Nesta coletânea de 22 contos somos apresentados ao universo que tornou Stephen King conhecido como um dos mais aclamados escritores de terror. Publicado originalmente em 1986, o livro revela o talento de King como criador de enredos aterrorizantes e envolventes. Os contos transitam com desenvoltura pelo mais puro horror na forma de criaturas abomináveis, passando por um terror psicológico de gelar o sangue. Tanto os fãs de longa data do escritor quanto os novos leitores irão deliciar-se com as histórias de suspense e terror desta coletânea. [...]
Clique aqui para baixar!!!
0 comentáriosNesta coletânea de 22 contos somos apresentados ao universo que tornou Stephen King conhecido como um dos mais aclamados escritores de terror. Publicado originalmente em 1986, o livro revela o talento de King como criador de enredos aterrorizantes e envolventes. Os contos transitam com desenvoltura pelo mais puro horror na forma de criaturas abomináveis, passando por um terror psicológico de gelar o sangue. Tanto os fãs de longa data do escritor quanto os novos leitores irão deliciar-se com as histórias de suspense e terror desta coletânea. [...]
os ossos
0 comentários1
Pelo caminho de terra batida o homem conduzia sua carroça cheia de terra, terra que ele pagara um braço bom e que agora terminava de carregava para o sitio de Velho Anísio, o velho que tinha perdido a esposa a uns dois anos agora inventara que queria plantar milho, no entanto viu logo um problema, o local escolhido era muito pedregoso por isso o menino Eliberto foi contratado para aterrar a área, foram dez viagens com a carroça cheia de terra, sempre com seu chapéu na cabeça e sempre fumando um cigarro de palha.
Ao longe viu embaixo do sol um outro velho, em pé na cerca de seu próprio sitio o homem parecia esperar pelo carroceiro posto que no momento que ele estava passando o velho acenou, Eliberto puxou as rédeas e a carroça parou deixando cair um pouco da terra na estrada, levantou a cabeça olhando por baixo do chapéu. Após dar uma ultima tragada em seu cigarra de palha falou.
- Pois não senhor?
- Pode me chamar de Geraldo e você e Eliberto o carroceiro? Sem que o rapaz respondesse ele continuou. - Esta trabalhando para o velho Anísio? O homem a sua frente tinha a pele negra, era grande mais já se curvava um pouco, estava descalço, usava camisa aberta ate o peito e calças da cor de chumbo, estava apoiado em uma enxada, na cabeça careca nem um chapéu, mais era fácil notar alguns cabelos brancos.
- Sim estou carregando terra para ele, porque ?
- Nada, só que deve tomar cuidado o velho e meio louco sabe. - disse o velho sorrindo um pouco. - Pode ser que no momento de lhe pagar ele diga que já lhe deu o dinheiro ou que não vai pagar coisa nem uma, daí ele pega a espingarda dele e te põe para correr de lá.
Era verdade que já tinha ouvido falar de velho Anísio colocar pessoas para correr de seu sitio com a Dona Cota sua Espingarda no entanto nem um deste casos era de pessoas que trabalharam para ele.
- Eu vou arriscar senhor, agora se me permite tenho que levar esta ultima carrada e depois ir embora para casa.
- Claro a vontade. Disse Geraldo voltando a capinar o mato que nascia em sua cerca, o jovem atiçou o cavalo e fazendo ele andar, mais cinco minutos de cavalgada estava na cerca de Anísio e logo no portão, do lado contrario ao dos sítios dos dois homens não havia nada, só uma extensão grande de mato ralo e no fundo como que parecendo uma pintura, algumas montanhas verdes e o céu azul e nesta paisagem a única coisa que mudava era a cor do céu.
Após abrir a cerca que lhe fora ordenado Eliberto voltou a carroça e conduziu ela para dentro da propriedade de Anísio, conduziu ate ver uma figura pequena ao longe trabalhando sem parar espalhando a terra que ele já tinha trazido, a sua esquerda agora ele passava pela casa de Anísio mais não se deu ao trabalho de olhar para ela, já sabia que ela era grandes e velha, que tina desgastada e telhado precisando de uma reforma que a porta de madeira que antes era branca agora estava desbotada assim como a janela a direita da porta, e que ao lado de casa tinha um chiqueiro de porcos e que mais alguns metros tinha o viveiro das galinhas.
- Cheguei senhor. Disse Eliberto encostando a carroça e olhando para o trabalho do homem, depois olhou um pouco para todo o sítio do homem, tinha bastante terra na plantada ainda, tinha pés de amendoim, melancia, algumas arvores de manga e goiaba e um bocado de terra, o homem poderia plantar em qualquer lugar mais decidira plantar ali, e resolvera pagar para aterrar ao invés de escolher um outro pedaço de terra porque?
