ela entrou atrás apontando a arma para o lugar vazio ainda chovia forte o cheiro de terra invadiu as narinas da mulher.
Ela andou para trás do balcão olhando para ver se o homem não estava ali; entrou na porta dos fundos, ela viu todas as portas fechadas João poderia esta em qualquer uma delas.
Empurrou a primeira porta com o pé e ficou a postos ninguém só a cama vazia e o guarda roupas fechado, se virou para a outra porta quando viu o brilho no fim do corredor da ultima porta era o cano do revolver um tiro foi disparado contra ela. rolou para dentro do quarto. Desta vez ela sentiu dor no machucado feita pelas balas do Coveiro. Olhou para fora novamente e viu o homem pulando a janela.
Apontou mirou no ombro do homem e lembrou-se de seu avô lhe ensinando a atirar na fazenda, primeiro e latas fazias sobre a cerca depois em pássaros pequeno e logo e animais grandes no mato, era a segunda vês que atirava em alguém naquele dia e em toda a sua vida o tiro foi certeiro.
A bala saio do cano e navegou pelo ar ate João batista queimou primeiro a camisa e depois furou a carne; Alice viu o homem caindo do lado de fora.
Não correu para a janela, em vez disso deu a volta pela porta da frente antes de sair apanhou na parede o quatro que retratava João ainda jovem foi para fora e depois para o fundo do posto de gasolina, entrou na chuva com a arma ainda em mãos se aproximou da curva da construção então se virou mirando. João estava caído no chão à arma ao seu lado.
Ele estava se arrastando com o braço direito o braço sadio encostou-se na parede da casa, ela chegou bem perto e apontou a arma para a cabeça do homem mostrou o quatro para ele.
-Eu vi sua imagem na casa grande da cidade fantasma João Batista você era o dono daquelas terras não e?
João pareceu surpreso quando Alice falou ele olhou com os olhos cheios de emoção para a foto.
-Você a primeira que descobri isso.
-Sou a primeira que fiz muitas coisas nos últimos dias sabe. Ela se abaixou a roupa toda molhada da chuva os cabelos encharcados. –Se eu te matar tudo acaba não e?
-Tente. Disse João. –Eu mesmo tento sempre acabar com este sofrimento mais eles não me deixam morrer como se não bastasse tudo que fizeram ainda me tiram o direito de morrer.
-Não, não e matando você que eu vou concertar tudo. Disse ela deixando a arma no chão se ajoelhou e estendeu as mãos a João batista. Ele achando estranho segurou as mãos dela o ombro doía.
-João Batista Senhor da Fazenda de São Judas eu Alice venho e nome dos meus parentes deste lugar e assim e nome dos amigos deles. Respirou fundo e se concentrou na tarefa.
-Eu venho lhe pedir perdão pelos pecados de nosso povo. Eu venho pedir que perdoe o povo de São Judas.
João arregalou os olhos para Alice, não esperava aquilo depois de tantos anos no mínimo achava que levaria uma bala na cabeça para acorda mais tarde ainda vivo mais aquilo foi um golpe maior mais doloroso que um tiro.
-Eu. O homem engasgou e nada conseguiu falar viu aquela moça representando tudo que ele odiou por anos as pessoas que lhe tiraram a riqueza lhe tiraram um filho lhe fizeram juntar os cacos de sua vida e abrir um posto de gasolina. Sempre esperou por algo vindo daquela cidade talvez o filho de volta o a própria fazenda não tinha certeza. A única certeza era a de odiar todos eles e rezar toda noite para que eles sofressem no inferno.
E agora percebeu que aquilo era o que sempre esperava um pedido de perdão e um sincero pedido de perdão.
-Sim eu lhes perdôo.
Um grande trovão cortou o céu e Alice pode ver por um segundo dentro do clarão dezenas de pessoas cercando os dois olhando para João Batista e depois sumindo, viu antes de todos sumirem o irmão do Coveiro e seu rosto limpo tranqüilo e sadio sem marcas do acidente assim como todos. Depois não havia mais nada.
Alice tocou o braço de João Batista e o carregou ate a camionete colocando-o no banco do passageiro ele ainda sangrava rapidamente ela deu a volta no carro e dirigiu para a cidade mais próxima a caminho de um hospital.
Todos mortos capitulo 5
0 comentáriosEla abriu os olhos percebendo que estava claro novamente olhou e seu coração disparou de alegria estava chovendo ele via a rodovia via a placa de boas vindas da cidade. Tentou ligar o carro mais não conseguiu.
-Vamos. Disse ela com medo de perder esta chance. –Eu vou a pé se você não pegar meu querido vamos. O carro funcionou e ela soltou um riso de alegria acelerou não se importando com nada e correu para fora daquele lugar passou por um obstáculo e não olhou mais sabia que deveria ser o corpo do Coveiro. Nunca uma chuva foi tão bem recebida quanto aquele, abriu o vidro do carro e deixou a água tocar seu rosto.
-Perdão. Disse a voz na sua cabeça fazendo-a lembrar que ainda tinha uma coisa a fazer mais isso não tirou a alegria que ela estava sentindo. E com esta alegria seguiu na rodovia.
Todos mortos capitulo 4
0 comentários-Chove, Chove, Chove. Dizia ela com a cabeça encostada no volante os cabelos sujos de seu suor, suor que escorria pela testa e formava marcas no rosto, não queria olhar em volta já estava cansada de tudo aquilo queria logo que acabasse de uma forma ou de outra.
O corpo do Coveiro continuava a sangrar e a sangrar mais sangue do que poderia ter em um ser humano e o sangue escoava e banhava o chão em volta dele parecia que o sangue estava vivo que se movia que escolhia ir à direção de Alice.
A arma do homem morto começou a flutuar no sangue, sangue que agora não era só sangue, era uma coisa viva sangue que em volvia a arma com pequenos tentáculos a arma seguia na direção do carro. O buraco da bala no peito do homem borbulhava com o liquido vermelho parecia uma fonte macabra; em alguns pontos o sangue era negro em outros branco era pus e sangue.
O liquido tocou a roda do carro e neste momento Alice sentiu um arrepio junto com o arrepio um som; o celular ligou vibrava no banco do passageiro ele ergueu a cabeça olhar para o banco, sem notar que a sua frente uma bolha de sangue se levantava.
As paredes das casas estavam tomadas pelas garras de sangue o chão estava vermelho vivo, o corpo servia de fonte para a coisa que nascia bem na frente do carro.
Ela apanhou o celular e levou ao ouvido então ouviu aquele som uma confusão de gritos e lamentos que lhe causou um dor de cabeça tão forte que uma machadada seria mais agradável largou o celular percebeu algo a frente.
Uma bolha de sangue e a arma do Coveiro sendo erguida por tentáculos de sangue vivo.
-Deus. Disse ela e o primeiro impulso foi de vomitar tanto que levou a mão a boca e impediu o organismo de fazer seu trabalho. Os tentáculos de sangue subiam no capo do carro a bolha foi tomando forma braços pernas rosto.
O Coveiro ou a sua verdadeira forma, um sorriso negro de pele branca, pele branca que tinha como adereço pequenos tentáculos de sangue como uma criatura do mar ele apontava a arma para o carro, para Alice.
-O Deus. Disse ela. Olhou e notou o corpo do homem que ela matara estendido no chão servindo o sangue para a coisa a sua frente. Não teve idéias não teve vontade de correr só ficou paralisada diante da criatura que surgira a sua frente.
-Você esqueceu onde você esta? Indagou a coisa com uma voz gutural e expelindo sangue quando falava. –Aqui e a boca do inferno os mortos permanecem aqui.
Todas as esperanças se foram. Todas as vontades, a de ver o marido a de abraçar o pai de beijar a mãe a de ter um filho que seria seu pedido de desculpas para com a filha morta tudo isso caiu e nada mais existia no coração de Alice, naquele momento a Mulher que fora forte ate então pediu para morrer, pediu em silêncio que tudo acabasse naquele momento então ela fechou os olhos.
Sentiu dedos pequenos tocarem sua mão direita, dedos frios e fortes sentiu uma paz muito grande com aquele toque e ao mesmo tempo tristeza mais mesmo com a tristeza que sentia se sentia segura.
-Não e sua hora de morrer mãe. Disse a menina. –Não ainda!!!
Alice abriu os olhos e não viu ninguém ao seu lado, olhou para frente e a coisa estava prestes a atirar quando foi tocado por uma nuvem fraca de cinzas as cinzas rapidamente cobriram o carro mais não o suficiente para impedir a visão de Alice o celular vibrou novamente em algum lugar no chão do carro. Do lado de fora Alice ouviu a antiga radio entoar a canção de todos os dias.
-Perdão. Ela ouviu alguém dizer. –Perdão. E mais e mais vozes se juntavam ao coro logo ela viu as pessoas surgindo das ruas e das casas o Coveiro não abaixou a arma mais parecia preocupado com aquilo as pessoas passaram pelo carro e foram na direção dele. Alice teve vontade de sorrir mais seria cruel demais.
-Se afastem, gritou a fera expelindo sangue mais as pessoas mortas deformadas de pele branca não afastaram mais cinzas caia, mas fumaça chegava, eles flutuavam por sobre o sangue do Coveiro e todos eles tinham uma razão para ter raiva a mesma razão para todos, seus corpos violados.
O Coveiro atirou em Alice fazendo o coração dela acelerar mais a pólvora não lhe cansou nem um dano, o tiro parou no ar segurado por alguma forca invisível e caíram sobre o capo Alice viu de relance no ar lindo cachos Loiros e um riso infantil chegou ao seu ouvido.
A fera de sangue gritou as pessoas o cercaram, antes quando o vivo podia se esconder dentro de uma das casas hoje isso não era possível ele podia ser tocado por eles.
Todos amontoaram sobre o homem sobre o espírito e ele gritou de dor a ultima coisa que ele viu foi à mão dele abrindo e fechando no meio da multidão; as cinzas cobriram todo o vidro do carro. Escuro total. Alice rapidamente procurou algo no porta Luvas do carro achou ainda estava lá um antigo isqueiro.
-Queria que não fosse assim para meu irmão. Ela acendeu a chama na primeira tentativa e viu o outro motoqueiro sentado no passageiro ele olhou para ele revelando o rosto desfigurado, ossos da fase a mostra um dos olhos saltando da orbitar a língua pendendo de um canto rasgado da boca. Ela gritou antes de desmaiar completamente.
Todos mortos capitulo 3
0 comentáriosSentou-se no banco da camionete sem nem mesmo limpar os cacos de vidro dos bancos e ficou pensando, teria que esperar a chuva chegar para poder sair novamente e completar sua missão. Mais e depois? Perguntou-se percebendo que nunca esqueceria os terrores aquele lugar. E depois? Como viveria em paz os pesadelos iriam continuar com ou sem fantasmas.
-Não importa. Disse ela segurando o volante só quero ir para casa o depois a Deus pertence.
Olhou pelo vidro do carro e viu o corpo do Coveiro sujo de sangue e a arma descansando ao seu lado como se estive morta, também no banco do carro notou o celular mais não quis tocar-lo olhou para frente novamente e tremeu por um minuto pensou que o corpo não estava lá porem estava na mesma posição.
Mas a frente viu o lugar onde os mortos paravam todos os dias antes das balas atingirem eles, imagens invadiram sua cabeça sem que ela deixa-se.
As pessoas da cidade sorrindo alegre indo na direção da estrada cavalos puxando carroças, mulheres segurando crianças e crianças brincando com milho as pessoas estavam indo embora. Em uma das carroças caixas com dinheiro.
Quando já estava para sair da cidade cinco carros bloquearam a passagem levantando poeira eram carros antes usados para carregar a colheita hoje estavam cheia dos empregos do filho. No céu nuvens surgiam.
-Vocês roubaram meu pai. Disse ele; José percebeu que todos os homens nos carros estavam armados mais qual era problema? Ele também estava.
-Não roubamos. Disse um. –Pegamos o que e nosso por direito.
-E? Também era direito bater no meu pai ate ele desmaiar sem sangue? Gritou o garoto.
-Ele não queria colaborar. Gritou José.
-Colaborar com o que? No céu o povo percebeu que logo iria chover um pouco de esperança chegou naquele momento mais já era tarde. –Colaborar vocês queriam todo o dinheiro, esquecem que a fazenda tinha um dono e vocês eram empregados, todos vocês, roubaram meu pai e atearam fogo no milharal. O homem apontou a fumaça que subia a sua direita. –Para que tanta brutalidade.
O povo começou a perceber o que fizeram e a murmurar uns com os outros. Estavam cegos o desespero isso fez eles cometerem todos aqueles pecados e agora começavam a se arrepender porem.
José percebendo que estava perdendo o povo sacou sua arma da cintura e com um olhar sinistro disparou no peito do Homem que falava. O herdeiro da fazenda caiu do caminhão sangrando e isso foi o suficiente para liberar uma fúria assassina. Todos os homens que ele havia convocado para reaver as coisas de seu pai apontaram na multidão e começaram a atirar.
Pessoas correndo com medo crianças sendo protegidas pelos pais portas sendo aberta a ponta pés a procura de um bom esconderijo, crianças caindo com balas nas costa, mães com balas na cabeça e homens alvejados no peito foram poucos minutos da chuva de bala mais o suficiente para matar a maioria das pessoas.
Ao notarem o que fizeram e verem o rio de sangue que se formava no chão pelo susto de um corpo caindo do caminhão os homens debandaram e nunca mais voltaram para a fazenda.
Primeiro o vento trouxe as cinzas do milharal sobre os corpos depois a fumaça invadiu o lugar, por ultimo os corpos expostos receberam a chuva e onde antes corria água limpa e saudável correu sangue de inocentes enganados.
