UM NOVO VISITANTE capitulo 1

Alice correu mais do que suas pernas poderiam suportar o tempo todo acompanhando o caminhão com os olhos, ouviu vozes enquanto corria mais ignorou a todas, não... Diziam elas Mais a única coisa em que Alice pensava era em ser salva, Ofegante correu pelo beco abrindo caminho na fumaça. Tropeçou em algo que imaginou ser um tronco e caiu de boa no chão de terra.
Levantou correndo sem se preocupar com algum possível machucado estava eufórica estava quase chorando de tanta emoção, poderia ser aquilo mais uma das ilusões da cidade mais ela não estava se importando.
Chegou a rua principal e viu que a fumaça havia ficado mais branda, o carro carregado de madeira descia a ladeira Alice pode notar que o motorista era grande. Barbado e falava algo, não ele cantava.
Sorriu acenando com os braços... o homem colocou a cabeça para fora do caminhão e gritou para o céu algo que ela não entendeu, acenou novamente mais o caminhão na diminua a velocidade ele não a estava vendo.
-Hei. Gritou ela andando para o meio da rua. –Pare, por favor. Gritava acenando com os braços no começo um balançar constante depois um sacudir frenético; o medo tomou conta dela. –Por favor. Gritou deixando uma lagrima percorrer seu rosto o homem no caminhão cada vez mais perto cantava alegremente sem ver nada na sua frente a não ser a estrada.
Mais perto. Que castigo era aquela? Ouvia o som das rodas a buzina que o homem soava para acompanhar a musica via o sorriso no rosto maduro do motorista mais não era vista. Mais perto. Sentiu medo de viver para sempre ali de nunca mais ver sua mãe seu pai o qualquer pessoa que não fosse Agatha e o tal Coveiro.
Mais perto tão perto que ela sentiu medo de se machucar, mais teve mais medo ainda de não mais encontra Miguel, de dizer para ele que tinha sido um erro se separar que o amava que queria ele de volta... Em fim fechou os olhos um segundo antes do caminho chegar onde ela estava.
Abriu os olhos e viu, o caminhão passar por ela de braços abertos sentiu como se fosse parte do carro naquele momento... Estranho era mais como ser um fantasma viu o motorista passar por ela, e se ele a pudesse ver, veria penas meio corpo no banco de seu carro... Alice na quele momento sobre tudo sobre que o homem... Se chamava Alex era motorista a vinte anos e aquela era sua ultima viagem prometera a alguém mudar de emprego por isso ele cantava.
Depois a cabine passou e ela sentiu as arvores mortas passando por ela, sentiu mesmo um pouco de vidas nela como sentira no motorista, sentiu o frio do metal tocar seu estomago e depois o cheiro da fumaça do escapamento por fim o caminhão passou por ela. Alice fechou os braços ouvindo o carro se afastar aos poucos foi se ajoelhando e começando a chorar.
-Mãe ainda não e hora de ir embora. Ouviu a voz ao seu lado e tentou ignorar-la. –Você ainda não terminou o que veio fazer. Sentiu dedos tão gelados quanto o metal do caminhão tocarem seu rosto.
-Por que vocês não me dizem o que querem? A mão tocou os cabelos, Alice sentiu eles serem enrolados como um criança brincaria com os cabelos da mãe. –Nos estamos dizendo mais a senhora não esta ouvindo.
-O que vocês fazem e só repetir a mesma coisa me mostram imagens do passado que não me dizem nada.
-A mãe quanto mais você demora a entender mais... Neste momento Alice explodiu em raiva e gritou.
-Não me chame de mãe. Gritou e não havia ninguém ao seu lado, levantou-se e falou para o espaço vazio. –Eu não sou mãe eu não tenha filha, não sei quem e você, me deixe... Parou, abaixou a cabeça. –Me deixe morrer em paz.
-Morrer não. Diz uma voz que não vinha de parte nem uma. –Ainda não primeiro salve-nos.
Alice olhou para as próprias mãos.
-Eu salvar-los e quem ira salvar a mim? Sentia os pés no chão, lhe deu vontade de correr pra tentar sair da cidade mais não o fez sabia que era impossível sair.
–Vocês só repetem perdão, perdão mais para quem e este perdão? Olhava para as mãos. Quando uma gota de água tocou a palma explodindo e muitas partículas, não eram suas lagrimas.
