DOIS ANOS ANTES. CAPITULO 8

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8

Ela olhou para a placa que dizia bem vindo a cidade de São Judas olhou para frente por onde o caminhão seguia e não viu cidade nem uma respirou fundo e seguiu pelo caminho rolando o pneu.
-Isso que você ganha por fazer as coisas sem pensar. Falou ela no tom que o marido usava antes o pneu ia rolando enquanto o tempo ficava cada vez mais fechado a umidade já pairava no ar. Ela olhava para o acostamento procurando alguma estrada da qual não lembrasse e vão não havia estrada alguma. Um raio cortou o céu. Seguido de um som distante e fraco.
-Devo estar loca. Ela parou depois de muito rolar o pneu. - Aqui não há nada e tenho certeza que este e o lugar. Outro raio e agora o som foi mais próximo mais forte pode jurar que no som do raio ouviu um beber chorar. Olhou tudo em volta mais um raio este agora bem mais próximo.
-Se pudesse ligar pro meu tio. Disse lembrando que o celular ficara no carro. –Droga. A arma que tanto fez questão trazer de nada servia agora o que a deixou mais frustrada. Uma terrível chuva se anunciava, Alice achou melhor voltar ao posto.
Virou de costa para onde estaria à cidade apanhou o pneu no chão sentindo um pingo de água em seu braço, iria tomar chuva de novo... As gotas fora chegando a terra lentamente erguendo a poeira expulsando a seca. Ela ergueu o pneu e ouviu a chuva cair com tudo... Ouviu o som da chuva tocando o solo e de repente um estrondo, um raio tão forte que pareceu estar sobre sua cabeça. O susto a fez soltar o pneu então choveu forte.
-Droga. Abaixou para apanhar o pneu outra vez então viu algo atrás. Esqueceu do pneu por enquanto levantou e virou-se como que por magia a cidade estava lá, a rua principal... Os telhados escorrendo água... As portas entre abertas e seu carro meio na avenida meio na varanda de algo que seria um bar.
A maior vontade de Alice foi de se benzer mais não a fez levou a mão a peito sentindo o coração bater muito forte lá dentro, andou devagar medindo os passos olhando tudo em volta, a água escorria da aba de seu chapéu permitindo a ela ver pouca coisa.
Lembrou do sonho que tivera na noite passada e mesmo assim continuou andando ate o carro tocou a lateral e foi deslizando os dedos ate chegar à porta do carro, era real o toque do metal frio. Abriu a porta e sentou-se no banco do passageiro. Deixou a cabeça cair para trás no banco e suspirou.
-Seja lá o que foi que aconteceu, já acabou. Minutos depois ignorando os avisos de João de não fazer na cidade Alice estava trocando o pneu furado da camionete.

[...]

DOIS ANOS ANTES. CAPITULO 7

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7

-Posso usar o quarto outra vez? Ela disse enquanto João abria a porta da vendinha ele apenas sorri para ela e vez que sim com a cabeça Alice foi ate o quarto entrou, jogou o chapéu e a arma sobre a cama e correu para o banheiro. Ajoelho-se no vaso sanitário e vomitou não sabendo como fazia isso sem nada ter comido. Segurou forte na beirada do vaso sentindo o estomago revirar.
Muita coisa não fazia sentindo como a Cidade; era lá que ela deveria estar tinha certeza não havia outro caminho nem um atalho para tomar então onde fora parar a cidade e seu carro. Olhando para o material liquido que deixara no vaso pode ver alguns salpicos de sangue.
-Tenho que chegar logo a casa do vovô. Disse com um sotaque que não lembrava que tinha mais enfim seu marido uma vez tinha dito você nem parece nordestina amor fala como se fosse Paulista com exceção de quando ficar nervosa daí o sotaque a flora. –Ele tava certo. Ela disse levantando-se do vaso.
Andou ate a cama olhando mais uma vez para os vidros da janela que agora brilhavam com a luz do sol . Sentou-se na cama e lembrou-se do vivido sonho da noite passada, as mãos em suas pernas em seus cabelos a voz chamando... Mãe... Por um momento ela ouviu e teve que apertar os olhos para não ver também.
Respirou fundo e tentou organizar os pensamentos a cidade e seu carro, tinha que achar seu carro, tinha que chegar logo ao seu destino porque já estava ficando cansada, olhou para a mão lembrando-se do toque que sentiu. Suspirou olhou para o teto... Sentiu outra vez dedos tocando sua mão, sentiu um corpo junto ao dela como se ouve-se ali uma criança um pequeno braço junto ao seu e a mãozinha entrelaçando seus dedos com os dela. Olhou para baixo e nada viu a sensação também se fora.
-Preciso descansar. Disse ela deitando-se na cama de um lado a arma do outro o chapéu deixou a mente descansar um pouco não pensando em nada; nada daquilo fazia sentindo o melhor era esquecer. Dormiu um sono perturbado, inquieto e sem sonhos.
-Alice. Ouviu a voz chamar e o som de batidas na porta. –Alice. Outra vez e ela não teve dificuldades para acordar levantou-se apanhando suas coisas e indo ate a porta pela janela percebeu que o tempo havia mudado o ar também estava mais frio. Abriu a porta.
-Alice se quiser achar seu carro esta e a hora. A frase fazia tão pouco sentindo quanto não achar a cidade mais cedo.
-Como assim? Ela esperou que seus olhos se acostumassem como a claridade viu na face de João certa urgência. –Vai me lavar ate a Cidade?
-Não tem um motorista que vai naquela direção e pode te dar carona se que você tem que ir agora ou não vai achar seu carro. Ela sentiu uma vontade de sorrir mais não fez apenas saiu do quarto e seguiu João.
Seguiu o homem ate fora e viu um pequeno caminhão carregado e melancias o motorista um velho senhor parecia apenas esperar por ela.
-E o quarto quanto ficar. Perguntou ela saindo pela porta.
-Pode deixar e por conta da casa só não espalhe isso pros motoristas. Ela não insistiu afinal o dinheiro estava acabando.
-Este e Júlio ele vai te levar ate a placa da Cidade. Alice sentiu um vento frio e notou que o tempo havia mudado nuvens cinza enchiam o céu logo choveria outra vez. Mais isso não a preocupou o que era complicado era a certeza que ele tinha dela achar a cidade agora e porque só agora?
-Vamos. Disse o velho homem abrindo a porta para ela e mostrando um sorriso inofensivo Ela entrou na pequena cabine e fechou a porta deixou o chapéu sobre o colo e ouviu João Falar.
-Som uma coisa procure não demorar na cidade se possível empurre o carro para fora para tocar o pneu. Alice deixou escapar uma cara de espanto com tal recomendação mais não vez nem um comentário O velho ligou o carro e acelerou. –Adeus Alice.
-Adeus não, na volta eu pego o mesmo caminho e paro para abastecer aqui. O carro andou e Alice sentiu a chuva chegar o vento úmido na pela, olhou para a expressão de João que era como medo, a tristeza o velho tentou puxar conversa com ela mais ela só respondia as perguntas... Você gosta daqui? Você e de São Paulo, não e? Ou têm parentes aqui com acenos de cabeça. Pensava em outra coisa.
Seria o João batista um velho louco, aquelas recomendações o fato dele não ligar para o tiro que ela dera na janela o jeito hora sorriso hora serio demais gostou do homem mais talvez ele fosse um pobre louco.
Alice sorriu e teve que dizer nada quando o motorista perguntou o que foi mais rira do fato dela mesma ser ou esta louca o medico disse isso com todas as letras quando ela era jovem. O homem continuou dirigindo ate Alice ver ao longe a placa que ela sabia de São Judas mais não via cidade. Só via nuvens e um tempo que piorava a cada segundo. Raios, sons de trovam vento forte desejou por um momento estar em casa mais como dissera João ela desceu na placa e agradeceu ao velho motorista que se foi para sempre de sua vida.