Alice se libertou das visões e percebeu que estava chorando abraçou o volante pedindo que chovesse logo ou desistiria.
Todos mortos capitulo 2
0 comentáriosEla guardou novamente o revolver na cintura com um aperto estranho no peito, nunca na vida tinha matado ninguém já havia atirado duas vezes em homens maus porem sempre errava de propósito e desta vez ela teve mesmo que fazer. Teve vontade de chorar não pela alma do Coveiro mais por sua própria.
Passou por cima do corpo sangrando e foi andando com os olhos cheios de lagrimas na direção da camionete onde já via Agatha; andado e se apoiando no carro a bengala estava largado no chão ao lado do veículo.
-Esta tudo bem agora. Disse Alice chegando perto, à velha ia ficando de costas não queria ver o homem morto logo ali.
-Como pode ter tanta certeza garota? Então a mulher jovem pareceu ter cem anos a mais de experiência do que a mulher de idade e quando falou foi com uma certeza inabalável.
-A Culpa de tudo isso não e do fazendeiro pelo menos não toda a culpa foi o povo desta cidade que o traio, foi o povo desta cidade que se tornou ganancioso e quiseram ter tudo para eles. Abaixou a cabeça ate tocar o capo do carro. –A única culpa do fazendeiro e de nunca ter perdoado isso e por isso que os fantasmas gemem dizendo.....
–Pesa perdão. As duas falaram juntas.
-Você Alice e a pessoa que chegou mais longe nesta estória toda; algum poder você tem que ter, eles. Parou e pensou no que ia dizer. –A cidade gosta de você. Então a mulher se virou e apanhou a bengala ficando em pé e de costas.
-Aonde você vai? Perguntou Alice percebendo que a mulher estava se distanciando.
-Para casa e esperar que você saia vitoriosa disso tudo e nunca tive forças para lutar e não tenho agora, boa sorte. Agatha se foi sumindo na fumaça.
Todos mortos capitulo 1
0 comentáriosDo lado de fora da prisão Alice percebeu que estava na rua principal na construção de esquina, ficou se perguntou o porquê naquele lugar pequeno havia uma cadeia com grades mesmo, a pergunta na chegou à língua.
-Encontrei aquilo atrás da casa da fazenda. Disse Agatha apontando para a camionete de Alice que estava parada mais a frente, um grande sorriso nasceu nos lábios da mulher que andou a passos largos na direção do carro. Olhou na caçamba e não viu a caixas lembrou que elas estavam na casa da fazenda, isso também não importava mais.
-Tenho tudo que perdi. Disse Alice tocando a lateral do carro e sentindo o chapéu em sua cabeça.
-Tudo mesmo? Perguntou Agatha soltando finalmente o pau que carregava.
-Bem falta. Ia falar, mas um estrondo interrompeu viu o vidro traseiro do carro se despedaçar o primeiro impulso foi de levar às mãos a cabeça e se abaixar a velha senhora imitou Alice se abaixando também.
-O que e isso agora? Perguntou Alice olhando para o caminho de onde vinham, no meio da rua portando a arma que tanto combinava com ele O Coveiro e sua calibre doze no olhar a raiva.
-Sabia que não tinha força para desmaiar-lo no mínio só o tonteei. Disse Agatha sentindo dores pelo corpo devido ao susto.
-Venha. Disse Alice andando de gatinho para frente do carro Agatha a seguiu.
-Você e minha. Gritou o Coveiro dando alguns passos a frente, Alice sacou a arma da cintura e as balas do bolso, enchei o tambor.
-Vai chover logo Agatha eu vou salvar todos nos. Alice se sentiu muito idiota ao falar daquela forma parecia um típico herói americano.
Olhou para o lado do carro segurando a arma e deu de cara com o homem mal a alguns metros dele com a arma apontada e outro disparo veio e sua direção ele esquivou voltando para trás do carro mais alguma coisa atingiu seu ombro direito fazendo sangrar.
-Há seu filho da pulta. Gritou de dor e raiva. Ouviu os passos dele tinha poucas chances de vencer aquela batalha se a distancia fosse pouca; então virou apontou a arma e disparou o Coveiro se escondeu atrás do carro e foi o suficiente para Alice correr deixando Agatha para trás.
A senhora olhou por qual lado o Coveiro estava vindo então engatinhou para o outro lado, ele não notou a mulher pois seus olhos estavam em Alice que corria entre a fumaça, o homem apontou e atirou. Estava longe com certeza ele errou o tiro. Antes de seguir carregou a arma.
Ela entrou em uma da casas ao parar de correr percebeu o rastro de sangue que tinha deixado não poderia se esconder tinha que parar e lutar mais como que venceria o coveiro.
-Estou aqui mamãe. Disse a menina vinda de algum lugar no nada aquilo deu coragem a Alice ela sentiu que não estava só que poderia lutar. Ouviu os passos o Coveiro.
-Você e minha moça. Disse ele chegando perto da porta. –Como todos neste lugar foram você não pode escapar. Ele parou na porta bloqueando a pouca luz a distancia seria fatal ele apontou a arma para a mulher e expressou uma satisfação imensa ao olhar para ela.
-Você será minha mesmo que seja em pedaços. Os olhos negros, saliva nos lábios ele tocou o gatilho e atirou.
Alice viu a menina loira surgi do chão um perfeito fantasma, rápida como um relâmpago. E golpear com o braço pequeno a arma do Coveiro fazendo o tiro ir parar no teto arrebentando muitas telhas. Alice aproveitou e mirou no peito do homem atirou.
A menina sumiu bem no momento que a bala tocaria suas costas deixando o projétil furar o tórax do Coveiro que com o baque foi jogado para trás, mas saliva foi lançada ao ar ele largou a arma que segurava e caiu.
O coveiro capitulo 2
0 comentários-Bem eu te contei minha estória. Disse o Coveiro agora me conte a sua.
A bala já estava dentro da arma e a arma segura entre as pernas do homem que olhava com olhos secos para a mulher. Alice não queria conversa com ela ainda mas dentro da podridão daquele lugar ela só queria fugir ou dormir para ver se acordava em casa. No fim das contas uma voz interior que não era de nem um fantasma disse para ele fazer o que ele mandava ela obedeceu.
-Eu tinha pesadelos quando era criança assim como o seu irmão. Contou toda a sua estória contou o que não lembrava que conheceu Ângelo e logo em seguida o Homem de sua vida o charmoso Miguel contou que gostava muito dele mais algo dizia para ela que ela não poderia ser feliz com ele, que não poderia ser feliz enquanto não resolvesse aquilo mais não sabia o que era aquilo.
Contou que não queria, mais acabou saindo da casa de Miguel e voltando a morar com os pais contou que quando chegou perto do dia do pai viajar ela sonhou com uma pequena menina.
No sonho a menina lhe dizia que ela e que tinha que Viajar e não o velho pai que logo ficou doente assim Alice se ofereceu para viajar na camionete do pai de São Paulo a Recife.
-Bom você me conhece e eu te conheço. Disse o Coveiro levantando do banco e percebendo os olhos medrosos de Alice agora podemos ser mais íntimos o fato de você fugir de mim só me deixou com mais vontade de te ter pena que eu não consigo tela assim neste estado. Ele destrancou a porta da cela um pouco de escuridão entrou no lugar, uma aura negra circulava o homem mal.
-Vou te amar como não amei nem outro corpo neste Lugar podre.
-Não tem que ser assim. Disse Alice se lembrando do Marido.
-Desculpe moça e assim que as coisas são por aqui. Ele andou devagar e ergueu o braço com a arma o suor escorreu da testa de Alice, estão seria assim que acabaria então ela teria voltado para morrer apenas isso e nada mais.
Viu anoitecer na cela, a água que ela não sabia de onde vinha era como se fosse uma prisão subterrânea perto do mar de repente as cinzas invadiram o lugar flutuando pelas celas, parecia que só Alice as via os olhos do Coveiro estavam cegos para isso ele tocou o gatilho e puxou.
À bala saio da arma Alice apertou os olhos e ouviu o baque do corpo no chão sentiu a cabeça doer sentiu os músculos se contraírem abriu os olhos devagar para notar...
Agatha em pé na porta da cela com um pedaço de pau na mão e o Coveiro caído na sua frente a arma lançada ao chão, ele tinha mesmo disparado mais com o golpe silencioso o braço desvio para outro alvo antes dele cair desmaiado.
-Vamos menina não há tempo. Alice acordou do choque e levantou indo para a porta antes de sair voltou para apanhar a arma notou também balas espalhadas que caíram do bolso do homem apanhou e depois do lado de fora com muito carinho pegou o chapéu do chão.
Não olhou para trás seguia em frente apenas ouvindo o que a velha dizia.
-Sinto que você pode ajudar todos nos por isso estou de ajudando, espero que eu esteja certa que não seja só uma ilusão minha.
Alice pensou um pouco no assunto e ficou imaginando se aquilo não seria uma ilusão de todos.
O coveiro capitulo 1
0 comentáriosUma dor constante foi à primeira coisa que ela, sentiu quando abriu os olhos olhou tudo tentado descobrir onde estava, porem não era nem um lugar onde já esteve fora dali ou mesmo naquele lugar infernal era tão repugnante era tão fedido quanto o que elas estavam agora.
Com o pouco que ela aprendeu da cidade sabe que os sentimentos dos lugares também são transmitidos, assim como os fantasmas quando a chuva para a cidade morre Alice estava e uma cela de prisão, que já era triste e amargurada no mundo dos vivos agora no mundo dos mortos era insuportável o terror que as paredes úmidas e o chão sujo transmitiam.
A sua frente do lado de fora sentando em um banquinho estava O Coveiro com o revolver de Alice nas mãos e o chapéu dela aos pés devagar ele verificava o tambor vazio da arma. Ela levantou a cabeça devagar sentindo o medo crescente.
-Sabe eu não gosto desta situação de desejar os mortos. Ele limpou o que parecia ser uma lagrima. –Vocês acham que eu gosto, pois não e só meu papel neste lugar. Disse ele dando de ombros como se aquilo fosse a coisa mais fútil que tinha conhecimento.
-Você não tem que aceitar os papeis que lhe são impostos. Disse Alice sentindo a dor aumentar a cada silaba pronunciada.
-A vida e assim minha doce paixão. Arrepios atacaram a espinha de Alice.
–Por ai a fora no mundo normal isso sempre acontece os trabalhadores que aceitam ser apenas empregados e nunca pensam e crescer, as namoradas que aceita ser apenas namoradas e nunca tentar ser uma Esposa, pelo mundo a fora as pessoas sempre aceitam os papeis que lhe são impostos porque aqui seria diferente?
-Por que você e fraco se fosse forte não aceitaria assim tão fácil. O Coveiro ergueu a cabeça vendo Alice sentada tão linda na sua frente a cela trancada para impedir que ela sumisse de novo.
-E você e forte, saiu e quis voltar; de qualquer forma você teria seu fim aqui ou lá mais que bom que você voltou. Ele tirou do bolso uma única bala então começou a falar.
Se eu pudesse escolher não viria para este lugar, se vim foi culpa de meu irmão meu querido irmão Rogério sabe agente tinha uma oficina de motos lá na capital recife montada por nosso pai no fim da vida e administrada pelo Rogério o orgulho da família.
Eu sempre olhava meu irmão com um amor especial bem diferente do amor que eu tinha pelos outros cinco irmãos e quando nosso pai morreu foi ele quem meu coração escolheu como líder, acho que foi assim com a casa toda ate minha mãe.
Ela era um homem muito bom e trabalhador era comum acordar e já ouvir o som das ferramentas na oficina a frente. O coveiro sorriu. Nossa casa era no fundo dela uma casa grande com quarto para todos.
Ajudávamos e recebíamos pouco pelo trabalho mais víamos nossa casa prosperar TV nova camas roupas para ir as festas. Meu irmão nunca ia as festas ele não saia da casa a noite tinha terríveis pesadelos com coisas estranhas.
As vezes ele gritava no quarto dele. O homem armado sussurrava. Os gritos dele assustavam-nos os mais novos era de arrepiar a espinha sabe como e isso não sabe?
Às vezes quando os pesadelos eram mais violentos e ele suava a ponto de molhar a cama a única solução que ele encontrava era ir a oficina apanhar uma moto que a estivesse pronta e correr o mais rápido que pudesse. Mais isso nunca afastou os pesadelos eles sempre voltavam no dia seguinte.
Um dia ouvimos ele gritar pela ultima vez ouvi os passos dele pelo corredor na direção da oficina e fiz o que minha mãe mandou segui ele mais não deu tempo de tentar impedi-lo Rogério escolheu uma das motos e saiu em disparada só que ele escolhera uma moto errada aquela não estava pronto ainda. Hoje pensado me pergunto se ele não sabia que ela estava inacabada.
Vi ele acelerar o mais rápido que pode e sumir não escuridão os lindos cabelos cumpridos ate os ombros fiquei na porta esperando ele voltar, mas ele não voltou e quando entrou em casa novamente foi dentro de um caixão a moto estava sem freio e ele não pode parar no sinal fechado.
Logo depois do enterro a herança de meu irmão se manifestou em mim o primeiro pesadelo com as pessoas na rua principal. O coveiro sorriu. Só havia três ruas aqui quero dizer que era a rua do meio. Os tiros mandando sangue pelo chão e miolos pelos ares. Tiros derrubando mães que soltavam crianças de colo.
Só que eu não gritava como meu irmão não chorava alto segurava os gritos, sufocava-os no travesseiro, não queria que minha mãe ficasse, mas triste do que já estava ela dizia toda hora que não queria perder, mas ninguém.
