Ela abriu os olhos e ainda era noite, não via nada a frente, o menino Jonas não estava com ela, assim que percebeu a falta do menino Alice ficou apavorada procurando, olhando para todos os lados.
-Jonas. Chamou ela baixinho na esperança do menino esta por perto, de ter ido deitar no chão perto dela. –Jonas. Chamou mais alto e ficou em silêncio por alguns segundos esperando alguma resposta. Nada.
Levantou-se com os braços estendido procurando apoio, encontrou a parede que parecia úmida Alice nem quis imaginar que liquido escorria por ela.
-Bem se aqui esta a parede. Disse ela virando para o outro lado e andando a passos lentos quando se aproximou da porta, a luz que vinha de seu corpo fez ela aparecer, só conseguia ver a saída e mais nada ali dentro. Tocou a porta então ouviu alguém respirar. Abaixo dela deferia ser Jonas; ela não iria precisar sair para procurar-lo. Olhou para baixo.
-Ola mamãe. Alice tremeu mais não se moveu era estranho mais estava se acostumando com os fantasmas. –Não se preocupe com ele, o tempo dele já acabou não tem nada...
Isso apavorou Alice e antes que a menina terminasse de falar ela abriu a porta e saio sem saber para onde ia seu corpo iluminava as trevas, mas não a uma distancia que se pudesse escolher um caminho.
-Jonas. Ela gritou; silencio, sentiu mãos tocando suas costa então se virou subitamente gritando. –Não me toquem. Andou mais um pouco para dento da escuridão. –Jonas. Gritou novamente, esta suando e sendo seguida. Por vez desviou de mãos que surgiam na escuridão. Mais não achou ninguém. Então.
As trevas se afastaram foram diluída pelo sol que nascia lá fora as sombras simplesmente deixaram a cidade, a fumaça voltou. O menino não estava em lugar algum, nem uma varanda não estava no meio da rua ate nos telhados Alice olhou e nada, estava cansada resolveu se sentar, mais antes que pudesse fazer-lo ouviu passos.
Olhou e viu Jonas sujo de terra rastro de lagrimas nos olhos cabelo cheio de folhas; roupas rasgadas.
-Jonas onde você estava? Ele começou a andar na direção do garoto e notou seus olhos distante ele disse antes que começar a cair. –Eu vi tanta coisa.
Alice tentou evitar a queda do menino mas só seguro seu braço não deixando ela tocar completamente o chão, se ajoelhou devagar segurando Jonas, abraçou o menino e disse sacudindo o garoto levemente.
-Jonas hei acorde.
-Não, dói ficar acordado. O menino respirava fraco. –Eu tive um pesadelo com pessoas morrendo e levantei no meio da noite, resolvi sair para ver quem me chamava ai eu vi... o menino apertou os olhos ao falar.
-Jonas.
-Ai, dói demais, alguém tem que ajuda... A voz foi diminuindo o corpo dele estava frio. - Ajudar-los. Parou de falar a respiração também parou.
-Jonas. Ela chamou sacudindo o menino. –Jonas abra os olhos, não vá. Mais o menino não respondia. Lagrimas rolaram lentamente nos olhos dela. –Por favor, não vá. Ele percebeu que não podia ter dormido tinha que ter protegido o garoto. –Jonas. Gritou ela. Ela mesmo desmaio quando viu os fantasmas e ele pobre garoto não conseguiu resistir às visões. –Jonas. Soltou a garganta e abraçou o corpo deixando as lagrimas rolarem.
Lagrimas pelo menino, pela menina que ela viu morrer, pelo povo também, lagrimas pelo Marido Miguel que ela deixou mesmo amando mais que a tudo no mundo, Lagrimas por ela mesma que nunca fora feliz e não conseguia ser agora. Chorou sobre o corpo de Jonas, ate as lagrimas sumirem dos olhos.
UM NOVO VISITANTE capitulo 6
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