Procure na rede!!!
0 comentários
A fumaça, capitulo 4
0 comentários-O que você que dizer com depois. Alice perguntou andando do lado da mulher, deveria ter havia um jardim ali mais agora só plantas secas e raízes a mostra no solo rachado
-Eles sempre voltam neste horário que e a hora em que eles morreram. Saíram pelo portão e caminharam pela rua vazia.
-Aqui era a rua dos donos da cidade, toda a vila foi construída em função da fazenda, sim muitas famílias chegaram pra trabalhar e o dono foi forçado a criar esta cidade viveram aqui dez anos antes de morrerem.
-Quem os matou? Andavam ladeira a baixo.
-A família da Fazenda, chegou uma época em que os moradores não queriam mais trabalhar para o fazendeiro porem ele não aceitou a partida deles e mandou matar a todos. Aqui nesta rua ficavam os familiares da fazenda e os encarregados. Entraram na rua por onde Alice tinha vindo.
-Aqui era o centro de comercio onde vendiam coisas compravam de quem passavam bebiam e festejavam. Aqui também morreram.
Por um minuto Alice viu como via em seus sonhos infantis as pessoas paradas olhando para a estrada e na estrada carros, pessoas armadas na frente dos carros um grito de um jovem com um rifle e o massacre começava tiros e mulheres e homens que tentavam correr. Alice olhava o rosto de Agatha enquanto ela falava mais não a ouvia... Ouvia os gritos de dor pessoas caindo tiros nas pernas e nos braços, o homem foi baleado na entrada do bar onde Alice bateu com a camionete.
Crianças eram envolvidas pelas mães mais também eram feridas, poucas crianças escapavam pelos becos, os homens atiravam e gritavam com raiva nos olhos com vontade de matar eram poucos se comparados ao povo, mais a armas os faziam altamente destrutíveis. No Meio da multidão em alvoroço Alice viu a pequena menina, Loira em seu vestido branco... os tiros não a acertavam e ela olhava direto para ela.
-Mãe.
-Algum problema? Agatha perguntou percebendo que Alice não estava lhe escutando.
-São lembranças. colocou a mão na cabeça para aliviar a dor. –Elas tinham indo embora mais agora voltaram.
-Eu sei como e. Agatha voltou a andar e falou alguns passos a frente. –Elas nucas vão embora. Alice não precisava daquela frase pra se sentir pior o estomago revirando o nada que ela comeu querendo sair.
-E esta nevoa? Voltara a andar.
-Não e Nevoa e fumaça. Ela já tinha percebido só queria ter certeza. –Na época acho que por vingança o fazendeiro ateou fogo no milharal com algumas famílias dentro. Um riso fraco escapou da boca e Agatha. –Os tormentos os pesadelos, as dores e a fumaça duram ate hoje.
-Você estava aqui? A quanto tempo foi isso.
-Eu não estava aqui. Andavam por uns dos becos. –Meu avo estava aqui eu sei o que ele me contou, depois eu vim pra cá ainda nova isso as mortes já fazem mais de cem anos.
-Como? Alice estava espantada.
-Meu avo era criança quando saiu com vida daqui. Um dia ele me contou o que tinha acontecido para explicar meus pesadelos. Eu não entendi e claro o que mortos em uma cidade tinham a ver com meus problemas. Meu pai quis me trazer aqui para me mostrar a cidade. E acabamos ficando presos aqui. Ele morreu e eu cresci aqui. Alice não sabia se acreditava nela.
-Quando sai uma vez meu avo tinham morrido, os pesadelos me seguiram piores que nunca então voltei. Outro riso. –Meu avo esta aqui, eu sempre o vejo entre os mortos. Diferente mais ainda e meu avo.
Um calafrio percorreu o corpo de Alice o que a forçou a não fazer mais perguntas andou ao lado de Agatha ouvindo seus comentários sobre a Cidade antiga.
Andaram pela cidade sem rumo aparente, ouvindo sons os próprios passo a respiração então em uma esquina de uma rua curta estava ele.
-Ola velha. Disse ele mais não olhava Para Agatha olhava direto para Alice que assustou ao ver o coveiro.
-Este e... Mais Alice interrompeu Agatha cuspindo as palavras.
-Eu já sei quem ele e. Agatha olhou de um para o outro e ouviu o Coveiro dizer.