- Ola filho pode descarregar aqui mesmo. Disse o homem baixo loiro, se camisa e de calças da mesma cor chumbo, um grande chapéu de palha na cabeça e reluzentes olhos azuis. Descalço ele afastou um pouco de terra com os pés apontando o lugar.
Eliberto desceu da carroça e com um pá que vinha sobre a terra começa a descarregar , o trabalho levou uns dez minutos mais no sol de perto do meio dia pareceu ser mais tempo, enquanto ele descarregava o velho já ia espalhando areia e por fim descansou a pá dentro da carroça, tinha terminado.
- Muito bom. Disse o velho Anísio olhando o trabalho se virou para o jovem levou a mão ao bolço e retirou um maço de dinheiro.
-Aqui filho, como o combinado. - O menino pegou cem reais os quais vinte era para pagar ao pessoa que lhe cedeu a terra ainda ficaria com oitenta e isso estava bom para um único dia de trabalho, ao contar o dinheiro o menino sorriu. - O que foi filho?
- Nada só que seu vizinho disse que o senhor e louco e que não me pagaria.
Eliberto notou um raiva crescente no olhos do velho que tinha sido tão gentil ate então, viu o homem olhando para o terreno ao lado e depois para os próprios pés, por um minuto Eliberto achou mesmo que o velho iria apanhar a Dona Cota meter bala nele mais por fim, se aclamou.
- E um linguarudo este homem, bem e isso muito obrigado Eliberto se precisar chamo você outra vez sim?
- Claro seu Anísio, disse o menino já subindo na carroça e manobrando para ir embora, o cavalos reclamou um pouco, bateu os casco mais em fim obedeceu e os dois se foram do sítio; Anísio deixou a ferramenta onde estava e caminhou apresadamente para sua casa, ao chegar na varanda a madeira velha rangeu com o peso de seu corpo.
Entrou pela porta deixando ela escancarada, passou pela sala de moveis velhos e sem brilho, uma poltrona uma mesinha de centro uma estante de madeira com louças dentro e na parede ao lado da porta para a cozinha pendura e dois pregos grandes a Dona Cota a Espingarda que ele comprara para proteger o Sítio e que tinha o nome de sua avó, olhou a arma que tinha as partes de madeira desbotadas e as de metal enferrujando e pensou um pouco.
- Há não ele não merece. - Disse o homem entrando na cozinha e indo ate a gaveta de uma das estantes e la encontrou o que procurava uma baladeira ou estilingue, saiu pela porta da cozinha espantando algumas galinhas que passeavam ali por perto e andou a passos largos na direção da cerca, ouviu os porcos outra vez e outra vez os ignorou andou e andou desviando um pouco o caminho indo na direção de uma parte coberta de mato que ia de seu terreno ao terro do vizinho, entrou no mato de medo de bicho algum chegou bem perto da cerca e olhou para a casa do vizinho .
- Vai aprender a falar mal dos outros seu filho da mãe.- falou olhando no mato e encontrando o que procurava, algumas pedras.
Muita gente falava na cidade que Anísio e Geraldo ainda iam se matar de tanta raiva que uma tinha do outro, e o poco alimentava muitas estorias sobre este conflitos a rações e os porquês no entanto ninguém chegou nem perto da verdade os dois se odiavam porque a mulher de Geraldo antes de casar com ele foi namorada de Anísio, o resto são encontros e ofensas ditas a qualquer momento, a mulher de Anísio que viveu mais que a mulher de Geraldo nunca soube do caso e tentava não se meter na brica dos dois.
Anísio armou a baladeira esticou ao máximo de pode e mirou a casa de Geraldo.
- Velho linguarudo.
Geraldo andava despreocupado em sua casa indo da cozinha para a sala com um bacia com arroz nas mãos, estava preparando seu almoço, quando passou pela janela e levou um susto dos infernos, o vidros da janela se estilhaçou, explodiu e vários pedaços, o susto fez ele largar a bacia e o arroaz caiu no chão se misturando a vidro. Depois do susto passado Geraldo sentiu vento fresco entrando pela janela, mais só quando fosse limpar o chão encontraria a pedra que vitimou sua janela, e que mais um pouco não teria acertado seu corpo, seu rosto.
Durante a noite Anísio tentava dormir quando a galinhas começaram a gritar sem parar o que fazia o velho rolar na cama de um lado para o outro e já vazia tempo que não perdia o sono, dês que sua mulher morreu e ele ficou uma mês com insônia não perdia uma noite de sono e quando o sol nasceu o homem foi direto ao galinheiro ver o que poderia ter assutado os bichos e quando contou todas a galinhas percebeu que faltava uma. Seus olhos foram direto para a propriedade do vizinho.
