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Cabeça tudo muito confuso, aquele lugar aquele homem lá embaixo portando uma arma calibre dose. A nevoa tudo parecia um grande delírio um sonho seu como a lembrança que tivera do marido ao subir as escadas. Ela ainda lembrava-se dos pesadelos da infância lembrava-se do medico dizendo que um dia ela poderia enlouquecer de vez, bem acho ela que este era o dia.
Entrou no quarto sem olhar para o corredor escuro a sua frente viu no chão ao lado de uma velha cama suas caixas tudo ainda fechado, mais não viu o que queria ver.
-Acho que isso e seu. Ouviu a voz grossa falando atrás dela a mão instintivamente foi à arma ela se virou devagar, viu nas mãos do coveiro seu chapéu. –Isso e seu não e? Ele viu o amor nos olhos Alice todo o carinho que ele sentia pelo objeto. –Você gosta muito dele não gosta?
-Você pode-me da, por favor. Ela estendeu a mão que estava na arma e ele apenas a olhou e sentiu sua aflição quando ele não estendeu a mão para ela.
-Eu ia usar mais achei melhor não. À vontade nos olhos dela se tornaram descrença, o coveiro brincava com o chapéu em suas mãos e a descrença virou raiva ela a não recolheu a mão. –Tome. Entregou sentindo que ela usou mais força do que o necessário para pegar o chapéu.
-Estou lá embaixo se precisar pode ficar a vontade só não a nada para comer.
-Tudo bem, ela disse vendo o homem se afastar e ouvindo os passos pesados morrerem aos poucos após descerem as escadas. Abrocou o chapéu e desejou com força esta em casa, como fazia quando era adolescente e o pesadelo a dominavam abriu os olhos e viu que ainda estava na velha casa, perdia debaixo do mesmo teto de um homem com uma arma calibre dose.
X X X
O coveiro estava onde antes era a cozinha, agora não passava de um lugar mofado e sem vida, a pia suja com marcas de sangue seco, dentro a pia se via pequenos pedaços de carne e pelo. Os moveis tinham sido quase todos retirados com exceção da mesa onde agora ele estava debruçado.
Sobre a mesa alguns utensílios, colheres, garfos pratos sem cor, nas mãos do homem uma faca com a qual ele espetava algo na mesa. Mesa suja de madeira antiga comida pela os cupins. No centro uma vela acesa ilumina fracamente todo o lugar sua chama que dançava debilmente para la e pra cá.
Na mesa o corpo de um rato grande, o rato tinha seu tórax aberto olhos perdidos na eternidade o intestino saindo caído sobre a mesa. Coveiro olhava para ela com certo carinho sorria ao cutucar o animal morto com a ponta da faca.
-Pela manha. Disse ele falando ao rato morto como um amigo que fala um segredo a outro. –Pela manha ela será minha. Sorriu e levou à ponta da faca a língua.
A Cidade de São Judas Capitulo 8
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