Os sonhos malignos aumentavam às vezes saia da casa e chorava em um canto encostado em um poste. Com o tempo mais alguém surgiu nos pesadelos ele meu irmão. Seu rosto eu não podia ver mais ouvia sua voz me chamando pedindo ajuda.
A mão apontando o caminho, estava ele na frente de nossa casa apontando a direção e por longas noite foi assim ele me chamando e depois as pessoas da cidade morrendo, toda noite elas morria em meus pesadelos.
Um dia pela manha resolvi seguir a direção em que meu irmão apontava e como sempre nos sonhos estava nublado, esperei assim estar também porque eu não sei mais algo me dizia que tinha que ser assim. Peguei uma das motos e vim, vim e vi uma cidade que nunca tinha visto quando ia comprar coisas com minha mãe ou peças para a mecânica. Parei na cidade, pois era muito familiar era a assombrada cidade de meus sonhos, depois eu não consegui sair não sai nunca mais.
O Retrato capitulo 4
0 comentáriosEla não correu andou abraçando a barriga sentindo o frio e os arrepios típicos do lugar; Alice poderia ficar doente por causa da chuva mais do que importava isso agora? Água escorrendo pelo cabelo loiro as lembranças que tinha do orfanato formigando em sua mente.
Como poderia alguém ter sido mãe e simplesmente esquecer? Não fazia sentindo para ela estava com pena de si, tinha pena pela menina, mas não conseguia chorar por ela por que não sentia sua falta.
Andou devagar pelo caminho aonde chegara e depois pela estrada onde antes seguira os rastros da camionete logo avistou no meio da fumaça a antiga plantação de milho.
Em sua cabeça imagens dos trabalhadores ateando fogo no lugar com panos ensopados enrolados a madeiras longas, o milharal seco ardia em chamas enquanto a mãe que dormia com sua filha no meio do milho não pressentia o perigo. Avistou a casa e a medida que andava imaginava também homens com paus nas maus e com raiva nos olhos seguindo o Tal José.
Quando pisou na varando viu o fazendeiro jovem sair na porta e tentar correr quando viu a multidão, mas não conseguiu fechar a porta e também do que adiantaria aquela porta contra a multidão.
Entrou na casa e não sabia mais o que era imaginação e o que era lembranças dos fantasmas os viu quebrando moveis chutando portas enquanto José sorria um riso Maligno.
Alice andou ate a parede onde quando entrou ali pela primeira vez havia visto um quadro, o jovem fazendeiro que tentou correr gritou.
-Meu pai ajudou vocês por que estão nos atacando?
-Ajudou? Disse José com sarcasmos. –Nos e que erguemos este lugar tudo isso e nosso.
Alice se aproximou do quadro, como antes a pouca luz não a deixava ver o rosto no quadro. Ouvi-se um tiro quando dois homens subiram as escadas, um deles desceu rolando com um tiro no meio da testa no topo apareceu o Fazendeiro que apontou a arma direto para José.
Mais perto do quadro.
Porem o povo da cidade também estava armado e o homem que defendia sua casa recebeu dois tiros na perna e um na barriga caindo escada a baixo depois disso ele foi espancado. José nada fazia só mandava.
Alice olhou direto nos olhos do homem do quadro então o estalo, já tinha visto aquele rosto antes já tinha visto aquele retrato ela sabia quem era o fazendeiro.
A casa foi saqueada e todo o dinheiro levado o filho do fazendeiro não perdeu tempo tentando salvar o pai, viu o homem ali caído desmaiado então correu para fora da casa para chamar os empregados e se armar.
Alice sabia para quem deveria pedir perdão quando já ia se virar para procurar seu carro e seu chapéu sentiu uma dor aguda na cabeça, sentiu o mundo sumindo de seus pés.
-Não. Ela exclamou perdendo a força nas pernas e caindo desmaiou um pouco antes de sentir braços fortes lê envolvendo a cintura.
O Retrato capitulo 3
0 comentáriosAs primeiras gotas tocaram o solo, mais ela só percebeu que a chuva começava quando o frio tocou-lhe a nuca, levantou a cabeça estava sentada em uma pedra próxima a placa olhou em volta e viu a chuva ganhar força.
A principio achou que nada aconteceria o que seria muito bom poderia ir para a casa de seu avô descobrir que não havia cidade fantasma que ela provavelmente tinha tido um de seus ataques frenéticos, que no meio dos ataques tinha matado Jonas e isso seria bem mais aceitável do que a realidade que ela vivia, no entanto aconteceu e era mais estranho quando se estava de fora vendo o efeito.
O céu escureceu; ela deixou a água molhar todo se corpo então viu ao seu lado farpas de madeira flutuarem se juntando formando pedaços maiores depois lascas de madeira depois pedaços de pau ate se formar um poste de madeira ao seu lado assim também era com as casas e tudo isso aconteceu muito rápido mais para ela durou muitos anos.
O chão que estava batido começou a afofar para ficar como ele era antes da mistura da terra com a água, nasceram cacos de vidros que assim como as madeira se união ate formarem janelas ou mesmo restos de vidros pelo chão.
Grandes pedaços de barro se juntavam formando os tijolos que juntos formavam as paredes e junto com a madeira e vidro as casas, como em um filme rodado para trás, de uma casa e demolição o suporte dos tetos voltava para seu lugar e mais uma vez do chão brotavam as telhas que formaram as proteções contra as chuvas...
Logo brotaram as manchas de sangue, se formaram as varandas e a estrada para a casa grande, chovia forte e Alice por alguma razão esperou a chuva passar e quando ela passou a fumaça invadiu o lugar deixando pouca visibilidade. No meio da fumaça os fantasmas andavam de um lado para o outro; inquietos e Alice sabia que era por causa de sua volta.
-Calma. Disse ela levantando e tirando o cabelo molhado dos olhos. –Falta pouco agora.
O Retrato capitulo 2
0 comentários-O senhor poderia me deixar próximo daquela placa? Pediu Alice ao cobrador apontando a velha placa enferrujada no meio do nada.
-Moça aqui não tem nada logo mais e o posto de João Ba... Porem ela não deixou o homem falar tudo.
-Moço eu preciso mesmo ficar aqui e importante. Ela olhou nos olhos do velho cobrador um homem no qual a barriga inchara exageradamente devido a bebidas, homem no qual a barba era ralo mais constante, homem que ela imaginou que conhecesse sobre a cidade mais ele nada disse sobre o assunto.
-Lucas. Disse o cobrador. –Pare o ônibus perto da placa para a moça. Disse ele com aquele sotaque típico do nordeste o motorista mais jovem e com menos barriga olhou pelo retrovisor e franziu a testa mais diferente do cobrador não contestou freou o ônibus ao lado da placa.
-Obrigado. Disse ela andado para a porta que se abria rangendo muito, uma velha que estava perto da porta olhou para Alice com aqueles olhos que diziam. “Cuidado este Lugar e mal assombrado” E Alice retribuiu com um que dizia “Eu sei dona” desceu do ônibus e viu-o sair lentamente e aos poucos ganhando velocidade e levantando poeira.
Estava sozinha no nada olhou para o céu cobrindo os olhos com as mãos as nuvens se formavam; ela não teria que esperar muito na verdade esperou menos do que o previsto.
O Retrato capitulo 1
0 comentáriosJoaquim não conseguiu se concentrar no trabalho, o sol estava forte com nuvens no horizonte o que lhe preocupava, se chovesse demais isso estragaria a colheita o que seria cômico e trágico; cômico porque tanto rezam para a chuva e a chuva e que iria destruir-los e trágico por que investiu mais dinheiro nesta do que em todas as outras colheitas.
Mais o fato dele não se concentrar dava-se mas a neta, com o passar dos anos Joaquim tentou tratar a cidade como uma lenda como algo que se conta e é só isso; Porem sempre surgia alguém contando que um amigo ou parente desapareceu depois de uma grande chuva e estava indo ou vindo pelo mesmo caminho, a estrada entre a fazenda e a posto de Gasolina de João Batista.
A neta tinha estado na cidade lhe dizendo mais uma vez que não era só uma lenda e para piorar um menino havia morrido e sua mãe ainda chorava, e dês que o menino foi enterrado que ela não vinha trabalhar, seu marido mais controlado estava em meios aos outros e toda vez que Joaquim olhava para aquele rosto sujo e barbado lembrava-se do menino morto, lembrava-se da neta chegando com ele nos braços, lembrava das nuvens no céu.
-Senhor... Disse um dos homens responsável pelo celeiro mais Joaquim não ouviu nem uma palavra do que o homem disse, as nuvens no céu ficavam mais densas.
-Senhor. O homem teve que chamar por três vezes para o padrão lhe dar atenção.
-Sim desculpe.
-O celeiro esta com buraco no teto que não tínhamos visto ainda e a madeira acabou se chover vai encharcar o lugar.
-Se chover? Mais a pergunta não era feito para ele nem era sobre o celeiro.
-Sim se chover tudo pode se perder. Olhou a sombra se aproximar virou as costas para o empregado e andou na direção da casa.
-Senhor aonde vai? E o buraco? Gritou o homem.
-Faça o que precisa ser feito. Disse e a frase parecia ser muito mas para Joaquim do que para o embragado, faça o que tem que ser feito e impeça Alice de voltar para Cidade como sempre acontecia com os poucos que saia dela, foram0 três casos, Alice não seria o quarto ele não deixaria.
Entrou na casa suando e respirando fundo estava ficando velho para andar naquele ritmo.
-Alice. Chamou mais não obteve resposta, ela tinha que esta na casa; Joaquim ficou o tempo todo na frente da casa olhando os trabalhadores e as nuvens, por lá ela não saiu então. Nada na sala. Avistou Solange vinda do corredor.
-Onde esta Alice?
-Se acalme homem; deixei-a no quarto a meia hora. Mais isso não o deixou aliviado passou pela mulher em passos largos, empurrou a porta do quarto.
-Droga. Disse ele ao avistar o quarto vazio os panos da cama no chão a janela aberta e um pedaço de papel sobre a cama. Andou devagar apanhou bilhete e leu.
“Fui buscar meu Chapéu Volto já” Solange chegou por trás do marido vendo o papel nas mãos tremulas do homem.
-Ela se foi. Disse quase chorando.
-Sim mas disse que volta confie nela. Queria muito, porem quanto mais pensava no assunto mais sabia que ela não voltaria. Na estrada vestida em roupas de fazendeiro, Alice havia tomado um ônibus que ia de uma cidade a outra sua parada Cidade de São Judas.
Minha filha capitulo 8
0 comentáriosMais um pesadelo invadiu os sonhos de Alice ela via em seu desespero o fazendeiro largado no chão sangrando o rosto inchado faltando dentes na boca que também sangrava, sangue e saliva ele chorava não pela dor no corpo mais pela dor no orgulho.
Logo aparecia um jovem na porta era seu filho ao ver o pai naquela situação se jogou sobre o homem chorando e abraçando o pai. Mais um pouco e o rapaz levantaria vendo que o pai havia desmaiado os olhos mudaria da tristeza para raiva então ele andava na direção da porta rumo à morte.
Minha filha capitulo 7
0 comentáriosEla não foi dormir, não queria ficar sozinha no quarto então foi para o sofá e ligou a TV, estava passando um velho filme romântico onde a mulher e o amado era perseguido pelo noivo dela e um navio prestes a afundar. De frente com a TV e não prestando atenção no filme ela pensava na cidade e com a cidade lhe chamava dês de sua infância.
Provavelmente se aquilo não acabasse ela e nem um dos filhos daquela gente teria paz um dia, então ela tinha que pedir perdão e quase já sabia para quem, tinha que ajudar-los mais a idéia de voltar para a cidade lhe causava náuseas tremia só de pensar não noite viva da cidade nos moradores famintos da cidade.
Tremia só em pensar no coveiro sentia pena em pensar na velha Agatha pelo menos sabia como sair da cidade, mais se nunca mais chovesse. O Deus. Pedia ela um sinal queria saber o que fazer estava com medo de volta mais tinha que voltar ou eles não a deixariam em paz. O filme acabou com o romance terminando em morte o jornal começou com um típico.
-Bom dia. Era um homem de meia idade com um sorriso plástico no rosto. Falou dos mesmos assuntos os mesmos mortos as mesmas greves dos últimos anos, os mesmo confrontos os mesmos avanços na medicina. Então algo que poderia ajudar. A previsão do tempo.
-Choveu mais do o esperado em recife. Disse a moça apontando o mapa que não estava lá de verdade. – Mas a chuvas estão passando deve chover por três dias apenas e depois o verão chega com tudo na região de...
A TV foi desligada pelo avô de Alice que agora estava vestido para o trabalho ao perceber o olhar da neta ele sorriu.
-Esqueça isso filha. Disse ele, ela percebeu que ele sabia sobre a chuva, sobre como entrar na cidade. –Vá dormir um pouco você esta precisando.
-Claro. Disse ela levantando do sofá e andando para o quarto abriu a velha porta e deitou-se pesando que ela só teria três dias para voltar e se voltar três dias para sair.
Minha filha capitulo 6
0 comentáriosDeitada olhando para o teto sem laje da casa do avô Alice tentava não dormir embora um sono muito forte estive lhe perturbando sabia que o sono não era de todo natural, ouvia vozes quando fechava os olhos, a Cidade estava lhe chamando.
Pelo menos a menina Anjinho avia sumido dês que Alice soube sua estória, teve pena da menina não sentia mais medo, tinha sentimentos bons e ate mesmo saudade o que afastava o mal.
A certa hora da noite ela fechou os olho se viu uma mulher branca, olhos sem globo, boca aberta e a língua pendendo para fora sem vida, os cabelos ensopados no seu próprio sangue, a mulher tentava abraçar Alice.