-Pode dormir comigo hoje. Disse ele abaixando o rosto e olhando para o chão.
-Não e vou achar outro lugar pra dormir. O coveiro sorriu um riso doentio e olhou para a Loira. –Não tenha medo eu não vou te fazer mal.
-Eu não confio em você. Agatha ficou ouvindo a conversa sem nada dizer. –Quero meu carro e minhas coisas de volta.
O Coveiro levou as mãos há barriga e começou a fazer um movimento massageando como se estivesse excitado.
-Pode vir buscar quando quiser. Disse e virou as costas andando ate sumir na nevoa.
-Como você se chama moça só agora percebo que não sei seu nome. Agatha virou-se para Alice.
-Alice .
-Você já conheceu o Coveiro depois de mim ele e a única pessoa viva aqui, quer dizer tem você agora. Começaram a andar fazendo o caminho de volta.
-Ele e tarado. Disse ela; lembrando do homem nu próximo dela. –Tentou me violentar ou algo assim.
-Duvido. Disse a velha fazendo uma careta como se andar as fizesse sentir dores. –A não ser que ele achasse que você estava morta.
-Como? Franziu a testa.
-Quando você vem para cá alguns de seus problemas mentais. Agatha gesticulou fazendo um movimento circular em volta da cabeça para reforça a frase. –Aumentam, bem ele tem desejo por pessoas mortas. Mais um de inúmeros arrepios percorreu todo o corpo de Alice.
-Ele não vai tocar em você enquanto tiver vida em seu corpo, no mínimo vai esperar que você morra para então ter você. Como sempre faz.
-Isso e loucura. Alice tremia ao falar.
-Este Lugar e uma loucura completa ele só e parte dela.
Mais uma vez o silencio se fez e as duas voltaram para a igreja uma ao lado da outra Agatha, pensado que poderia não demorar para o coveiro ter ela, Alice parecia cansada e a beira da loucura neste estado poderia cometer suicídio.
A fumaça, capitulo 3
0 comentários-Por pouco você não racha a cabeça no banco. Disse alguém no momento em que Alice estava acordando pela segunda vez no dia, - Como não tenho muita força pra carregar você deixei você dormir ai ate que resolvesse voltar.
Alice sentou encostando-se em um banco ao olhar percebeu que estava em uma velha igreja, os bancos surrados um velho cristo crucificado naquela imagem que Alice achava a mais hipócrita de todas, ninguém lembrava as grandes obras do bom cristo mais todas as igrejas mostravam ele morto.
-Quem e você? Quis saber tocando a cabeça e sentindo um galo nascer no alto dela olhou para a mulher sentada a sua frente com se esperasse a missa começar. Estava de vestido marrom sandálias de dedo cabelos grisalhos amarrados em uma longa trança. Deitado sobre o colo um bengala.
-Sou Agatha sou a dona desta casa. A mulher olhava para frente para o cristo salvador. A arma ainda estava na cintura mais sentia falta de algo. Seu chapéu.
-Você mora aqui há quanto tempo? Perguntou mais outra pergunta brotou em sua língua. –Como faço para ir embora. Tentou levantar mais o mundo girou jogando ela no chão.
-Moro aqui dês de sempre e não se sai daqui. A mulher olhou para Alice com intensos olhos negros alguns fios de cabelo escapavam e caiam sobre a testa sua pele era morena. Alice sorriu.
-Claro afinal e um pesadelo não e? Lembrou das sessões de psiquiatria e pensou que talvez fosse melhor nunca ter parado com elas. –Devo ter caiu naquilo que o doutor chamou de histeria.
-E um pesadelo sim mais não seu. Disse a mulher se levantando então outro sorriso brotou nos lábios de Alice .
-Fantasmas não existem, meu marido sempre dizia. Lembrou dos mortos a seguindo. –Preciso dos remédios que eu tomava. Olhou para Agatha. –Você deve ser a enfermeira e isto e um hospital. A Loucura estava preste a domina-la os olhos distantes enquanto falava a nevoa a radio os mortos... Lembrou deles se arrastando. –Por favor. Disse se arrastando ate Agatha. –Me deu uma boa dose quero sair desta loucura eu não suporto este pesadelo. Agarrou-se ao vestido da velha mulher que se levantou e disse.