[...]

DOIS ANOS ANTES. CAPITULO 6

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6

Enquanto dirigia João batista contava coisas sobre a região para a jovem, contou que o posto dele era ponto de apoio para alguns motoristas que tinha como trabalho ir e vir de uma cidade a outra.
-Você deu sorte. Disse ele para Alice. –Se tivesse passado por aqui em outro dia talvez não tivesse conseguido lugar para dormir, os motoristas enchem aquele lugar. Desviou de um buraco na pista e ela desejou que ele dirigisse mais rápido, pois já estava atrasada. –Outros usam apenas o espaço do posto e dormem nos caminhões mesmo.
-Você e te qual cidade? Ela perguntou olhando para frente percebendo ao longe algo que parecia ser uma placa ele respondeu.
-Eu? Bem Era de São Judas antes... Parou por um momento como se pensasse no que ia falar temperou a garganta e olhou pelo retrovisor.
-Sim. Exclamou ela querendo saber à resposta.
-Antes das pessoas irem embora dela.
Uma cidade fantasma ela pensou, achou mesmo estranho ninguém ter saído quando ela bateu o carro o som faria qualquer curioso sair na chuva ainda mais estes do interior. Alice viu a Placa se aproximar. Olhou para o chapéu no colo.
-O que houve para todos irem? E você por que ficou?
-As pessoas achavam que a cidade não lhes oferecia futuro sabe, falta de chuva ter que trabalhar para os outros a distancia das cidades grandes então um belo dia abandonaram tudo e foram procurar cidades melhores. Parou vendo a placa que dizia “bem vindo a São Judas” - Eu fiquei e não sei a razão muitos do nosso povo não sabem por que ficaram.
Alice viu a placa e olhou para frente naquele parque em que o carro descia a ladeira para algo parecido como um buracão mais não viu a cidade já era para estar à vista, achou muito estranho mais não comentou ainda poderia ter se enganado por causa da chuva. Esperou mais um pouco.
João olhou com o canto do olho para Alice e esqueceu-se de qualquer sorriso olhou apenas para a Cidade e em seus olhos ele via a Cidade, via as casas abandonadas e via a Camionete de Alie.
-Pare, Pediu ela e ele encostou-se ao acostamento Alice desceu e olhou em volta. –A cidade era para Esta aqui. João saiu também e encostou ao capo.
-Não era bem uma cidade sabe. Disse e isso cassou arrepios na jovem ela colocou o chapéu na cabeça e olhou em volta. –Não tinha porte pra ser Cidade ainda era mais uma vila, não sei definir.
-Cidade ou não era para estar aqui eu tenho certeza. João olhou em volta e viu os sapatos largados na rua as carroças ao longe as porta entre abertas em sua visão a cidade era acinzentada a rua principal manchada de sangue. Apertou os olhos a fim de não ver nada.
-Você não pegou o caminho errado. Alice virou-se para ele a ponto de ver seus olhos fechados.
-Que Caminho você viu algum desvio na estrada? Ela não gostou da maneira que ele respondeu mais em fim ele estava certo era um caminho reto, a não ser que ela da primeira vez tenha seguido por outro caminho. João olhou por cima dos ombros dela e viu a Camionete viu também uma pequena menina loira ao Lado de Alice.
Ele olhou a menina que se parecia muito com a mulher prestou atenção e viu que a menina olhava o tempo todo para a Alice, esticou a pequena mão com luva e aproximou à mão da mão da jovem, ele não conseguia ver seu rosto estava escondido atrás dos cabelos loiros e de um toca.
-Acho melhor agente voltar. Disse ele neste momento a menina virou o rosto para ele um buraco escuro como se as roupas andassem sozinhas sentia na menina uma dor muito grande e viu um fio de sangue escorrer por onde seria a boca.
Alice abriu a boca pra protestar contra ir embora quando sentiu uma mão tocar a sua, era fria, forte e pequena, um arrepiou percorreu sua espinha subiu ate os cabelos da nuca ela puxou a mão largando de uma pessoa que não estava lá, automaticamente lembrou-se do sonho da noite passada. Um vento frio atacou seu corpo o estranho e que nem ventando estava.
-Vamos deve haver outro caminho. Entraram no carro e João vez à volta deixando a pequena no meio da estrada com o braço direita erguida para o carro à mão abrindo e fechando lentamente a cada abrir de mão Alice estremecia. Não olhou outro caminho na volta em nem um momento olhou para a estrada queria que o frio passasse que aquela sensação ruim fosse embora e quando ela passou já estavam de volta ao posto.

[...]

