O coveiro capitulo 1

Uma dor constante foi à primeira coisa que ela, sentiu quando abriu os olhos olhou tudo tentado descobrir onde estava, porem não era nem um lugar onde já esteve fora dali ou mesmo naquele lugar infernal era tão repugnante era tão fedido quanto o que elas estavam agora.
Com o pouco que ela aprendeu da cidade sabe que os sentimentos dos lugares também são transmitidos, assim como os fantasmas quando a chuva para a cidade morre Alice estava e uma cela de prisão, que já era triste e amargurada no mundo dos vivos agora no mundo dos mortos era insuportável o terror que as paredes úmidas e o chão sujo transmitiam.
A sua frente do lado de fora sentando em um banquinho estava O Coveiro com o revolver de Alice nas mãos e o chapéu dela aos pés devagar ele verificava o tambor vazio da arma. Ela levantou a cabeça devagar sentindo o medo crescente.
-Sabe eu não gosto desta situação de desejar os mortos. Ele limpou o que parecia ser uma lagrima. –Vocês acham que eu gosto, pois não e só meu papel neste lugar. Disse ele dando de ombros como se aquilo fosse a coisa mais fútil que tinha conhecimento.
-Você não tem que aceitar os papeis que lhe são impostos. Disse Alice sentindo a dor aumentar a cada silaba pronunciada.
-A vida e assim minha doce paixão. Arrepios atacaram a espinha de Alice.
–Por ai a fora no mundo normal isso sempre acontece os trabalhadores que aceitam ser apenas empregados e nunca pensam e crescer, as namoradas que aceita ser apenas namoradas e nunca tentar ser uma Esposa, pelo mundo a fora as pessoas sempre aceitam os papeis que lhe são impostos porque aqui seria diferente?
-Por que você e fraco se fosse forte não aceitaria assim tão fácil. O Coveiro ergueu a cabeça vendo Alice sentada tão linda na sua frente a cela trancada para impedir que ela sumisse de novo.
-E você e forte, saiu e quis voltar; de qualquer forma você teria seu fim aqui ou lá mais que bom que você voltou. Ele tirou do bolso uma única bala então começou a falar.
Se eu pudesse escolher não viria para este lugar, se vim foi culpa de meu irmão meu querido irmão Rogério sabe agente tinha uma oficina de motos lá na capital recife montada por nosso pai no fim da vida e administrada pelo Rogério o orgulho da família.
Eu sempre olhava meu irmão com um amor especial bem diferente do amor que eu tinha pelos outros cinco irmãos e quando nosso pai morreu foi ele quem meu coração escolheu como líder, acho que foi assim com a casa toda ate minha mãe.
Ela era um homem muito bom e trabalhador era comum acordar e já ouvir o som das ferramentas na oficina a frente. O coveiro sorriu. Nossa casa era no fundo dela uma casa grande com quarto para todos.
Ajudávamos e recebíamos pouco pelo trabalho mais víamos nossa casa prosperar TV nova camas roupas para ir as festas. Meu irmão nunca ia as festas ele não saia da casa a noite tinha terríveis pesadelos com coisas estranhas.
As vezes ele gritava no quarto dele. O homem armado sussurrava. Os gritos dele assustavam-nos os mais novos era de arrepiar a espinha sabe como e isso não sabe?
Às vezes quando os pesadelos eram mais violentos e ele suava a ponto de molhar a cama a única solução que ele encontrava era ir a oficina apanhar uma moto que a estivesse pronta e correr o mais rápido que pudesse. Mais isso nunca afastou os pesadelos eles sempre voltavam no dia seguinte.
Um dia ouvimos ele gritar pela ultima vez ouvi os passos dele pelo corredor na direção da oficina e fiz o que minha mãe mandou segui ele mais não deu tempo de tentar impedi-lo Rogério escolheu uma das motos e saiu em disparada só que ele escolhera uma moto errada aquela não estava pronto ainda. Hoje pensado me pergunto se ele não sabia que ela estava inacabada.
Vi ele acelerar o mais rápido que pode e sumir não escuridão os lindos cabelos cumpridos ate os ombros fiquei na porta esperando ele voltar, mas ele não voltou e quando entrou em casa novamente foi dentro de um caixão a moto estava sem freio e ele não pode parar no sinal fechado.
Logo depois do enterro a herança de meu irmão se manifestou em mim o primeiro pesadelo com as pessoas na rua principal. O coveiro sorriu. Só havia três ruas aqui quero dizer que era a rua do meio. Os tiros mandando sangue pelo chão e miolos pelos ares. Tiros derrubando mães que soltavam crianças de colo.
Só que eu não gritava como meu irmão não chorava alto segurava os gritos, sufocava-os no travesseiro, não queria que minha mãe ficasse, mas triste do que já estava ela dizia toda hora que não queria perder, mas ninguém.
Os sonhos malignos aumentavam às vezes saia da casa e chorava em um canto encostado em um poste. Com o tempo mais alguém surgiu nos pesadelos ele meu irmão. Seu rosto eu não podia ver mais ouvia sua voz me chamando pedindo ajuda.
A mão apontando o caminho, estava ele na frente de nossa casa apontando a direção e por longas noite foi assim ele me chamando e depois as pessoas da cidade morrendo, toda noite elas morria em meus pesadelos.
Um dia pela manha resolvi seguir a direção em que meu irmão apontava e como sempre nos sonhos estava nublado, esperei assim estar também porque eu não sei mais algo me dizia que tinha que ser assim. Peguei uma das motos e vim, vim e vi uma cidade que nunca tinha visto quando ia comprar coisas com minha mãe ou peças para a mecânica. Parei na cidade, pois era muito familiar era a assombrada cidade de meus sonhos, depois eu não consegui sair não sai nunca mais.

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