-Acalme-se ou vai acabar junta com eles. Alice sorriu do que a mulher disse e continuou agarrada ao seu vestido sorrindo histérica a loucura brotando em sua face.
-Quero acordar. Ela gritou então um clarão tomou conta de seus olhos e ela cai de lado sentindo dor no rosto a marca da mão de Agatha ficou no rosto de Alice.
-Talvez isso a acorde. Disse a velha apoiando a bengala no chão e indo andando na direção da cruz.
Alice não olhou apenas ouviu os passos da mulher sumirem aos poucos seu rosto ardia sua cabeça doía em fim ela percebeu que não era um sonho. Nunca fora apenas um sonho, sempre sonhou com aquela cidade quando criança sonhou... Previu... A confusão a vez chorar deita de cara para a madeira empoeirada que era o chão. Chorou por cair na realidade e por perceber que ela era pior que seus sonhos. Seus pesadelos.
Levantou devagar olhando tudo a sua volta janelas altas naquela que parecia ser a melhor construção da cidade, cidade? Ate então Alice achava que aquilo não passava de um vilarejo mais... Bom era maior que um simples vilarejo. Andou ate a porta e ficou parada de frente com ela. Havia uma janela de cada lada quase do mesmo tamanho da porta. Andou para a da direta e olhou para fora. Só a nevoa. Veio a sua cabeça uma velha expressão que a fez sorrir por um segundo. Nem uma viva alma na rua.
Virou-se e seguiu andando pelo corredor entras os bancos de madeira comidos pelos cupins castigados pelo tempo, farelos De madeira caiam dos bancos, buracos pequenos se formavam não madeira. Olhou para o chão e percebeu então que estava descalça.
A mesa do altar estava nas mesmas condições das cadeiras da igreja. Olhou para o teto por um momento e viu o forro de madeira e as teias de areia. Sobre a mesa nem uma daquelas peças sagradas que ditavam sua fé no bom cristo. De cada lado da mesa avia um candelabro, as velhas colunas sem cor subiam ate o telhado. Passou das colunas. Havia nossa senhora a esquerda perdendo as cores, já sem a pintura dos olhos o que a deixava com olhos negros. E José do outro sem uma das mãos enquanto a outra carregava um bebe que perdera a cor e agora era branco com um fantasma.
Mas alguns passos e ela viram duas portas atrás do altar às quais não podem ser vista da entrada da igreja, a da direita dizia prefeitura do município de São Judas. A outra se lia secretaria paroquial. Viu que Agatha estava na secretaria paroquial e foi para lá que ela andou.
Parou por um instante ao sentir algo crescer em sua mente viu um homem na sala da prefeitura jovem um chapéu igual ao seu na cabeça, estava lendo algum tipo de documento quanto outro mais velho com roupas surradas apareceu na porta chapéu de palha e olhos azuis uma cara não muito amigável.
-Coronel, como o senhor já sabe alguns de nos vamos embora.
-Sim já sei José, na verdade a maioria de vocês vão, o que você quer? O José na porta pareceu não gostar do tom do coronel.
-Achamos que temos algum direito sobre tudo que tem nesta fazenda e... mais ante que ele terminasse a frase o homem levantou interrompendo o velho.
-Direito. Indagou em pé. –Que tipo de direito?
-Nos colocamos este lugar pra funcionar, sem nossos braços esta fazenda não passaria de. Pensou antes de falar. –De nada. O jovem atrás da mesa sorriu.
-Sabe se não fossem vocês a trabalhar aqui seriam outros, como viram outros para cá. Sentou-se de novo. –O que você quer na verdade?
-Queremos. José fez questão de ressaltar o plural. –Queremos parte dos lucros deste lugar.
-Sabe José, se você não fosse embora atrás de sua milagrosa chuva eu o contrataria para serviços mais burocráticos na fazenda, você fala muito bem sabe se expressar nem parece um caipira.
-Obrigado.
-Mais não vou lhes dar parte do meu dinheiro, todo o dinheiro que eu devo a vocês será pago no fim do mês como o de todos, mais pra mostrar que tenho gratidão coisas que vocês não têm deixo que levem alguns sacos de milho para começaram sua vida nova.
-Mais. Exclamou José porem foi interrompido.