QUANDO UM PAI SALVA UM FILHO

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QUANDO UM PAI SALVA UM FILHO

Meu nome não importa o do meu filho e Erlon, escolhi o nome dele por causa de uma promessa que fiz a um amigo, pois bem deixa eu contar rapidamente a única vezes que pudi ajudar meu filho querido, sabe eu nunca fui o pai presente mas a culpa não foi minha isso e verdade foi meu trabalho que me tornou um pai tão ausente e eu sei que minha esposa chora por isso, e para você entender melhor vou contar da maneira que o mundo viu.
O chefe do corpo de bombeiros estava tranqüilo em frente ao computador estava analisando o indicio de resgates bem sucedidos dos últimos meses quando o telefone tocou na outra sala e alguém atendeu. Passos apresados no corredor quando alguém se dirigia a sala do chefe e pelo jeito:
-Só pode se encrenca. Disse o Chefe olhando por cima do monitor quando a jovem Clara surgiu na porta. -O Que houve?
-Um Elevador despencou em um prédio, junto com toda o foço do elevador a cabine esta soterrada
Rapidamente o líder dos bombeiros se pois em movimento chamando todos os que podiam e logo havia uma demanda de dez homens indo para o caminhão de bombeiro, Clara se aproximou dele enquanto alguns homens ainda colocavam os uniformes.
-A quanto tempo foi Clara? Perguntou o velho homem passando a mão enrugada na cabeça.
-O melhor e que a ligação foi feita um estante depois da queda. O chefe parou na porta do caminhão e olhando para a jovem perguntou. -Foi alguém no prédio.
-Não senhor foi alguém de dentro do elevador e um homem esta com seu filho desacordado, tem mas pessoas ele diz que estão todas desmaiadas.
-Ligue de volta para ele, o homem pode nos ajudar. Clara voltou correndo para dentro enquanto o homens entravam nos carros e seguiam para o endereço indicado pelo homem que ligara no carro um dos outros explicou ao Chefe.
-O prédio estava em reforma prometeram que a obra seria segura mas, as escavações para o novos alicerces devem ter abalado as estruturas, pelo que vi e pior do que a ligação diz, o prédio todo pode desabar.
-Vamos tentar ser o mais rápidos, aproveitar que acabou de acontecer e usar o tempo a nosso favor.
Clara tentava ligar de volta para o celular tentou algumas vezes sem nem um sucesso talvez o homem tivesse desmaiado também e isso seria muito ruim, ate que em fim.
-Alo. Disse o homem e parecia que estava chorando do outro lado.
-Moço, graças a deus como o senhor esta?
-Eu não estou muito bem mas você precisa salvar meu filho ele esta muito ruim.
-Calma moço já estamos indo o senhor pode nos ajudar?
-Com o que? O homem pareceu assustado. -Calma filho...
-vou transferir o senhor para o capitão.
Os carros chegaram ao prédio no meio de um avenida movimentada, e junto com os bombeiros o repórteres, os homens munidos de capacetes, alguns de machado correram na direção dos escombros de metade do prédio de funcionava mesmo em reforma era um rede de lojas.
O radio do capitão tocou e ele ouviu clara dizer que ia transferir o homem.
-Alo. Disse o chefe.
-Alo você vai salvar meu filho.
-Claro como e o nome dele.
-E Erlon ele não esta muito bem.
-Calma moço já estamos aqui o senhor pode nos ajuda. Ouve alguma coisa.
-Sussurros, sussurros de dor.
-Não pense nisso moço. O chefe pensou que com certeza tinha mas pessoas feridas acordas onde o homem estava. -Me diga ouve vozes. O chefe olhou para os homens que pisavam nos escombro e gritou para eles.
-Homens chamem por Erlon. Não sabia o nome do homem e achou que ele ouviria melhor se chamasse pelo filho. Os homens obedeceram, voltou-se ao radio e uma grande interferência tomou conta do aparelho.
-Droga e esta agora. Homem moço. Deveria ter perguntado seu nome. -Alou.
-Sim estou aqui.
-Houve alguém chamar seu filho?
-Sim mas esta muito fraco, tem mas gente aqui e tem um mulher que esta gravida por favor.
-Fala comigo moço ate poder no ajudar, como entrou nesta?
-Eu vim seguindo meu filho como sempre.
-Seguindo? O Capitão tentava manter o homem falando a qualquer custo enquanto os bombeiros começava a levantar pedras, muitas pessoas em volta uma repórter se aproximou dele mas o chefe virou as costas.
-E seguindo ele não me ouve mas do mesmo jeito como quando era criança, parou de me ouvir perto do dez anos e por isso eu tenho que seguir ele e manter ele longe de encrencas.
-Como agora não e?
-E... silêncio. -Estou ouvindo mas forte tem alguém chamando meu filho Erlon esta perto .
-Pode grita?
-Posso mas ninguém vai me ouvir.
-Nos de algum sinal homem por seu filho.
O homem ficou quieto do outro lado da linha então como que pode milagre um pedra rolou e um dos bombeiros pode ver um buraca fundo no meio dos escombros.
-Eu vejo luz.
O chefe percebeu que um dos seus homens olhava por um buraco feito nos escombros e gritou. -Ei você eles estão nesta região.
Rapidamente começaram a retirar pedras mas só os braços não eram suficiente e logo chegou uma maquina que retirava as pedras mas pesadas e uma a uma as pedras foram retiradas.
-Erlon. Gritou uma mulher no meio da multidão que provavelmente era a mãe do garoto. Os policias estavam segurando ela, era jovem para uma mãe o chefe voltou ao rápido para avisar que a esposa do homem estava la mas não tinha mas ninguém na linha o dia estava mesmo muito quente . O chefe suava.
-Achamos. Gritou um homem descendo em um buraco, pois a cabeça para fora e pediu alguma coisa e logo um companheiro lhe trouxe um pé de cabra ele voltou ao buraco e depois gritou -Macas. O chefe respirou aliviado, os seguranças do local as pessoas que ouvirão o barulho da queda todas ficaram aliviadas, em um outro canto um menina morta foi retirada.
E do buraco o homem que abriu a porta do elevador quebrado retirou uma mulher que foi puxada por mãos fortes, retirou uma menina que parecia acordar, uma outra mulher gravida, retirou mas pessoas e a TV filmava tudo ate que retirou um menino, magro branco sujo de terra que segurava nas mãos um celular.
-Não tem mas ninguém. Gritou o bombeiro. A maca aproximou trazendo o menino enquanto a primeira ambulância já ia embora, o policiais deixaram a mãe passar.
-Erlon meu querido, que medo de perder você.
O capitão no entanto ficou procurando o homem que ajudou a salvar aquelas vida, pelo menos aquelas e tudo por causa do filho, as vezes os pais fazem coisas espantosas pelo filhos.
-Senhora. Disse o chefe quando um homem gordo estava sendo colocado no ambulância e era o único homem do Elevador. A mulher que segurava a mãe do seu filho olhou com lagrimas nos olhos.
-Aquele não e seu marido. Erlon foi posto na Ambulância e parecia que estava acordando meio sem saber o que tinha acontecido. O celular estava firme em sua mão.
-Não senhor.
-Não. O chefe tinha achado mesmo estranho ele só correr para o filho, pensou que talvez estivessem separados mas não era este o caso.
-Mas ele. Ia falar quando sentiu algo no peito, bem no momento que o menino olhou para ele com olhos afritos. A verdade em seus olhos -O que houve com ele? A mulher entrava na ambulância também e falou.
-Ele morreu quando Erlon ainda tinha cinco anos, morreu a dez anos ele era Segurança. A mulher sentiu-se ainda mas triste ao contar tal coisa, o Chefe atônito notou isso um pouco antes da porta se fechar, e do carro sair com mas uma vida salva. Os pais fazem mesmo coisas estranhas para salvar os filhos.