Do outro lado da cerca o homem chamado Geraldo estava em sua cozinha, com uma bacia de agua quente e uma galinha morta sendo depenada, algumas penas tinham caído para fora da bacia, e mais alem tinha manchas de sangue, o homem tinha feito um corte no pescoço da galinha e antes de colocar seu sangue e uma vacilha que estava sobre a mesa o sangue tinha pingado no chão.
- Hoje vou comer galinha caipira do vizinho, isso porque você ter quebrado minha vidraça seu velho babão.
O Negro que já passara dos setenta anos estava agora pensando em como preparar a galinha roubada na madrugada, a malditas terão muito trabalho para ele e quando estava voltando para sua casa com o premio nas mãos pensou ter visto alguém no terreno preparado do velho, achou mesmo que era o próprios Anísio e a dona Cota e assim o velho teria uma boa chance de meter uma bala nele, no entanto ao olhar sentiu um arrepio profundo que só sentira antes a anos quando tinha frequentado um salão de macumba, a imagem a sua direita se desfez na noite, se benzei e continuou andando para sua casa, e antes de pular a cerca de volta viu pelo canto do olho o vulto se formar novamente.
2
Enquanto Geraldo se deliciava com o assado de frango Anísio foi a cidade e comprou com um outro tão velho na cidade quanto ele um cachorro grande e agora voltava pelo caminho de estrada batida, olhou para o chão e notou as marcas da carroça de Eliberto no chão.
- E isso a e meu amiguinho, se aquele velho tentar roubar outra galinha você defende minhas crias certo? A cachorro não respondeu, não olhou para ele nem ao menos latiu continuou andando e olhando para frente arfando e respirando pela boca. Quando passava pela frente do sítio de seu “amigo” Geraldo viu o homem sentando na varanda com um prato nas mãos saboreando uma cocha de galinha, Geraldo não percebeu seu vizinho passando mais foi percebido.
Entrou em seu terreno e caminhou ate perto do galinheiro, escolheu um melhor lugar para colocar seu novo amigo e percebeu que ainda não tinha dado um nome ao cão, ficou parado um pouco olhando para o animal que desta fez começava a latir, depois pensaria nisso foi para sua casa para comer alguma coisa e depois plantaria o milho que tinha pensando em plantar no terreno preparado. E depois a noite dormiria com o cão protegendo sua galinhas.
Tinha pegado no sono, quando ouviu um som estranho que o fez acordar, era um som metálico, sinistro, um som que começou devagar no meio da noite e foi aumentando devagar e junto com o som metálico o granido o cachorro.
Abriu os olhos e olhou para o escuro ouvindo aquele som metálico subindo e o cachorro começou a latir e depois do latido um chorro constante e medonho.
- Deus. E a melhor coisa que sua mente pode pensar foi na solução mais pratica e aceitável. - O que este velho ta fazendo agora.
Mais no fundo de seu coração ele sabia que o som que ouvia não era humanos pois sentia um arrepio profundo, uma dor de cabeça começou devagar, ele levantou da cama tremendo um pouco mais ainda aceitando a ideia de ser seu vizinho o autor daqueles sons. Foi ate a porta e antes de abri-la se virou e olhou para Dona Cota pendurada na parede.
O som do lado de fora parecia correntes, ou arames dançando no vento, o cachorro deu um grito medonho de cortar a alma, neste momento Anísio correu ate a parede e apanhou a arma que vivia carregada, olhou firme para ele e seu animal gritou uma ultima vez correu para a porta, e com em poucas vez na sua vida longa de oitenta anos o velho homem se arrependeu de alguma coisa. Se arrependeu profundamente de ter abrido e olhado para fora pelo que viu, o vento frio não lhe deu tanto medo, a noite escura não lhe deu tanta medo, viu seu cão sendo morto pela coisa mais arrenda e apavorante que já tinha visto na vida.
O medo não lhe deixou apontar a arma para a coisa ele apenas fechou a porta e sentou-se de costa para a porta com a mão enrugada na boca para não gritar mais um grunhido e medo escapava pelos dedos, pensava em deus e nos anjos, seu ultimo pensamento foi no Demônio e foi isso que ele pensou ter visto la fora.
Ouviu o som do metal raspando em sua porta tentando entrar pedindo entrando como os vampiros fazem para tomar o sangue de suas vitimas, na aguentando mais aquele martírio Anísio deixou Dona cota largada no chão e correu para sua cama, rezou e não dormiu, teve medo, um medo irracional que lhe fazia cobrir o corpo inteiro como só as crianças fazem com medo dos bichos papãoes.
Quando o dia chegou Anísio custou a se levantar, mais o sol ajudou a acalmar seus nervos , pé ante pé ele andou para a sala primeiro viu Dona Cota no chão denunciando que a noite passada talvez não tenha sido um sonho, tocou a porta sentiu o corpo tremer.
- O deus o que estou fazendo. - levou a mão a rosto. - Foi só um sonho ruim.
