A legião capitulo 2

Ela sentia a arma na cintura, Deus e como ela atirava bem então porque não meteu uma bala na cabeça do Coveiro? Era o que ela estava se perguntando agora. Nos últimos tempos... não, dês que se separou de Miguel não resolvia mais nada, sempre chorava, Chorar tinha virado rotina em sua vida.
Antes não, antes resolvia na fala, ou na bala. Nunca matara ninguém e nem estava em seus planos mas sua arma sempre intimidava os que poderiam lhe fazer algum mal e agora a mesma arma ficara fria e sem uso na cintura enquanto o homem louco levava o corpo do menino para...
-Que loucura. Exclamou ela abraçando mais ainda os joelhos. –Eu preciso sair daqui.
-Não pode. A voz ecoou em sua cabeça era o irmão do Coveiro ele reconheceu imediatamente. –Você não pode ir embora sem nos ajudar sem ajudar meu irmão.
-Vocês fantasmas estão por toda parte, porque não impedem que ele faça aquilo com Jonas. Alice não ergue a cabeça mas viu marcas se pés ao seu redor.
-Não podemos tocar em vocês, não por mais que alguns segundos. Ele falou e Alice largou os joelhos e estico as pernas.
-Eu também não posso fazer nada nem por eles nem por vocês então vamos todos ficar aqui para sempre. As lagrimas pararam.
-Você pode. Disse o irmão do Coveiro. –Você tem mais coragem do que os outros que já estiveram aqui e hoje são partes da cidade.
-Estou muito triste agora para ser forte. Ele falou agarrando um punhado de terra no chão. –Eu só queria ir para casa, o menino também e agora será... Ela tentava mais não conseguia, em sua cabeça surgiam imagens do menino sendo abusado pelo Coveiro, abusado um tipo de estupro já que Jonas não conseguia reagir.
-As pessoas daqui também ficam triste, muitos deles também tiverem seus corpos violados. Alice apertou a terra na mão então olhou para frente notando algumas siluetas que não ficavam mais de alguns segundos no ar.
-Então por que eles não fazem nada?
-Eles querem. O fantasma gritou e um vento forte passou por Alice. –Mais não podem, já disse não podemos tocar vocês e você que pode tocá-lo nada faz.
-Eu posso tocá-lo mais não tenho coragem. Ela falou baixinho. –Eles têm coragem mais não podem tocá-lo. Alice sorriu da situação.
Silêncio.
De súbito uma idéia invade a cabeça de Alice e os fantasmas parecem ter ouvido porque se agitaram em volta dela, ela ergueu a cabeça com um sorriso doentio no corpo, o que ela tinha a perder? Perguntou-se; então deixou o povo saber o que ela estava pesando. Quando entenderam a idéia nada fizerem de imediato mais depois, com exceção do irmão todos começaram a andar na direção de Alice vultos e sombras em forma definida tocaram em Alice. E logo ela caiu em um sono profundo.

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