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DOIS ANOS ANTES. CAPITULO 5

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5

Um sol forte entrou pela Janela do quarto e ela já calçava as botas para sair, sentia na garganta um gosto estranho de vomito mais não tinha posto nada pra fora a noite. Olhou a arma no chão e respirou fundo.
-Estou muito cansada. Apanhou a arma sentindo o toque frio do metal. –Muito. Disse, pois a arma na cintura novamente depois olhou para a janela estilhaçada e balançou a cabeça negativamente. Apanhou a chapéu sobre a cômoda e em fim saiu do quarto.
Andou em passos lentos ate a mercearia sentia fome mais achou melhor não comer nada, viu que João varria o posto então andou para fora.
-Bom Dia. Disse ele parando um pouco que varrer; o Máximo que ela conseguiu foi lhe oferecer um sorriso fraco enquanto tirava o cabelo que o vento jogou no olho ele voltou a varrer.
Alice olhou para o céu e viu o quanto ele esta limpo porem o ar estava quente era um tempo abafado provavelmente choveria mais tarde pensando no tempo em sua viajem Alice continuou falou.
-João ontem eu. Pensou antes de falar o que tinha acontecido. –Eu assustei e acabei. Ela falava sem jeito olhando para os próprios pés quando ele parou de varrer e interrompeu-a.
-Tudo bem Alice eu troco a Janela depois, não se preocupe. A surpresa dela e que ele tinha ouvido o tiro então por que não foi ate o quarto ver o que estava havendo? E se ela tivesse se matado ou se fosse um ladrão. –Você ouviu o tiro? Ele sorriu um pouco e andou passando por ela deixando a vassoura do lado da porta. –Você ouviu?
-Tantas coisas eu ouse por aqui que tiros já não me assustam mais. Entrou na mercearia e foi seguido por Alice que não compreendia nada –E Se fosse um ladrão entrando no meu quarto?
-Mais você não tinha uma arma? Ele sorriu indo para traz do balcão ela teve que admitir aquilo foi uma boa piada, então se lembrou de seu carro sozinho na cidadezinha.
-Você pode me dar uma carona ate São Judas? O sorriso no rosto de João sumiu por completo como se só agora ele tivesse se dado conta que ela atirou e uma janela sua. –Acho que você não vai conseguir chegar nela agora. Disse e isso pareceu estranho aos ouvidos de Alice.
-Como assim e só seguir reto. João saiu do balcão e andou ate a jovem loira armada. –O caminho pra ela esta fechado agora se você quiser seu carro vai ter que esperar ata mais tarde. Ele não parecia esta brincando mais aquilo não fazia nem um sentido para ela.
-Olha tenho que chegar a casa de meu avô o mais rápido possível só me leve ate meu carro ou eu vou a pé mesmo.
Alice pensou por um momento que ele não queria deixar o posto vazio, mais não, não era isso ele simplesmente não queria que ela fosse.
-Você me leva? O riso voltou ao rosto do homem como se dissesse “você não entende não e?” E ela não gostou do tom.
-Tudo bem eu te levo vou fechar tudo. depois de trancar o lugar João andou ate o fundo do posto, Alice ouviu um motor ser ligado e só agora percebeu que nem ao menos sabia se ele tinha carro. Surgiu no canto um caminhão pequeno. Parou ao lado da Mulher que jogou o estepe na carroceria e depois foi para a porta do carona.
-Me diz uma coisa. Ela falou quando ele manobrava o caminhão pra estrada. –Ontem você disse que se eu tivesse descendência nesta região pra eu ter cuidado por quê? Ela procurou mais não achou cinto pra colocar.
Ele não respondeu a pergunta mais o sorriso em seu rosto dizia algo como “você ainda vai descobrir”