Abriu a porta e fechou os olhos para a luz do dia, abriu e não viu nada de estranho do lado de fora, sua galinhas cacarejavam e os porcos gritavam por comida como sempre, deu uma passo para fora de sua casa e olhou tudo em volta, a direita o lugar onde tinha amarrado seu cachorro estava vazio.
Continuou andando olhando para a corta arrebentada, olhou para frente indo em direção a plantação de milho, parou um puco quando viu o cachorro deitado no chão, foi mais devagar e quando chegou perto teve medo outra vez, o pesadelo da noite passada tinha sido real, e oitenta anos nuca tinha visto uma coisa como aquelas e esperava que tivesse sido só um pesadelo.
O cachorro estava morto com marca de cortes com certeza feitas pelos tentáculos que tinha visto na noite passada, se abaixou com a mão na boca, tinha começado a chorar, se benzeu outra vez mais não tocou o cachorro, sangue, vísceras, os olhos do cachorro esbugalhados e a língua pendendo fora da boca.
3
Soutou o animal dentro da cova e ouviu o som abafado que fez depois começou jogar terra com a mesma pá que tinha cavado o buraco, sua mente estava acelerada e seu coração um tumulto , seu corpo ainda tremia quando lembrava dos tentáculos que nada mais eram que grandes tiras de arame farpado que iam e vinha, estrangulando o cachorro e produzindo aquele som arrepiante.
Arrastando a pá Anísio andava de volta pelo caminho que tinha vindo e notou Geraldo do outro lado da cerca capinando o mesmo mato insistente que ele matava a anos, sentindo-se fraco o velho Anísio se aproximou da cerca e olhou para o vizinho que logo percebeu a presença .
- Que foi velho? Parou de capinar.
- Posso fazer uma pergunta? Geraldo notou logo que o tom de voz do vizinho estava diferente, e antes que ele disse que podia ou não Anísio perguntou. - Ontem a noite você notou algo de estranho por qui?
- Do que você esta falando? Estava sendo ríspido como sempre. A briga se deu quando Geraldo ficou sabendo que Anísio ainda tentava sair com a ex-namorada mesmo ele já namorando Geraldo e nunca parara.
- Qualquer coisa de estranha ontem a noite, algum barulho alguma coisa diferente.
Geraldo parou um pouco para pensar, olhou para o sol e depois para o velho a sua frente.
- Acho que você bateu com a cabeça seu velho retardado. - Dizendo isso voltou ao seu trabalho.
A raiva cresceu dentro de Anísio fazendo ele se lembrar que era seu vizinho, o homem que puxou uma faca para ele dentro de um bar gritando que ele estava tentando comer sua namorada e foi ai que Anísio revelou que antes de Geraldo ele era namorado da bela moça e que a deixou porque tinha perdido a graça não tinha porque tentar nada com ela, começou-se um briga violenta que acabou com Anísio no hospital e Geraldo na policia. Voltou todo o caminho para casa olhando mais um vez para o plantação de milho, tinha escolhido quele lugar como escolhera todos os outros para plantação, o melhor ponto de vista de Geraldo; para que ele pudesse ver tudo que Anísio podia fazer e ter. Um briga constante em tudo.
Entrou dentro de casa e foi direto para seu quarto ainda lembrando e não esqueceria nunca daquela noite, seu pai sempre lhe contava estorias de fantasmas, no entanto sempre afirmando que eram falsas, bom o coisa da noite passada parecia bem verdadeira e matou seu cachorro sem nome.
Deitou na cama não pensando em dormir, tremia só de pensar em ter outra noite como aquelas, mais estava exausto e pegou no sono, dormiu profundamente o que não tinha dormia na madrugada anterior, dormiu sem sonhos simplesmente se desligando, dormiu demais... e Por deus quando acordou foi com o som metálico outra vez.
- Hó não! Exclamou ele levantando a cabeça de súbito, ouvia o som dos tentáculos de arame raspando sua porta, e agora ouvia também um murmurio, um som de alguém que sofria. - Deus que isso seja um pesadelo. - benzeu-se varias vezes mais o som não foi embora, levantou sentindo as pernas tremerem, tudo em que ele acreditava tinha mudado e dois dias, o céu e o inferno ganharam tanta força e tudo por causa do medo crescente.
Um pancada na porta o vez parar, Dona cota ainda estava no chão perto da porta e carregada, o metal tentava abrir a porta, andou se abaixando ate a porta e apanhou arma, respirava com força seu coração parecia bombear sangue para mil soldados em guerra, o parecia ser o tambor de uma violenta guerra.