-Não. Ela abriu os olhos. Era a Cidade chamado-a bem que Agatha avisara. Levantou sentindo o vento frio no corpo e foi só isso que sentiu foi ate a porta e saiu, o corredor era iluminado apenas pela luz que saia por baixo das portas. Andou pelo corredor mal iluminado e foi para a cozinha.
Abriu a torneira e encheu o copo de alumino com agua bebendo tudo de uma só vez, depois encheu novamente e andou ate a mesa, sentado e olhando pela janela semi-aberta da cozinha. Levou quinze minutos ate ela ouvir passos pelo corredor de onde veio mais alguém que não conseguia dormir.
-Acordada filha? O velho homem agora metido e uma calça branca e camisa de manga cumprida falou.
-Sim Vovô eu não quero dormir. O homem estranhou e deu a volta na mesa apanhando na mesma torneira um bom copo com água.
-Não quer filha isso e pior que não conseguir. O homem sentou e não viu nem um sorriso no rosto da neta.
-Sabe, não foi só o carro que perdi eu também perdi o Chapéu que o senhor me deu. O homem bebeu.
-Isso não importa Alice o que importa e que você esta bem.
-E? Exclamou ela deixando os dois braços sobre a mesa como se fosse tomar soro em um deles e tivesse escolhendo qual. - E porque ninguém pergunta nada sobre onde eu estava ou como Jonas morreu.
-Não entendi. Joaquim disse deixando o copo sobre a mesa.
-Ninguém me questionou sobre nada, mais não precisa me responder eu ate sei o porquê. Como o homem nada disse e ele continuou. –E por causa da cidade não e? Quantos sabem que eu estive lá?
Por um instante ela pensou que ela iria tentar mudar de assunto pela expressão em seu rosto mais no fim.
-A maioria soube quando você chegou você não e a primeira que entra lá e talvez não seja a ultima, a maioria do povo desta região e descendente dos mortos dela e sofre com seus pesadelos. Alice ficou calada desejando que o avo não tivesse dito aquilo, aquilo deixou tudo mais real do que o necessário.
-Avô não eu entendi como assim descendente dos mortos?
-Não época que nossos avos saíram de lá algumas famílias de dividiram. Ele levantou de subido. –Espere um pouco. Saiu da cozinha indo em direção aos quartos levou algum tempo, tempo o suficiente para Alice ver vultos pela cozinha, olhou e não viu nada.
-Mãe. Ouviu alguém chamar e quando a voz soou de novo ela percebeu que vinha debaixo da mesa. –Mãe. Percebeu que a menina estava prestes a chorar Alice foi abaixando devagar para olhar debaixo da mesa então..
-Voltei. Disse o homem carregando um retrato nas mãos Alice se ajeitou na cadeira e recebeu a foto antiga. Ela já tinha visto aquela foto, era a dos meninos unidos parando a brincadeira e fazendo posse.
-Este e meu pai. Disse Joaquim apontado o dos meninos um que segurava uma espiga de milho. Estava explicado o porquê às vezes Alice via seu avô nas fotos, não era ela na verdade era o pai dele. –Acontece que, e quem contou para mim foi ele. Apontou de novo o menino a foto. –Que perto de todos irem embora José o homem que incentivou tudo foi falar com o fazendeiro sobre o que eles poderiam levar da fazenda.
Alice também sabia disso tinha tido uma visão com o dia.
-Mais o homem se recusou a dar-lhes qualquer coisa pouco depois Josè reuniu todos na cidade e discursou sobre como eles tinha o direito, que a fazenda só estava bem por culpa deles que no mínimo eles mereciam parte nos lucros dos anos, de todos os anos. Alice imaginava José Arimatéia gesticulando enquanto falava.
-E que se o homem não desse eles deveriam tomar o que era deles por direito. A idéia de violência dividiu o povo mais alguns aprovaram e já se preparavam para atacar a fazenda. Meu avô junto com outros resolveram não participar disso, mais como com certeza o fazendeiro não os queria mas partiram antes do dia vindo parar aqui. E vivendo em paz.
-Que sorte. Disse Alice.
-E. Continuou. –Depois descobrimos que eles entraram na fazenda bateram no fazendeiro atearam fogo no milharal e depredaram as casas o que com certeza criou o inferno de hoje.
Os olhos de Alice se abriram, então não foi o fazendeiro que mandou atacar-los provavelmente o ataque foi só resposta a agressão do povo de Judas. De repente muita coisa fez sentindo. Pesa perdão. A voz gritou em cabeça e nunca fez mais sentindo do que hoje.
-Bom vou Dormir agora não fique ai muito tempo filha. Levantou com a foto e beijou a testa da neta. –Esqueça tudo por mais difícil que pareça você esta bem agora e não pode fazer nada pelos pobres condenados. Alice sorriu fracamente para o velho que seguiu seu caminho.
Minha filha capitulo 5
0 comentáriosLevou muito mais tempo para convencer o avô a deixar-la sair de carro do que conversar a avó de que ela precisava saber tudo sobre a menina que um dia este vê em seu ventre. Na saída da casa a caminho do carro Alice notou uma mulher perto da casa que tinha os olhos fundos de tanto chorar logo o soube pelo olhar de sua avó que se tratava da mãe de Jonas. Não teve nem uma vontade de ir ate a mulher e consolar ela. O que poderia dizer? Nada, nada diminuiria a dor da mãe. Pelo menos ela não olhava para Alice com olhar de quem a estava culpando era simplesmente tristeza.
Dirigia pelo caminho que a velha mulher Solange conhecia muito bem primeiro uma estrada pavimentada levou vinte minutos e durante este tempo sua avó contou.
-Sua filha logo foi adotada por uma mulher dona de lojas na capital não contei a seu pai porque achei que não era necessário. Alice dirigia e ouvia. –Mais sei que dois meses depois a mulher devolveu a menina para o orfanato.
-Ela podia fazer isso? Perguntou sem tirar os olhos da estrada.
-Não sei mais ela fez alegava que a menina tinha problemas sérios. Mesmo sendo só um bebe. A mulher indicou uma curva acentuada para a esquerda e Alice entrou em uma estrada de terra levantando poeira ao passar fazia muito calor era perto do meio dia. Dirigiu por mais quinze minutos então avistou algo como um pequeno sitio.
Teve que apertar os olhos varias fazes quando viu a construção se aproximar. Já a conhecia do sonho enquanto a menina Loira falava com ela e do céu chovia cinzas. Cinzas de uma queimada do outro lado da cidade.
“Bem vindo ao Orfanato São Miguel Arcanjo” dizia a placa que não estava no sonho. E bem poderia ser outro nome que ela via em seus delírios
-Vamos entrar? Solange perguntou tirando o cabelo dos olhos e viu Alice apenas acenar que sim com a cabeça. Fora andando passo a passo e não viram nem uma criança contente a brincar na frente da casa, parecia mais uma mansão abandonada. Alice esperou que chovesse cinzas.
Solange empurrou a porta, ouviram o som da falta de olho e da ferrugem do mesmo modo que viu a recepção no sonho viu agora, nem mais nova nem mais velho igualzinho ao sonho. Não havia ninguém entrada, só uma luz fraca que entrava pela janela, estava muito quente ali dentro.
-Ola. Disse Solange e não preciso que ela chama-se de novo uma mulher segurando um terço na mão saiu da porta a direita no corpo uma camisa com a imagem de nossa senhora de Fatima no peito os cabelos em um transa assim como os de Agatha.
-Sim. Solange foi quem falou.
-A senhora não deve se lembra de mim me chamo Solange a alguns anos eu. Parou um pouco. –Eu entreguei uma menina para adoção e...
-Desculpe mais não damos informações sobre as crianças adotadas. A mulher foi quase grossa com a avó.
-Senhora? Perguntou Alice.
-Maria. Disse a outra.
-Senhora Maria e muito importante para nos esta menina veio para cá a uns oito ou nove anos eu acho
-Nove. Disse Solange.
-Olha só não que vocês dizerem poderá ajudar não damos mesmo informação alguma e...
Alice se irritou um pouco estava com pouca paciência e com dor de cabeça ouvia as vozes em sua mente. “peça perdão” o suor descia pelo rosto.
-É se foi uma criança que morreu aqui. A mulher arregalou os olhos. –E se foi uma menina que por descuido de vocês se matou.
-Olha moça. A mulher estava insegura. –Não sei do que você...
-Não diga que não sabe, falo da menina que morreu no banheiro depois de tomar uma enorme dose de remédio, aposto que a policia não sabe disso não e?
Com certeza não e a avó de Alice e a Maria do Orfanato ficaram imaginando como ela poderia saber.
-Esta bem. A mulher segurou o terço com força. –O que você que saber?
-Me conte tudo sobre ela. Disse Alice.
A mulher levou as duas a refeitório do orfanato, sentaram a mesa e esperaram por muito tempo Alice já ia se levanta quando a mulher volta com um enorme livro. Maria sentou-se de frente para as duas e abriu o livro em uma pagina marcada.
-Esta era Anjinha. Disse a mulher apontando a foto sem sorriso da menina loira. –Oito anos ela tinha ai foi a ultima foto tirada dela.
-Anjinha? Exclamou Alice.
-Sim foi o único nome que ele aceitou quando pequeno depois que ela foi. A mulher parou e seguiu. –Devolvida. Como seria uma mercadoria pensou Alice. –Nos a batizarmos como Lua. Idéia da antiga irmã que morava aqui.
-Minha amiga. Disse Solange. –O nome Lua vei por um acaso na cabeça da irmão um dia.
-Mais depois que ela ficou maior perguntou quem de nos era sua mãe, e respondíamos que nem uma era. Então ela reclamava queria saber quem lhe batizara, E dizíamos que tinha sido nos mesmo, foi quando ela passou a não mais responder por este nome.
-Por quê? Perguntou Alice.
-Ela disse que não queria nem um nome que não fosse dado por sua mãe. A mulher virou a pagina e tinha, mas fotos da menina no quintal. Ouvi-se pela primeira vez sons que crianças correndo pelo lugar. –Resolvemos chama-lá de Anjinho que era só um apelido ate a mãe dela vir buscar-lá, tivemos que mentir para ela.
-Muitas famílias quiseram adotar a garota mais ela se recusou a ir com todas. Diziam com todas as forças dos pulmões que aquela mulher não era sua mãe.
-Sabe. A mulher pareceu ficar triste. –A culpa foi nossa de certa forma, um dia isso que me contou foi a enfermeira, a menina foi lhe perguntar para que servia alguns remédios, a mulher explicou os que podia. Ela perguntou o que aconteceria se tomasse muitos de uma só vez.
-Você pode morrer. Disse a enfermeira. –Depois ela perguntou se doeria morrer por remédios. E a jovem apenas riu. Alice sentiu um peso no coração e viu um menino entrar correndo no refeitório e ir ate um bebedouro próximo.
-Depois ela disse a todos que preferia morrer se sua mãe não viesse busca ela. O menino bebeu em um copo de plástico e saio correndo. A mulher virou mais uma pagina então Alice sentiu um arrepio.
Folhas de desenhos nos quais cada parte da cidade que ela conhecia era retratada, a nevoa, os mortos no chão, olhos nas janelas, o milharal em chamas.
-Ela começou a ter estes pesadelos, estes desenhos foram pedidos pela psicóloga, Anjinho não sabia explicar nem um deles. Alice poderia.
Mais um pagina virada e havia ali o desenho de um chapéu e era um desenho tão bem feito que Alice chegou a achar que não fazia mas porte da coleção da menina.
-Depois deste, ela morreu. O medico não soube dizer se foi a queda ou os remédios. Isso foi á um ano atrás. Quando os pesadelos voltaram. Lembrou Alice e ao lembrar saiu correndo, chorando e com raiva de si mesmo, como poderia não se lembrar de uma filha, a avó não sabia se corria para consolar a neta ou ficava com a mulher acabou ficando e prometendo que ninguém saberia daquilo ate descobriu onde a menina estava enterrada mais não contou a Alice e ela Nunca perguntou.
Ela fez todo o caminho de volta chorando, por si mesma pela menina e por todos os traídos da cidade de São Judas.
Minha filha capitulo 4
0 comentários-Ela não esta no quarto. Disse Joaquim para a velha senhora a beira do fogão. –Foi para o banheiro, mandei que colocassem roupas para ela no quarto.
-Quem bom que levantou. Disse a mulher de cabelos longos amarrados por um laço vermelho, vestia uma saia floria e uma camisa branca. –O que quer que tenha acontecido não foi agradável.
-É. Disse Joaquim imaginando pelo que ela podia ter passado, a cidade... a muito tempo não tinha noticia de ninguém que tivesse entrado nela e saído e o pior as pessoas que entravam e saiam geralmente...
-O que esta pensando meu velho? A gentil mulher sentou-se a mesa com uma bacia com batatas e uma faca.
-Não e nada Solange.
Morriam era a palavra em sua mente, eram acometidos por pesadelo terríveis suores noturnos e medo de ficar sozinho, ou sumiam ou morriam mais de alguma forma deixavam de viver entre eles.
-Esta preocupado com Alice? Joaquim respirou fundo e balançou a cabeça positivamente. –Com o que meu velho ela esta bem agora, se for pelo menino Jonas. suspirou. -Acho que não vão culpar ela da morte dele.
-Não e isso. Disse ele batendo com os dedos na mesa. –A mãe de Jonas só que saber o que aconteceu mais não acha que Alice o tenha matado.
-Então o que e? ele abriu a boca para falar de coisas que a esposa não entenderia quando a neta surgiu na porta da cozinha.
-Bom dia. Disse ela vestida com calça jeans limpas e camisa branca nos pés uma bota surrada.
-Boa tarde filha. Exclamou Solange com um sorriso nos lábios.