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DOIS ANOS ANTES. CAPITULO 4

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4

Comeu a comida que João lhe trouce e não e que a comida estava boa mesmo quase lhe fez lembra-se de casa, comeu no quarto se sentindo mal com o fato de ser ela a única hospede ali. Lembrava da mãe enquanto comia, lembra dos motivos pelos quais ela fazia aquela viagem.
Todos os anos perto do fim do ano o pai de Alice pegava as roupas que juntaram todo o ano fruto de doações, remédios, brinquedos, roupas e outros produtos e levava para a fazenda onde ainda vive o avô de Alice o ex dono do chapéu. Coisas para os trabalhadores e filhos dos trabalhadores Só que estes anos o pai de Alice estava doente e não podia fazer a viajem.
Ela deixou o prato no chão e deitou-se na cama não podia escovar os dentes a escova ficou na mala no carro.
Com seu pai impedido Ela decidiu fazer a viajem sua mãe queria vir com ela mais foi convencida por todos que o melhor era Alice vir sozinha.
-Alice e isso que você ganha por agir sem pensar. Disse ela para as paredes olhou para o quarto para os poucos moveis ali dentro, alem da cômoda uma cadeira atrás da porta, a porto do banheiro entre aberta e a janela deixando entra um pouco de luz. Levantou-se e foi fechar a janela.
Tirou a arma da parte de trás a calça e deixou sobre o colchão, arma que sua mãe pensa esta em uma caída dentro do guarda roupas de Alice, mais quando ALice acelerava o carro seu pai veio devagar e pediu para falar em particular com a filha, a mãe se afastou.
-Filha; sei que você sabe se cuidar. Entregou pela janela do carro uma caixa e forma de coração. –Sua mãe acha que isso e perigoso. abriu e viu sua arma. –Acha que você não sabe usar eu acho que você e bem madura então leve sua Arma não ligue pra sua mãe, você e tão experta que nem vai precisar usar-la.
Alice deitou ao lado da arma que ela pagou a vista, e foi idéia de seu avo ensinar ela a atirar primeiro em latas de milho e massa de tomate, depois em pombos por fim e porcos do mato, ela sempre atirou muito bem. Olhando o brilho a luz na arma Luana dormiu.
Mergulhou em um sono profundo sem preocupações sem medos, vez ou outra acordou achando ter alguém no quarto com ela mais ao ver que não avia ninguém ela voltava a dormir.
Mãe... Ouviu a voz distante chamar. Mãe... Mexeu-se na cama não sabendo de onde a voz vinha parecia estar em seus sonhos mais vinha de fora também. Você veio mamãe? Era uma menina que falava a voz tranqüila e serena. Ainda bem mamãe estava me sentindo tão sozinha. Sentiu dedos frios e sua perna, mãos pequenas que pareciam estar em toda região da cama do lado das pernas como se inúmeras crianças andassem ali, instintivamente Alice agarrou a arma enquanto dormia.
Aqui e tão solitária mãe eles só saem quando chove, quando chove sim então aqui se enche de pessoas, mas aqui chove pouco.
Alice sentia alguém no quarto enquanto tinha aquele sonho perturbador, via seu carro lá parado onde ela avia deixado o pneu furado as portas abertas então ela andava ate o carro não se importando com os corpos que ela pisava ao passar, vários corpos pelo chão, armas de fogos largados sobre corpos sangrentos e mutilados.
Andou ate o carro e ouviu a voz da menina... Que bom mãe... Ela não entendia; quem a estava chamando de mãe e por quê? Andou ate o carro e viu senta no banco do motorista uma menina. Neste momento o cheiro dos corpos podres invadiu suas narinas.
A menina de pele branca assim como ela, cabelos loiros como os dela... Perdão... Ouviu outra voz dizer esta de um homem que sofria ao falar.
-Ola mãe. A menina disse para Alice que parou ao lado da porta. A menina estava vestida em um vestido florido com renda, nas pernas meias de lã brancas nos pés sapatos brancas semelhantes aos de bailarinas, da gola do vestida saia uma toca como se ele usasse uma blusa por baixo, a toca cobria a cabeça e escondia a maior parte dos cabelos loiros da menina. –Ainda bem que você veio senti muito sua falta. Alice abriu a boca mais nem uma palavra foi pronunciada. –Aqui mãe e tão solitário. A menina falava mais, mas pareciam que não havia boca se movendo.
-Quem e você? Alice perguntou sentindo nas mãos um metal frio olhou a não viu nada.
-Você não sabe? A menina levantou do banco e andou no ar ate Alice, à jovem mais parecia uma copia e miniatura da outra. –Eu sou você. Disse a menina tocando os cabelos de Alice.. Perdão ouviu-se as vozes das pessoas não em uníssono, falavam uns por cima dos outros. Luana sentiu-se arrepiar com o toque a menina e sentiu também que saia do sonho. Que acordava sentindo o ferro frio nas mãos, sentindo o toque frio no rosto.
Esta voltando... mãe... acordando então abriu os olhos no quarto escuro sentindo a arma entre os dedos, e dedos próximos de seu rosto. Olhou no breu e viu um ser pequeno ao lado de sua cama. Dedos frios tocavam seu rosto enquanto enrolava a cabelos de Alice. Abriu os olhos e viu a menina de toca mais seu rosto não aparecia só os cachos loiros pelos cantos da toca a mão que lhe toca era enluvada, não havia sorriso não havia expressão nos olhos por que não havia olhos.
Sem pensar ela apontou a arma para menina e disparou, era madrugada e o som ecoou por todo o posto acertou a janela do quarto estilhaçando-a. esperou um pouco para abrir os olhos, não havia ninguém. Olhou no chão, nem um corpo caído nem uma marca de sangue.
Deixou a arma cair no chão à mão tremia, sentou-se, sentiu algo ruim no estomago esperou para ver se João batia na porta pra saber o que estava acontecendo mais cinco minutos e ninguém bateu. Foi deitando devagar mais não conseguiu dormir. Dormir seria quase como um premio para ela agora um premio que ela não teve.

[...]