- Calma Amigo. Falou baixinho colocando a mão no peito, se arrastou para a janela e exitou muito antes de olhar pelos buracos na madeira, mais em fim olhou, a ver que era a mesma criatura da noite passada se apavorou deixando a arma cair ao seus pés, levou a mão a rosto e balançou para frente e para trás como um pés, a lua la fora estava cheia e ele pode ver tudo tão nitidamente como na noite passada. -Deus, Deus, Deus. Falava tentando se acalmar, e como seria doce acordar agora em uma casa para velhos loucos, queria descobrir que estava louco, pois a loucura seria mais aceitável que a realidade.
Buscando forças novamente apanhou a arma e se levantou devagar, não ia ficar ali a noite todo sobre aquele martírio, abriu a porta e tentou não gravar muitas memorias da coisa .
No meio da plantação de milho ainda apenas com a cemente, tinha duas colunas de madeira redonda que não estavam lá antes, destas colunas em toda sua extensão havia arame farpado amarrados, estes arames seguravam um corpo de um homem no ar, de calças pretas, pés descalços sem camisa, a arame penetrava em seu ombro, cochas, pescoço, do ombro estava enrolado nos braços e depois na madeira, uma volta bem apertada segurava seu pescoço, uma linha de arame cruzava de um madeira a outro passando pela cerna de seus pés, seus olhos estava brancas, embora que desse para distinguir as duas partes do olho a menor também estava branca, sangue pingando na plantação vindo do homem, saindo por todos os buracos por onde entrava uma peça de arame, seu seus estomago, era de seu estomago que saia os tentáculos, que mataram o cão e que agora buscavam Anísio, o homem gemia e o metal no ar produzia aquele som horrível.
- Morra peste. Gritou o velho atirando no monstro, fantasma ou seja lá o que fosse a coisa, teve que se jogar para frente quando uma tira de arame tentou pega-lo, começou a correr pelo terreno e correr e correr, e os arames buscando seu corpo, do lugar de onde o arame sai do estomago do ser, saia sangue e partes do intestino da coisa, e tudo isso ficaria gravado na mente de Anísio, levou o golpe nas costa e caiu pensando ser este o seu fim.
Porem não quis olhar para trás para mais uma olhada, apanhou a arma e tentou se arrastar para longe, o som metálico o lamurio do condenado, e agora a dor nas costa tudo isso deu ao homem coragem, ou medo o suficiente para correr sem olhar para trás, para fora de seu sítio, para a cidade.
4
Sentiu a mão no ombro e se assustou, Anísio que ainda segurava Dona Cota olhou para trás e viu antes a igreja por causa do sol e seu rosto, e depois o padre a cidadezinha.
- Meu filho. - Disse o padre embora fosse uma vinte e cinco anos mais novo que Anísio. - O que houve?
Sem responder a perguntar do homem o velho chorou, chorou bem no memento em que a pessoas começavam a acordar e sair para seus trabalhos.
- Quer conversar comigo filho . - o Padre se abaixou e Anísio estava mesmo disposto a falar, quem sabe o padre não fosse ao sítio e expulsasse o demônio, quem sabe o padre não chamasse um medico provando a loucura do homem, no entanto alguma coisa vez o homem fechar a boca e também parar de chorar.
Viu a sua frente o jovem Eliberto com sua carroça ao lado de um caminhão da prefeitura , o caminhão estava cheio de terra, depois o jovem com seu chapéu de palha subiu no caminhão e começou a jogar terra na carroça, Anísio olhou a frase grande no caminhão mais não sabia ler pediu ao padre que lesse o que estava escrito.
Com muita força de vontade o homem voltou ao sítio, apanhou a pá que tinha deixado no meio do terreno no dia anterior e foi a plantação de Milho, achava que a coisa não apareceria durante o dia e se parecesse não seria tão ruim quanto a noite, suas costa ainda doíam do golpe com a pá o homem começou a escavacar, cavar, revirar a terra toda,a achou várias da cementes plantadas mais isso não fazia diferença, o terror fazia ele trabalhar sem pensar, o suor descia pelo corpo e o cansaço atacava-lhe a pernas, arrepios pelo corpo todo então achou o que procurava depois de remexer todo o terreno, mais cavou mais para não ter duvidas e já passava das trés da tarde quando terminou sua coleção tendo certeza de que tinha acabado, olhou para o monte a sua frente e relembrou a palavras do padre ao ler para ele o escrito no caminhão.
“Cemitério Municipal”
Anísio e toda a cidade sabiam que o cemitério estava em reforma, estavam aumentando e trocando alguns corpos de lugar, a terra estavam jogando fora e era lá que o menino Eliberto pegava a terra para aterrar os terrenos alheios. incluindo o seu, o menino lhe trouxe um monte de ossos, ossos que agora descansavam na frente do velho exausto .
