Alice acabou por medir mal a distancia entre seu carro e o posto de gasolina a chuva já começava a passar o chapéu herança de seu avo protegeu os olhos. pela viajem nem um carro que lhe pudesse dar carona passou. Quase pode ouvir a voz de seu ex-marido dizendo.
-Isso e o que ganha por fazer as coisas sem pensar. Vislumbrou agora todas as vezes que ouvira isso do homem e sentiu raiva por lembrar dele. Quanto tempo fazia? Quatro nos. Sempre que falava nele sua mãe dizia que ela ainda o amava. A verdade e que eles ainda se amavam mais o espírito aventureiro dela e o certinho dele não se davam bem. Bom o que era passado era passado Luana se concentrou na caminhada.
O pior era o estepe hora levada nas costa hora rolado no asfalto, carregado abraçado ao corpo, olhou para trás percebendo que o dia perdia suas cores e que não vinha nem um carro.
-Porra. Gritou e ninguém ouviu de repente lembrou dos urubus que viu na estrada, ela poderia cair ali que eles a devorariam sacudiu a cabeça não acreditando em seus pensamentos. Andou por mais meia hora e viu o posto de gasolina. Entrou e chamou.
-Ola. Ninguém no posto. –Ola. Disse de novo deixando o estepe no chão a blusa molhada deixava aparecer o sutiã branco. Andou ate a lojinha prestando atenção no cenário em volta coisa que não fizera mais cedo.
Pneus por toda parte, restos de comida pelo chão, caixas de papelão abertas e empilhadas em um canto meio deposito meio posto, entrou na loja e viu que ela estava fazia. Sentia fome ate o cereal que comprou ali mesmo ficou no carro.
-Ola. Disse olhando em volta olhou para fora por algum estante e depois para frente e levou um susto. Parado em sua frente estava o dono do Posto nas mãos um corda que ele enrolava lentamente.
-Sim.
-Eu. Ela tentou ser gentil afinal seria bom ter uma carona de volta ao carro. –Eu furei um pneu e meu estepe esta fazia onde posso encher-lo.
-Isso e fácil. Disse o homem com um sorrido mórbido no rosto Luana tentou adivinhar para que era a corda.
-Eu atrapalhei alguma coisa? Disse ela tentando não ser intrometida.
-Não estava tentando me enforcar mais não posso morrer. Um segundo de silêncio então ele sorriu e ela fez o mesmo. –Venha disse ele jogando a corda no chão perto do balcão de doces. O dia estava sumindo e Luana já ficava preocupada com isso o carro sozinho na estrada trancado, mais só.
O homem apanhou o estepe que ela deixara jogado e levou para um canto onde tinha uma bomba de encher, ligou a maquina ouvindo o som irritante dela o ar entrava no pneu ao seu lado Alice assistia a tudo.
-Seu carro onde o deixou? Ele falou devagar como se sentisse dor de garganta.
-Longe em uma cidade... Ela ia falar mais porem foi interrompida por ele que levantou em um salto.
-Cidade que Cidade? Por um momento aquele homem calmo e tranqüilo pareceu perigoso.
-Chama-se Vila de São Judas e o que diz a placa. Era difícil explicar a expressam do homem uma mistura de medo e raiva atrás dele o pneu enchia aquele som de ar passeando pela borracha, Luana se perguntou se não teria que sacar a arma mais então ele voltou a se o homem de antes.
-Me chamo João, João batista e você e mesmo Sônia?
-Não. Ela tirou o chapéu da cabeça e soltou o cabelo enquanto falava. –Sou Alice mais por cautela não dou meu nome verdadeiro.
-Isso, e bom ter precaução. O homem virou-se e abaixou para ver o pneu Luana teve a impressão de ter visto marcas em seu pescoço. Ao longe os insetos começavam a cantar. –Esta bom. Disse ele só que você não esta pensando em voltar para o carro agora?
-Sim. Disse ela achando estranho a pergunta. –Por?
-Já vai anoitecer você não vai querer andar por ai na estrada a noite vai? Ele tinha um sorriso bondoso no rosto mais ela não deixou de desconfiar.
-Mais tenho que voltar logo a estrada.
-Eu tenho quartos, aposto que você ainda vai procurar onde dormir minha diária e baratinha. Por sorte ele só queria um cliente. –Alguns caminhoneiros dormem aqui às vezes e ninguém nunca reclamou dos meus serviços, olha só amanha bem sedo levo você ate seu carro.
-Mais meu carro ficou Sozinho na estrada. João olhou o céu como se medisse se iria chover ou não.
-Tenho certeza que ninguém vai mexer em seu carro nesta cidade e esta e uma região muito tranqüila, ninguém vai mexer com você também.
Alice ficou vermelha com esta ultima frase afinal estava claro que ele tinha um pé atrás com os homens era verdade para ela são todos iguais. Mais em fim tinha mesmo que dormir era claro que João não iria querer levá-la ate o carro não agora então sorriu.
-Tudo bem quanto e a diária. O homem sorriu e disse o valor. –Mais alimentação pode ser?
-Tudo bem e razoável. Tem um lugar onde eu possa tomar um banho?
-Claro venha vou lhe mostrar.
Andaram para dentro a lojinha e no caminho João ia acedendo às luzes um dos interruptores iluminou todo o posto passou pelo balcão e entrou não porta aos fundos atrás da porta um corredor com vários quartos. Ao passar Alice viu mais de perto o velho retrato de João Batista Jovem era um rosto forte alguém que merecia ser obedecido era um líder, um rosto que Alice com certeza não esqueceria.
-Aqui. Disse ele empurrando uma porta. –E o mais limpo que tenho a um banheiro dentro e a chaves, as duas. Ele quis reforça o fato de não ter chave com ele. –estão na porta. Luana olhou para o interior do quarto e depois entrou. Cama Uma cômoda ventilador no teto e janela que dava para uma cerra.
-Você deixou suas malas não foi.
-E não medi o tempo que ia levar de lá ate aqui.
-Tem roupas na cômoda mais são de homem agora vou cuidar do posto fique a vontade.
-Claro ela disse vendo se afastar de repente uma sensação ruim percorreu seu corpo mais Alice não era muita de dar ouvidos a sensações e visões, fechou a porta e foi tomar banho.
DOIS ANOS ANTES. CAPITULO 3
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