-Boa. Confirmou Alice mas ela não ria como a avó. –vovô eu posso usar o telefone? Quero falar com meu pai.
-Claro que pode esta ao lado do sofá. Disse apontando para a sala.
Ela andou ate o velho sofá, velho mais conservado viu o aparelho de disco e sentou-se ao lado dele, pensou um instante antes de apanhar o fone tocou os joelhos e massageou as coxas; estava nervosa. Lembrou do ultimo sonho. Apanhou o fone do gancho e começou a discar, zero, operadora onze que e o código de São Paulo e depois o numero. Discava numero por numero ouvindo o disco girar voltando para o lugar a cada toque então chamou. Não foi preciso mais que dois toques para alguém atender do outro lado.
-Alou. A voz rouca de chorar do outro lado da linha Alice pode imaginar-lo sentado na mesinha próximo a janela onde ficava o telefone.
-Alou pai. Disse ela e ouviu o pai soltar todo o ar dos pulmões do outro lado.
-Filha. Quase gritou. –Como você esta meu bem, meu deus estava preocupado.
-Pai eu estou bem. Não ela não estava bem sentia pessoas seguindo ela.
-Mais seu avô disse que você perdeu a camionete e chegou em mal estado na fazenda e...
-Pai. Falou com mais força. –Não perdi a camionete eu sei onde ela esta, estou bem agora.
-Esta? Ele estava quase chorando do outro lado.
-Sim mais preciso saber de uma coisa. Antes que o pai perguntasse o que era ou ela procurasse uma forma de perguntar ela soltou a pergunta, disparou como um tiro.
-Eu tive uma filha?
Silêncio do outro lado da Linha ela chegou a achar que seu pai desligaria o telefone mais ele ficou no que pareceu um estado de choque.
- Alice que pergunta e esta?
-Pai. Disse ela imaginando em uma forma de pressionar o pai, teria que mentir. –Pai eu me lembrei de algumas coisas mais e tudo muito confuso preciso de ajuda.
-Sei. Ouviu a respiração dele outra vez. –Vamos deixa você voltar então eu...
-Não pai. Desta vez foi ela que quase gritou. –Me conte agora ou talvez eu não volte.
Levou alguns segundos em um outro estado de choque e Alice com o fone no ouvido apenas esperando que o pai se decidisse em fim o homem começou a falar.
-Era a pior fase. Pensou um pouco antes de falar. –De seus ataques sabe? As seções terapêuticas não davam resultado nem um, não sei se lembra mais você tinha pesadelos ate acordada.
Alice achou duas coisas interessantes no que ele disse, primeiro esta era a pior fase de sua vida e segundo ela estava tendo pesadelos acordada se olhasse para um canto escuro na sala com certeza veria a menina. Ele continuou.
-Você andava desarrumada. Olho sempre triste assustava-se a toa via vultos em toda parte. Suspirou fundo na verdade ele só estava adiando o que teria que falar.
-Então você encontrou um cara, um homem mais velho que você ele vinte cinco anos mais com a sua cabeça de dezessete, eu proibi o namoro briguei. Sorriu um pouco do outro lado do pais. -Fiz um barulho que sua mãe mesmo desaprovou, mais não porque não queria que você namorasse ou mesmo achando que você seria minha filhinha para sempre.
-Mais pelo seu estado. Parou e ela percebeu sua dificuldade quando ele falou ela apertou os olhos e a telefone. –Seu estado mental.
-Depois de um tempo eu notei que você gostava dele, que se sentia bem ao lado dele embora os pesadelos e sustos continuassem você estava melhor então resolvi, bem eu apenas não me intrometi. O que foi um erro um mês depois você estava grávida.
-E o que e pior o desgraçado fugiu as responsabilidades, chegou a dizer que não sabia se era o pai porque você era louca. O tom do homem subia em um aceso de raiva. –Em fim. Disse ele, mas calmo. -Ele foi embora.
-Nome? Perguntou ela e seu pai levou um tempo para responder. –Era Ângelo. –Continue. O avô e a avó observavam a neta da cozinha sem saber do que ela e o pai falavam.
-Sua gravidez! Você entrou e uma espécie de torpor nela, falava muito pouco ficava muito tempo olhando para o nada e nem ao menos parecia se lembra de Ângelo, nem mesmo parecia saber que estava grávida, o medico disse que era devido aos seus problemas.
-Levei você para o norte para a casa onde você esta agora queria o apoio de minha família estava cansado e com medo. Disse parando para fazer algo e Alice imaginou que ele estava enxugando uma lagrima. Era verdade.
-Então a menina nasceu. Alice colocou a mão na testa e mordeu os lábios.
-Menina?
-Sim menina mas. Engoliu em seco. –Você não tinha e não queria nem um contato com a menina, pelo menos você já dormia sem pesadelos e por Deus parecia que quem tinha os pesadelos era a criança. Você não amamentou não cuidou sua avó fez tudo.
Alice olhou para a cozinha e viu a velha mulher em seu trabalho diário.
-Sua avó me chamou para conversa e me convenceu de que você não teria condição de cuidar de menina e que o melhor era entregar ela para adoção. Lembro de ter falado com você sobre o assunto e você ter dito.
-Tudo bem. E foi a única fez que você respondeu algo sobre ela. Fizemos isso uma semana depois entregamos a menina aos cuidados e uma mulher amiga da família. Um dia depois a ida da pequena criança você acordou sadia, disposta como se nunca tivesse tido problema nem um.
-Dormia bem, comia sorria porem não se lembrava da filha. O medico disse ao voltarmos pra cá que você bloqueou esta lembrança junto com as outras os pesadelos e tudo mais e que era melhor você lembrar sozinha. E foi o que ouve não e?
-E sim. Disse deixando uma lagrima escorrer pelo rosto. –E onde ela esta? A menina com quem ela esta?
-Olha só Alice eu acho melhor você... Mas ela não deixou que ele terminasse de falar.
-Pai eu preciso saber me diga onde ela esta? O homem fez o maior silencio dês que a conversa havia começado. –Pergunte a sua avó ela lhe dirá tudo mais.
-Obrigado pai depois eu converso com você tchau. Estava certa de que o pai diria mais alguma coisa porem poupou os dois desligando o telefone levantou limpando o rosto virou-se para a cozinha e andou a passos largos.
Minha filha capitulo 3
0 comentáriosMas uma vez ela estava no corredor de uma casa grande, uma casa não um orfanato sabia aonde o corredor ia levar e tentou não andar mais no sonho suas pernas não obedeciam. Andou sentindo a escuridão engolir o cenário atrás dela então chegou de frente ao banheiro.
Só que desta vez Alice não viu a pequena menina o que viu no banheiro foi seu pai, seu avô e a avô. Franziu a testa enquanto dormia as três figuras estavam como estaria à menina dos cabelos loiros de frente para o espelho e com vidros de remédios nas mãos. Sua avó foi a primeira a tomar os remédios e depois seu pai seu avô ficou apenas olhando para o espelho.
-Eles sabem. Disse a menina atrás dela e quando Alice se virou subitamente sentiu um vento quente no corpo e abriu os olhos.
Minha filha capitulo 2
0 comentáriosEla esteve dormindo por um longo tempo, durante o dia um sono tranqüilo acompanhando pelo avô, a noite terríveis pesadelos a incomodavam e seu avô às vezes da poltrona do lado direito apenas a olhava a via suar.
-Sim ela esta aqui. Disse Joaquim para o pai de Alice.
-Eu vou ai para vê ela... e antes que o homem terminasse o que ia dizer do outro lado da linha Joaquim interrompeu.
-Não gaste dinheiro a toa, não abale sua saúde meu filho. Respirou. –Ela passou por maus pedaços mais esta bem agora e se recuperando.
-E o menino? Perguntou ele decepcionado do outro lado da linha.
-Foi enterrado ontem; coitada da mãe do menino. Bem filho vou desligar qualquer coisa eu te aviso.
-Pai tem mais uma coisa. Mais o telefone já estava sobre o gancho, Joaquim não precisava ouvir para saber o que era ele iria perguntar se estavam achando que Alice tinha matado o menino. Talvez isso tenha passado pela cabeça de alguma das pessoas mais foi por muito pouco tempo.
Durante alguns dos pesadelos ela dizia constante mente “deixe Jonas em paz” “Pare ele e só um menino” então o mas provável e que ela tenha tentando salva-lo de algo ou alguém.
Joaquim andou para o quarto naquele que era o quarto dia dês que ela tinha chegado sem a camionete sem as botas e exausta com um menino morto no colo. Entrou no quarto e ficou o olhando a neta. Deita, limpa pelo banho que a avó dera ajudado pela empregada, agora dormia de roupa limpa, uma camisola da avó.
-Quando vai acordar minha filha? Ele perguntou olhando a neta de perto então ouviu ela dizer.
-Estou acordada vovô. Ela abriu os olhos e virou a cabeça para o velho homem que agradeceu seus olhos abertos com um sorriso. Ele sentou-se na cama e agarrou a mão da neta.
-Que bom meu bem achei que nunca mais ia acordar.
Alice tirou o cabelo do rosto com a mão livre e forçou um sorriso que quase machucou o homem a sua frente.
-Ninguém pode dormir para sempre, não e? Não houve resposta.
-Você esta bem minha filha, seu pai esta ligando preocupados dês que contei que você chegou e... Falou mais devagar agora. –Como chegou.
-Bem! Ela ficou pesando sobre aquilo olhando para o teto tinha saído da cidade mais os pesadelos ainda voltavam à noite, em seus sonhos aquela escuridão viva sempre retornava. –Bem não e a palavra certa mais estou viva.
Aquilo partiu o coração do velho homem ela parecia muito com seu pai falando quando tinha aqueles pesadelos com a Cidade.
-Onde você esteve minha filha? Ele perguntou não sendo a primeira vez que vazia aquela pergunta para o parente e o pior já sabia a resposta.
-Em uma cidade vovô ela nem esta no mapa. Falou mais baixo. –Pelo menos não no mapa dos vivos.
Era tudo que o velho homem não queria ouvir.
-Vou deixa você descansar minha filha depois nos conversaremos sim? Ela apenas concordou com a cabeça.
Joaquim beijou a testa da neta e depois levantou saindo do quarto a porta se fechou e tudo ficou escuro. Em um canto escuro do quarto ela notou cabelos loiros que serviam de brinquedos para jovens mãos brancas.
-Ainda estou aqui mãe.
Minha filha capitulo 1
0 comentáriosJosé Joaquim era seu nome, era fazendeiro dês de sempre crescera com a família em uma cidade próximo dali, uma cidade que seus parentes e amigos deixaram para trás. Depois seu pai e os tios compraram um pedaço de terra, compraram sendo que a intenção quando saíram da cidade era invadir algum lugar. E depois comprara mais e mais ate que hoje e uma fazenda que ela administra aos setenta e cinco anos de idade.
Estava muito satisfeito vendo o movimento na fazenda, tem chovido muito nos últimos dias, Na hora da chuva ele sempre orava para agradecer, pessoas indo e vindo à plantação no celeiro, os poucos animais pastando, era bom ver a fazenda viva daquela forma posto que ela já teve seus dias de trevas.
Porem algo preocupava o velho homem, sua neta que saíra de viagem de São Paulo para Recife ainda não chegara; claro que era uma viagem longa de poucas mais de três dias porem pelos cálculos do avô ela já deveria ter chegado. Tentou ligar em seu celular mais este só da caixa postal, o pai dela liga toda hora pra perguntar se ela chegou, se esta bem?
Tinha também o fato do filho de um dos empregados ter sumido dês da noite passada, foi ate o posto São Judas compra coisas para a casa deles e ate agora não voltara, a mãe dele esta desesperada; se o menino não aparecer logo Joaquim pensa em separar alguns empregados para procura por ele.
Ficou ali parado olhando o movimento da fazendo esperando alguma coisa que precisasse de sua atenção, nada houve, os empregados resolviam a maioria dos problemas o que era bom para ele. Foi assim que ele viu na estrada que vinha do portão.
Era uma mulher e carregava algo nos braços, o sol não lhe deixava ver direito andou alguns passos para fora da varanda da casa e seguiu na estrada em direção a pessoa. Alguns empregados também notaram a estranha figura.
Mulher, cabelos bagunçados roupa suja, pés descalços. Andava cambaleando tinha feridas nos braços um pouco de sangue seco na camisa. O que ela carregava era? um garoto desmaiado talvez.
Chegou mais perto agora acompanhando de alguns homens da fazenda e quando mais esperto reconheceu.
-Alice . Falou arregalando os velhos olhos. Correu para a neta que já diminuía o passo quase parando suja decadente. –O que houve? Ele perguntou antes mesmo de chegar perto dela e os outros agora corriam com ele para ajuda o padrão no que fosse necessário.
Alice parou e ajoelhou-se com o menino no colo, menino que Joaquim não reconheceu de imediato. Chegou e se abaixou ao lado da neta.
-Filha você esta bem. Mais Alice não conseguia falar seus olhos ficava revirando na órbita a boca aberta em uma careta de dor o suor descendo pelo rosto. Olhou o menino no colo dela e reconheceu. Era Jonas e não parecia apenas desmaiado... –Deus; me ajudem aqui. Disse ele e um dos homens apanhou o menino do colo dela e outros dois levantaram Alice, a arma dela caiu da cintura e seu avô apanhou antes de seguir os homens que a carregavam. Pouco antes de entrar na casa Alice desmaiou... Jonas o menino desaparecido estava morto.
A legião capitulo 4
0 comentáriosEla andou ate o corpo do menino e foi seguida por Agatha que se apoiava na bengala com uma mão e carregava a arma apoiada nos ombros com a outra, Alice se abaixou ao lado do menino vendo seu rosto branco, a roupa suja. Imaginou em colocar ele na vala e enterrá-lo, mas não fez.
