A noite foi chegando lenta e medonha, o menino percebeu que era diferente não era como lá fora que a sol descia no horizonte deixando primeiro o céu vermelho enquanto as aves voltam para o ninhos; não. Ali Na boca de inverno as trevas vinham engolindo todas as casas. Com tentáculos e garras fantasmas.
Alice puxou Jonas para uma das casas a fim de fugir das trevas, ali dentro ao fechar a porta ele vira lá fora, enquanto a noite caia as vozes começavam pelas as frestas da madeira viam-se corpos sem forma chegando com a noite.
-O que e isso. Aquilo estava sendo demais para o garoto, Alice percebeu que ele estava pálido suando; ao tocar seu braço percebeu que estava frio. –Tenho medo.
-Eu também tenho. Disse Alice puxando o menino para perto dela; abraçaram-se ouvindo os murmúrios dos mortos do lado de fora. –Eu também tenho medo mais prometo que vamos embora. Aos poucos as sombras foram engolindo aquela sala também, a sala sem moveis e sem quadros na parede aos poucos foi perdendo as formas. Alice via olhos nas sombras então era outro mundo onde só os corpos humanos iluminavam.
Alice e Jonas pareçam duas velas no universo de sombra onde só havia murmúrio e dor. Algo que parecia impossível aconteceu ambos nos braços um do outro adormeceram um sono intranqüilo e perigoso.
Alice estava parada na frente daquela casa grande sentia o vento passar por seu corpo sentia um fio de cabelo que se prendera em seus lábios mais não o cuspiu. Na porta de entrada lia-se o nome do orfanato em letras garrafais. O céu estava nublado a porta da frente estava aberta.
Ela andou devagar e a medida que andava sentia o mundo atrás dela desaparecer mais não olhava para trás, em determinado momento da caminhada ouviu um gemido bem ao seu lado. Um menino, sentiu braços apertando sua cintura, mas deste toque não teve medo continuou a andar. Respirava devagar.
O primeiro degrau, o segundo e o terceiro completando a subido e depois a porta e o mundo escuro dentro dela, Alice entrara sentindo a madeira velha nos pés; muito moveis no salão de entrada, sofás, mesas, quadros na parede de anjos e santos mas nem uma pessoa. A esquerda tinha duas porta a direta, janelas. A frente um balcão e bem ao lado uma escada giratória que sumia no piso.
Uma das portas se abriu e Alice andou para ela entrando em um corredor que parecia não ter fim, mais uma vez aqueles braços a apertaram. Passo a passo passando por portas que não se abriam para ela o corredor parecia se inclinar como se dissesse com vozes fantasmagóricas: Por aqui. Vasos sem nem uma planta e janelas se nem um mundo para ver, a fora só trevas, as trevas que Alice já conhecia.
O garoto gemeu ao seu ouvido e ela sentiu abraçando-o para ajudá-lo em sua dificuldade ate que uma das portas se abriu apresou o passo e parou de frente para ela. Era um banheiro.
Sobre um banquinho de madeira de frente para a pia estava a menina Loira em seu vestido branco, as cabelos loiros estavam trançados, ela olhou para Alice com lindos olhos Azuis um rosto limpo e claro boca pequena e vermelha.
-Eu esperei você aqui por tanto tempo. A menina disse com um tom triste mais não ameaçador.
-Eu não sei quem e você. Alice falou tentando entrar no banheiro mais não conseguiu se mover.
-Sim você não sabe. Disse a menina olhando para o espelho, a frente sobre a pia estavam comprimidos de todas as cores as caixas estava no chão. –Foi aqui que eu cansei de esperar. A menina levou um comprimido a boca e depois outro.
-Não faça isso. Disse Alice tentando entrar mais não podia. O menino disse algo ao seu ouvido. –Não tema. Falou levando outro remédio e outro. –Aqui você não pode mais me salvar. Um após o outro ela engolia os remédios contra dores que ela não tinha que criariam dores que ela não poderia combater. –Assim como os mortos da cidade que toda dia voltam ao centro para morrerem nas mãos dos fazendeiros eu toda noite volto aqui para morrer pelas minhas próprias mãos, volto aqui para me cansar de te esperar. Logo ela tinha ingerido tantos que seria impossível salva-lá.
-Por favor não faça isso. Alice estava quase chorando. A menina soltou o laço do cabelo, e pouco a pouco foi desfazendo a trança. –Não se preocupe aqui você não pode me ajudar. Mais pode libertar meu espírito e os outros também. Começou ater espasmos. Segurou firme na pia e começou a salivar.
-Eu juro que não sei quem você e, me diga me fala seu nome.
A menina vomitava agora algo amarelo e espesso. Então foi ficando fraca, os joelhos dobrando as mãos foram largando a pia.
-Aqui eles me chamavam de Anjo.
O anjo caio para trás de cima do banco batendo forte com a cabeça e espumando tendo espasmos fortes, confusões e simplesmente não tinha ninguém para salva-lá, ela pelo que Alice percebeu, sofreu toda a noite ate morrer pouco antes do dia amanhecer. Quando Alice acordou estava chorando.
UM NOVO VISITANTE capitulo 5
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