-Assunto encerrado. O coronel abaixou a cabeça e voltou a ler seu documento, frustado e com raiva nos olhos José virou-se e partiu
A imagem foi embora se desfazendo como um sonho, Alice andou para a porta.
-Que lugar e este? Ela perguntou parada na porta, Agatha estava parada olhando pela pequena janela falou como se não fosse para Alice que dissesse.
-Já me fizeram esta pergunta inúmeras vezes. Suspirou então olhou para a a mulher. –E um tipo de inferno, esta a resposta que sempre do. Andou ate a mesa que ali havia e puxou a cadeira. –E uma cidade amaldiçoada condenada a ficar sempre aqui e nunca ser vista pelo mundo a não ser em ocasiões especiais que e quando pessoas como você entram nela. Sento-se.
-Que tipo de maldição? Alice encostou-se no batente da porta e olhou tudo em volta.
-Do tipo que não passa mesmo quando você conseguiu sair daqui, eu sei disso.
-Por que você já saiu? Há quanto tempo esta aqui.
-Eu nasci aqui fui embora mais os pesadelos não passaram. Eles nunca passam.
Surpresa ela entrou na sala e andou devagar ate a mesa sentindo toda a aflição de sua vida ganhar algum sentindo, sentindo toda a terapia de anos perderem toda e qualquer validade.
-Eu tenho pesadelos também. Já sonhei com este lugar. Agatha olhou nos olhos de Alice e percebeu que ela não mentia e sorriu amargamente. “Sorriu como um amigo sorriria ao contar o que sentiu ao ser abandonado por uma pessoa amada. Outro amigo”. (homenagem a David Mustani Megadeth)
-A menor parte das pessoas que caem aqui também e são as que sofrem mais.
-Há assim você ajuda bastante. Alice virou-se para janela. –Quem são as pessoas lá fora?
-São nossos parentes, se você tem pesadelos com esta cidade então tem ligação com ela. Alice olhou assustada para Agatha que se levantava da cadeira.
-As pessoas mortas aqui eram moradores desta cidade.
-As mortas aqui sim, mais nem todos os fantasmas desta cidade são daqui. Agatha andou ate a porta e Alice andou atrás tentando entender a frase.
-Se você morre aqui fica preso aqui com a mesma condenação dos antigos, se você morre longe mais tem parentesco com eles será arrastado para cá. Ou seja, todos os nossos mortos estão aqui os antigos e os novos.
Alice se lembrou da menina que a chamava de mãe e sentiu um dor no peito ao perceber certas coisas.
-Por isso não faz mesmo diferença morrer aqui ou lá fora por isso vivo aqui dentro mesmo.
Agatha parou na porta e abriu. Olhou e viu que Alice estava apreensiva.
-Não tenha medo eles têm hora para sair. Agora só amanha e depois e depois. Agatha saiu da igreja e Alice a seguiu.
A fumaça, capitulo 2
0 comentáriosO coveiro subiu as escadas assim que o sol fraco entrou pelas janelas, andava devagar com um sorriso maldoso nos lábios havia passado a noite em claro esperando que ela estivesse pronta para ele, era hora de conferir. Tocou a porta do quarto e notou que estava trancada. Sorriu mostrando os dentes amarelados. Tirou do bolso uma chave e empurrou na fechadura derrubando a outra chave dentro do quarto.
Ouviu a porta ranger enquanto ia se abrindo então ele viu Alice caída no chão imóvel de costas para a porta, andou dando a volta na moça, notou no chão marca de cinzas olhou o rosto pálido da mulher, muito branco enquanto a luz o banhava. Ele se abaixou e pegou Alice no colo, apanhou seu chapéu e a arma sobre a cômoda, levando-a escada abaixo e deixando a moça no meio da sala.
Alice vagava por devaneios e pesadelos, na maioria deles viam pessoas sendo fuzilados por um batalhão de homens malignos, os pesadelos de infância voltaram. Como doía achar que estava louca e não ter ninguém para dizer que você não era, como quando ele era criança e uma colega de classe perguntou ao pai dela.
–Aquela e a louca papai. Isso porque Alice tinha tido alguns surtos na sala de aula. A Menina foi repreendida pelo pai e Alice olhou para o seu esperando que ele dissesse algo como, você não e louca filha só esta doente. Mais não ouve nada disso o pai dela apenas fingiu que não eram nada coma eles...
