Minha filha capitulo 6

Deitada olhando para o teto sem laje da casa do avô Alice tentava não dormir embora um sono muito forte estive lhe perturbando sabia que o sono não era de todo natural, ouvia vozes quando fechava os olhos, a Cidade estava lhe chamando.
Pelo menos a menina Anjinho avia sumido dês que Alice soube sua estória, teve pena da menina não sentia mais medo, tinha sentimentos bons e ate mesmo saudade o que afastava o mal.
A certa hora da noite ela fechou os olho se viu uma mulher branca, olhos sem globo, boca aberta e a língua pendendo para fora sem vida, os cabelos ensopados no seu próprio sangue, a mulher tentava abraçar Alice.
-Não. Ela abriu os olhos. Era a Cidade chamado-a bem que Agatha avisara. Levantou sentindo o vento frio no corpo e foi só isso que sentiu foi ate a porta e saiu, o corredor era iluminado apenas pela luz que saia por baixo das portas. Andou pelo corredor mal iluminado e foi para a cozinha.
Abriu a torneira e encheu o copo de alumino com agua bebendo tudo de uma só vez, depois encheu novamente e andou ate a mesa, sentado e olhando pela janela semi-aberta da cozinha. Levou quinze minutos ate ela ouvir passos pelo corredor de onde veio mais alguém que não conseguia dormir.
-Acordada filha? O velho homem agora metido e uma calça branca e camisa de manga cumprida falou.
-Sim Vovô eu não quero dormir. O homem estranhou e deu a volta na mesa apanhando na mesma torneira um bom copo com água.
-Não quer filha isso e pior que não conseguir. O homem sentou e não viu nem um sorriso no rosto da neta.
-Sabe, não foi só o carro que perdi eu também perdi o Chapéu que o senhor me deu. O homem bebeu.
-Isso não importa Alice o que importa e que você esta bem.
-E? Exclamou ela deixando os dois braços sobre a mesa como se fosse tomar soro em um deles e tivesse escolhendo qual. - E porque ninguém pergunta nada sobre onde eu estava ou como Jonas morreu.
-Não entendi. Joaquim disse deixando o copo sobre a mesa.
-Ninguém me questionou sobre nada, mais não precisa me responder eu ate sei o porquê. Como o homem nada disse e ele continuou. –E por causa da cidade não e? Quantos sabem que eu estive lá?
Por um instante ela pensou que ela iria tentar mudar de assunto pela expressão em seu rosto mais no fim.
-A maioria soube quando você chegou você não e a primeira que entra lá e talvez não seja a ultima, a maioria do povo desta região e descendente dos mortos dela e sofre com seus pesadelos. Alice ficou calada desejando que o avo não tivesse dito aquilo, aquilo deixou tudo mais real do que o necessário.
-Avô não eu entendi como assim descendente dos mortos?
-Não época que nossos avos saíram de lá algumas famílias de dividiram. Ele levantou de subido. –Espere um pouco. Saiu da cozinha indo em direção aos quartos levou algum tempo, tempo o suficiente para Alice ver vultos pela cozinha, olhou e não viu nada.
-Mãe. Ouviu alguém chamar e quando a voz soou de novo ela percebeu que vinha debaixo da mesa. –Mãe. Percebeu que a menina estava prestes a chorar Alice foi abaixando devagar para olhar debaixo da mesa então..
-Voltei. Disse o homem carregando um retrato nas mãos Alice se ajeitou na cadeira e recebeu a foto antiga. Ela já tinha visto aquela foto, era a dos meninos unidos parando a brincadeira e fazendo posse.
-Este e meu pai. Disse Joaquim apontado o dos meninos um que segurava uma espiga de milho. Estava explicado o porquê às vezes Alice via seu avô nas fotos, não era ela na verdade era o pai dele. –Acontece que, e quem contou para mim foi ele. Apontou de novo o menino a foto. –Que perto de todos irem embora José o homem que incentivou tudo foi falar com o fazendeiro sobre o que eles poderiam levar da fazenda.
Alice também sabia disso tinha tido uma visão com o dia.
-Mais o homem se recusou a dar-lhes qualquer coisa pouco depois Josè reuniu todos na cidade e discursou sobre como eles tinha o direito, que a fazenda só estava bem por culpa deles que no mínimo eles mereciam parte nos lucros dos anos, de todos os anos. Alice imaginava José Arimatéia gesticulando enquanto falava.
-E que se o homem não desse eles deveriam tomar o que era deles por direito. A idéia de violência dividiu o povo mais alguns aprovaram e já se preparavam para atacar a fazenda. Meu avô junto com outros resolveram não participar disso, mais como com certeza o fazendeiro não os queria mas partiram antes do dia vindo parar aqui. E vivendo em paz.
-Que sorte. Disse Alice.
-E. Continuou. –Depois descobrimos que eles entraram na fazenda bateram no fazendeiro atearam fogo no milharal e depredaram as casas o que com certeza criou o inferno de hoje.
Os olhos de Alice se abriram, então não foi o fazendeiro que mandou atacar-los provavelmente o ataque foi só resposta a agressão do povo de Judas. De repente muita coisa fez sentindo. Pesa perdão. A voz gritou em cabeça e nunca fez mais sentindo do que hoje.
-Bom vou Dormir agora não fique ai muito tempo filha. Levantou com a foto e beijou a testa da neta. –Esqueça tudo por mais difícil que pareça você esta bem agora e não pode fazer nada pelos pobres condenados. Alice sorriu fracamente para o velho que seguiu seu caminho.

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