-Por quê? Exclamou ela sabendo que Agatha estava por perto.
-Tem coisas menina que acontecem sem que a gente possa evitar. Alice pareceu não ouvir o que a velha disse e fez outra pergunta.
-Você pode sair então porque vive neste inferno?
-Olha... a mulher ia falar mas Alice interrompeu enquanto tocava o rosto do menino.
-Não quero enigmas ou eloqüência quero a verdade crua apenas a verdade por que você não vai embora?
Alguma coisa se quebrou dentro em Agatha, algo que ela estava esperando que se quebrasse a muito tempo, o que era? Sua imagem de que aquilo tudo era apenas um sonho ruim e que um dia ela iria acordar, Alice a despertou com uma simples pergunta.
-Eu. A velha se abaixou ao lado de Alice ficando ajoelhada. –Eu não tenho para onde ir minha querida, a única pessoa que eu tinha esta aqui com os mortos, quando sai a primeira vez. Fez uma pausa engole em seco. –Quando sai a primeira vez percebi que tinha se passado muito tempo, as pessoas não sabiam quem eu era os lugares que eu conhecia não existam mas então eu voltei.
-Você poderia ter feito novos amigos, conhecer lugares novos, Então por quê?
-Eu desisti.
Alice olhou para ela e era exatamente o que ela esperava ouvir, ela Luiz o Coveiro e as pessoas daquela cidade desistiram só isso, eram todos amaldiçoados por terem desistido ninguém quis lutar, o mortos não lutaram contra a prisão que eles mesmo criaram, toda a cidade era fruto de seus desejos e agora mortos eles não se libertavam esperando por perdão. Agatha perdeu tudo e não quis começar de novo, Luiz veio atrás do irmão e ao perceber que não o tinha mais ficou por aqui mesmo. Como disse um grande mestre do terror e um livro seu. O homem prefere a expectativa de morrer há expectativa de mudar.
-Eu vou tirar vocês daqui. Disse Alice com um tom de promessa, ela mesma havia desistido quando mas jovem, de muitas coisas incluindo o homem de sua vida. Isso era passado agora, sentiu o medo dos mortos a aflição no olhar do Coveiro a tristeza de Agatha.
A fumaça se dissipou elas sentiram em seu corpo uma brisa fresca, algo que raramente acontecia naquele lugar, No nordeste em si, depois uma pancada de pequenas gotas de água, cheiro de terra molhada em fim choveu novamente.
-Esta chuva será muito rápida. Disse Agatha olhando para o céu limpo a cidade tão clara com a água que descia do céu.
-Será o suficiente. Disse Alice levantando o corpo do menino e ficando em pé com ele no colo. Agatha nada disse.
-Eu volto. Disse a jovem olhando nos olhos da mulher e depois foi andando com passos apresados.
-Sim você volta. Disse Agatha ainda de joelhos olhando para a cova vazia e sentindo a roupa ficar encharcada. –De um jeito ou de outro você volta.
Olhou para Alice descendo apresado para a rua principal corajosa carregando o corpo a água fazendo seus cabelos fiarem mais desordenados do que antes, Agatha já tinha visto aquela sena varias vezes, alguém que descobria a saída mais não descobria a solução, e acabava se matando do lado de fora porque os pesadelos continuavam, ela já viu aquela sena varias vezes, sim e verdade então...
-Por quê? Ela indagou. Porque agora confiava em Alice?
A legião capitulo 3
0 comentáriosO Coveiro seguia por estrada de terra carregando o corpo do menino no ombro esquerdo, enquanto carregava a arma na mão direita, passou pelo galpão onde ele guardava as coisas encontradas na cidade e continuou andando.
No fundo ele mesmo não gostava do que fazia, a anos atrás quando chegou aqui e viu os corpos jogados no chão de alguma forma bizarra estavam conservados ele sentiu nojo sentiu pena dos corpos pena das pessoas.
Andava enquanto lembrava-se dos fatos... Quando percebeu que não conseguiria mesmo sair da cidade ele resolveu enterrar a todos porque fez isso? Bem não gostava de vê-los pelo chão; então um a um ele foi enterrando os moradores da cidade. Foi quando Agatha lhe chamou de Coveiro pela primeira vez.
Um dia enquanto enterrava um dos corpos, uma jovem mulher; algo lhe chamou atenção. O seio direito da mulher saio da blusa, ele parou de cavar e ficou olhando o seio morto. Olhou em volta e não viu ninguém. Não tinha mesmo muita gente naquela cidade. Largou a pá no buraco que já estava por seus joelhos e andou ate perto do corpo, sentou-se na borda da cova e olhou o seio moreno. Olhou o rosto da mulher, ela não tinha marca de balas, talvez tenha morrido depois de algum ataque. Ataques que se tornariam comuns naquele lugar, como o de Jonas agora.
Coveiro chegou ao cemitério que ele mesmo criara, sem muros sem flores sem grandes mausoléus, eram apenas covas no chão que eram reconhecidas por cruzes da madeira e pelo relevo da terra, ele andou com o menino nas costas passando por entre as covas sempre tinha o cuidado de não pisar nelas, estranhamente ele tinha um respeito por elas.
Lembrou que olhou bem para o seio da moça foi quando sentiu alguma atração pelos corpos sem vida por alguns instantes se concentrou e apenas ajeitou o seio da mulher dentro da blusa... Sentiu seu toque frio. Colocou Jonas no chão ao lado de uma cova aberta.
Quando a mulher já estava no buraco e ele se preparava para sair sentiu algo percorrer seu corpo, sentiu sangue ser bombeado, voltou o olhar para o jovem morta na cova apertou os olhos então se virou para ela, abaixou-se e puxou a blusa deixando os dois seios a mostra.
-Não. exclamou ele no passado e agora que estava retirando a camisa de Jonas. Tocou o seio da mulher morta com a ponta dos dedos então encheu a mão com eles. –Pare com isso. Disse para si mesmo. Sem perceber que o fazia estava abaixado e beijando o seio da mulher tocou seu ventre sem vida e beijou sua nuca fria. Logo era vida na morte, profanando o corpo sem pulso, era pecador. Era devorador de um corpo sem almas, depois da mulher era fácil ele desejar outros corpos, e logo não só as mulheres. Afinal eram apenas corpos sem vida.
Jonas não era a primeira criança da sua lista, contato que a pessoa esteja morta para ela não faz diferença, não faz mais nem uma diferença, olhou bem para o corpo nu do menino e sentiu o prazer medonho percorrer seus órgãos. Agachou-se levava a boca para a boca do menino quando.
-Pare. Gritou uma voz que ele não reconheceu, ao olhar viu que era Alice porem havia algo de diferente nela, mais não sabia o que era ainda ela estava longe e no meio da fumaça.
-Vá embora ele e meu. Gritou. –Vá embora ou te dou um tiro. Ele não queria atirar nela, não queria estragar seu corpo.
Ela ignorando a ordem começou a andar para perto dele estranhamente o Coveiro se sentia observado por milhões de olhos.
-Vá embora. Gritou ele apanhando a arma e apontando para Alice que sorrio com um ar medonho; ela vez um movimento de braço no ar como se espantasse moscas. A arma foi arrancada da mão do Coveiro como se alguém tivesse chutado ela.
Pensou em correr tinha algo de muito errado com vultos e sombras em forma definida tocaram em Alice logo ela estava saindo da fumaça foi quando ele viu os olhos vazios, sem globos oculares a boca repuxada como se todas as dores do mundo estivessem somadas naquele corpo.
-Você não vai tocar este garoto. Disse e em nada a voz se parecia com a voz de Alice era mais como um velho senhor, quando falou de novo bem próximo dele parecia uma criança falando. –Não como tocar a nos.
Como fazem os animais assustados e encurralados em um momento de coragem o Coveiro levantou-se percebendo o quanto longe estava sua arma, deu um salto para frente se lançando em Alice.
A poucos centímetros de agarrar o pescoço dela o homem de 98 k parou no ar, flutuando seguro por mãos que ela não via se seus olhos enxergassem; ele veria uma pequena multidão que impedira ele de alcançar Alice. Se pudesse vê-los notaria que ao ser lançado no chão a mais de dois metros foram estas mesmas mãos que o lançaram.
Bateu de costa no chão e sentiu um dor percorrer sua coluna, olhou nos olhos de Alice e não os achou somente aquele vazio, as mãos em garras manchas de sangue no canto da boca ela se aproximou.
-Você merece a morte. Era um homem quem falava e em seguida uma velha. –Merece esta no meio de nos.
Coveiro começou a se arrastar pelo chão fugindo do caminhar de Alice entre as covas ele se arrastava se tirar os olhos dela.
-Eu não pedi para esta aqui sabia. Gritou ele sem parar de se mover. –E culpa de vocês se estou neste inferno, culpa de vocês se sou o que sou.
Ela parou por um momento avaliando o que ele disse.
-Não e culpa nossa. Disse uma voz, mas parecida com a dona do corpo. –Quem mandou você vir para cá?
O Coveiro se ajoelhou levantando devagar.
-Eu, eu vim atrás de meu irmão. Tinha um pouco de raiva no que ele dizia mais tomava cuidado ao falar eles podiam tocá-lo agora. –Meu irmão que vocês sempre chamaram em sonho, dês que pequeno meu irmão que vocês atormentavam a noite; ele tinha sonhos com este lugar sonhos com vocês, então ele morreu e os sonhos passaram para mim. Ficou em pé –Só que nos meus sonhos ele também me chamava e aqui estou. Abriu os braços para reforça o que dizia.
-Não e culpa nossa, também queremos ir embora.
-O jeito de vocês tentarem sair e atraindo mais condenados para cá e isso?
-Queremos ajuda.
-Vocês nunca deixam ninguém sair. Gritou ele e isso despertou a raiva na multidão. Alice se lançou no Homem e agarrou seu pescoço lançado o Coveiro no chão.
-Isso não muda seus crimes. Disse ela salivando.
-arc... Tentava falar. –Isso me..urg... Matem e eu serei m... Mais um entre vocês, e só isso que vocês querem mesmo. Alice afrouxa a mão.
-Vocês acham que goste de estar aqui? Vocês acham que não queria esta em casa, que todas as pessoas presas aqui não queriam estar em casa. Alice parecia confusa. O Coveiro rio mesmo sabendo que não devia.
-Eu não escolhi isso. Disse. –Mais vocês escolheram viver aqui. Conseguiu fôlego e gritou. –Vocês são assassinos. Sentiu os dedos magros de Alice apertando com muita força seu pescoço sentia também como se mil olhos estivessem lhe observando, quando olhava para o rosto de Luana não via olho alguma, apenas um vazio sem fim. A morte era certa mais um pouco e qualquer coisa se partiria no Coveiro.
-Vejam. Gritou outra pessoa, todos olharam Agatha parada apoiada em sua bengala em uma das mãos um balde com água. –Venha ver o que eu trouxe para vocês. Deixou o balde no chão e um cheiro bom chegou ao corpo de Alice. Ela acordaria com a seguinte lembrança.
Todos reunidos na rua principal em volta do velho José ao longe se viam nuvens carregadas as pessoas pareciam impacientes.
-José. Estamos vendo as nuvens mais como vamos saber que estão indo para onde vamos. Disse um homem jovem e forte.
-E podem muito bem esta longe. Foi uma mulher que disse agora.
-Vejam esta chovendo aqui perto amigos e o melhor está chovendo em terras sem dono. Disse José com uma certeza hipnótica falava como um pastor bem treinado gesticulava tinha fortes expressões faciais.
-Você tem certeza homem? Uma outra mulher mais velha falou. –A chuva e a única esperança que temos que nossa saída daqui não será um desastre.
-Sim porque o fazendeiro não vai querer agente de volta se nada de certo. Disse o outro senhor.
-Não vamos voltar, esta chovendo em nosso caminho vejam sintam e o cheiro de terra molhada; vamos vencer amigos.
Foi este cheiro que ela sentiu agora ao acordar, Agatha jogou a água no chão e os mortos abandonaram Alice ela chegou a vê eles andando na direção da água no chão, corpos podres roupas em farrapos. Mas quando piscou era só ela Agatha e o Coveiro.
-Água da chuva para eles e como. Agatha pensou e qualquer exemplo banal do dia a dia porem usou um bem forte e próximo a eles. –Como os mortos para o Coveiro.
Alice percebeu que ainda estava com as mãos no pescoço dele, largou e olhou para elas como se elas estivessem sujas olhou para o homem embaixo dela e sentiu nojo dele, levantou-se. Ele olhou nos olhos dela agora lindos olhos azuis.
-Você quase me matou. Ele falou com um tom de raiva e parecia que ia atacar Alice. A loira mulher se encolheu perante o toque do homem quando ouvi-se pela ultima vez naquele dia o som da arma engatilhando. Os dois ficaram imóveis.
-Vá embora Coveiro. Agatha apontava a arma para ele poderia muito bem acerta Alice com o tiro se resolvesse atirar, o Coveiro pensou menos nisso porem quando olhou para a linda mulher a sua frente ela tinha se afastado muitos passos. –Vá.
-O que foi velha? Você nunca se intrometeu comigo. O Coveiro juntou as mãos na frente do corpo como fazem os padres ao andar.
-Para tudo a uma primeira vez agora vá. Ele sorriu amargamente. –Deveria dar graças a deus ou a qualquer entidade que você tenha amizade por está vivo; agora suma.
-Dei-me minha arma e eu vou. Por um segundo o homem olhou para o corpo do menino no chão.
-Não apenas suma depois te devolvo. Mais o homem estava com jeito de não querer sair dali. –Não teste minha paciência Luiz caia fora logo.