Mesmo com toda dor, mesmo mergulhada naquele pesadelo que não iria embora enquanto ela não tomasse uma boa dose de seu remédio ela quis lutar, não queria ficar onde estava sentindo o corpo mais não podendo usar-lo então mais uma vez como fizera varias vez após um desmaio Alice voltou a si por conta própria.
Sua visão clareou e ela viu o Coveiro nu a sua frente cortando sua camisa, desabotoando a camisa da mulher, de repente uma raiva tomou conta dela e ela gritou.
-Tira as mãos de mim. Coveiro como que acordando de um sonho levantou-se e Alice notou uma nojenta ereção tropeçou nas próprias pernas e caiu sentado. Ela logo avistou sua arma, e bem a tempo do homem recuperar o raciocínio e tentar levantar.
-Fique ai. Disse ela apanhando a arma que ele deixara no chão ao lado do chapéu. –O que você esta fazendo?
No rosto do homem uma expressão confusa e triste como se ele não esperasse que ela fosse se levantar. –Vamos fale.
-Eu achei que você. Mais não falou engoliu em seco o que iria dizer e Alice achou melhor não perguntar de novo. Percebeu que era tarde e que dormira mais do que o que pretendia.
-Você estava fria de olhos imóveis sem pulso. Ele falou e parecia às descrições do velho medico sobre seus ataques frenéticos sempre depois de uma ilusão ele ficava naquele estado, e certa época seu pai lhe dau o chapéu do avo para ela segurar.
–Você e mais forte que os outros por quê? Alice não sabia do que ele estava falando. –Que horas são?
-Aqui dentro o tempo não corre mais se estivéssemos na companhia de pessoas vivas seria Uma hora da tarde... Parou percebendo o que dizia. –Uma hora. Repetiu agora ignorando Alice que percebeu seu pênis perder a potencia e se tornar algo pendurado e sem vida.
–Esta na hora. Disse ele e antes que ele pudesse perguntar hora do que me ouvi um som alto vindo de fora. Parecia uma radio mal sintonizada. Chiados, vozes e uma canção ao fundo que ela não conseguia identificar.
-O que e isso? Perguntou ela apanhando o chapéu e ficando em pé notou medo nos olhos do Coveiro. –Hei o que e isso? Começou a andar na direção da porta.
-Não fique longe, aqui dentro e seguro.
-Com você? Seguro? você e uma maníaco.
-Não acredite não quero te fazer mal e achei que você tivesse.
-Calado. Disse ele firmando a arma na direção de cabeça dele ele se calou com raiva nos olhos. O radio que tocava ficou nítido e Alice ouviu uma linda musica caipira tocando, um violão tocava e uma viola solava. Olhando para o Coveiro ela foi ate a porta.
Olhando para fora ela viu pessoas a passos lentos, todas de costas para a casa onde ela estava alguns portavam ferramentas outras carregavam crianças nos braços, pés descalços e passos lentos.
-Pensei que não tivesse ninguém mais aqui. Disse ela olhando para ele e depois abrindo a porta e saindo, o coveiro estendeu a mão para mandar ela para mais nada disse falou apenas.
-Não há, ninguém vive mais aqui.
Alice se vestiu a blusa e saiu correndo olhando para a casa e quando percebeu que o Coveiro não lhe seguia guardou a arma na cintura, as pessoas que ela via andando sumiam na nevoa a sua frente a radio tocava alto uma musica caipira, mas a letra não lhe chamou a atenção.
-Hei. Gritou mais as pessoas à frente andavam em direção ao centro da cidade, parecia murmurar algo mais não olhavam uns para os outros para conversar. Um frio percorreu a espinha de Alice quando o vento trouxe uma nuvem de cinzas. –O não. A loucura dela estava voltando. Correu o mais que pode. –Esperem. Logo junto com as cinzas pedaços incandescente de folhas.
Logo chegaram as casas do centro, ou onde seria o centro da cidade, ela viu um ultimo homem virar a esquina e ir para rua principal, apertou o passo então notou algo no chão. O vestido o pequeno vestido branco. Tentou ignora e ir para a rua mais ao andar notou que a radio saiu do ar e deixando apenas o chiado irritante, o mesmo que ela ouviu no celular. Olhou para o alto da casa para descobrir onde estavam às caixas de som mais nada viu.