DOIS ANOS ANTES. CAPITULO 3

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Alice acabou por medir mal a distancia entre seu carro e o posto de gasolina a chuva já começava a passar o chapéu herança de seu avo protegeu os olhos. pela viajem nem um carro que lhe pudesse dar carona passou. Quase pode ouvir a voz de seu ex-marido dizendo.
-Isso e o que ganha por fazer as coisas sem pensar. Vislumbrou agora todas as vezes que ouvira isso do homem e sentiu raiva por lembrar dele. Quanto tempo fazia? Quatro nos. Sempre que falava nele sua mãe dizia que ela ainda o amava. A verdade e que eles ainda se amavam mais o espírito aventureiro dela e o certinho dele não se davam bem. Bom o que era passado era passado Luana se concentrou na caminhada.
O pior era o estepe hora levada nas costa hora rolado no asfalto, carregado abraçado ao corpo, olhou para trás percebendo que o dia perdia suas cores e que não vinha nem um carro.
-Porra. Gritou e ninguém ouviu de repente lembrou dos urubus que viu na estrada, ela poderia cair ali que eles a devorariam sacudiu a cabeça não acreditando em seus pensamentos. Andou por mais meia hora e viu o posto de gasolina. Entrou e chamou.
-Ola. Ninguém no posto. –Ola. Disse de novo deixando o estepe no chão a blusa molhada deixava aparecer o sutiã branco. Andou ate a lojinha prestando atenção no cenário em volta coisa que não fizera mais cedo.
Pneus por toda parte, restos de comida pelo chão, caixas de papelão abertas e empilhadas em um canto meio deposito meio posto, entrou na loja e viu que ela estava fazia. Sentia fome ate o cereal que comprou ali mesmo ficou no carro.
-Ola. Disse olhando em volta olhou para fora por algum estante e depois para frente e levou um susto. Parado em sua frente estava o dono do Posto nas mãos um corda que ele enrolava lentamente.
-Sim.
-Eu. Ela tentou ser gentil afinal seria bom ter uma carona de volta ao carro. –Eu furei um pneu e meu estepe esta fazia onde posso encher-lo.
-Isso e fácil. Disse o homem com um sorrido mórbido no rosto Luana tentou adivinhar para que era a corda.
-Eu atrapalhei alguma coisa? Disse ela tentando não ser intrometida.
-Não estava tentando me enforcar mais não posso morrer. Um segundo de silêncio então ele sorriu e ela fez o mesmo. –Venha disse ele jogando a corda no chão perto do balcão de doces. O dia estava sumindo e Luana já ficava preocupada com isso o carro sozinho na estrada trancado, mais só.
O homem apanhou o estepe que ela deixara jogado e levou para um canto onde tinha uma bomba de encher, ligou a maquina ouvindo o som irritante dela o ar entrava no pneu ao seu lado Alice assistia a tudo.
-Seu carro onde o deixou? Ele falou devagar como se sentisse dor de garganta.
-Longe em uma cidade... Ela ia falar mais porem foi interrompida por ele que levantou em um salto.
-Cidade que Cidade? Por um momento aquele homem calmo e tranqüilo pareceu perigoso.
-Chama-se Vila de São Judas e o que diz a placa. Era difícil explicar a expressam do homem uma mistura de medo e raiva atrás dele o pneu enchia aquele som de ar passeando pela borracha, Luana se perguntou se não teria que sacar a arma mais então ele voltou a se o homem de antes.
-Me chamo João, João batista e você e mesmo Sônia?
-Não. Ela tirou o chapéu da cabeça e soltou o cabelo enquanto falava. –Sou Alice mais por cautela não dou meu nome verdadeiro.
-Isso, e bom ter precaução. O homem virou-se e abaixou para ver o pneu Luana teve a impressão de ter visto marcas em seu pescoço. Ao longe os insetos começavam a cantar. –Esta bom. Disse ele só que você não esta pensando em voltar para o carro agora?
-Sim. Disse ela achando estranho a pergunta. –Por?
-Já vai anoitecer você não vai querer andar por ai na estrada a noite vai? Ele tinha um sorriso bondoso no rosto mais ela não deixou de desconfiar.
-Mais tenho que voltar logo a estrada.
-Eu tenho quartos, aposto que você ainda vai procurar onde dormir minha diária e baratinha. Por sorte ele só queria um cliente. –Alguns caminhoneiros dormem aqui às vezes e ninguém nunca reclamou dos meus serviços, olha só amanha bem sedo levo você ate seu carro.
-Mais meu carro ficou Sozinho na estrada. João olhou o céu como se medisse se iria chover ou não.
-Tenho certeza que ninguém vai mexer em seu carro nesta cidade e esta e uma região muito tranqüila, ninguém vai mexer com você também.
Alice ficou vermelha com esta ultima frase afinal estava claro que ele tinha um pé atrás com os homens era verdade para ela são todos iguais. Mais em fim tinha mesmo que dormir era claro que João não iria querer levá-la ate o carro não agora então sorriu.
-Tudo bem quanto e a diária. O homem sorriu e disse o valor. –Mais alimentação pode ser?
-Tudo bem e razoável. Tem um lugar onde eu possa tomar um banho?
-Claro venha vou lhe mostrar.
Andaram para dentro a lojinha e no caminho João ia acedendo às luzes um dos interruptores iluminou todo o posto passou pelo balcão e entrou não porta aos fundos atrás da porta um corredor com vários quartos. Ao passar Alice viu mais de perto o velho retrato de João Batista Jovem era um rosto forte alguém que merecia ser obedecido era um líder, um rosto que Alice com certeza não esqueceria.
-Aqui. Disse ele empurrando uma porta. –E o mais limpo que tenho a um banheiro dentro e a chaves, as duas. Ele quis reforça o fato de não ter chave com ele. –estão na porta. Luana olhou para o interior do quarto e depois entrou. Cama Uma cômoda ventilador no teto e janela que dava para uma cerra.
-Você deixou suas malas não foi.
-E não medi o tempo que ia levar de lá ate aqui.
-Tem roupas na cômoda mais são de homem agora vou cuidar do posto fique a vontade.
-Claro ela disse vendo se afastar de repente uma sensação ruim percorreu seu corpo mais Alice não era muita de dar ouvidos a sensações e visões, fechou a porta e foi tomar banho.

[...]