Mais gotas chegaram a sua mão, a sua roupa ao chão em volta olhou para o alto e notou a fumaça se desfazer. Começava uma chuva... nuvens negras cobriam o céu. Alice correu para a varanda da antiga venda vendo a chuva aumentar.
A água molhava o sangue seco no chão, lavando ele em sua enxurrada, a água caia limpa do céu e assumia um tom vermelho ao tocar o chão. Um vento forte balançou seu cabelo. Uma forte rachada de água tocou seu rosto fazendo a mulher andar de costas para a porta e entrar no lugar.
Sentou-se de costa para o balcão imaginando que tipo de fantasma poderia aparecer ali daquela fez, a se ela soubesse que estava fora do mundo dos fantasmas se soubesse que todas as portas estavam abertas, mais não sabia e alheia a oportunidade acabou dormindo ouvindo o som da chuva.
-Engraçado como tudo acontece. Alice saiu de seu sono atraída pela voz masculina a qual o tom ela já conhecia. Por um momento achou que fosse o Coveiro, já ia apanhar a arma quando percebeu que não era. –O que vai atirar em mim outra vez? Ao seu lado sentado em posição fetal estava o fantasma de antes escondendo o rosto entre as pernas.
-Não, não vou. Disse ela sentindo os olhos pesado de sono lá fora a água escorria pelo telhado ainda chovia forte. –Você esta sempre por aqui? Ela perguntou e sentiu vontade de rir chegou mesmo a expressar um riso fraco da pergunta “você vem sempre aqui?” pensou que ele diria “só dês do dia que morri” não houve nada disso.
-Estou sempre aqui neste bar, sabe os mortos não entram nas casas, não os nativos daqui por razoes que eu desconheço. Ele se movia pra frente e pra traz enquanto falava.
Alice achou algo semelhante em sua voz algo no seu jeito suas roupas, roupas... Lembrou do Coveiro sem roupa na sua frente as jaqueta de couro largada no chão a mesma jaqueta que aquele fantasma usava.
-Hei seu irmão e o Coveiro não e? Falou em um tom quase eufórico. Ouviu um som que pareceu ser um riso mais não podia ter certeza.
-E assim que o chamam agora, sim e ele meu irmão querido, veio pra cá por que eu o chamei em sonho assim como sua filha te chamou. Mais queria não ter feito. Ouviu um suspirar pesaroso vindo dele.
-Por quê? Alice engoliu e seco. –Por que os fantasmas não o usarão para tentarem sair como estão me usando.
-Sair. Parou de balançar e levantou a cabeça mais os cabelos ainda cobriam todo o rosto. –Você acha que e sair que nos queremos?
-Não sei e tudo tão confuso, Me diga.
-Os fantasmas como você diz. Olhou para fora. –Não gostam do meu irmão por razoes que você deve saber.
-Diga. Ela não queria mais charadas.
-Meu irmão foi o único que enterrou cada cidadão morto nesta cidade, os que morreram primeiro a os que morriam com o tempo os visitantes, só que a maioria antes de ir pra debaixo da terra ele violou.
-Ele? Alice estava perdendo a sonolência.
-Ele fez sexo com os corpos sem vida e sorte a minha meu corpo não esta aqui, acho que ele não teria perdoado nem a mim.
Alice ouvia a tudo com um no na garganta.
-Sorte a dele eles não entrarem nas construções, e não terem muita força quando e dia se não ele já seria parte de nos, porem mesmo durante o dia ele evita sair muito. Alice refletiu um pouco sobre a frase e era verdade não via muito o Coveiro pelas ruas.
-Então porque não o deixam ir? Se não gostam dele. Ela exclamou tentando ver o rosto do homem.
-Não e escolha nossa deixar alguém ir ou não a pessoa tem que querer.
-Eu quero ir embora?
-Não. No instante seguinte ele estava sentando do outro lado bem próximo a ela, Alice não quis olhar pra ele. –Se você quisesse sair já tinha ido.
-Eu não sei como sair.
-Sim você já sabe mais não quer, esta com medo de encarar a realidade depois deste pesadelo. Falava em um tom pela primeira vez fantasmagórica. –Vai acabar como a velha.
Ele falou da mesma forma que o Coveiro falaria o que fez Alice se levantar no salto. Olhou para as paredes fazias para o chão sujo e não viu ninguém. Como já era de se esperar.
-Veja um novo visitante. Alice olhou para fora e viu uma pequena sombra subir os degraus da varanda sem procurar o fantasma novamente ela partiu para fora.

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