QUEM?, seria aquela criatura e que sofrimento teve antes de morrer, morrer amarrado daquela forma, deveria ser um bandido ou um grande pecador, Anísio sabia também que no passado sua pacata cidadezinha foi palco de muitas queimas a suposta bruxas, e de sofrimento a amantes do demônio, mais se era a verdade sobre o dono do Ossos a sua frente ele não sabia só que com certeza era um cova tão velha que o homem com um trator nem ao menos sabia que estava cavando uma, nem deveria ter placa o cruz e seus ossos ficaram na terra.
- E Agora José? Perguntou para si mesmo pensando em um fim para os ossos, ainda tinha muito medo do monstro voltar posto que logo, logo anoiteceria pensou e repensou e logo um sorriso nasceu em seus lábios e um brilho nos seus olhos.
A noite chegou e Anísio esperava ouvira fantasma, mais não ouviu nada estava livre, no outro dia replantaria o milho, mais hoje teria uma noite sossegada com lindos sonhos e sem remorso alguma. - Boa Noite Dona cota.
Geraldo tentava dormir a horas, mais um estranho som metálico lhe tirava o sono, com certeza deveria ser o velho Anísio aprontando alguma coisa, não levantaria para ver, só se o som ficasse pior e ficaria, ficaria bem pior.
AMOR
0 comentáriosMeu nome? É Sara, tenho uma doença que talvez eu tenha herdado de minha mãe, digo isso por ter ouvido alguma conversas dela com amigas, ela sempre parava de falar quando eu ou minha irmã Lúcia entravam na sala, o que ela não sabia e que eu já tinha ouvido o suficiente atrás d aporta da cozinha antes de entrar na sala, e se agente demorava muito na sala quando ela estava falando deste assunto pedia que agente fosse brincar. Um dia após fingir que tinha ido brincar eu fiquei ouvindo. Sentada em silêncio.
- Era terrível. - Dizia ela. - Eu tinha ciumes de todas a mulheres que chegavam perto do meu pai, nesta época eu já tinha 17 anos. Eu Sara só tenho doze.
- Eu achava que era só admiração, mas percebi que era uma doença quando, comecei a desejar meu pai, quando tivesse ciumes ate da minha mãe. Então foi minha mãe mesmo que eu procurei e contei para ela, ela me ajudou me levando em um dos melhores médicos, e hoje eu posso disser que estou curada.
Sai de perto da porta sem saber o porque minha mãe contava sempre a mesma estoria para aquelas pessoas em especial, coisas que ela não contava nem para o familiares, mas uma coisa me preocupava, se ela sentia amor pelo seu pai porque quis se curar, Se ela mesmo disse que o Amor e a melhor forma de ter Deus no coração. Resolvi não contar para a mamãe meus sentimentos pois ela poderia querer arranca-los de mim.
No fim da tarde junto com minha irmã Lúcia de Sete anos de idade eu esperava meu pai Rogério chegar da trabalho, ele era professor mas nem um professor era como ele, e quando o carro dobrava a esquina eu me enchia de alegria o carro parava e ele descia sobre a luz do dia que ia embora, lindo, alto, vestido em roupas sociais, a barba negra e os olhos verdes que eu herdara meu pai era lindo e quando ele falava eu sentia vontade de abraçar ele.
- Oi meninas. - As vezes quando ele abraçava Lúcia primeiro eu sentia uma pontinha de raiva mas passava logo quando segurando minha mãe ele me levava para dentro de casa.
O resto da tarde eu tentava ao máximo ficar perto do meu pai, abraçado a ele sentindo seu cheiro e seu calor, alguns meninos da escola me mandava bilhetes, minha mãe me disse que era porque eu estava me tornando uma mulher muito bonita, lhe perguntei se por um acaso seria mas bonita que ela, ela me disse sorrindo que sim, assim talvez meu pai me notasse quando eu crescesse.
Sim eu sonhava em me casar com meu pai, sem nem ao menos entender o que era realmente um casamento, só sabia que um era do outro no casamento, o meninos da escola não eram bons o suficiente, e olha que eu procurava e neles alguma coisas que me motivasse mas nem um deles era igual ao meu pai.
Quando estava para fazer treze anos eu descobri o sexo de duas formas, acordei a noite para ir no banheiro, estava uma noite muito quente naquele mesmo dia mas sedo eu tinha tido aula de sexologia e aprendido algumas coisas que meus pais não queriam me contar. Após da a descarga e sair do banheiro ouviu um barulho estranho. Gemidos e gritos abafados.
Andei para a cozinha e depois na direção do quarto deles o sons aumentavam, a porta estava destrancada e um pouco aberta por alguma urgência que começara na cozinha, tinha chocolates e uma garrafa de vinho aberta. Olhei pela fresta da porta e vi, meu pai sobre minha mãe, ele aprecia se sentir bem, ele gostava do que estava fazendo, e toda a aula do dia fez sentindo, era Sexo que o casais faziam, naquele momento e quis esta no lugar de minha mãe, e não me importava se a minha primeira vez doesse , eu acho que se fosse com meu pai ele seria gentil.