DOIS ANOS ANTES. CAPITULO 2

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Olhou o relógio de pulso para constar que já passavam das três da tarde dirigiu tranqüilamente tento por companhia o vento e a grama sempre rasteira. Só que o tempo agora estava mudando o céu limpo de mais cedo deu lugar a um céu cinza típico de cidades poluídas. Acelerou o carro.
Tinha que chegar o mais longe que pudesse e achar um abrigo para aquela noite, sentia que precisava dormir sorte a dela ser uma estrada fazia e ela não ter que desviar de ninguém, dês da hora que desviou do tronco tem estado mais sonolenta.
Olhou para a esquerda deixando o braço sobre a janela do carro e viu urubus sobrevoando ao longe e pensou que talvez algum boi tivesse caído morto por lá. Ou mesmo um ser humano. Sem perceber riu ao pensar desta forma. Olhou pelo retrovisor e percebeu que o tempo estava veio parece que já chovia na região por onde ela passou.
-Droga chuva não. Disse ela percebendo que chovia mesmo atrás dela e que a chuva caminhava em sua direção pisou fundo no acelerador percebendo que era inútil o ar quente que tanto lhe acompanhou deu um lugar ao frio era a chuva chegando. Passou por uma placa que dizia Vila São Judas a um Kilometro.
-Ótimo. Disse ela iniciando uma descida no carro uma ladeira íngreme onde não precisou acelerar muito para ganhar velocidade, mais um pouco e o dia ficou escuro. Engraçado. Luana apertou os olhos à placa dizia um kilometro mais ela olhava para frente e não via nem um vestígio de cidade.
Percebeu que a chuva estava bem atrás dele como se a perseguisse ouvia ela cair mais ainda não tinha chegado ao carro, sentia o cheiro da terra molhada o ar frio da chuva em seus braços, sem notar que fazia ela fechou a janela do carro. A chuva veio andando enquanto ela descia a ladeira ela a frente e o paredão de água prestes a engoli-la.
Então a chuva alcançou o carro abraçando como uma mãe ao filho mais não se deteve continuou em frente levando a chuva para todas as partes, Luana sentiu um leve calafrio quando viu a chuva passar por ela o vidro não lhe deixava ver nada apertou os olhos.
Pareceu que algo surgiu na sua frente algo que não estava lá quando ela iniciou a descida e agora que ela estava no fundo da ladeira o que poderia ser aquilo, levou a mão para ligar o limpador do pára-brisa e quando ele funcionou um raio golpeou a terra causando um clarão que assustou Luana quando a luz cessou viu...
-Deus. Era uma Cidade, perdeu o controle do carro sentindo que ele derrapava, por que não vira a cidade antes? Tentou recuperar o controle do carro mais era em vão, ouviu algo estourar pisou no freio. O carro derrapou ate bater em algo. Como ela não usava cinto bateu com a cabeça violentamente no volante.
Despertou sem saber por quanto tempo ficou naquele estado a batida calçou um arranhão em sua testa por onde descia um fio fino de sangue. Bateu com as mãos no volante mordendo os lábios o pára-brisa estava ligado deixando que ela visse algo lá fora parecia uma casa. ainda chovia forte. Ligou o farol para ver era sim a varanda de uma casa,
Saiu do carro correndo para a varanda para avaliar o estrago no carro, ela batera de lado e uma das colunas de madeira da varanda e por sorte nem o carro ou a varanda sofreram muitos danos. Mais em fim o pneu traseiro estava furado.
-Droga, deve ter sido este o som que ela ouviu antes de bater o pior e que o estepe estava vazio pelo simples fato dela achar que nada de ruim pode lhe acontece. Olhou a estrada a frente mais pouca coisa viu a chuva estava forte.
Ela não sabe o que tem para frente mais sabe que deixou um posto para trás, o melhor seria levar o estepe ao posto seria uma bela caminhada.
De repente se deu conta de que não vira ninguém naquela cidade naquela vila como dizia a placa virou-se olhando para aporta de madeira dupla fechada. –Ola. Disse ela percebendo que não estava com a arma, ao lado havia uma janela andou ate ela e olhou para dentro. Poeira para todos os lados cadeiras de perna para o ar seria aquilo um bar? Sim ou não, não havia ninguém e ela tinha que seguir viaje e neste caso para ir em frente tinha que dar um passo pra trás.
Foi ate a caçamba do carro ergueu a lona um pouco para olhar melhor o que ela levava; uma caixa de roupas usadas brinquedos também usados, coisa que ela juntava para levar para as famílias dos trabalhadores da fazenda do avo no sertão.
Puxou o estepe para fora e depois abriu a porta do carona para apanhar a arma e o chape... Sentiu um arrepio. Sentia como se alguém tivesse bem atrás dela. Olhou para trás não havia nada, precisava mesmo de uma noite de descanso, apanhou o estepe e enfrentou a chuva andando de volta para o posto.

[...]