Olhou para frente na intenção de continuar mais agora o vestido era habitado por uma jovem loira de cabelos cacheados. Ouvia-se um murmúrio das pessoas no centro. Alice ouviu e olhou para a menina de novo. Em um segundo ela estava ali parada no outro sua mão erguia e com o indicador ela fazia um sinal negativo. Alice mexeu a boca para perguntar o porquê não podia passar. Então ouviu os murmúrios virarem discursa mãos não se entendia nada de que era dito. Então se ouvi tiros.
Se encolheu ouvi-se muitos disparos e gritos na nevoa sangue voava pelos céus as cinzas encobriam tudo então Alice percebeu que talvez não fosse nevoa aquela substancia branca, era fumaça. Crianças chorando passo para todos os lados. Alice viu alguém passar pelo beco onde ela estava e sumir de uma hora para outro ao ser atingido por um tiro que não veio de lugar nem um. Uma confusão de gritos e prantos então tudo parou.
Alice ate tinha se esquecido da menina que não mais estava lá, não sabia se andava para a rua, tremia de medo, levou a mão ao resto e a mão tremia cinzas em seus braços devagar ela andou, Não querendo fazer então saiu não rua principal.
Todos em pé uma pequena multidão de homens e mulheres, em pé? Alice percebeu que seus pés não tocavam o chão, eles flutuavam com os dedos tocando o solo. Sangue escorria nas pernas, nas costas, alguns com longos cabelos manchados de sangue.
Alice deixou escapar um suspiro de medo levou à mão à boca mais não pode abafar o som, eles se viraram devagar olhos vermelhos, pele branca cabelos bagunçado.
-Forasteiro, ela ouviu mais não viu nem uma boca se mover. –Forasteiro era uma mulher quem disse da próxima vez foi uma criança então um coro começou.
-Peça perdão. Iam à direção de Alice e ela não sabia o que fazer. À medida que eles iam se aproximando o ar em volta ficava escuro a nevoa ficava com tom de vermelho. O sangue que descia por seus corpos tinha vida e por trilhas que se moviam como minhocas seguiam para a moça.
-Perdão. Diziam em um coro e nem uma boca se movia vozes desencontradas; ela viu a menina parada em uma rua há direita. A menina virou de costas e começou a andar Alice não pensou duas vezes, correu atrás de menina. Os mortos a seguiram. A menina virou a direita na próxima rua e quando lá Alice chegou não a viu mais.
-Perdão. Disse o menino negro de olhos sem globo parado ao lado de Alice que se assustou e quase caio. O menino estendeu os braços para ela e ela foi se afastando dele havia mais casas ali e estas eram melhores que as outras, janelas e portas ainda no lugar o chão de paralelepípedo. –Mãe. Chamou a menina ela olhou para o alto da rua e viu a pequena em seu vestido branco as cinzas que caiam pareciam não toca-lá. Os mortos vinham pelo mesmo caminho que Alice fez.
-Espere gritou ela subindo a rua quase sem fôlego o menino negro se juntou a multidão e com eles seguiu Alice que corria para o alto, à medida que subia as casas iam se tornando em menor numero ate que no alto do morro só havia três construções uma de cada lado e a maior era onde a menina estava parada a porta era bem ao centro fechando a rua sem saída.
A menina sumiu, lia-se no placa Igreja de São Judas e Prefeitura da cidade. Sem pensar correu passando pelo portão de ferro o muro antigo feito de tijolos baianos parecia preste a cair a qualquer toque. Chegou à porta da igreja e tentou entrar. Trancada.
-Ola. Gritou. Os mortos subiam alguns se arrastando pelo chão. Uma mulher carregava um corpo de criança sem cabeça no colo. –Hei abra alguém. Batia freneticamente na porta, eles já estavam perto do portão. –Perdão. Gritavam e gemiam parecia que cada passo era dolorido a eles. A nuvem negra chegou ao portão e parou. Alice parou de bater quando viu que eles não passaram pelo portão.
Virou-se e lá estavam parados inertes olhando a jovem que suava que respirava ofegante ouvi-se um clique e a porta abriu.