Acho que minha mãe já tinha tudo de meu pai, talvez fosse hora de eu ter um pouco mas, voltei para o quarto onde Lúcia se remexia por causa do calor, eu ainda não sabia me tocar direito, mas arrisquei alguns movimentos enquanto pensava em meu pai.
Arrisquei algo alguns dias depois quando meu pai estava saindo para o trabalho e a trés mulheres da casa foram deixa-lo no carro, quando ele se abaixou para me beijar o rosto, eu virei e beijei sua boca.
- Desculpe filha. - Disse meu pai achando que tinha sido um acidente , ele olhou para a mãe que sorria achando ter sido um acidente mesmo, eu queria que ele sentisse minha boca e não medo por ter me tocado. Ele se foi naquele dia me deixando uma certeza, nunca trocaria mamãe por mim, mas talvez se ela não existisse eu poderia ter ele só para mim, comecei aquela noite a ter sonhos onde o pai era meu namorado, Rogério eu chamava ele e agente se beijava na boca, no sonho para eu ter o homem de minha vida eu sempre, matava minha mãe.
Eu sempre levava Lúcia para a escola e no caminho pelas ruas da vila Maria nos ia-mós conversando, ele me fazia perguntas tolas enquanto eu pensava e como dar cabo de minha mãe.
- O Pai disse que vai levar a gente para o parque. Eu queria que ele levasse eu apenas.
- Eu sei Lu e vai ser muito bom, a mãe vai?
- Não o pai vai ser só nosso. - Rimos daquilo a doce e inocente Lúcia não sabia o quanto aquilo me agradava porque na quela época minha irmã não me era nem um empecilho, talvez depois que eu fosse esposa do |Rogério eu tivesse que ser a mãe dela. E minha cabeça ainda residia o desejo de matar minha mãe como toda a vez nos sonho, e eu estava canda vez mas apaixonada pelo Rogério eu queria sua boca e seu corpo, eu faria.
- Irmã eu vou naquele mercadinho comprar balas você quer?
- Não obrigado docinho. - Disse eu vendo minha irmã atravessar a rua para entrar em um mercadinho fuleiro da cidade, e minha única pergunta era se Lúcia se acostumaria se ter mãe por perto.
Eu estava decidida naquela tarde eu mataria mãe, estava com medo também, mas a noite quando eu sabia e ouvia meu pai dentro dela, queria que ele tivesse dentro de mim, eu logo varia treze anos, já tinha um corpo bonito, recebi cantadas ate de garotos maiores na rua meu pai longo me veria como mulher. Naquela tarde Lúcia quis ajudar nossa mãe na comida e na hora do almoço eu sabia que minha irmão sairia primeiro da mesa então, eu sentei primeiro com uma cafa enorme no colo com o guardanapos por cima. Minha mãe procurou a faca em vão, sentamos a mesa nos trés.
- A frango sua irmã fez quase tudo sozinho. - Olhei o prato e estava mesmo bonito mas eu estava sem fome, estava com medo de errar o golpe e ser pega e castigada, internada ou algo assim, este pensamento me fez perguntar o que eu faria com a faca, que estoria eu contaria, e logo eu inventei um ladrão que entrou pela porta da cozinha e atacou a mãe com faca que estava sobre a pia.
Comer foi difícil eu levei poucas colheres a boca vendo minha mãe comer tudo com vontade, era bom ela comer assim esta era sua ultima refeição, e como eu previra minha irmãzinha terminou primeiro e depois de nossa mãe disser que ela podia sair eu fiquei sozinha com ela, era a hora.
- Não quer mas filha? Eu apenas balancei a cabeça dizendo que não então foi como se uma pedra de gelo tivesse caído no meu estomago, ela se levantou indo para a pia levando seu prato e o de Lúcia, eu estava com medo e quase ia desistir, mas pesando no meu pai eu levantei tirando a faca das pernas, ainda devagar para ele...
- Acho que não estou bem. - Disse ele levando a mão ao peito. Parei um pouco percebendo que ele tinha espasmos estranhos, se virou e me viu com a enorme faca nas mãos.
- O que faz com esta? Não sei se ela soube o que eu ia fazer só sei que caiu sem ar no chão, com a mão na garganta, se contorcia e gemia olhando para mim pedindo socorro, tocou meu pé implorando que eu fosse chamar alguém, pensei e atacar ela com a faca mas não foi preciso deixei a faca sobre a mesa e deixei ela morrer. Então. Comecei a respirar forte forçando o choro, meu pai seria meu, chorei de alegria, só meu...
- Rogério socorro.