O nome causou um choque no Coveiro como se a palavra fosse mais perigosa do que o tiro que poderia levar, de cabeça baixa e sem olhar para trás ela foi andando ate sumir na fumaça.
A legião capitulo 2
0 comentáriosEla sentia a arma na cintura, Deus e como ela atirava bem então porque não meteu uma bala na cabeça do Coveiro? Era o que ela estava se perguntando agora. Nos últimos tempos... não, dês que se separou de Miguel não resolvia mais nada, sempre chorava, Chorar tinha virado rotina em sua vida.
Antes não, antes resolvia na fala, ou na bala. Nunca matara ninguém e nem estava em seus planos mas sua arma sempre intimidava os que poderiam lhe fazer algum mal e agora a mesma arma ficara fria e sem uso na cintura enquanto o homem louco levava o corpo do menino para...
-Que loucura. Exclamou ela abraçando mais ainda os joelhos. –Eu preciso sair daqui.
-Não pode. A voz ecoou em sua cabeça era o irmão do Coveiro ele reconheceu imediatamente. –Você não pode ir embora sem nos ajudar sem ajudar meu irmão.
-Vocês fantasmas estão por toda parte, porque não impedem que ele faça aquilo com Jonas. Alice não ergue a cabeça mas viu marcas se pés ao seu redor.
-Não podemos tocar em vocês, não por mais que alguns segundos. Ele falou e Alice largou os joelhos e estico as pernas.
-Eu também não posso fazer nada nem por eles nem por vocês então vamos todos ficar aqui para sempre. As lagrimas pararam.
-Você pode. Disse o irmão do Coveiro. –Você tem mais coragem do que os outros que já estiveram aqui e hoje são partes da cidade.
-Estou muito triste agora para ser forte. Ele falou agarrando um punhado de terra no chão. –Eu só queria ir para casa, o menino também e agora será... Ela tentava mais não conseguia, em sua cabeça surgiam imagens do menino sendo abusado pelo Coveiro, abusado um tipo de estupro já que Jonas não conseguia reagir.
-As pessoas daqui também ficam triste, muitos deles também tiverem seus corpos violados. Alice apertou a terra na mão então olhou para frente notando algumas siluetas que não ficavam mais de alguns segundos no ar.
-Então por que eles não fazem nada?
-Eles querem. O fantasma gritou e um vento forte passou por Alice. –Mais não podem, já disse não podemos tocar vocês e você que pode tocá-lo nada faz.
-Eu posso tocá-lo mais não tenho coragem. Ela falou baixinho. –Eles têm coragem mais não podem tocá-lo. Alice sorriu da situação.
Silêncio.
De súbito uma idéia invade a cabeça de Alice e os fantasmas parecem ter ouvido porque se agitaram em volta dela, ela ergueu a cabeça com um sorriso doentio no corpo, o que ela tinha a perder? Perguntou-se; então deixou o povo saber o que ela estava pesando. Quando entenderam a idéia nada fizerem de imediato mais depois, com exceção do irmão todos começaram a andar na direção de Alice vultos e sombras em forma definida tocaram em Alice. E logo ela caiu em um sono profundo.
A legião capitulo 1
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Ouviu aquele som peculiar de arma engatilhando, e não era qualquer arma ela conhecia bem as armas, seu avo sempre lhe falava sobre elas, o que caçar com cada arma. o melhor lugar para atirar em alguém e matar-lo ou apenas deixar o inimigo imóvel ate você poder fugir. Sim Alice conhecia bem as aramas e seus sons aquela som a cima de sua cabeça era o som de uma arma calibre doze. E por eliminação só uma pessoa tinha uma doze naquele lugar.
-O que você quer Coveiro? Perguntou ela sem levantar a cabeça.
Com a arma apontada para a cabeça de Alice tão próximo que um tiro deixaria difícil reconhecer ela depois, com seus olhos arregalados sua careca reluzindo ao sol fraco e sua típica roupa de motoqueiro.
-Quero o garoto. Disse ele em um tom gutural que fez a mulher ergueu a cabeça devagar com aquela expressão de não esta entendo o que ele dizia.
-Você esta brincando não e? o tom com que ela falou era quase de desespero.
-Não, não estou. E para afirma que não estava o Coveiro passou o dedo no gatilho da arma. –O vi vagar a noite todo por entre os desgraçados desta cidade esperando que ele que ele se fosse.
Alice sentiu algo que não sabia explicar era nojo, raiva uma mistura estranha.
-Você e louco seu pervertido ele e só um garoto... Antes que Alice falasse mais ele falou por cima fazendo-a se calar.
-E só um corpo agora e é isso que eu quero, a alma dele pertence a cidade dele e o corpo pertence a mim.
A raiva cresceu dentro dela. ela sabia o que ele queria com o corpo e não podia aceitar isso era muito, podre era muito triste ate mesmo para uma criatura atormentada como o Coveiro.
-Você não pode Coveiro ele... Mais uma vez ele a fez se calar mas não com palavras deu um passo para frente e encostou o cano da arma na cabeça de Alice. Então falou:
-Também estou esperando que você morra, alias você esta resistindo bastante as dores deste lugar, não me faça sentir raiva de mim mesmo por abrir sua cabeça e não poder tela depois.
Sentiu o sangue percorrer seu rosto deixando o quente quase deu uma tapa no cano da arma e isso com certeza seria seu fim, ele forçou o cano da arma empurrando ela para trás, relutante ela ficou firme, ele passou o dedo no gatilho e pressionou um pouco mais, empurrou e desta vez ele cedeu deixando o corpo do menino no chão. Não pensou em nem um momento em apanhar a arma.
Olhando para ela o Coveiro se abaixou pegou o menino pela cintura e com um sorriso macabro de satisfação o jogou no ombro andou alguns passos ainda de frente para Alice, olhando para mulher suja largada no chão, e quando viu que era seguro virou-se e sumiu com o corpo. Aquilo foi demais Alice caiu em desespero sentado no meio da rua chorou abraçada aos próprios joelhos.
Fora da Cova
0 comentáriosMeu nome e Ítalo, eu sou padre, sou padre e um pequeno vilarejo, e uma vila melhor dizendo no interior de São Paulo, gosto de viver aqui embora tenha eu vindo da cidade grande a quatro anos atrás no ano de 1980, hoje vivo aqui nesta pequena paroquia com ajuda dos fieis.
Sabe e nome de Deus eu digo que nunca poderia imaginar o medo e o terror que um destes fieis poderia me causar, eu sou padre e acredito sim na vida após a morte mas não da maneira como me foi apresentada nos últimos meses. As vezes quando lembro da estoria todo no meio da noite eu me levanto me ajoelho ao pé da cama e peço a Deus, não peso para me dar fé, não peso para me livrar das tentações, como um covarde que nasceu das circunstancias e peso para acordar no dia seguinte e tudo aquilo ter sido apenas um sonho. Graças as Deus com o passar de quatro anos os a maioria das pessoas que sabem da estoria morreram ou foram embora, um ou dois que estava no cemitério naquele dia me olham as vezes incrédulos, e os meus olhos dizem, sim foi verdade.
E foi mesmo terrível, porem pior foi para mim que quando soube que a Dona Marta, mulher que causou o que vou contar estava internada em um hospital psiquiatria e eu fui visita-la, trista mas bem lucida ele me contou o fim de sua estoria que me causou mas terror ainda. Mas para que você possa entender o fim vou contar do começo toda a estoria.
Dona Marta, Seu Felipe e seus dois filhos Eduardo o Duda e Ana Clara sempre estavam na igreja aos domingos, pelo que me lembro ele nunca faltavam um só misa, Seu Felipe era um homem muito doente e vivia pedindo para mim abençoar seu coração. Eu gostava do seu modo de fé. Abaixava a cabeça e dizia meio encabulado.
-Estou doente seu Padre, meu coração tem defeito, Abençoe meu coração para ele bater por mais alguns anos.
Eu sorrindo dizia-lhe que ele ainda viveria para ver seu filho se formar, o pequeno Duda que era a alegria da família, a irmã mas velha que ele adorava o irmão, porem minha promessa não foi cumprida e um dia Felipe morreu de parada Cardíaca, sei que ele ficou dois dias na cama, foi quando teve um conversa seria com sua mulher sobre os filhos, a morte deste homem foi o começo da ruína da família.
-Eu fui na casa simples dele e encomendei a alma do homem a Deus, fiquei olhando um pouco a casa e imaginando como Dona Marta sustentaria os dois filhos, já que diferente de Felipe ela não ia para a fabrica.
-Filha. Eu disse pegando a mão da jovem mulher morena enquanto ela chorava com o filho Duda dormindo no colo. -Não se preocupe, você tem muitos amigos e ainda por cima a igreja não ficara sozinha. Isso pareceu consola-la um pouco mas não parou suas lagrimas, depois disso eu sempre ia visitar a mulher para ver como ela estava e influenciava os outros fieis a irem também, e foi em uma desta visitas que ele quis conversar comigo, mandou de Clara levasse o menino para tomar banho e sentou-se comigo debaixo de um pé da goiaba e falou:
-Padre Ítalo, faz quatro meses que meu marido morreu e o mesmo tempo que quero lhe perguntar uma coisa. Eu apenas lhe olhei e esperei o que ela queria. -Os mortos podem voltar?
-Ha não filha. Eu sorri um pouco e quando percebi que ela permaneceu seria também o fiz. -Não Marta mas por que me pergunta isso.
Marta pareceu não querer contar, estava com medo que alguma coisa então toquei sua mãe e disse que poderia confiar e mim.
-Meu marido. Suspirou. -Ele me chamou na noite antes de morrer e conversou muito comigo sabe. Fiz que sim com a cabeça. -Me pediu varias coisas, só que também me vez jurar que nunca iria bater no Duda.
-Bater?
-Sim, ele disse que apanhou muito quando era menino e não queria isso para seu filho. Uma Lagrima parecia brotar nos rosto de Marta neste momento, eu achei melhor não interromper. -Eu prometi e ele disse ainda, veja bem mulher. Neste momento era ela imitando o marido. -Você me prometeu e descumprir eu posso voltar dos mortos para de cobrar em.
-Eu disse. Agora ela estava chorando. -Que isso homem deixa esta estoria de morrer para lá, e a noite ele morreu, eu agora tenho medo Padre, se o Duda for mal criado eu não vou poder dar palmadas nele, agente sabe que as vezes e preciso.
-É Eu sei minha filha, mas não penso que seu marido volte por isso, ele vai saber a diferença entre um palmada educativa ou um surra sem necessidade, uma coisa e certa você tem que educar seu filho para ele ser uma boa pessoas, os pecados deles caem sobre você ate ele ser maior e ter juízo, então você e responsável, acho que o que seu marido queria era que você não maltratasse o menino.
A minhas palavras em nada confortaram a mulher, ela nunca levantou a mão contra o menino e já sabemos no que isso deu, o menino cresceu mal educado, aos seis anos era um menino detestável e arrogante, eu via isso sempre que ia visitar a mulher, mas não podia fazer nada, era escolha dela.
Sempre ouvi comentários como os que Dona Cora e Dona Julieta fizeram naquele domingo pouco antes da misa, as duas senhoras eram sempre as primeiras a chegaram na capela, enquanto eu preparava a misa ouvi ora dizer.
-Isso só acontece porque ela não da educação para ele, onde já se viu uma crianças cuspir assim em uma pessoas ma velha.
-Alis. Disse Julieta que falava como se contasse um segredo enquanto sua amiga falava como se estivesse em um comisso. -Nunca se deve cuspir em ninguém.
-E mesmo. Brandou a mulher que eu achava estar ficando surda, eu tão perto delas mas se ser visto, dentro da sala da igreja. -Isso e falta de palmadas, este moleque Eduardo e muito mal criado.
-A Amiga não sei se palmada ajuda não, eu mesmo criei meus cinco filhos e nunca bati em nem um deles, e eles são ótimas pessoas sabe.
Como pode? Eu sempre me perguntava, as pessoas a poucos minutos de um celebração religiosa e falando da vida dos outros, mas não cabia a mim questionar seus hábitos, entrei no salão da igreja e sorri como se não tivesse ouvido nada, e acho mesmo que nem lembraria desta conversa se não fosse o fato que aconteceu mas tarde durante a misa.
Os dois únicos coroinhas que eu tinha me ajudavam a distribuir a recolher os poucos donativos e a organizar a fila para que eu entregasse o corpo de cristo, mesmo com a morte do marido Dona Marta não faltou nem uma única vez a misa, mas neste dia estava triste, mas triste do que o normal, chegou perto de mim segurando o menino pela mão e tendo sua filha atrás dela.
-Padre. Disse-me falando baixo enquanto um fiel tocava em um violão a musica tema da entrega da ostia. -Abençoa meu filho. E dizendo isso ela pegou o menino no colo e olhou para mim com os olhos cheios de lagrimas.
-O que ele tem filha? Perguntei pegando a ostia e levando a boca dela e antes de por na boca ela disse. -Ele esta doente do coração. Mordeu a ostia enquanto eu abençoava o menino pedindo para Deus que não acontecesse com ele o mesmo que a seu pai.
Ainda hoje me lembro daquela dia, e de tudo que ocorreu, me lembro também que antes do menino morrer, o céus, não deveria ter contado agora de sua morte mas bem já o fiz, antes que isso acontecesse a menina Clara veio a igreja, algumas semanas depois da misa onde abençoei o menino.
-Sente-se aqui filha. Eu disse sentando com ele em um banco perto da porta da capela, a menina tinha chegado a mim chorando se parecendo muito com sua mãe. -O que esta havendo.
