-O que você que dizer com depois. Alice perguntou andando do lado da mulher, deveria ter havia um jardim ali mais agora só plantas secas e raízes a mostra no solo rachado
-Eles sempre voltam neste horário que e a hora em que eles morreram. Saíram pelo portão e caminharam pela rua vazia.
-Aqui era a rua dos donos da cidade, toda a vila foi construída em função da fazenda, sim muitas famílias chegaram pra trabalhar e o dono foi forçado a criar esta cidade viveram aqui dez anos antes de morrerem.
-Quem os matou? Andavam ladeira a baixo.
-A família da Fazenda, chegou uma época em que os moradores não queriam mais trabalhar para o fazendeiro porem ele não aceitou a partida deles e mandou matar a todos. Aqui nesta rua ficavam os familiares da fazenda e os encarregados. Entraram na rua por onde Alice tinha vindo.
-Aqui era o centro de comercio onde vendiam coisas compravam de quem passavam bebiam e festejavam. Aqui também morreram.
Por um minuto Alice viu como via em seus sonhos infantis as pessoas paradas olhando para a estrada e na estrada carros, pessoas armadas na frente dos carros um grito de um jovem com um rifle e o massacre começava tiros e mulheres e homens que tentavam correr. Alice olhava o rosto de Agatha enquanto ela falava mais não a ouvia... Ouvia os gritos de dor pessoas caindo tiros nas pernas e nos braços, o homem foi baleado na entrada do bar onde Alice bateu com a camionete.
Crianças eram envolvidas pelas mães mais também eram feridas, poucas crianças escapavam pelos becos, os homens atiravam e gritavam com raiva nos olhos com vontade de matar eram poucos se comparados ao povo, mais a armas os faziam altamente destrutíveis. No Meio da multidão em alvoroço Alice viu a pequena menina, Loira em seu vestido branco... os tiros não a acertavam e ela olhava direto para ela.
-Mãe.
-Algum problema? Agatha perguntou percebendo que Alice não estava lhe escutando.
-São lembranças. colocou a mão na cabeça para aliviar a dor. –Elas tinham indo embora mais agora voltaram.
-Eu sei como e. Agatha voltou a andar e falou alguns passos a frente. –Elas nucas vão embora. Alice não precisava daquela frase pra se sentir pior o estomago revirando o nada que ela comeu querendo sair.
-E esta nevoa? Voltara a andar.
-Não e Nevoa e fumaça. Ela já tinha percebido só queria ter certeza. –Na época acho que por vingança o fazendeiro ateou fogo no milharal com algumas famílias dentro. Um riso fraco escapou da boca e Agatha. –Os tormentos os pesadelos, as dores e a fumaça duram ate hoje.
-Você estava aqui? A quanto tempo foi isso.
-Eu não estava aqui. Andavam por uns dos becos. –Meu avo estava aqui eu sei o que ele me contou, depois eu vim pra cá ainda nova isso as mortes já fazem mais de cem anos.
-Como? Alice estava espantada.
-Meu avo era criança quando saiu com vida daqui. Um dia ele me contou o que tinha acontecido para explicar meus pesadelos. Eu não entendi e claro o que mortos em uma cidade tinham a ver com meus problemas. Meu pai quis me trazer aqui para me mostrar a cidade. E acabamos ficando presos aqui. Ele morreu e eu cresci aqui. Alice não sabia se acreditava nela.
-Quando sai uma vez meu avo tinham morrido, os pesadelos me seguiram piores que nunca então voltei. Outro riso. –Meu avo esta aqui, eu sempre o vejo entre os mortos. Diferente mais ainda e meu avo.
Um calafrio percorreu o corpo de Alice o que a forçou a não fazer mais perguntas andou ao lado de Agatha ouvindo seus comentários sobre a Cidade antiga.
Andaram pela cidade sem rumo aparente, ouvindo sons os próprios passo a respiração então em uma esquina de uma rua curta estava ele.
-Ola velha. Disse ele mais não olhava Para Agatha olhava direto para Alice que assustou ao ver o coveiro.
-Este e... Mais Alice interrompeu Agatha cuspindo as palavras.
-Eu já sei quem ele e. Agatha olhou de um para o outro e ouviu o Coveiro dizer.
-Pode dormir comigo hoje. Disse ele abaixando o rosto e olhando para o chão.
-Não e vou achar outro lugar pra dormir. O coveiro sorriu um riso doentio e olhou para a Loira. –Não tenha medo eu não vou te fazer mal.
-Eu não confio em você. Agatha ficou ouvindo a conversa sem nada dizer. –Quero meu carro e minhas coisas de volta.
O Coveiro levou as mãos há barriga e começou a fazer um movimento massageando como se estivesse excitado.
-Pode vir buscar quando quiser. Disse e virou as costas andando ate sumir na nevoa.
-Como você se chama moça só agora percebo que não sei seu nome. Agatha virou-se para Alice.
-Alice .
-Você já conheceu o Coveiro depois de mim ele e a única pessoa viva aqui, quer dizer tem você agora. Começaram a andar fazendo o caminho de volta.
-Ele e tarado. Disse ela; lembrando do homem nu próximo dela. –Tentou me violentar ou algo assim.
-Duvido. Disse a velha fazendo uma careta como se andar as fizesse sentir dores. –A não ser que ele achasse que você estava morta.
-Como? Franziu a testa.
-Quando você vem para cá alguns de seus problemas mentais. Agatha gesticulou fazendo um movimento circular em volta da cabeça para reforça a frase. –Aumentam, bem ele tem desejo por pessoas mortas. Mais um de inúmeros arrepios percorreu todo o corpo de Alice.
-Ele não vai tocar em você enquanto tiver vida em seu corpo, no mínimo vai esperar que você morra para então ter você. Como sempre faz.
-Isso e loucura. Alice tremia ao falar.
-Este Lugar e uma loucura completa ele só e parte dela.
Mais uma vez o silencio se fez e as duas voltaram para a igreja uma ao lado da outra Agatha, pensado que poderia não demorar para o coveiro ter ela, Alice parecia cansada e a beira da loucura neste estado poderia cometer suicídio.
A fumaça, capitulo 4
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