O restante e fácil de imaginar, correria ambulância, choros. Minha irmã gritava no colo do meu pai que tentava não chorar mas a noite eu sei que ele chorou, no obituário parada cardíaca, tentei ao máximo parecer sentida com a morte, mas estava feliz e sozinha eu sorria, o homem de minha vida sera só meu. Acho que eu poderia ter salvado minha mãe se tivesse chamado aos médicos logo, mas eu ia mata-la mesmo, foi melhor ninguém me perguntar nada sobre a faca.
No entanto algo me preocupou, quando no velório eu tive que ficar com um tio enquanto Lúcia ficava com papai, quando em casa mesmo todos na mesma cama era Lúcia que papai abraçava, era por ele que ele perguntava no telefone quando ligava do trabalho, era com ela que ele mas se preocupava, era ela minha nova rival, o dia meses depois da morte passei pela sala nua, na esperança dele me notar, me notou mesmo mas não pareceu ter qualquer reação de homem.
Era normal eu acordar a noite e Lúcia não estar na cama, eu sabia que ela tinha corrido para o quarto do meu homem e estava dormindo com ele, embora eu não acreditasse mesmo nisso, as vezes ouvia os mesmos gemidos e antes mas desta vez com Lúcia no lugar de minha mãe, voltei a ter os mesmo sonhos, queria muito um beijo longo daquele homem e quando eu estava com quinze anos e ela com nove decidi que como os sonhos me mostrava daria cabo de Lúcia para finalmente viver com meu pai. Sentia sua falta, escrevia cartas para ele que nunca entregava, as canções de amor que eu cantava era para ele.
- Filha, você estava amando alguém? anda tão melancólica. Ele disse depois de ter tirado a barba e estava tão lindo.
- Sim eu estou e faz tempo. - Queria dizer que era por ele mas achei que ainda não era hora pois Lúcia ainda era um problema, sabia que talvez nos teríamos que nos amar escondido, mantendo o papel de pai e filha, porem se testemunhas, por isso era melhor Lúcia ir embora, eu esperar ele parar de chorar por ela então ser meu.
Preparei tudo da mesma forma, desta vez Lúcia prepararia toda a comida e eu sem que ela percebesse peguei a mesma faca, sentei na cadeira e desta vez eu estava bem mas calma. Percebi naquele momento que tinha que ser logo, minha irmã estava criando corpo e logo meu pai poderia notar.
- Especialmente para você minha queria irmã. - Disse ela e eu tive pena daquele sorriso, comi com vontade de tudo só para agradar alguém que estava para morrer.
Então ela levantou levando o prato para a pia, não sentia nem um frio na barriga não tinha medo, o sol la fora era forte, eu me levantei e fui na direção dela, quando ela me perguntou.
- Sente falta a mamãe Sara. Parecia esta chorando.
Eu ia responder que não e lhe da o golpe nas costa quando sentia algo apertar meu peito. Sentia enjoo, estava tonta, cai de joelhos sem conseguir respirar, a fava vez barulho ao bater no chão. Ela se virou se susto algum e olhou para mim.
- A Muito tempo venho de observando Sara eu acho que quero papai só para você.
Naquele momento vi nos olhos dela enquanto ela lembrava o que vez, ono passado quando atravesso a rua para comprar balas no mercado disse ao homem que sua mãe tinha lhe mandado comprar veneno de ratos, quando no mesmo dia pediu a mãe para ensina-la a preparar o frango e colocara no prato de nossa mãe seu ingrediente; sim os médicos aviam errado no diagnostico de nossa mãe.
Frio eu sentia, e como minha mãe deve ter me visto olhar para ele Sara olhou para mim, enquanto eu tremia sem poder respirar, tudo ficando escuro, e ela lá olhando para mim sem medo e sem culpa. Tudo foi ficando escuro. Mesmo tão pequeno meu pai gostava quele cozinhasse , e ate queria que eu aprendesse mas eu nunca quis, talvez pudesse ter evitado isso.
- Comprei um tempero especial para você hoje, o mesmo que coloquei na comida de minha mãe.
Escuro e silêncio, morta pelo meu Amor por meu pai.
Meu nome e Lúcia, eu acho que sou doente, tenho algo herdado de minha mãe, as vezes quando ele me deixava ficar na sala jugando eu ser nova demais para eu entender a conversa, e na verdade não entendia muita coisa, ela dizia para aquele grupo que eu descobri mas tarde ser um grupo de tratamento gostar do pai dela, e isso eu entendia. Minha mãe nunca largaria meu pai por isso matei ela com veneno. Minha irmã logo se mostrou muito chata querendo atenção só para ela, bem as duas estão juntas agora vitimas do mesmo ataque cardíaco. Depois de meu pai muito chorar hoje e o dia que eu vou me entregar a ele, e torcer para ele me querer, se não me quiser amanha eu preparo um bom prato para ele, porque eu o amo e não quero vê-lo com mulher alguma que não seja eu.