DOIS ANOS ANTES. CAPITULO 1

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Alice dirigia pelo asfalto quente sem problemas, nem uma carro à frente ninguém atrás, com o braço para fora da camionete ela batia com a mão na lateral do carro no ritmo da musica que tocava na radio, e foi uma sorte achar aquela radio em pleno sertão. Uma radio sem locutor que tocava os melhores do rock antigo e agora apresentava sweet home Alabama.
Com a mesma mão direita firme com que ele segurava o volante ele passava a marcha com uma agilidade superior a de muitos motoristas homens levando em consideração que ele dirigia uma camionete. Os cabelos loiros se agitavam com o vento que passava o olhar sempre atento na estrada. Calça jeans e camisa de botão branca. No banco carona o velho chapéu herdado de seu avo. Embaixo do chapéu uma pistola calibre 38.
Ela sabe o quanto pode ser perigoso viajar de São Paulo ao Recife sozinha mesmo sendo ela tão segura, mais graças a deus não teve que pegar a arma do banco e nem queria mesmo por que ela sabia que dificilmente erraria um tiro.
A musica foi baixando e como se protestasse a radio começou a sair da sintonia.
-Vamos amorzinho. Seria ruim ficar sem musica os únicos CDs que ela tinha já aviam enchido sua paciência. Bateu no radio sabendo que isso não iria adiantar nada mal conseguia decifrar o que tocava agora mais parecia beatles porem poderia ser qualquer coisa da época era tudo igual mesmo.
-Deixa. Disse desligando a radio voltou os olhos para a estrada assustou-se com um tronco na estrada teve que agir rápido desviando para a direita. –Droga. Disse ela olhando para trás. –Nem arvore tem aqui mais tem um tronco na estrada. Os olhos azuis fixaram no retrovisor vendo o tronco ficar pequeno na estrada.
Continuou dirigindo ate o tronco se tornar uma lembrança vaga. E o sono um companheiro constante queria chagar e recife no próximo dia antes de anoitecer por isso na dormira na ultima noite, e era esta uma viagem muito cansativa três dias dirigindo, comendo comida fria e bebendo pouco para água não acabar antes da próxima parada. Ao longo ela viu algo que parecia um posto. Torceu os lábios e apertou os olhos.
O céu limpo demais e o sol nordestino não deixavam ela ver direito assim tão longe. Ligou a radio mais a radio ainda estava fora acelerou a camionete olhou pelo retrovisor e viu que longe outro carro se aproximava. Mais um pouco e viu que se tratava mesmo de um posto. Precisava mesmo comprar mais água.
Tirou o carro da estrada visualizando o lugar um velho posto perdido no meio do nada as bombas de gasolina estavam em perfeito estado mais a estrutura estava sem cor no alto lia-se Posto São... então não havia mais letras e depois udas. Parou a camionete perto da bomba de gasolina vendo que no fundo havia uma lojinha; no interior dela alguém se movimentava; um homem.
Desceu da camionete sentindo o ar quente toca-lhe o rosto andou ate a frente do carro e abriu o capo pra refrescar o motor, de dentro da loja saiu um homem branco com barba e cabelos grisalhos aparentando ter seus 70 anos de idade. Aproximou-se limpando as mãos na camisa xadrez.
-Pois não. A voz grosa os olhos firmes.
-Gasolina, por favor, pode completar. O homem não se deu ao trabalho de sorrir apenas seguiu para a bomba e começou a encher o tanque. – Indo pra onde?
Alice achou que era invasão demais perguntar pra onde ela estava indo mais respondeu olhando o cenário em volta mato, capim nem uma arvore.
-Recife. No céu algo parecia mudar já não estava mais tão azul quanto antes ela viu um caminhão se aproximar então foi isso que la tinha visto na; estrada entrou e parou atrás dela, do caminhão saiu um homem magro barrigudo cabeça raspada e óculos escuros.
-Não achar perigoso... O dono do posto ia falar em viajar sozinha mais parou ao ver o caminhoneiro Alice percebeu sua preocupação com isso.
-O que perigoso amigo? Perguntou o novo visitante olhando direto para o decote de Alice.
-Nada. Disse ele terminando o tanque e indo ate os dois Alice já começava a sentir raiva daquele olhar.
-Mais alguma coisa moça?
-Vou olhar em sua loja posso? Disse ela olhando para o grandalhão.
-Claro à vontade. Ela andou ate a porta do carona da camionete enquanto o homem a seguia com os olhos apanhou a chapéu tendo cuidado para deixar a arma escondida nele pegou a chave do carro e depois andou para o interior da loja.
-Muito bonita. Disse o camioneiro passando a mão na enorme barriga.
-E sim e você o que vai querer?
Alice olhava a pequena loja de conveniência um mini-mercado chocolates, salgados, brinquedos arroz e sacos, água da qual ela apanhou cinco garrafas na geladeira e toda uma infinidade e coisa que não se acharia naquele fim de mundo ela pensou ate que aquele posto servia de mercado para moradores próximos mais distantes das capitais. Apanhou alguns doces e depois olhou para fora e viu os dois homens conversando, o dono se aproximava.
Ela, pois o chapéu na cabeça e o 38 na cintura na parte de traz usando a camisa para esconder a arma.
-Então o que achou da minha loja. Disse ele entrando pela porta de vidro e indo ate o caixa registrador para guardar o dinheiro o homem, ouviu o caminhão soar e partir.
-E bem organizada. Disse olhando os troféus no alto de prateleiras. –Você fica aqui sozinho.
-Não sempre mais na maioria das vezes sim. Guardou o dinheiro do homem e depois olhou para ela com olhos e curiosidade. –Como se chama. E ela achou curiosidade demais.
-Sônia. Disse usando o nome da mãe sempre fazia isso para os estranhos, e a família já sabia um dia ele sumisse iriam procurar por Sônia e não por Alice. –Aqui esta. Disse ela entregando o dinheiro para ele que olhou o dinheiro parecendo não acreditar no que via.
Alice continuou olhando em volta e viu em destaque sobre o balcão um retrato de um homem jovem muito parecido com os senhores fazendeiros dos quais seu avo contava estória.
-Aquele e você? Perguntou ela imaginando se não era se intrometer demais.
Ele olhou para o retrato e pareceu sentir amargura algo ruim ao falar.
-Sim sou eu mais Jovem no meu antigo trabalho. ALice ia perguntar se ela era fazendeiro ou algo do tipo mais foi o homem que falou primeiro.
-Você tem parentes por estas bandas. Não foi a pergunta mais a maneira como foi entoada que lhe calçou desconforto.
-Tenho que ir. Disse ela se virando e indo ate a porta do lado de fora percebeu que o tempo começava a mudar deixou as coisas no banco de traz e depois sentou no banco viu o homem se aproximar tirou a arma da cintura e deixou no colo.
-Se você tiver parentes por estas regiões cuidado com a estrada. Luana sorri por não entender o que ele dizia as rugas nos olhos não denunciavam qualquer tipo de gozação parecia esta falando serio mais mesmo assim ela sorriu.
-Claro. Deu a partida no carro e acelerou fazendo os pneus cantarem, ele ficou olhando para ela ate ver o carro sumir pequeno no horizonte, olhou para o lado oposto da pista e notou que não havia carros. Entrou para a lojinha olhou para o retrato na parede, torceu os lábios continuou andando ate porta dos fundos.
-Mais uma vez seus malditos. Disse ele amarrado uma corda em um caibro usando um cadeira depois fazendo um laço na outra ponta colocou o pescoço no laço. –Uma hora eu terei que vencer. Disse apertando o laço no pescoço depois com um golpe rápido chutou a cadeira deixando o corpo cair pesado amarrado à corda.

[...]

Introdrução: DEPOIS...

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Uma noite antes de dormir Alice sentiu aquele arrepio novamente e sabia que a menina estava no quarto; ergueu a cabeça e pode ver seus cachos loiros dançando nas sombras. Estava muito frio estava com cara de chuva...
-Por quê? Perguntou a mulher. –Por que você não vai embora?
-Não posso mamãe. Disse a menina. –Não sem você. A voz dela foi aumentando ate parecer um grito dentro da cabeça de Luana.
Levantou e foi ate o guarda roupas e abriu, para enxergar usava apenas a luz que entrava pela janela; apanhou no fundo do guarda roupas ao lado do chapéu de boiadeiro uma caixa levou ela ate a cama e abriu dentro dela estava seu velho revolver.
-Isso mamãe aqui onde eu estou e tão solitário vem morar comigo vem brincar para sempre de mãos dadas comigo.
Uma lagrima rolou dos olhos de Luana quando ela viu a arma lembrou-se dos tiros que deus das duas vezes que atirou e feriu pessoas. Lembrou de ver sua própria arma apontada para sua cabeça em uma cena de prisão lembrou-se do sangue que fez jorrar com aquela arma.
-venha mamãe eu te espero a anos.
Ao lado da arma estava o celular o venho aparelho que estava com ela na agonia era o celular quem sentia primeiro os mal chegando e só agora ela percebeu isso. Olhou de novo para a arma então sentindo uma dor imensa levou a mão para dentro da caixa e se preparou para seu destino aquele do qual não podia fugir.
-Adeus. Disse ela retirando da caixa o objeto negro notou seu brilho na luz e percebeu a agitação da menina morta que vagueava pelo quarto era o fim...

[...]
 
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