5
Um sol forte entrou pela Janela do quarto e ela já calçava as botas para sair, sentia na garganta um gosto estranho de vomito mais não tinha posto nada pra fora a noite. Olhou a arma no chão e respirou fundo.
-Estou muito cansada. Apanhou a arma sentindo o toque frio do metal. –Muito. Disse, pois a arma na cintura novamente depois olhou para a janela estilhaçada e balançou a cabeça negativamente. Apanhou a chapéu sobre a cômoda e em fim saiu do quarto.
Andou em passos lentos ate a mercearia sentia fome mais achou melhor não comer nada, viu que João varria o posto então andou para fora.
-Bom Dia. Disse ele parando um pouco que varrer; o Máximo que ela conseguiu foi lhe oferecer um sorriso fraco enquanto tirava o cabelo que o vento jogou no olho ele voltou a varrer.
Alice olhou para o céu e viu o quanto ele esta limpo porem o ar estava quente era um tempo abafado provavelmente choveria mais tarde pensando no tempo em sua viajem Alice continuou falou.
-João ontem eu. Pensou antes de falar o que tinha acontecido. –Eu assustei e acabei. Ela falava sem jeito olhando para os próprios pés quando ele parou de varrer e interrompeu-a.
-Tudo bem Alice eu troco a Janela depois, não se preocupe. A surpresa dela e que ele tinha ouvido o tiro então por que não foi ate o quarto ver o que estava havendo? E se ela tivesse se matado ou se fosse um ladrão. –Você ouviu o tiro? Ele sorriu um pouco e andou passando por ela deixando a vassoura do lado da porta. –Você ouviu?
-Tantas coisas eu ouse por aqui que tiros já não me assustam mais. Entrou na mercearia e foi seguido por Alice que não compreendia nada –E Se fosse um ladrão entrando no meu quarto?
-Mais você não tinha uma arma? Ele sorriu indo para traz do balcão ela teve que admitir aquilo foi uma boa piada, então se lembrou de seu carro sozinho na cidadezinha.
-Você pode me dar uma carona ate São Judas? O sorriso no rosto de João sumiu por completo como se só agora ele tivesse se dado conta que ela atirou e uma janela sua. –Acho que você não vai conseguir chegar nela agora. Disse e isso pareceu estranho aos ouvidos de Alice.
-Como assim e só seguir reto. João saiu do balcão e andou ate a jovem loira armada. –O caminho pra ela esta fechado agora se você quiser seu carro vai ter que esperar ata mais tarde. Ele não parecia esta brincando mais aquilo não fazia nem um sentido para ela.
-Olha tenho que chegar a casa de meu avô o mais rápido possível só me leve ate meu carro ou eu vou a pé mesmo.
Alice pensou por um momento que ele não queria deixar o posto vazio, mais não, não era isso ele simplesmente não queria que ela fosse.
-Você me leva? O riso voltou ao rosto do homem como se dissesse “você não entende não e?” E ela não gostou do tom.
-Tudo bem eu te levo vou fechar tudo. depois de trancar o lugar João andou ate o fundo do posto, Alice ouviu um motor ser ligado e só agora percebeu que nem ao menos sabia se ele tinha carro. Surgiu no canto um caminhão pequeno. Parou ao lado da Mulher que jogou o estepe na carroceria e depois foi para a porta do carona.
-Me diz uma coisa. Ela falou quando ele manobrava o caminhão pra estrada. –Ontem você disse que se eu tivesse descendência nesta região pra eu ter cuidado por quê? Ela procurou mais não achou cinto pra colocar.
Ele não respondeu a pergunta mais o sorriso em seu rosto dizia algo como “você ainda vai descobrir”
DOIS ANOS ANTES. CAPITULO 5
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário