A legião capitulo 3

O Coveiro seguia por estrada de terra carregando o corpo do menino no ombro esquerdo, enquanto carregava a arma na mão direita, passou pelo galpão onde ele guardava as coisas encontradas na cidade e continuou andando.
No fundo ele mesmo não gostava do que fazia, a anos atrás quando chegou aqui e viu os corpos jogados no chão de alguma forma bizarra estavam conservados ele sentiu nojo sentiu pena dos corpos pena das pessoas.
Andava enquanto lembrava-se dos fatos... Quando percebeu que não conseguiria mesmo sair da cidade ele resolveu enterrar a todos porque fez isso? Bem não gostava de vê-los pelo chão; então um a um ele foi enterrando os moradores da cidade. Foi quando Agatha lhe chamou de Coveiro pela primeira vez.
Um dia enquanto enterrava um dos corpos, uma jovem mulher; algo lhe chamou atenção. O seio direito da mulher saio da blusa, ele parou de cavar e ficou olhando o seio morto. Olhou em volta e não viu ninguém. Não tinha mesmo muita gente naquela cidade. Largou a pá no buraco que já estava por seus joelhos e andou ate perto do corpo, sentou-se na borda da cova e olhou o seio moreno. Olhou o rosto da mulher, ela não tinha marca de balas, talvez tenha morrido depois de algum ataque. Ataques que se tornariam comuns naquele lugar, como o de Jonas agora.
Coveiro chegou ao cemitério que ele mesmo criara, sem muros sem flores sem grandes mausoléus, eram apenas covas no chão que eram reconhecidas por cruzes da madeira e pelo relevo da terra, ele andou com o menino nas costas passando por entre as covas sempre tinha o cuidado de não pisar nelas, estranhamente ele tinha um respeito por elas.
Lembrou que olhou bem para o seio da moça foi quando sentiu alguma atração pelos corpos sem vida por alguns instantes se concentrou e apenas ajeitou o seio da mulher dentro da blusa... Sentiu seu toque frio. Colocou Jonas no chão ao lado de uma cova aberta.
Quando a mulher já estava no buraco e ele se preparava para sair sentiu algo percorrer seu corpo, sentiu sangue ser bombeado, voltou o olhar para o jovem morta na cova apertou os olhos então se virou para ela, abaixou-se e puxou a blusa deixando os dois seios a mostra.
-Não. exclamou ele no passado e agora que estava retirando a camisa de Jonas. Tocou o seio da mulher morta com a ponta dos dedos então encheu a mão com eles. –Pare com isso. Disse para si mesmo. Sem perceber que o fazia estava abaixado e beijando o seio da mulher tocou seu ventre sem vida e beijou sua nuca fria. Logo era vida na morte, profanando o corpo sem pulso, era pecador. Era devorador de um corpo sem almas, depois da mulher era fácil ele desejar outros corpos, e logo não só as mulheres. Afinal eram apenas corpos sem vida.
Jonas não era a primeira criança da sua lista, contato que a pessoa esteja morta para ela não faz diferença, não faz mais nem uma diferença, olhou bem para o corpo nu do menino e sentiu o prazer medonho percorrer seus órgãos. Agachou-se levava a boca para a boca do menino quando.
-Pare. Gritou uma voz que ele não reconheceu, ao olhar viu que era Alice porem havia algo de diferente nela, mais não sabia o que era ainda ela estava longe e no meio da fumaça.
-Vá embora ele e meu. Gritou. –Vá embora ou te dou um tiro. Ele não queria atirar nela, não queria estragar seu corpo.
Ela ignorando a ordem começou a andar para perto dele estranhamente o Coveiro se sentia observado por milhões de olhos.
-Vá embora. Gritou ele apanhando a arma e apontando para Alice que sorrio com um ar medonho; ela vez um movimento de braço no ar como se espantasse moscas. A arma foi arrancada da mão do Coveiro como se alguém tivesse chutado ela.
Pensou em correr tinha algo de muito errado com vultos e sombras em forma definida tocaram em Alice logo ela estava saindo da fumaça foi quando ele viu os olhos vazios, sem globos oculares a boca repuxada como se todas as dores do mundo estivessem somadas naquele corpo.
-Você não vai tocar este garoto. Disse e em nada a voz se parecia com a voz de Alice era mais como um velho senhor, quando falou de novo bem próximo dele parecia uma criança falando. –Não como tocar a nos.
Como fazem os animais assustados e encurralados em um momento de coragem o Coveiro levantou-se percebendo o quanto longe estava sua arma, deu um salto para frente se lançando em Alice.
A poucos centímetros de agarrar o pescoço dela o homem de 98 k parou no ar, flutuando seguro por mãos que ela não via se seus olhos enxergassem; ele veria uma pequena multidão que impedira ele de alcançar Alice. Se pudesse vê-los notaria que ao ser lançado no chão a mais de dois metros foram estas mesmas mãos que o lançaram.
Bateu de costa no chão e sentiu um dor percorrer sua coluna, olhou nos olhos de Alice e não os achou somente aquele vazio, as mãos em garras manchas de sangue no canto da boca ela se aproximou.
-Você merece a morte. Era um homem quem falava e em seguida uma velha. –Merece esta no meio de nos.
Coveiro começou a se arrastar pelo chão fugindo do caminhar de Alice entre as covas ele se arrastava se tirar os olhos dela.
-Eu não pedi para esta aqui sabia. Gritou ele sem parar de se mover. –E culpa de vocês se estou neste inferno, culpa de vocês se sou o que sou.
Ela parou por um momento avaliando o que ele disse.
-Não e culpa nossa. Disse uma voz, mas parecida com a dona do corpo. –Quem mandou você vir para cá?
O Coveiro se ajoelhou levantando devagar.
-Eu, eu vim atrás de meu irmão. Tinha um pouco de raiva no que ele dizia mais tomava cuidado ao falar eles podiam tocá-lo agora. –Meu irmão que vocês sempre chamaram em sonho, dês que pequeno meu irmão que vocês atormentavam a noite; ele tinha sonhos com este lugar sonhos com vocês, então ele morreu e os sonhos passaram para mim. Ficou em pé –Só que nos meus sonhos ele também me chamava e aqui estou. Abriu os braços para reforça o que dizia.
-Não e culpa nossa, também queremos ir embora.
-O jeito de vocês tentarem sair e atraindo mais condenados para cá e isso?
-Queremos ajuda.
-Vocês nunca deixam ninguém sair. Gritou ele e isso despertou a raiva na multidão. Alice se lançou no Homem e agarrou seu pescoço lançado o Coveiro no chão.
-Isso não muda seus crimes. Disse ela salivando.
-arc... Tentava falar. –Isso me..urg... Matem e eu serei m... Mais um entre vocês, e só isso que vocês querem mesmo. Alice afrouxa a mão.
-Vocês acham que goste de estar aqui? Vocês acham que não queria esta em casa, que todas as pessoas presas aqui não queriam estar em casa. Alice parecia confusa. O Coveiro rio mesmo sabendo que não devia.
-Eu não escolhi isso. Disse. –Mais vocês escolheram viver aqui. Conseguiu fôlego e gritou. –Vocês são assassinos. Sentiu os dedos magros de Alice apertando com muita força seu pescoço sentia também como se mil olhos estivessem lhe observando, quando olhava para o rosto de Luana não via olho alguma, apenas um vazio sem fim. A morte era certa mais um pouco e qualquer coisa se partiria no Coveiro.
-Vejam. Gritou outra pessoa, todos olharam Agatha parada apoiada em sua bengala em uma das mãos um balde com água. –Venha ver o que eu trouxe para vocês. Deixou o balde no chão e um cheiro bom chegou ao corpo de Alice. Ela acordaria com a seguinte lembrança.
Todos reunidos na rua principal em volta do velho José ao longe se viam nuvens carregadas as pessoas pareciam impacientes.
-José. Estamos vendo as nuvens mais como vamos saber que estão indo para onde vamos. Disse um homem jovem e forte.
-E podem muito bem esta longe. Foi uma mulher que disse agora.
-Vejam esta chovendo aqui perto amigos e o melhor está chovendo em terras sem dono. Disse José com uma certeza hipnótica falava como um pastor bem treinado gesticulava tinha fortes expressões faciais.
-Você tem certeza homem? Uma outra mulher mais velha falou. –A chuva e a única esperança que temos que nossa saída daqui não será um desastre.
-Sim porque o fazendeiro não vai querer agente de volta se nada de certo. Disse o outro senhor.
-Não vamos voltar, esta chovendo em nosso caminho vejam sintam e o cheiro de terra molhada; vamos vencer amigos.
Foi este cheiro que ela sentiu agora ao acordar, Agatha jogou a água no chão e os mortos abandonaram Alice ela chegou a vê eles andando na direção da água no chão, corpos podres roupas em farrapos. Mas quando piscou era só ela Agatha e o Coveiro.
-Água da chuva para eles e como. Agatha pensou e qualquer exemplo banal do dia a dia porem usou um bem forte e próximo a eles. –Como os mortos para o Coveiro.
Alice percebeu que ainda estava com as mãos no pescoço dele, largou e olhou para elas como se elas estivessem sujas olhou para o homem embaixo dela e sentiu nojo dele, levantou-se. Ele olhou nos olhos dela agora lindos olhos azuis.
-Você quase me matou. Ele falou com um tom de raiva e parecia que ia atacar Alice. A loira mulher se encolheu perante o toque do homem quando ouvi-se pela ultima vez naquele dia o som da arma engatilhando. Os dois ficaram imóveis.
-Vá embora Coveiro. Agatha apontava a arma para ele poderia muito bem acerta Alice com o tiro se resolvesse atirar, o Coveiro pensou menos nisso porem quando olhou para a linda mulher a sua frente ela tinha se afastado muitos passos. –Vá.
-O que foi velha? Você nunca se intrometeu comigo. O Coveiro juntou as mãos na frente do corpo como fazem os padres ao andar.
-Para tudo a uma primeira vez agora vá. Ele sorriu amargamente. –Deveria dar graças a deus ou a qualquer entidade que você tenha amizade por está vivo; agora suma.
-Dei-me minha arma e eu vou. Por um segundo o homem olhou para o corpo do menino no chão.
-Não apenas suma depois te devolvo. Mais o homem estava com jeito de não querer sair dali. –Não teste minha paciência Luiz caia fora logo.
O nome causou um choque no Coveiro como se a palavra fosse mais perigosa do que o tiro que poderia levar, de cabeça baixa e sem olhar para trás ela foi andando ate sumir na fumaça.

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