Retratos Da Cidade capitulo 2

Alice saiu da igreja disposta a achar uma saída daquele lugar, passou pelo portão e vislumbrou a cidade fantasma a noite, a nevoa fumaça estava mais fraca ela podia ver a uma distancia que não se via durante o dia, porem.
A noite era mais forte do que as noites no mundo real, nem uma estrela no céu nem lua nem nuvens, nem um tipo de claridade era como se a própria nevoa tivesse virado a noite. Em pontos podia e ver a escuridão se mover. Alice conteve seus arrepios e deu alguns passo a frente. Sentia-se observada olhou para a igreja mais não viu nada a construção estava perdida nas trevas. Abraçou o corpo e olhou para todos os lados.
Sentiu algo em seu calcanhar; eram dedos... Saltou de lado olhando para o chão não havia nada. Girou nos pés procurando por alguém a arma ainda estava na cintura a ao alcance das mãos, mais em fim o que adiantaria a arma.
Viu a frente um vulto pequeno com roupas brancas, era a menina sumindo na escuridão Alice a seguiu e após poucos segundos de passo largos parou e frente a uma casa, a casa que a outra diz ser a da família do fazendeiro. Ela soube então a menina a estava ajudando.
Andou passando pela entrada sem portão e era estranho ela não carregava nem uma fonte de luz mais via claramente as coisas naquela escuridão como se a noite se afastasse quando ele se aproximava ou como se ela mesma fosse á luz. Tocou a porta fria da casa e empurrou deixando a luz entrar primeiro. Viu sua própria sombras no chão, viu pelo menos mais quatro sombras atrás. Não olhou apenas entrou na casa. O medo a estava controlando a entorpecendo. A luz que entrava pela janela era o suficiente. Luz de onde? ela se perguntava.
Nas paredes o reboco caia no chão de piso bruto de cor vermelha que ela só vira antes na casa do avo, pisou sentindo o frio nos pés não havia segundo andar a frente na sala fazia de moveis havia um corredor e uma porta a direita dela. Andou medindo os passos. Virou-se para a direita e notou na parede alguns quadros. Andou ate eles.
Muitos quatros na parede um com trabalhadores de pés no chão e ferramentas nos ombros; outro com crianças se fartando com milho; mulheres se vestindo com roupas que Alice lembrou ser de uma festa religiosa... e muitos outros e ao centro havia uma homem, braba negra camisa branca social arma na cintura botas cinzas que poderia ter sido pretas. Na cabeça um chapéu de palha Alice reconheceu era o homem de suas visões.
-Você e o responsável por tudo isso não e? Um vento frio invadiu a casa quando ela se calou abraçou o corpo e desviou o olhar do homem alguma coisa a estava incomodando. Olhou de novo e pensou ter visto o avô em um dos quadros. Olhou mais de perto apertando os olhos, não tinha se enganado poderia jurar que vira o velho homem com aquele sorriso que ela amava; não seu avô não estava entre os fotografados... Não? Certeza ela não tinha. Andou ate o corredor deixando a escuridão engolir a sala atrás dela. Olhou para traz e era como se não houvesse nada lá, o breu total transformou tudo em nada, a frente nada, era como se o mundo fosse se criando a medida que ela andava. Escolheu um quarto a esmo e entrou. Ouvia sua respiração... Ouviu seu coração bater na garganta suava frio, estava com medo.
Nem um móvel no quarto havia luz ali dentro de um modo estranho; no canto do quarto havia o chapéu onde a luz era mais forte Alice andou ate o objeto percebendo tudo ficar mais claro era um chapéu de palha era o mesmo da fotografia. A noite acordado naquela cidade era muitas vezes pior que esta dormindo. Tudo parecia um pesadelo prestes a explodir. Abaixou-se e apanhou o chapéu. Sentiu um formigamento estranho no braço. Era um chapéu velho empoeirado o qual lentamente Alice levou a cabeça.
-Pai. Ela ouviu alguém chamar e se virou. Era o jovem rapaz vestido a maneira típica da fazenda na cintura um facão o homem sorria mostrando os dentes irregulares.
-Diga. Filho Alice ouviu alguém dizer e parecia que a voz vinha dela mesma.
-Os trabalhadores chegaram e são muitos pai vamos poder erguer a fazenda finalmente. Uma luz forte entrava pela janela era dia um dia do passado perdido nas brumas do tempo.
-Isso e bom. Alice sentiu uma alegria que não vinha dela olhou para as próprias mãos e viu mãos de homem. –Peça para todos se juntarem na frente do celeiro vou falar com eles.
Alice viu o rapaz sair do quarto correndo e depois se virou para o espelho na parede era um homem barbado olhos alegres um tipo de coronel o mesmo do retrato parecia muito feliz, pois ela mesma sentia sua alegria. Ela andou pela casa bem iluminada acenando para os empregados apanhando uma fruta na mesa da sala e saindo para a fazenda. Alice percebeu aquele quarto era o da fazenda não a da casa da cidade.
Viu a pequena multidão em frente ao celeiro conversavam riam alto olhavam uns para os outros com satisfação então pararam quando o coronel se aproximou.
-Bom dia senhores e senhoras. Disse. Escutou de volta um caloroso bom dia atrás deles um campo vazio e o céu azul. –bem... O homem retirou o chapéu da cabeça e Alice estava de volta no quarto escuro.
Aquela lembrança Alice não tinha era nova e talvez tenha vindo com o chapéu o qual ela ficou olhando por alguns segundos. Esperava que algo mais acontecesse mais não ouve nada. Olhou em volta e avistou um velho quadro na parede esta distante não dava pra ver. Aproximou-se levando o chapéu nas mãos e a parede se iluminou com a luz estranha. Era o mesmo homem em um retrato do busto.
-Me conte o que houve. Diga-me como sair. Cansada de olhar para o quadro e não obter resposta ela largou o chapéu no chão e saiu do quarto em seguida saiu da casa.
Então....
As sombras se afastaram dela como se fossem um animal fugindo do caçador mais não era só dela, as sombras estavam abandonando a cidade deixando toda a região a mostra Alice viu de onde estava pequena no fim da estrada a casa onde dormira a noite passada lado o celeiro. O céu tornou-se cinza e depois avermelhado. Ela viu a estrada viu a placa da Cidade mais tudo alem da entrada parecia irreal fora de foco.
-O que e isso? Então a fumaça foi surgindo dos céus descendo devagar saindo pelos becos por baixo das casas e por cima delas. Não via mais a casa da fazenda logo não viu mais a estrada nem a entrada por fim tudo estava tomado pela nevoa fumaça. Alice acabara de presenciar o amanhecer na cidade de São Judas. Respirou fundo e continuou andando.

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