DOIS ANOS ANTES. CAPITULO 7

7

-Posso usar o quarto outra vez? Ela disse enquanto João abria a porta da vendinha ele apenas sorri para ela e vez que sim com a cabeça Alice foi ate o quarto entrou, jogou o chapéu e a arma sobre a cama e correu para o banheiro. Ajoelho-se no vaso sanitário e vomitou não sabendo como fazia isso sem nada ter comido. Segurou forte na beirada do vaso sentindo o estomago revirar.
Muita coisa não fazia sentindo como a Cidade; era lá que ela deveria estar tinha certeza não havia outro caminho nem um atalho para tomar então onde fora parar a cidade e seu carro. Olhando para o material liquido que deixara no vaso pode ver alguns salpicos de sangue.
-Tenho que chegar logo a casa do vovô. Disse com um sotaque que não lembrava que tinha mais enfim seu marido uma vez tinha dito você nem parece nordestina amor fala como se fosse Paulista com exceção de quando ficar nervosa daí o sotaque a flora. –Ele tava certo. Ela disse levantando-se do vaso.
Andou ate a cama olhando mais uma vez para os vidros da janela que agora brilhavam com a luz do sol . Sentou-se na cama e lembrou-se do vivido sonho da noite passada, as mãos em suas pernas em seus cabelos a voz chamando... Mãe... Por um momento ela ouviu e teve que apertar os olhos para não ver também.
Respirou fundo e tentou organizar os pensamentos a cidade e seu carro, tinha que achar seu carro, tinha que chegar logo ao seu destino porque já estava ficando cansada, olhou para a mão lembrando-se do toque que sentiu. Suspirou olhou para o teto... Sentiu outra vez dedos tocando sua mão, sentiu um corpo junto ao dela como se ouve-se ali uma criança um pequeno braço junto ao seu e a mãozinha entrelaçando seus dedos com os dela. Olhou para baixo e nada viu a sensação também se fora.
-Preciso descansar. Disse ela deitando-se na cama de um lado a arma do outro o chapéu deixou a mente descansar um pouco não pensando em nada; nada daquilo fazia sentindo o melhor era esquecer. Dormiu um sono perturbado, inquieto e sem sonhos.
-Alice. Ouviu a voz chamar e o som de batidas na porta. –Alice. Outra vez e ela não teve dificuldades para acordar levantou-se apanhando suas coisas e indo ate a porta pela janela percebeu que o tempo havia mudado o ar também estava mais frio. Abriu a porta.
-Alice se quiser achar seu carro esta e a hora. A frase fazia tão pouco sentindo quanto não achar a cidade mais cedo.
-Como assim? Ela esperou que seus olhos se acostumassem como a claridade viu na face de João certa urgência. –Vai me lavar ate a Cidade?
-Não tem um motorista que vai naquela direção e pode te dar carona se que você tem que ir agora ou não vai achar seu carro. Ela sentiu uma vontade de sorrir mais não fez apenas saiu do quarto e seguiu João.
Seguiu o homem ate fora e viu um pequeno caminhão carregado e melancias o motorista um velho senhor parecia apenas esperar por ela.
-E o quarto quanto ficar. Perguntou ela saindo pela porta.
-Pode deixar e por conta da casa só não espalhe isso pros motoristas. Ela não insistiu afinal o dinheiro estava acabando.
-Este e Júlio ele vai te levar ate a placa da Cidade. Alice sentiu um vento frio e notou que o tempo havia mudado nuvens cinza enchiam o céu logo choveria outra vez. Mais isso não a preocupou o que era complicado era a certeza que ele tinha dela achar a cidade agora e porque só agora?
-Vamos. Disse o velho homem abrindo a porta para ela e mostrando um sorriso inofensivo Ela entrou na pequena cabine e fechou a porta deixou o chapéu sobre o colo e ouviu João Falar.
-Som uma coisa procure não demorar na cidade se possível empurre o carro para fora para tocar o pneu. Alice deixou escapar uma cara de espanto com tal recomendação mais não vez nem um comentário O velho ligou o carro e acelerou. –Adeus Alice.
-Adeus não, na volta eu pego o mesmo caminho e paro para abastecer aqui. O carro andou e Alice sentiu a chuva chegar o vento úmido na pela, olhou para a expressão de João que era como medo, a tristeza o velho tentou puxar conversa com ela mais ela só respondia as perguntas... Você gosta daqui? Você e de São Paulo, não e? Ou têm parentes aqui com acenos de cabeça. Pensava em outra coisa.
Seria o João batista um velho louco, aquelas recomendações o fato dele não ligar para o tiro que ela dera na janela o jeito hora sorriso hora serio demais gostou do homem mais talvez ele fosse um pobre louco.
Alice sorriu e teve que dizer nada quando o motorista perguntou o que foi mais rira do fato dela mesma ser ou esta louca o medico disse isso com todas as letras quando ela era jovem. O homem continuou dirigindo ate Alice ver ao longe a placa que ela sabia de São Judas mais não via cidade. Só via nuvens e um tempo que piorava a cada segundo. Raios, sons de trovam vento forte desejou por um momento estar em casa mais como dissera João ela desceu na placa e agradeceu ao velho motorista que se foi para sempre de sua vida.

0 comentários:

 
© 2009 | Marcos Antonio (Escritor) | Por Templates para Você