-E minha mãe. Prestei atenção para o que queria me falar. -Ela não me dar atenção mas, não liga para mim. Sei que não sou psicologo, mas em um lugar pequeno como nossa vila eu era a autoridade maior que todos procuravam.
-Por que diz isso filha.
-Ela nunca briga com o Eduardo, só comigo eu sou boazinha mas sempre que faço alguma coisa errada ela me bate, ele apronta o dia toda ginga todo mundo ate chuta a mamãe e ela não faz nada, acho que ela não gosta de mim.
Soube logo que a menina não sabia da promessa que sua mãe fez ao seu pai, no momento até me perguntei, porque o marido se preocupou com o menino mas não com a menina? Coisas de pais.
-Não se preocupe filha, ela gosta de você e só olhar nos olhos de sua mãe que você vai ver que ela te ama. Conversamos muito aquela tarde ate no fim do dia sua mãe fim buscar ela, e Dona Marta estava com uma cara bem melhor, vi os trés indo embora junto com o lindo dia, e rezei naquela noite para que aquela família sem pai tivesse forças. Porem a próxima vez que vi Ana Clara ela estava entrando correndo na igreja e de novo chorando.
-Calma clara, eu disse para a menina ofegante na minha frente.
-Meu irmão Ítalo. Na presa ela esqueceu que eu era padre. -Minha mão mandou lhe chamar, O Duda esta doente, esta com febre esta. Ela ia dizer que ele estava morrendo mas a palavra foi engolida pelo choro.
-Tudo bem filha eu vou vê-lo você vem comigo.
-Não. Ela quase gritou. -Eu vou na venda ligar pro meu tido em São Paulo para ele vir buscar ele para levar ao medico.
-Então vá logo. Vi a menina sair correndo da mesma maneira que entrou, Sei que não sou medico, não sou nem uma autoridade, mas em uma cidade com menos de cinqüenta habitantes, eu era a maior autoridade que alguém podia querer.
Cheguei no começo da noite na casa de Marta e a mulher estava ao lado da cama do filho enquanto ele estava deitado respirando com dificuldade.
-Ola garoto. Eu disse sentando ao lado da cama em uma cadeira de frente a Marta, a luz que entrava pela janela fazia sumir um pouco da palidez do garoto.
-Oi Seu Padre, eu estou doente como meu pai.
-Não como seu pai filho, você vai ficar bom logo.
Marta se levantou e foi senta-se um pouco mas longe do menino enquanto eu conversava com ele, olhei nos olhos dele e vi um medo que eu não conhecia, que depois identifiquei como o medo de ir para o inferno.
-Eu fui um menino mau. Ele me disse com lagrimas nos olhos. -Eu briguei muito com minha mãe e agora meu coração doe muito eu... um aperto fez o menino levar a mão ao pescoço.
-Não vai acontecer nada meu filho, você vai ficar bem logo.
-Não eu não vou, eu tenho medo Padre, eu briguei com minha mãe. A vizinha disse que Deus não gosta de meninos como eu.
-E só mudar meu filho...
lembro-me de ter conversado com o menino por horas e de ter ido embora, e já era madrugada, lembro-me de ver o carro do irmão de Dona Marte chegar na cidade no começo do dia, e lembro-me de Alguém vir me chamar perto da uma da tarde para o velório do menino Eduardo. Lembro-me de mais coisas também, de ter muitas pessoas no velório do menino, mas só Dona Marta chorava o dia estava quente e eu sentia muito pela morte do menino. Mas não podia fazer nada. Depois o cachão foi levado para a cemitério, o desespero de mãe era comovente, o menino fio enterrado a metros do pai, vitimado pelo mesmo problema passado pelo DNA para ele, lembro da caixão descendo e a primeira e da ultima pá de terra ciarem sobre o menino morto.
-Eu tenho este sonhos quase todo a noite Padre Ítalo. Disse Marta sem conseguir chorar mas. -No Sonho, meu filho estava com a mão estendida para mim, eu pegava a mão dele e batia trés vezes nela.
-Isso não quer dizer nada filha. Eu disse e naquele dia estava vestido com roupas normas, como as que visto hoje em dia. -Você esta cansada, e como esta sua Filha?
-Bem. Estava completamente distraída. -Seu Padre você lembra como ele estava preocupado antes de morrer, em como foi um menino mau, tinha medo de ir para o inferno.
-Não pense nisso. Eu disse segurando sua mão, ato que poderia ter parecido imprudente, mas foi bem aceito por Marta que segurou minha mão forte também. -Você ainda vai ser feliz filha. Eu não sabia o quanto estava enganado.
Quero que pense bem em uma coisa, eu não vi nada do que vou contar a seguir, vou contar exatamente como me foi dito pelo coveiro da cemitério um pobre homem atormentado ate hoje.
Houve um som estranho no cemitério, olhei para fora da janela e vi todos os túmulos como deveriam de esta, em silêncio, eu voltei para o que estava fazendo, lendo minha revista com mulheres... nuas sabe ninguém e de ferro né é eu sou um homem velho solteiro. Então senti o chão estremecer, e ouvi um grito que me congelou o coração.
Corri para fora com a espingarda na mão, as pessoas me pagam para proteger seus mortos eu corri e ouvi de novo aquele grito, olhei na direção de todas as covas e vi algo que me arrepiou a espinha, nada mas era que um gato preto, sinal que mal agora não sabe... fui na direção da gato e cheguei a cova do menino de Dona Marta e fio então que eu....
-Neste momento, eu acho que o pobre coveiro deve ter gritado e corrido de medo, porque quando eu vi no começo do outro dia o que ele vi eu também tive vontade de correr; fui ao cemitério para olhar o que o homem com medo me contara. Cheguei perto da cova do menino e me arrepiei, metade da mão do menino Eduardo estava para fora da Cova.
-Tenho que para um pouco agora, não estou me sentindo muito bem já eu volto a contar a estoria da minha vida.
-Onde eu estava mesmo? A Sim a mão do menino para fora da cova, levei a pobre mulher para ver a mão de seu filho saindo da cova e para minha surpresa a mão estava agora mas para fora ainda, toda ele e do pulso para baixo, dentro da terra.
Ela olhou a mão e agarrou-se em mim chorando de medo e não de tristeza.
-O que eu posso fazer padre? Ela me perguntou, eu não contei para ele que quando eu tinha ido ver a mão estava menos fora da cova.
-Eu não sei Marta. Isso era verdade.
-Os sonhos agora vem mas forte Padre, vem também quando eu estou acordada, meu filho me oferecendo a mão, assim como na cova.
Experimentei um medo como nunca tinha sentindo, aquela mão jovem e morta me causou um medo que nem as orações na madrugada me tiraram, estava perto de um casa paranormal e não sabia como agir, e tudo ficou pior quando as pessoas que iam ao cemitério ver seus mortos se deparavam com a mão para fora da cova, pior ainda com duas semanas não era só a mão que estava para fora da cova era o ante braço todo. Eu mesmo vi com a luz do sol sobre minha cabeça, me benzi ao ver o vermes passeando pelo braço morto.
-Filha. Disse eu a Marta. -Os sonhos tem voltado.
-Toda noite padre, e meu filho parece querer sair da cova.
-Olha marta, estava-mos andando pelo cemitério para ver se tinha ocorrido alguma mudança com a cova. -Tive pesando no caso. E pesando queria dizer revendo conceitos. -Acho que seu filho morreu atormentado ele pensava que era o mão garoto talvez ele queira. Engoli em seco. -Queira ser castigado pelos problemas que causou.
-O Senhor esta me dizendo que tenho que bater na mão do meu filho. A mulher ficou irritada. -Eu nunca bati nele quando estava vivo morto e que eu não vou fazer isso. Chegamos perto da cova e desta vez ela não conteve o grito. O braço do garoto estava todo esticado para fora, mas alguns centímetros e o ombro estaria para fora. Marta correu para casa e não quis voltar no cemitério mas, no entanto dois dias depois os moradores cansados de verem suas mulheres saindo correndo do cemitério, e chorando em casa por não poderem visitar seus entes se juntaram e foram ter com o migo antes de para o cemitério.
Depois do homens, dose no total me contarem o que queriam fazer eu corri para casa de Dona Marta, a idéia deles não me pareceu ruim e deus me perdoe por isso. Achei cero ir avisar a pobre mãe, não achei melhor modo melhor de contar a ele e o único jeito foi:
-Dona Marta esta querendo arrancar seu filho do Tumulo.
A mulher que estava lavando roupa largou tudo com estava e correu para o cemitério, Ana Clara ameaçou ir atrás mas a mãe dela impediu dizendo que ficasse em casa e cuidasse de tudo, não tinha nada para cuidar a mulher só não queria que a menina visse algo que fosse ser um trauma para ela.
Corremos para o cemitério e chegamos a tempo de ver os homens em volta da cova do menino com pás na mão, o maior deles que era o líder do grupo ergueu a pá pronto para retirar terra quando Marta entrou entre ele e a cova e falou.
-Parem. Eu lembro como se fosse hoje. -O que estão fazendo. -Atrás da mulher o braço erguido do menino o ombro já aparecendo, imaginei o menino morto sentado na cova, ou mesmo em pé e subindo.
-O que vocês estão fazendo? Deixe meu filho em paz.
-Seu filho e que não deixa agente em paz, minha mulher esta tremendo de medo desta cova.
-Não venham com esta não meu filho... mas ela não sabia o que dizer.
-Seu filho o que? Disse o homem alta forte e barbado.-Não sabe o que fazer dona? Eu sei seu filho esta querendo sair da cova e nos vamos ajuda-lo. Eu como a maioria dos homens estava suando, eu como a maioria não queria olhar para a cova.
-Isso não e jeito de resolver a coisas. Disse Dona Marta quase chorando.
-Não e e o padre já lhe disse qual e o meio.
Marta olhou para a cova e vi a mão podre do menino e depois se voltou para os homens.
-Não posso bater no meu filho, e também não sei se isso vai da certo.
-E bom tentar dona.
Tinha feito uma promessa, não queria quebra-la, eu vi eu seu resto que ela tinha medo do marido voltar do mortos, mas que coisa, pior seria seu filho voltar dos mortos.
-Então Marta o que vai ser. Tenção no ar, eu quando decidi ser padre nunca pensei que passaria por tal situação. Ela olhou para mim e eu tentei ao máximo apóia-la com um balançar de cabeça, todos tinham medo.
Marta se virou para a mão e andou devagar sentindo o cheiro ruim que subia do buraco por onde a mão voltava ao mundo.
-Vamos moça ou seu filho vai perder o descanso eterno.
Ela se aproximou da mão e deixou as lagrimas rolarem não olhou para trás mas percebi que ele buscava meu apoio, ergueu a mão e bateu uma vez na mão podre do menino, eu achei que o braço iria descolar por sua condição apodrecida. O som da mão viva batendo na mão morta ecoou no cemitério Bateu duas e trés.
Se virou com o rosto cheio de lagrimas, olhou para mim e depois para os outros homens.
-Podem ir embora agora.
-Não moca vamos esperar. Dona Marta franziu a testa e logo começou-se uma discussão. -Espera o que? E naquela briga da dona Marta querendo ver todos longe de seu filho e dos homens querendo ficar ninguém viu o que aconteceu.
-Ei param de gritar. Disse eu e todos olharam para mim. -Olhem. Apontei para a cova e no lugar onde antes estava o braço agora só um local com um pouco de terra remexida. -Acabou.
Que droga, eu pensei que o pesadelo iria passar, a mão do menino tinha voltado para a cova, mas por dias e meses eu tinha sonhos com quele espetáculo macabro, ninguém viu a mão negra descendo a terra voltando ao mundo dos mortos.
Nada foi pior do que ver a mão submergindo na terra, eu vi e aquilo tornou o tudo muito mas medonho e assombroso, tive medos, que força maligna elevou a braço daquele pobre menino. Que desejo fez ele se tormentar em sua cova. Eu ainda vejo o braço descer na terra. Ate as pontas dos dedos sumirem rapidamente.
Soube recentemente que Dona Marta foi internada em um clinica e fui visita-la mas queria não ter ido, achei que o motivo pelo qual ela estava doente era o mesmo meu, rever várias vezes ao dias em minha mente aquela mesma imagem.
-Ola Dona Marta como você esta?
Estava triste, quieta, cabelos bagunçados, como uma dor imensa no peito. Eu, eu queria saber como você. Fiquei quieto, poderia ter ficado ate agora, -Eu queria saber porque você esta aqui.
-Ele voltou. Me disse ela, Droga e por isso que estou aqui hoje, não quero mas ser padre minha fé esta muito abalada, eu estou entregando a igreja depois de muito me assustar dentro dela, não sei o que vou fazer de minha vida, vou procurar outro motivo e quem sabe um dia esquecer o que houve, quem sabe. Ele voltou ela me disse e eu perguntei. -O menino.
-Não, ela me disse sem olhar no meus olhos. e imaginei tudo e reviro o que ele me contou revivendo a cena. Estaca na casa escura se preparando para ir dormir, tentando esquecer do que acontecera a poucos dias com a cova de Eduardo quando ouviu passo na casa, foi andando na direção dos passos e viu uma imagem nas sombras, levou a mão para acender a luzes mas elas não acenderam, Clara estava dormindo, o chamado de mão para com a menina não saiu, não passou e um murmurio. -Clara... -Quem... andou mas perto da sombra... -Quem esta ai.
Engraçado eu sou padre mas nunca acreditei em fantasmas, não como acredito agora, por isso não posso mas ser padre, quando ela me contou eu me arrepiei e soube que aquela sombra estava com ela ali perto de mim e ainda deve esta com ela agora.
-Quem esta ai. E das sombras surgiu um rosto conhecido mas com um ar maligno. -Você quebrou uma promessa e eu vim cobra-la.