-Eles não entram aqui. Disse a voz feminina castigada pelos anos. Sem perder tempo Alice entrou no lugar sem olhar para quem a abrira ouviu a porta se fechar atrás dela. Ali dentro não se ouvia o radio fora do ar que se ouvia do lado de fora. Sentiu-se muito mal, viu o mundo girar ao seu redor como quando bebia com os amigos. Então nada só o chão se aproximando e depois o silêncio.
A fumaça, capitulo 1
0 comentáriosAlice se ajeitou na velha cama com cheiro de poeira já era tarde e ela olhava para a chama fraca da vela sobre a penteadeira, não havia lua no céu não havia estrelas, o céu tinha um tom de chuva mais não parecia que iria chover, em pontos do céu podia ver manchas vermelhas. Ficou olhando para a vela lembrando-se da ultima noite de sono a menina... A menina.
A menina estava e um balanço improvisado em um galho de arvore, parecia fazer frio naquele dia, Alice notou que ela mesma usava blusas, andou devagar ate a menina que balançava o vento sacudindo seus cabelos loiros.
De costa para ela a menina não pareceu notar sua presença, com as pequenas mãos agarradas às cordas ela balançava, na frente da arvore de onde prendia a balanço uma casa grande, muito parecida com uma escola ou orfanato, lia-se na placa sobre a porta. Menino Jesus. Andou devagar ouvindo seus passos no chão então... um brasa passou por ela pequenos pedaços flamejantes que tocavam o chão e se apagavam em cinzas.
Alice notou que tudo fora tomado pela nuvem de cinzas vivas tudo ao seu redor, a própria arvore onde a menina estava teve suas folhas cobertas pelas pequenas faíscas negras.
-Mãe. Disse a menina parando de balançar tendo sua mão tocada pelas cinzas. –Você veio me buscar, isso e bom. Alice não entendia olhava de um lado pra o outro e não conseguia saber de onde vinham as cinzas, segurou uma no ar e percebeu que era uma folha.
–Mãe eu me sinto muito só aqui, aqui só tenho amigos quando chove aqui mãe nunca chove.
A arvore incendiou-se, a folhas fora se tornando como chamas de velas dançando a vontade do vento. A menina levantou-se o vestido branco os cabelos loiros soltos. Alice queria dizer algo mais não sabia o que. Sentia cheiro de mofo entrando por suas narinas. A menina se virou e Alice viu seus olhos abertos. Sem globo ocular um buraco vazia de onde brotavam lagrimas escuras. A menina chorava e seu pranto partiu o coração da mulher.
Quis grita para a menina não chorar, mais não conseguia, logo a arvore parecia uma grande pira funerária com chamas tão altas que os olhos não conseguiam enxergar o fim. A menina ergueu a mão para Alice e chamou por ela... A nuvem de cinzas ficou mais densa e logo tornou o dia em noite... -Mãe que bom que esta aqui com a gente... Eu senti... saudades.
Sentada na cama Alice sentiu vontade de chorar olhou para a vela que já queimara ate metade a porta ainda fechada como ela deixara, respirou fundo e olhou para janela e quando seu olhar passava pelo quarto notou algo no chão. Alguém, a menina estava sentada de costa para ela parecia mexer algo no chão. Alice olhou para a penteadeira onde descansava sua arma.
-Não tenha medo mãe. Disse a menina em um tom de choro que só deixava Alice mal. Tentou se controlar desta vez aquilo era apenas continuação do sonho. Levantou da cama e andou devagar ate a menina, esperou que o quarto se tornasse algo tenebroso ou que das paredes brotassem mãos mais nada disso aconteceu o que deixou Alice com medo. Passou pela janela e sentiu o ar que vinha lá de fora. Olhou a janela desviando da menina sentada.
-Mãe. Disse a menina e quando ela olhou para frente à jovem estava a sua frente e estendia os braços agarrando ela pela cintura à face branca salpicos de sangue abaixo do queijo e olhos vazios. Alice assustou-se então... Estava ela sozinha em pé no quarto a luz de uma vela. Olhou para o chão e viu escrito com cinzas e caligrafia ruim, deformada.
-Peça perdão.
Meus trabalhos
- Antologia sinistro (1)
- Buscar (1)
- Marcos Antonio (Contos) (17)
- NA HORA DA CHUVA (58)
- seja bem vindo (1)

